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20 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Colheita do milho avança e chega a 63,9% da área monitorada pelo Projeto SIGA-MS – MAIS SOJA

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou 63,9% da área monitorada pelo Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. O percentual está 2,9 pontos percentuais abaixo do observado no mesmo período da safra 2024/2025.

A Região Norte apresenta o maior percentual de área colhida, com 76,4%, seguida pela Região Centro, com 64,9%, e pela Região Sul, que alcançou 61,6%.

Em relação às condições das lavouras, 69% da área avaliada apresenta boas condições, enquanto 19,7% estão classificadas como regular e 11,3% como ruim. Os maiores percentuais de lavouras em condições desfavoráveis estão concentrados nas regiões Centro e Sul-Fronteira.

O avanço da colheita ocorre em um cenário de transformação no uso das áreas agrícolas de Mato Grosso do Sul. Nesta safra, foram cultivados 2,206 milhões de hectares de milho, o equivalente a 46% da área ocupada pela soja.

A mudança está relacionada, principalmente, à adequação ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que levou produtores a redirecionarem parte das áreas para outras culturas e atividades, como sorgo, chia, carinata, milheto, melancia e pastagens.

Para o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, os números refletem um processo de reorganização do calendário agrícola e das estratégias adotadas pelos produtores. “A redução da área de milho não representa uma diminuição da atividade agrícola em Mato Grosso do Sul, mas uma mudança na composição das culturas. O produtor está ajustando o planejamento da propriedade às condições de risco climático e às oportunidades de mercado, buscando maior segurança e eficiência no uso da área”.

Previsão indica contraste entre calor e entrada de frente fria

O monitoramento do CEMTEC/SEMADESC aponta a manutenção de um evento El Niño de intensidade forte a muito forte, com probabilidade de 90% de atuação no segundo semestre.

Para os próximos dias, a previsão indica temperaturas elevadas, de até 40°C, principalmente nas regiões Norte e Pantanal. Na sequência, a entrada de uma frente fria deve provocar queda nas temperaturas na metade sul do estado, com mínimas previstas entre 7°C e 11°C.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27 – MAIS SOJA

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.

Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.

No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.

Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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Sustentabilidade

Quinta-feira deve seguir registrando preços de milho estáveis no Brasil – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho deve ter estabilidade nas cotações nesta quinta-feira. Os agentes encontram impasse nas negociações, fator que sustenta a manutenção dos preços. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em alta, enquanto o dólar sobe frente ao real.

O mercado brasileiro de milho apresentou preços sustentados em um ambiente de negócios travado no decorrer desta quarta-feira. Os produtores seguiram mais retraídos na fixação da oferta, especulando com possíveis valorizações no curto prazo. Esse comportamento foi sustentado pelo avanço recente dos contratos futuros, além da melhora observada na paridade de exportação, fatores que contribuíram para elevar as expectativas dos vendedores.

Os consumidores mantiveram uma postura relativamente comedida nas negociações. Em várias localidades, parte da indústria está recebendo volumes firmados anteriormente. Ainda assim, já foi possível observar parte dos compradores adotando uma atuação mais ativa na busca por lotes, mas com dificuldades em encontrar volumes disponíveis nos níveis de preço desejados.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 69,50/72,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 69,00/71,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 62,00/64,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 68,00/70,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/59,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 60,00/62,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro operam com avanço de 4,25 centavos de dólar, ou 0,85%, cotados a US$ 5,02 1/4 por bushels.

* O mercado segue no território positivo, apoiado pela alta do petróleo, pela queda do dólar e por sinais de menor potencial produtivo das lavouras norte-americanas. Os participantes da Pro Farmer Crop Tour avaliam condições inferiores às do ano passado em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos.

* No oeste de Iowa, a produtividade média do milho foi estimada em 191,80 bushels por acre no Distrito 1, 189,73 no Distrito 4 e 190,59 no Distrito 7. No ano passado, as estimativas eram de 197,89, 207,25 e 195,03 bushels por acre, respectivamente.

* Em Illinois, a Pro Farmer projetou produtividade média de 184,19 bushels por acre, abaixo da média de 199,15 bushels por acre dos últimos três anos e dos 199,57 bushels por acre estimados na expedição do ano passado.

* Os dados reforçam as preocupações com o potencial produtivo da safra norte-americana, especialmente em um momento considerado crítico para a definição dos rendimentos das lavouras.

* Ontem (19), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,73, alta de 9,75 centavos, ou 2,10% relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,98, avanço de 10,00 centavos, ou 2,04% por bushel em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra avanço de 0,28%%, a R$ 5,1918. O Dollar Index registra recuo de 0,04%, a 98.786 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices baixos. Paris, -0,32%. Frankfurt, -0,60%. Londres, -0,34%.

* As principais bolsas da Ásia operaram altas. Xangai, +0,24%. Japão, +1,36%.

* O petróleo opera com alta. Setembro do WTI em NY: US$ 88,81 o barril (+3,47%).

AGENDA

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

20:30 – Japão: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, julho).

– Final do Crop Tour da Pro Farmer nos Estados Unidos e divulgação das estimativas de produtividade e safra dos EUA para milho e soja.

– China: Banco do Povo da China anuncia taxa preferencial de empréstimos (LPR).

—–Sexta-feira (21/08)

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

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Sustentabilidade

Dose econômica ótima: maximizando o retorno do nitrogênio na cultura do milho – MAIS SOJA

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O nitrogênio (N) é o nutriente exigido em maior quantidade pelo milho e o que mais limita sua produtividade. No Brasil, a ureia é a fonte mais utilizada devido ao menor custo, porém, sua aplicação a lanço sem incorporação pode resultar em perdas por volatilização superiores a 50% (Tasca et al., 2011; Sangoi, 2016).

Sendo o N o principal motor para altas produtividades, definir sua dose econômica ótima é essencial para maximizar o potencial da lavoura sem causar danos ambientais ou perdas financeiras. Para isso, deve-se primeiro estabelecer a produtividade atingível da área, pois o ambiente de produção (interação entre solo, clima e manejo) é o que determina a demanda da cultura. Dados da região Pampeana, na Argentina (Figura 1), ilustram essa dinâmica: ambientes de produtividade muito baixa (até 6,5 t/ha) demandam cerca de 130 kg/ha de N total (fração do solo + fertilizante), enquanto ambientes médios (10,6 t/ha) e muito altos (acima de 14,1 t/ha) exigem, respectivamente, cerca de 215 kg/ha e 300 kg/ha de N total.

Figura 1. Modelos de resposta ao N (N no solo 0-60 cm na semeadura – Ns + N do fertilizante – f). Com base em 788 experimentos de milho sem irrigação e 3.044 dados de produtividade de lavouras na Argentina.
 Adaptado de: Correndo et al. (2021)

Como os solos agrícolas normalmente já aportam de 50 a 80 kg/ha de N, a adubação complementar apresenta alta viabilidade. A cultura do milho produz de 25 a 35 kg de grãos para cada 1 kg adicional de N, uma eficiência que supera com folga a relação de troca histórica (custo do fertilizante), que é de aproximadamente 10 kg de grãos para pagar 1 kg de N. Assim, a adubação nitrogenada é economicamente viável até o ponto de máxima eficiência. Como exemplo prático (Tabela 1), considerando um solo com aporte natural de 50 kg/ha de N e uma relação de troca de 10:1, as doses econômicas ótimas de fertilizante recomendadas variam conforme o potencial do ambiente: 50 kg/ha de N (muito baixo), 89 kg/ha (baixo), 115 kg/ha (médio), 133 kg/ha (alto) e 171 kg/ha (muito alto).



Tabela 1. Modelos de resposta de nitrogênio. Com base em 788 ensaios de milho sem irrigação, 3.044 dados de produtividade na Argentina.
Adaptado de: Correndo et al. (2021)
Referências:

CORRENDO, A. A. et al. Attainable yield and soil texture as drivers of maize response to nitrogen: A synthesis analysis for Argentina. Field Crops Research v. 273, n. 108299, 2021. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429021002458 >, acesso: 01/08/2026

PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.

SANGOI, L. Understanding plant density effects on maize growth and development: an important issue to maximize grain yield. Ciência Rural, v. 31, n. 1, p. 159-168, 2001. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/cr/a/zY9sFXJX5c5DKYWjpKgjC5R/?format=html&lang=en >, acesso: 01/08/2026

TASCA, F. A. et al. Volatilização de amônia do solo após aplicação de ureia convencional ou com inibidor de urease. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 35, p. 493-505, 2011. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rbcs/a/sLFYvMczLq4rf95RKL6YdTJ/?lang=pt >, acesso: 01/08/2026

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