Sustentabilidade
Colheita do milho avança e chega a 63,9% da área monitorada pelo Projeto SIGA-MS – MAIS SOJA

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou 63,9% da área monitorada pelo Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. O percentual está 2,9 pontos percentuais abaixo do observado no mesmo período da safra 2024/2025.
A Região Norte apresenta o maior percentual de área colhida, com 76,4%, seguida pela Região Centro, com 64,9%, e pela Região Sul, que alcançou 61,6%.
Em relação às condições das lavouras, 69% da área avaliada apresenta boas condições, enquanto 19,7% estão classificadas como regular e 11,3% como ruim. Os maiores percentuais de lavouras em condições desfavoráveis estão concentrados nas regiões Centro e Sul-Fronteira.
O avanço da colheita ocorre em um cenário de transformação no uso das áreas agrícolas de Mato Grosso do Sul. Nesta safra, foram cultivados 2,206 milhões de hectares de milho, o equivalente a 46% da área ocupada pela soja.
A mudança está relacionada, principalmente, à adequação ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que levou produtores a redirecionarem parte das áreas para outras culturas e atividades, como sorgo, chia, carinata, milheto, melancia e pastagens.
Para o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, os números refletem um processo de reorganização do calendário agrícola e das estratégias adotadas pelos produtores. “A redução da área de milho não representa uma diminuição da atividade agrícola em Mato Grosso do Sul, mas uma mudança na composição das culturas. O produtor está ajustando o planejamento da propriedade às condições de risco climático e às oportunidades de mercado, buscando maior segurança e eficiência no uso da área”.
Previsão indica contraste entre calor e entrada de frente fria
O monitoramento do CEMTEC/SEMADESC aponta a manutenção de um evento El Niño de intensidade forte a muito forte, com probabilidade de 90% de atuação no segundo semestre.
Para os próximos dias, a previsão indica temperaturas elevadas, de até 40°C, principalmente nas regiões Norte e Pantanal. Na sequência, a entrada de uma frente fria deve provocar queda nas temperaturas na metade sul do estado, com mínimas previstas entre 7°C e 11°C.
O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Algodão fecha em baixa em NY com dólar em alta frente a outras moedas – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quarta-feira.
O dólar em alta contra o real e outras moedas foi aspecto baixista para a pluma no dia. Segundo traders, fatores técnicos contribuíram para as perdas.
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,03 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 1,18 centavo, ou de 1,4%. Março/2027 fechou a 83,12 centavos, desvalorização de 1,05 centavo, ou de 1,2%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Soja fecha em baixa em Chicago com expectativa pelo USDA, dólar forte e espera pela China – MAIS SOJA

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos para grão e óleo, e cotações mais altas para farelo. O mercado foi pressionado por uma série de fatores, como a perspectiva de um relatório negativo de oferta e demanda, que será divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento de Agricultura do país (USDA). A força do dólar frente a outras moedas e a ausência da China na ponta compradora – em função de feriado por lá – completam o quadro baixista.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,541 bilhões de bushels. Em setembro, a previsão era de 4,535 bilhões.
Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 311 milhões de bushels, contra 310 milhões indicados em setembro. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 123,8 milhões de toneladas, recuando frente ao atuais 124 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá reduzir sua estimativa de 125,3 milhões para 125,2 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar por bushel ou 0,42%, a US$ 12,97 1/2 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,14 1/2 por bushel, recuo de 4,75 centavos de dólar por bushel ou 0,36%.
Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com ganho de US$ 11,00 por tonelada ou 3,10%, a US$ 365,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 67,68 centavos de dólar por libra-peso, retração de 2,23 centavo ou 3,18%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Bioestimulantes contra estresse ajudam a elevar produtividade da soja para 138,97 sacas por hectare – MAIS SOJA

Extrair o potencial genético máximo da soja exige precisão técnica e rigor operacional. Essa realidade ficou evidente no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), no qual a Fazenda Lago Bonito, localizada em Mundo Novo (GO), sagrou-se campeã nacional na categoria Irrigado. A propriedade atingiu a impressionante marca de 138,97 sacas por hectare, servindo como uma verdadeira vitrine de inovação para a sojicultura brasileira.
Entre os principais fatores que impulsionaram o resultado, destaca-se o foco estratégico em nutrição avançada e fisiologia vegetal. O uso de bioestimulantes para a redução de estresse desempenhou um papel determinante na proteção e no desenvolvimento da lavoura nas fases mais críticas do ciclo produtivo.
De acordo com o consultor Dheividy Fernandes, responsável técnico pela conquista, as soluções biológicas e o equilíbrio nutricional foram indispensáveis para sustentar a planta. “A escolha de uma cultivar de alto teto produtivo, adequada à época de plantio, foi o primeiro passo. Em seguida, associamos o equilíbrio nutricional via solo e foliar ao uso de bioestimulantes. Essa estratégia foi crucial para mitigar os picos de estresse térmico e hídrico em fases críticas, que vão do florescimento ao enchimento de grãos (R1 a R5.5)”, explica Fernandes.
Para que os bioestimulantes e a genética expressassem a máxima eficiência, o manejo do solo recebeu atenção rigorosa. O consultor aponta que a alta produtividade exige uma exploração profunda do perfil da terra.
“Trabalhamos fortemente na descompactação e na correção em profundidade por meio de calagem e gessagem. O objetivo foi eliminar o alumínio tóxico e disponibilizar cálcio nas camadas inferiores. Isso permitiu o desenvolvimento de raízes profundas, aumentando a absorção de água e nutrientes, o que deu sustentação a um elevado número de vagens por planta”, detalha.
Outro pilar decisivo para o título nacional foi a obsessão pela qualidade do plantio e a proteção fitossanitária preventiva. No campo, o monitoramento constante blindou o terço inferior da soja contra pragas como percevejos, lagartas e tripes, além de combater doenças como a mancha-alvo e a podridão de grãos. O manejo utilizou a associação de fungicidas sítio-específicos e multissítios desde o estágio vegetativo, além de defensivos seletivos e biológicos para preservar os inimigos naturais.
Para Fernandes, o Desafio do CESB vai além da premiação, funcionando como uma ferramenta de evolução para todo o setor. “O comitê é fundamental porque quebra os tetos produtivos e mostra o real potencial da cultura no país”.
“O desafio funciona como um ‘raio-X’ da fazenda, pois força o ajuste fino de cada processo — da velocidade e profundidade da semente na semeadura até o timing rigoroso de aplicação no campo. A participação nos força a refinar a gestão e gera aprendizados práticos que depois escalamos para toda a nossa área comercial, provando que produzir mais na mesma área é o caminho mais sustentável e rentável para a sojicultura”, finaliza o campeão nacional.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 26 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, SIMBIOSE, 3tentos, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, ICL, Jacto, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
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