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20 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

MPE investiga cobrança de R$ 60 por carro em cartão-postal de Chapada

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou um inquérito civil para apurar a cobrança de uma taxa de R$ 60 por veículo para acesso ao empreendimento Morro dos Ventos, Mirante e Restaurante, em Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá.

A suspeita é de que a cobrança esteja sendo feita para utilização de acesso por via pública, o que poderia configurar restrição ao livre trânsito e prática abusiva contra consumidores.

A investigação foi aberta pelo promotor de Justiça Leandro Volochko, após notícia de fato apresentada por um consumidor à Ouvidoria do MP. Segundo o relato, o estabelecimento continuaria exigindo o pagamento mesmo depois da Prefeitura de Chapada dos Guimarães apontar a possível ilegalidade da cobrança e informar a abertura de procedimento administrativo para apurar o caso.

Conforme a denúncia, o valor chegou a ser efetivamente pago pelo consumidor, que teria recebido apenas um ticket interno como comprovante da cobrança. A Prefeitura informou ao órgão ministerial que a fiscalização municipal já havia identificado a irregularidade e lavrado o Auto de Infração 015/2025, relacionado à cobrança e ao suposto impedimento ao livre trânsito em via pública.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Município (PGM), o empreendimento apresentou defesa, que atualmente está sob análise do órgão jurídico. A administração municipal também informou ter notificado previamente o estabelecimento para que suspendesse a cobrança.

Apesar do procedimento administrativo já instaurado pela Prefeitura, o promotor considerou necessário aprofundar a apuração, diante da possível violação aos direitos dos consumidores e ao livre acesso às vias públicas. Entre as medidas determinadas, está uma visita in loco ao empreendimento para verificar se a cobrança continua sendo realizada, como ela é exigida e se existem cancelas, barreiras físicas ou outros mecanismos de controle de acesso.

Também deverão ser verificadas eventuais placas informativas no local. O MP também notificará o representante legal do Morro dos Ventos para apresentar, em até 15 dias, defesa sobre os fundamentos jurídicos da cobrança e documentos que considerar pertinentes.

Além disso, o Município de Chapada dos Guimarães deverá encaminhar ao Ministério Público, no prazo de 15 dias, cópia integral do processo administrativo. A Secretaria Municipal de Planejamento deverá informar a natureza jurídica da via utilizada para chegar ao empreendimento, apresentando mapas, memoriais descritivos e projetos aprovados.

Os Procons Municipal e Estadual também serão consultados para informar se existem reclamações, procedimentos administrativos ou autuações relacionadas à cobrança de acesso ao local.

“Nesse contexto, decido instaurar Inquérito Civil com o objetivo de apurar a possível cobrança irregular para acesso a empreendimento turístico mediante utilização de via pública, eventual restrição ao livre trânsito, possível prática abusiva nas relações de consumo e a adequação das providências adotadas pelo Poder Público Municipal”, determinou.

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Agro Mato Grosso

Campo Verde transforma produção de algodão em oportunidades de investimento

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Agro Mato Grosso

FMC reúne especialistas e lança Rustop® durante 10ª edição do Experts Café

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Evento, realizado em Ribeirão Preto, reúne consultores para dois dias de discussões sobre desafios e novas tecnologias para a cafeicultura e lançamento de fungicida inovador

 

A FMC, empresa global de ciências para agricultura, reúne, até 19 de agosto, em Ribeirão Preto (SP), cerca de 60 consultores de diferentes regiões produtoras de café do Brasil para a 10ª edição do Experts Café. O encontro promove discussões técnicas, troca de experiências e atualização sobre os principais desafios da cafeicultura, com destaque para o lançamento de Rustop®, novo fungicida da companhia voltado ao manejo da ferrugem e da cercosporiose.
A programação do Experts Café 2026 foi estruturada para discutir temas que impactam diretamente o desempenho dos cafezais, como manejo de doenças, pragas, condições climáticas extremas, cenário da próxima safra e novas estratégias para uma cafeicultura mais eficiente e sustentável. O primeiro dia do evento será marcado pela apresentação de Rustop®, enquanto a programação dos demais momentos aprofunda o posicionamento da tecnologia e sua contribuição para o manejo da cultura.
Nova tecnologia para um dos principais desafios do cafezal

A ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, está entre as doenças de maior impacto econômico para a cafeicultura. A doença pode reduzir a área foliar, afetando o vigor das plantas, a qualidade dos frutos e a produtividade.
O desafio se torna ainda maior diante das variações climáticas observadas nas diferentes regiões produtoras. Por isso, o monitoramento das lavouras e a adoção de estratégias eficientes de manejo são fundamentais para preservar o potencial produtivo do cafezal.
É nesse cenário que a FMC apresenta Rustop®, fungicida que traz a molécula inédita fluindapir, exclusiva da companhia, em combinação com azoxistrobina. A tecnologia reúne dois modos de ação complementares para ampliar a proteção contra a ferrugem e a cercosporiose (Cercospora coffeicola).
A combinação dos dois ingredientes ativos contribui para um manejo mais eficiente das doenças e para a redução do risco de desenvolvimento de resistência, oferecendo ao produtor uma nova ferramenta para integrar às estratégias de proteção do cafezal.

Luís Grandeza, gerente de cultivos da FMC

“Nessa edição comemorativa de 10 anos do Experts Café temos um espaço importante para estarmos próximos de quem vive os desafios da cafeicultura no campo e, principalmente, para promover uma troca qualificada de conhecimento. Temos um momento ainda mais especial com a apresentação de Rustop®. A tão esperada tecnologia chega à cafeicultura trazendo uma combinação de modos de ação e uma molécula inédita, reforçando o compromisso da FMC com inovação e com soluções que apoiem o produtor na construção de uma lavoura mais produtiva e sustentável”, destaca Luís Grandeza, gerente de cultivos da FMC.
Participam do encontro consultores de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, incluindo profissionais das principais regiões cafeeiras mineiras.

 

Conhecimento para antecipar desafios

Além do lançamento de Rustop®, a programação do Experts Café contempla debates sobre diferentes aspectos que influenciam o desempenho da cafeicultura. Entre os temas estão o manejo de doenças, perspectivas climáticas e seus impactos sobre a fisiologia do cafeeiro, cenário de safra, redução de estresse e estratégias para o manejo de pragas.

O encontro também contará com apresentações sobre o portfólio de biológicos da FMC e discussões sobre o futuro da cultura, reforçando a proposta da companhia de atuar não apenas com soluções para problemas específicos, mas também com conhecimento e tecnologias integradas para apoiar as decisões ao longo do ciclo produtivo.

Para Fernanda Duarte, desenvolvedora de mercado da FMC, a troca com consultores de diferentes regiões amplia a capacidade de compreender os desafios particulares de cada ambiente de produção.

“Reunir consultores que acompanham de perto diferentes realidades da cafeicultura brasileira é uma oportunidade de ampliar o diálogo e transformar conhecimento em estratégias práticas para o campo. O Experts Café nasceu com esse propósito e, ao chegar à sua 10ª edição, reforça a importância de construir essa relação de confiança e compartilhar soluções que façam sentido para as diferentes regiões produtoras”, afirma.

 

 

Sobre a FMC

A FMC Corporation é uma empresa global de ciências agrícolas dedicada a auxiliar produtores rurais na produção de alimentos, rações, fibras e combustíveis para uma população mundial em expansão, adaptando-se a um ambiente em constante mudança. As soluções inovadoras de proteção de cultivos da FMC – incluindo produtos biológicos, nutrição de cultivos, agricultura digital e de precisão – permitem que produtores e consultores agrícolas enfrentem seus maiores desafios econômicos, protegendo o meio ambiente. A FMC está comprometida em descobrir novos ingredientes ativos de herbicidas, inseticidas e fungicidas, formulações de produtos e tecnologias pioneiras que sejam consistentemente melhores para o planeta. Visite fmc.com para saber mais e siga-nos no LinkedIn®.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reitera à Energisa a necessidade de avanços na energia do campo

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Ampliação da rede trifásica, manutenção de faixas de servidão e oscilações de tensão estão entre as demandas reunidas nos 35 Núcleos em Mato Grosso

Ampliação da rede trifásica, manutenção das faixas de servidão e a estabilidade da tensão fornecida às propriedades estão entre os pedidos dos produtores rurais que a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem levado à Energisa. As demandas foram reunidas em reuniões realizadas nos 35 Núcleos da entidade, posicionados estrategicamente de norte a sul do estado, e reiteradas à concessionária de energia por meio de ofício em encontro realizado na última sexta-feira (14), em Cuiabá.

A agenda dá continuidade às tratativas que a associação vem conduzindo junto à Energisa e ao Governo de Mato Grosso, em reuniões técnicas, audiências públicas sobre a renovação da concessão e no acompanhamento direto do dia a dia dos produtores.

O trabalho nos Núcleos é o canal pelo qual a entidade organiza o que chega do campo. Entre 2025 e 2026, foram 41 reuniões com produtores de diferentes regiões, que consolidaram mais de 320 demandas. Os 36 grupos de WhatsApp mantidos entre produtores e a equipe da concessionária somam outros 2.160 registros. O material permite identificar onde estão e quais são as principais demandas.

“A energia elétrica é um grande gargalo do nosso estado, principalmente quando pensamos em irrigação e em armazéns. Algumas localidades ainda têm limitação na quantidade de energia disponível e o trifásico não chega a todos os lugares. Mato Grosso precisa avançar nesse sentido para se desenvolver ainda mais. Estamos tratando do tema há bastante tempo, temos tido reuniões sucessivas tanto com o Governo do Estado quanto com a Energisa, justamente buscando essa melhoria”, afirma o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

Paranatinga é um exemplo de como o levantamento ganha contorno local. Um dos maiores municípios do estado, com eixos rodoviários que chegam a 200 quilômetros em direção ao norte, tem parte expressiva da rede instalada antes da expansão agrícola das últimas décadas.

“É bastante rede antiga. O município é muito grande e não está com uma estrutura preparada para o que ele é hoje, principalmente no agro”, diz o delegado coordenador do Núcleo de Paranatinga, Jean Marcell Benetti. Entre os pontos mais citados na região: postes em más condições, fios em altura inadequada, falta de energia frequente, transformadores com capacidade limitada e pouca rede trifásica na área rural.

A ampliação do trifásico aparece como condição para novos investimentos. Sem ela, propriedades que pretendem construir armazéns precisam recorrer a soluções próprias. “Uma fazenda aqui perto, para fazer um armazém, precisaria puxar uma rede privada trifásica de cerca de 17 quilômetros. São em torno de dois milhões só para puxar energia”, relata.

A manutenção das faixas de rede é o ponto que os produtores classificam como o mais urgente neste momento. Paranatinga é o município com mais cabeceiras em Mato Grosso, o que amplia as áreas de reserva legal e de preservação permanente e faz as linhas cruzarem esses trechos com mais frequência do que em outras localidades.

Com a vegetação seca da estiagem, as ocorrências de princípios de incêndios aumentam. “Nesse período, o problema se agravou. O fio enrosca em árvores, algum equipamento pode soltar faísca e queimar a mata que fica debaixo da rede”, explica. “A urgência hoje é a limpeza das redes e o reforço da equipe, para ter um atendimento melhor”.

Na avaliação da diretoria, o dialogo tem avançado e o passo seguinte é a execução. “Avançamos no diálogo com a Energisa, no levantamento das demandas nos Núcleos e na previsão de novos investimentos. Agora, o principal desafio é fazer com que esses investimentos cheguem efetivamente ao produtor, com mais rede trifásica, capacidade de carga e qualidade no fornecimento”, diz o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Ele observa que o atendimento a ocorrências emergenciais como queda de fios, postes e obstrução de linhas, apresentou melhora. Em situações recorrentes, como oscilações ao longo do dia, a associação pede maior eficiência no atendimento.  “Em resumo, avançamos no diálogo e no planejamento; precisamos avançar na execução”.

No ofício entregue ao diretor-presidente da concessionária, Marcelo Vinhaes, a associação solicita a apresentação de um plano de ação para as demandas já encaminhadas pelos produtores, com prazos definidos e acompanhamento de resultados. Pede ainda a criação de protocolo específico nos canais de atendimento para o registro de oscilações de tensão por consumidores do Grupo B e a participação da associação na instância de governança do Programa MT Trifásico.

A Aprosoja MT reforça que energia elétrica de qualidade, estável e com capacidade compatível com a atividade produtiva deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a constituir infraestrutura indispensável à competitividade de Mato Grosso.

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