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8 de outubro de 2026

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Estudo na Mongólia testa fungos para recuperar pastagens degradadas

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Pesquisadoras apresentaram na Mongólia resultados de estudos que apontam o uso de fungos micorrízicos como ferramenta para recuperar terras degradadas e reforçar o combate à desertificação. O trabalho foi lançado em Ulaanbaatar, no contexto da 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (COP17), com foco na função desses microrganismos na estrutura e na fertilidade do solo.

Os fungos micorrízicos vivem em associação com as raízes das plantas e formam redes subterrâneas extensas. Nesse processo, recebem carbono produzido na fotossíntese e, em troca, ajudam as plantas a absorver água e nutrientes, como fósforo e nitrogênio. Segundo as pesquisadoras Toby Kiers e Burenjargal Otgonsuren, essas redes também contribuem para unir partículas do solo, reduzir a erosão e ampliar a resistência das plantas à seca e a outros estresses ambientais.

A estratégia em teste na Mongólia consiste em cercar pequenas áreas de pastagem para interromper temporariamente a entrada de animais e a ação humana. A proposta é que esses espaços funcionem como refúgios de biodiversidade subterrânea e, futuramente, como fontes de fungos locais para projetos de restauração.

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O experimento é liderado por Burenjargal Otgonsuren, ecóloga especializada em micorrizas. Ela instalou seis áreas cercadas em regiões de estepe e deserto. Os primeiros resultados, obtidos em 2025, mostraram vegetação mais alta dentro das áreas protegidas em comparação com o entorno.

De acordo com a pesquisadora, levantamentos indicam que até 91% das pastagens degradadas da Mongólia poderiam ser recuperadas em algum grau, desde que a recuperação considere a saúde do solo e a proteção da biodiversidade subterrânea. Nas amostras analisadas, cerca de 90% das sequências de DNA fúngico pertenciam a espécies ainda desconhecidas pela ciência. Foram identificadas 541 unidades taxonômicas associadas aos fungos micorrízicos apenas na região do Gobi.

Para as pesquisadoras, a presença de espécies adaptadas às condições locais reforça a importância de conservar esses organismos no próprio território e incorporá-los às políticas de combate à desertificação.

A proposta apresentada na COP17 combina proteção temporária de áreas de pastagem, conservação de fungos locais e monitoramento da biodiversidade subterrânea como base para a restauração de terras degradadas. Na avaliação das pesquisadoras, o solo saudável é um elemento central para a recuperação da vegetação e da estabilidade das pastagens.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Encontro de mulheres rurais reúne produtoras do Noroeste do Paraná em Mirador

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Produtoras e agricultoras do Noroeste do Paraná participam nesta quinta-feira (8) do 15º Encontro de Mulheres Rurais do Território Noroeste, em Mirador. Promovido por cinco prefeituras, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mirador e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), o evento será realizado das 9h às 15h30 no Salão Paroquial de Mirador e deve reunir cerca de 260 participantes.

O encontro é voltado a mulheres ligadas à agricultura, incluindo proprietárias, trabalhadoras rurais e aposentadas do meio rural. A programação prevê orientações sobre direitos trabalhistas e previdenciários, cuidados com a saúde da mulher e palestras sobre desenvolvimento pessoal.

As participantes também terão contato com a experiência de uma agroindústria de Paraíso do Norte especializada na produção de mel e derivados da apicultura. O encerramento terá uma palestra sobre o uso de produtos naturais como alternativa de cuidado com a saúde.

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Segundo a organização, a iniciativa busca ampliar o acesso das produtoras a informações que contribuam para o reconhecimento formal do trabalho feminino no campo e para a regularização de atividades com potencial de geração de renda. “Muitas mulheres participam diariamente das atividades da propriedade, mas nem sempre têm seu trabalho reconhecido formalmente. Isso pode dificultar o acesso a direitos e também à regularização de atividades que podem gerar renda, como as agroindústrias”, afirmou Danilo Tiveron, extensionista do IDR-Paraná.

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Entre os direitos previdenciários relacionados à atividade rural estão aposentadoria por idade rural, salário-maternidade, pensão por morte, benefícios por incapacidade e o reconhecimento da condição de segurado especial, conforme os critérios da legislação previdenciária.

Dados do Censo Agropecuário 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, dos 30.619 estabelecimentos agropecuários existentes no Noroeste do Paraná, 4.378 tinham mulheres como responsáveis, o equivalente a 14,2% do total. No Censo Agropecuário de 2006, essa participação era de aproximadamente 10%.

O 15º Encontro de Mulheres Rurais do Território Noroeste será realizado no Salão Paroquial de Mirador, na Rua Rocha Pombo, 69, reunindo produtoras da região em uma programação voltada a direitos, produção e geração de renda no meio rural.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Irregularidade das chuvas limita plantio da soja em Mato Grosso

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O plantio da soja 2026/27 deve enfrentar obstáculos distintos até meados de outubro em duas das principais regiões produtoras do país, segundo a Ampere Consultoria. Em Mato Grosso, a irregularidade das chuvas limita a semeadura de sequeiro e mantém o foco no estabelecimento das lavouras. No Paraná, a previsão de volumes acima de 100 milímetros pode reduzir as janelas de operação no campo.

Em Mato Grosso, as precipitações previstas até o fim da primeira quinzena de outubro devem seguir irregulares, com volumes de até 40 milímetros, principalmente nas faixas oeste e sul do estado, de acordo com a consultoria. As chuvas já permitem avanço pontual dos trabalhos, mas parte das regiões produtoras ainda registra baixa disponibilidade de água no solo.

Segundo a Ampere Consultoria, a distribuição das chuvas nas próximas semanas será determinante para garantir condições adequadas de germinação e emergência das plantas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a semeadura da soja alcançava 9,4% da área nacional em 5 de outubro.

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A meteorologista da Ampere Consultoria, Patrícia Cassoli, afirmou que, enquanto a umidade favorece o avanço da semeadura em áreas do Centro-Sul, no Centro-Norte a irregularidade das precipitações mantém a atenção voltada ao estabelecimento das lavouras.

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No Paraná, o cenário é inverso. As chuvas das últimas semanas melhoraram a umidade do solo e favoreceram o avanço da semeadura. Ainda assim, a previsão de temporais e acumulados superiores a 100 milímetros até a primeira quinzena do mês pode reduzir as janelas para as operações em campo.

A consultoria avalia que precipitações frequentes e volumes elevados podem dificultar a entrada de máquinas nas lavouras e provocar paralisações pontuais. O contraste entre o excesso de umidade no Sul e a irregularidade das chuvas no Centro-Norte marca o início do plantio da safra 2026/27.

Até meados de outubro, o avanço da semeadura da soja deve seguir condicionado ao comportamento das chuvas, com restrições por baixa regularidade em Mato Grosso e risco de interrupções pontuais dos trabalhos no Paraná.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Exportações de soja desaceleram em outubro e devem cair 13% em comparação ao mês passado

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta 6,18 milhões de toneladas de soja embarcadas pelo Brasil em outubro, queda de 3,4% em relação às 6,40 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2025. Para o milho, a estimativa é de 5,34 milhões de toneladas, recuo de 6,2% ante as 5,69 milhões de toneladas embarcadas em outubro do ano passado.

Segundo o Informativo Mensal da entidade, as projeções são baseadas na programação de embarques. Na comparação com setembro, quando o Brasil exportou 7,11 milhões de toneladas de soja, a estimativa para outubro representa queda de 13,1%, acompanhando o movimento sazonal de desaceleração após o pico de embarques registrado no início do segundo semestre.

Com a projeção de outubro, os embarques de soja acumulados no ano chegam a 107,58 milhões de toneladas, alta de 6% em relação às 101,48 milhões de toneladas registradas entre janeiro e outubro de 2025. A Anec mantém a previsão de exportação de 114 milhões de toneladas de soja pelo Brasil em todo o ano de 2026.

Milho

No milho, a projeção de outubro indica estabilidade em relação a setembro. O Brasil exportou 5,31 milhões de toneladas do cereal no mês passado, enquanto a estimativa atual é de 5,34 milhões de toneladas, alta de 0,5%.

Considerando a programação de outubro, as exportações brasileiras de milho somam 24,80 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a outubro, queda de 16,3% ante as 29,64 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

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A Anec destaca ainda que a colheita do milho de segunda safra está praticamente concluída, com 99,9% da área já colhida. Restam apenas algumas áreas no Paraná e em São Paulo.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para 144 milhões de toneladas a estimativa da produção brasileira de milho na safra 2025/26. A projeção de consumo interno para 2026 também foi elevada, passando de 95 milhões para 98,2 milhões de toneladas.

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