Sustentabilidade
Dose econômica ótima: maximizando o retorno do nitrogênio na cultura do milho – MAIS SOJA

O nitrogênio (N) é o nutriente exigido em maior quantidade pelo milho e o que mais limita sua produtividade. No Brasil, a ureia é a fonte mais utilizada devido ao menor custo, porém, sua aplicação a lanço sem incorporação pode resultar em perdas por volatilização superiores a 50% (Tasca et al., 2011; Sangoi, 2016).
Sendo o N o principal motor para altas produtividades, definir sua dose econômica ótima é essencial para maximizar o potencial da lavoura sem causar danos ambientais ou perdas financeiras. Para isso, deve-se primeiro estabelecer a produtividade atingível da área, pois o ambiente de produção (interação entre solo, clima e manejo) é o que determina a demanda da cultura. Dados da região Pampeana, na Argentina (Figura 1), ilustram essa dinâmica: ambientes de produtividade muito baixa (até 6,5 t/ha) demandam cerca de 130 kg/ha de N total (fração do solo + fertilizante), enquanto ambientes médios (10,6 t/ha) e muito altos (acima de 14,1 t/ha) exigem, respectivamente, cerca de 215 kg/ha e 300 kg/ha de N total.
Figura 1. Modelos de resposta ao N (N no solo 0-60 cm na semeadura – Ns + N do fertilizante – f). Com base em 788 experimentos de milho sem irrigação e 3.044 dados de produtividade de lavouras na Argentina.
Como os solos agrícolas normalmente já aportam de 50 a 80 kg/ha de N, a adubação complementar apresenta alta viabilidade. A cultura do milho produz de 25 a 35 kg de grãos para cada 1 kg adicional de N, uma eficiência que supera com folga a relação de troca histórica (custo do fertilizante), que é de aproximadamente 10 kg de grãos para pagar 1 kg de N. Assim, a adubação nitrogenada é economicamente viável até o ponto de máxima eficiência. Como exemplo prático (Tabela 1), considerando um solo com aporte natural de 50 kg/ha de N e uma relação de troca de 10:1, as doses econômicas ótimas de fertilizante recomendadas variam conforme o potencial do ambiente: 50 kg/ha de N (muito baixo), 89 kg/ha (baixo), 115 kg/ha (médio), 133 kg/ha (alto) e 171 kg/ha (muito alto).

Tabela 1. Modelos de resposta de nitrogênio. Com base em 788 ensaios de milho sem irrigação, 3.044 dados de produtividade na Argentina.

Referências:
CORRENDO, A. A. et al. Attainable yield and soil texture as drivers of maize response to nitrogen: A synthesis analysis for Argentina. Field Crops Research v. 273, n. 108299, 2021. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0378429021002458 >, acesso: 01/08/2026
PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.
SANGOI, L. Understanding plant density effects on maize growth and development: an important issue to maximize grain yield. Ciência Rural, v. 31, n. 1, p. 159-168, 2001. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/cr/a/zY9sFXJX5c5DKYWjpKgjC5R/?format=html&lang=en >, acesso: 01/08/2026
TASCA, F. A. et al. Volatilização de amônia do solo após aplicação de ureia convencional ou com inibidor de urease. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 35, p. 493-505, 2011. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rbcs/a/sLFYvMczLq4rf95RKL6YdTJ/?lang=pt >, acesso: 01/08/2026

Sustentabilidade
Sucessor®, o novo e potente inseticida da UPL, com tecnologia BlastTM, possui efeito de choque extremo para combate das principais pragas da soja, milho e algodão – MAIS SOJA

A UPL Brasil, empresa do Grupo UPL, fornecedor global de soluções agrícolas sustentáveis, eleva sua linha de inseticidas ao mais alto padrão de eficácia com Sucessor®, solução com formulação inédita e tecnologia Blast™, que combate as mais importantes pragas da soja e milho (complexo de percevejos e cigarrinha) e do algodão (bicudo).
Sucessor® fortalece ainda mais a liderança da UPL em inseticidas contra pragas, posição conquistada com contínuos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, além de escuta ativa dos produtores e pesquisadores.
Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, assinala: “Sucessor® é o resultado de mais de 10 anos de investimentos em pesquisa e representa a evolução do controle de pragas, sendo o único produto da categoria registrado para as três culturas. Essa inovação da UPL é reflexo do nosso modelo de inovação que escuta as necessidades do campo para desenvolver tecnologias aderentes aos principais desafios da lavoura, apoiando o agricultor que precisa de ferramentas cada vez mais modernas, eficientes, confiáveis e consistentes”.
Leandro Valerim, gerente do portfólio de inseticidas da UPL Brasil, acrescenta: “Sucessor® combina choque extremo, velocidade de ação, longo efeito residual e consistência de controle. Esses diferenciais só são possíveis devido à tecnologia de formulação Blast™, desenvolvida pela UPL, que possibilita a combinação de ingredientes ativos originalmente incompatíveis em uma formulação altamente sinérgica e consistente.”
Sucessor® proporciona choque extremo sobre os alvos, com eliminação, em média, entre 30 minutos e uma hora. Consequentemente, os agricultores precisam de menos aplicações para combater os insetos que causam tantos prejuízos aos cultivos. A velocidade e eficácia do evento de choque também reduz a taxa e velocidade de reinfestação, adicionando ao efeito prolongado do produto na lavoura.
O produto chega ao mercado após testes realizados em diferentes regiões do Brasil nas últimas safras. Os resultados comprovam seus atributos positivos, informa o pesquisador Geraldo Papa, que avaliou a performance do produto no campo. Papa destaca que “tanto para percevejos da soja como do milho e para bicudo do algodão, Sucessor® está no mesmo nível dos melhores”.
Ele diz: “se pegar os três melhores para o bicudo, Sucessor® está no mesmo nível ou melhor em alguns aspectos; se pegar os melhores para controle de percevejos em soja, Sucessor® entrou no mesmo nível e em alguns aspectos melhor; e para o percevejo barriga-verde do milho, a mesma coisa”.
O pesquisador Edivaldo Velini também acompanhou o desenvolvimento da tecnologia de formulação do produto e experimentos de Sucessor®. Para ele, um mérito é a tropicalização da tecnologia. Ou seja: “a tecnologia Blast™ permitiu que a eficácia fosse comprovada em condições brasileiras, o que dá muito mais segurança para os agricultores utilizarem o produto em suas lavouras”. Ele destaca também a captura de sinergismo entre os princípios ativos, assim como a estabilidade da formulação, este “o grande diferencial do produto”.
“Gerar a inovação que transforma o agro por meio da escuta ativa do campo é parte de quem somos. É nossa responsabilidade colocar no mercado soluções que ajudam o agricultor brasileiro a superar os desafios de cada safra. Com Sucessor®, avançamos muito nesse compromisso”, ressalta o CEO Cristiano Figueiredo.
Sobre a UPL
A UPL Ltd. (NSE: UPL & BSE: 512070, LSE: UPLL) é uma fornecedora global de produtos e soluções agrícolas sustentáveis, com receita anual superior a US$ 5,2 bilhões. Além disso, o Grupo está focado em acelerar o progresso do sistema alimentar por meio do conceito OpenAg®. Consequentemente, tem construído uma rede que está reimaginando a sustentabilidade e redefinindo a maneira como uma indústria inteira pensa e trabalha – aberta a novas ideias, e inovação como missão de tornar cada produto alimentício mais sustentável.
Como uma das maiores empresas de soluções agrícolas do mundo (presentes em mais de 140 países, representados por mais de 12.000 colaboradores globalmente), o seu robusto portfólio consiste em soluções inovadoras, biológicas e tradicionais de proteção de cultivos – com mais de 15.000 registros. Para obter mais informações e soluções em toda a cadeia de valor alimentar, Mais informações, clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
El Niño ‘explosivo’ pode ser um dos mais fortes desde 1950 entre janeiro e março de 2027, com Pacífico acima de 4°C; veja o que vem pela frente

Os dados divulgados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) mostram que o El Niño continua ganhando força e pode alcançar uma intensidade histórica nos próximos meses. Segundo a agência, a probabilidade de o fenômeno permanecer forte a muito forte entre janeiro e março de 2027 supera 83%.
A intensificação foi observada principalmente nas águas do Pacífico equatorial. No último mês, foram registradas anomalias de temperatura da superfície do mar superiores a 4 °C em partes do Pacífico equatorial oriental. O índice Niño-3.4 chegou a +2,1 °C, enquanto o Niño-3 atingiu +3,0 °C e o Niño-1+2 alcançou +3,9 °C.
A NOAA também aponta que as condições abaixo da superfície do oceano continuam reforçando o fenômeno. As temperaturas subsuperficiais permanecem mais de 10 °C acima da média em profundidade no Pacífico oriental, enquanto mudanças nos ventos, na convecção e na precipitação indicam que oceano e atmosfera estão atuando de forma conjunta para fortalecer o El Niño.
O cenário chama ainda mais atenção quando são consideradas as chances de um evento histórico. A NOAA estima 54% de probabilidade de que a intensidade do fenômeno supere o nível de eventos anteriores entre setembro e novembro, 83% entre outubro e dezembro e 70% entre novembro e janeiro. O critério considera um RONI de três meses igual ou superior a +2,5 °C.
Apesar da força do fenômeno, a NOAA ressalta que a intensidade do El Niño, sozinha, não determina exatamente como o clima vai se comportar em cada região. A distribuição das chuvas, a atuação de sistemas meteorológicos de menor escala e o momento em que esses eventos ocorrem também são fundamentais para definir os impactos sobre o Brasil e sobre a agricultura.
Para a safra 2026/27 de soja, portanto, o alerta está ligado principalmente à possibilidade de mudanças no padrão de chuva e temperatura ao longo dos próximos meses. O El Niño já está estabelecido e se fortalecendo, mas seus efeitos não representam uma garantia de estiagem ou excesso de chuva. A próxima Discussão de Diagnóstico do ENSO da NOAA está prevista para 12 de novembro de 2026.
Sustentabilidade
Algodão fecha em baixa em NY com dólar em alta frente a outras moedas – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quarta-feira.
O dólar em alta contra o real e outras moedas foi aspecto baixista para a pluma no dia. Segundo traders, fatores técnicos contribuíram para as perdas.
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,03 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 1,18 centavo, ou de 1,4%. Março/2027 fechou a 83,12 centavos, desvalorização de 1,05 centavo, ou de 1,2%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
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