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8 de outubro de 2026

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Pesquisa aponta que 81% dos brasileiros consideram fundamental que candidatos acreditem em Deus

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Levantamento inédito da UFF e UFRJ mostra que exigência é ainda mais forte entre as classes mais pobres. Estudo também aborda a visão da população sobre Estado laico e instituições religiosas

Oito em cada dez brasileiros e brasileiras (81%) afirmam ser fundamental que seus (suas) candidatos (as) nas eleições acreditem em Deus. Essa percepção é mais aguçada entre classes mais pobres (89% das pessoas cujos rendimentos não passam de um salário mínimo)  do que entre os mais ricos (57%, entre aqueles que ganham de 10 a 20 salários mínimos mensais).

Os dados integram levantamento inédito do Laboratório de Estudos Socioantropológicos em Política, Arte e Religião (LePar), da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentado nessa quarta-feira (19) na abertura do 1º Congresso Internacional e Multidisciplinar sobre Sociedade: religião, política e valores, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A análise mostra a figura do Deus cristão, sobretudo nos estratos mais pobres. Sete em cada dez pessoas ouvidas (74%) concordam que Deus faz as pessoas serem melhores (entre os que ganham até um salário mínimo, a taxa é de 86%). Já 82% defendem que as escolas devem ensinar crianças e adolescentes a acreditar em Deus.

“Mas, curiosamente, essa valorização significativa de Deus não se traduz em mais confiança nas instituições religiosas, sobretudo igrejas, que costuram o cotidiano religioso”, afirmou a socióloga Christina Vital, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFF.

No estudo, 56% das pessoas disseram que confiam na Igreja Católica – a instituição com mais credibilidade no Brasil. Depois, apareceram as igrejas protestantes (51%) e os centros kardecistas (19%).

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Christina avaliou que isso atinge a própria ideia de Estado: metade (54%) da amostra da pesquisa defende que o Estado não seja laico. “Existe confusão sobre o que é laicidade. Quando perguntadas sobre isso, ouvimos muitas coisas diferentes e que não se relacionam com a separação entre religião e Estado”, disse.

Para Michel Gherman, que lidera o Observatório das Crises das Democracias das Américas (UNLP) da UFRJ, esses números apontam como as extremas direitas instrumentalizaram as religiões a partir do desejo de retorno a uma espécie de tempo sagrado.

“Isso significa dizer que não foi a ascensão desse cristianismo protestante no Brasil que fortaleceu a extrema direita, mas, antes, foi ela quem conseguiu instrumentalizar alguns valores dessa percepção religiosa do mundo para o seu ‘projeto de passado’”, avaliou.

Ele citou como exemplo o fato de sete em cada dez candidatos a cargos políticos no Rio de Janeiro acreditarem (ou dizerem que acreditam) que existe uma espécie de conspiração progressista para degeneração moral das pessoas por meio da escola.

“Como essas práticas religiosas têm certo desejo de ordem, elas produzem essas teorias de que ‘existe algo que não vemos’, mas que governa as coisas. E, daí, as extremas direitas se valem disso para se fortalecer”.

Christina Vital, da UFF, disse que existe uma retórica universal da perda de algo, no presente, que havia no passado. “E ela atravessa a cor da pele, as classes sociais, o gênero, etc.”. Esse medo não tem uma conformação política única, mas tem contornos mais à esquerda e outros mais à direita. “No campo do gênero, por exemplo, é de onde surge a ideia de que as mulheres adquiriram espaços sociais que não deviam”.

“Mas é um fato que existe regularidade estatística entre ser evangélico e votar na extrema direita. Isso significa uma relação de identidade: os brasileiros votam em quem julgam que se parecem com eles”, disse Lucio Rennó, cientista político da Universidade de Brasília (UnB).

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Apoiadores de Flávio Bolsonaro querem mobilizar 500 mil eleitores a mais a votarem no 2º turno

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Matemática do grupo suprapartidário em Mato Grosso é que cada voto fará a diferença na corrida pelo Palácio do Planalto contra o presidente Lula

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PODE), diz que a campanha de segundo turno a favor do senador Flávio Bolsonaro (PL-MT) em Mato Grosso mira conquistar até 500 mil votos dos eleitores que não participaram do primeiro turno. 

A abstenção atingiu 22%,20% do eleitorado no domingo (4) em Mato Grosso. O percentual equivale a 585.668 eleitores. É um recorde em número absoluto, mas ficou na média das eleições passadas, proporcionalmente.  

“Nós teríamos condição de, teoricamente, ter 400 mil, 500 mil votos a mais [do que no primeiro turno], que em uma eleição disputada, podem ser fundamentais”, disse Russi. 

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Flávio Bolsonaro obteve, em nível nacional, 56,1 milhões de votos, diferença abaixo de 3 milhões de votos válidos na comparação ao presidente Lula (PT-SP), que chegou a 53,8 milhões. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro, em segundo turno, por uma diferença próxima de votos. 

Hoje (9), uma comitiva de deputados eleitos e reeleitos entregou a Flávio Bolsonaro, em Brasília, uma carta assinada por 18 políticos em apoio a ele. O grupo suprapartidário tentará mobilizar eleitores a votarem no dia 25. 

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Polícia Civil identifica por câmeras e prende homem que assaltou floricultura no Centro-Norte de Cuiabá

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Suspeito de 38 anos invadiu estabelecimento, rendeu vigia com faca e acumula histórico de crimes patrimoniais desde 2010

A Polícia Civil cumpriu, nessa quarta-feira (7.10), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 38 anos, investigado por um roubo praticado contra uma floricultura situada no bairro Centro-Norte, na Capital.

O crime ocorreu na madrugada do dia 14 de julho, por volta das 4h45. Conforme as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, o suspeito arrombou a porta principal do estabelecimento, quebrando o vidro, rompendo os cadeados e forçando os trincos de segurança.

O alarme despertou o vigia que passava a noite no estabelecimento. Ao sair para verificar o que havia ocorrido, ele foi rendido pelo investigado na calçada e obrigado a retornar para o interior da loja.

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Durante a ação, o suspeito ameaçou a vítima de morte, empunhando uma faca e simulando portar uma arma de fogo sob as roupas. Sob ameaça, o funcionário foi obrigado a indicar onde estavam o dinheiro, os celulares e os notebooks.

O autor subtraiu dois aparelhos celulares pertencentes à empresa, com os respectivos carregadores, e fugiu em seguida. O prejuízo total, somados os bens levados e os danos causados ao imóvel, foi avaliado em R$ 3.500.

A investigação da Derf teve como ponto de partida a análise das imagens das câmeras de segurança do estabelecimento. Com base nas características físicas do autor, os investigadores fizeram consultas aos registros policiais e confrontaram as imagens, chegando à identificação do suspeito. A descrição fornecida pela vítima também foi compatível com os elementos reunidos durante a apuração.

O levantamento revelou que o investigado possui extensa trajetória criminal, com registros por furto e roubo desde 2010, incluindo duas ocorrências por furto registradas neste ano, em abril e junho, pouco antes do crime contra a floricultura.

Com base no conjunto de elementos reunidos no inquérito policial, a Derf Cuiabá representou pela prisão preventiva do suspeito, medida deferida pelo Poder Judiciário.

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Segundo o delegado Hugo Abdon, a prisão interrompe a atuação de um autor reiterado de crimes patrimoniais na região central da Capital.

“O investigado demonstrou disposição para escalar a violência, passando do furto ao roubo mediante grave ameaça com faca contra um trabalhador. A identificação só foi possível graças ao trabalho minucioso de análise de imagens realizado pela equipe e à colaboração da vítima”, destacou.

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Polícia Civil prende mulher em Várzea Grande por vender conta bancária usada em golpe contra idoso

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Suspeita confessou ter recebido R$ 400 para ceder dados a golpistas; vítima do Amapá perdeu R$ 14 mil em falso anúncio de carro

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (7.10), em Várzea Grande, uma mulher de 23 anos, suspeita de ter cedido sua conta bancária para receber valores obtidos mediante fraude aplicada contra um idoso no município de Macapá (AP).

As investigações tiveram início após a vítima, um homem de 61 anos, procurar a Polícia Civil do Amapá para registrar um boletim de ocorrência e informar que foi induzida a efetuar um Pix de R$ 14 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social, negócio que se revelou fraudulento.

Como o valor foi transferido para a conta bancária em nome de uma mulher moradora de Várzea Grande, a Polícia Civil do Amapá entrou em contato com a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso, que encaminhou o caso para a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.

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A partir de investigações e diligências contínuas e ininterruptas, as equipes conseguiram localizar a suspeita e efetuar a prisão em flagrante nesta quarta-feira, no bairro Jardim dos Estados.

Em depoimento, ela confessou ter vendido os dados da própria conta bancária por R$ 400 a um indivíduo que anunciava, em seu perfil no Instagram, a compra de contas bancárias de terceiros.

A conduta está tipificada no artigo 171, § 2º-A, inciso VII, do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, gratuita ou onerosamente, conta bancária para que nela transitem recursos destinados ao financiamento de atividade criminosa ou dela provenientes.

A suspeita não teve fiança arbitrada e aguarda a realização da audiência de custódia.

O delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, reforçou que a venda ou cessão de contas bancárias a terceiros para receber valores ilícitos é crime. “Você pode se tornar investigado por fraudes das quais sequer participou diretamente, mesmo sem intenção de lesar a vítima final”, afirmou o delegado.

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