Connect with us
21 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Lavouras de canola avançam em floração no RS com otimismo, apesar do clima úmido – MAIS SOJA

Published

on


As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento adequados. Predominam as fases de florescimento, formação de síliquas e enchimento de grãos. A estrutura reprodutiva demonstra, em geral, elevada emissão floral e bom potencial de formação de síliquas, embora se observe, em algumas áreas, redução no desenvolvimento dessas estruturas e no número de sementes por síliqua.

O excesso de precipitações, a persistência de elevada umidade e a baixa luminosidade também interferiram no desempenho das parcelas mais tardias e aumentaram a preocupação com a polinização e a condição física do solo.

Em termos fitossanitários foram identificados focos localizados de traça-dascrucíferas, com danos às síliquas, além da necessidade de monitoramento para as doenças canela-preta e mofo-branco. Apesar de as condições meteorológicas terem imposto restrições ao acesso às lavouras e à realização de tratamentos, o quadro sanitário está, em geral, favorável, e o potencial produtivo positivo.

A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em Maçambara, aproximadamente 70% das lavouras estão em floração com bom desenvolvimento. As áreas semeadas ou ressemeadas tardiamente foram mais afetadas pela elevada umidade e baixa luminosidade, com reflexos no crescimento vegetativo e no aumento da incidência de doenças foliares.

Na de Frederico Westphalen, a cultura apresenta desenvolvimento satisfatório. Estão 2% da área em desenvolvimento vegetativo, 48% em florescimento e 50% em enchimento de grãos. As condições climáticas do período favoreceram a evolução das lavouras e a formação das estruturas reprodutivas. Não há registro de problemas fitossanitários significativos.

Na de Ijuí, 70% estão em florescimento, 23% em formação de síliquas e grãos e 7% em desenvolvimento vegetativo. As plantas apresentam elevada quantidade de flores, sem evidências expressivas de falhas de fecundação e com bom número de síliquas. Entretanto, o limitado desenvolvimento das síliquas vem reduzindo o número de sementes formadas em cada estrutura.

Na de Pelotas, o estande está satisfatório. Estão 80% das plantas em florescimento e 20% em desenvolvimento vegetativo. As chuvas intensas, acumuladas nas últimas semanas, acompanhadas de muitos dias nublados e de elevada umidade relativa, afetaram o desenvolvimento e aumentaram a apreensão quanto aos efeitos do excesso hídrico contínuo nas lavouras.

Na de Santa Rosa, 8% em desenvolvimento vegetativo, 60% em floração, 30% em enchimento de grãos e 2% em maturação. O estado geral dos cultivos está bom, e o potencial produtivo favorável. Foram identificados danos pontuais atribuídos à traça-das-crucíferas, principalmente nas síliquas, com consumo da epiderme e exposição ou comprometimento do conteúdo das estruturas reprodutivas. A incidência dessa praga ainda não apresenta caráter generalizado, mas aumenta a preocupação com a necessidade de acesso às lavouras em estádios avançados, quando o trânsito de máquinas pode provocar danos mecânicos relevantes.

Em Garruchos, são observadas as primeiras áreas em maturação. Na de Soledade, cerca de 5% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo e 95% em florescimento e formação de síliquas. Apesar do excesso de chuvas, os estados nutricional e fitossanitário estão satisfatórios. O monitoramento tem sido direcionado à traça-dascrucíferas e às doenças canela-preta e mofo-branco.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Frederico Westphalen foi R$ 131,00; na de Ijuí, R$ 132,60; na de Santa Rosa, R$ 132,31.

Fonte: Emater/RS



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema: Trigo atinge maior valor em 19 dias em Chicago, mas mercado interno segue em ritmo lento – MAIS SOJA

Published

on


As cotações do trigo também subiram nesta semana, com o primeiro mês cotado batendo em US$ 6,82/bushel no fechamento do dia 20/08 (quinta-feira), o mais alto valor em 19 dias úteis, contra US$ 6,52/bushel uma semana antes.

Nos EUA a colheita do trigo de inverno avançou para 96% da área no dia 16/08, contra 94% na média. Por sua vez, a colheita do trigo de primavera, naquele país, chegou a 41% da área total, contra 34% na média. E no Brasil, os preços permaneceram estáveis em R$ 70,00/saco no Rio Grande do Sul e R$ 75,00 no Paraná.

Segundo a Conab, o plantio está encerrado no país, com 20,3% da área em emergência, 53,9% em desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 20,3% em enchimento de grãos e 9% em maturação. Até o dia 11/08 a colheita do trigo também já havia alcançado 4,7% do total da área cultivada, com Goiás já tendo atingido a 70% da área, Minas Gerais 35%, Mato Grosso do Sul 10% e São Paulo 5%.

Enquanto no Rio Grande do Sul a colheita ainda está distante, no Paraná a mesma se inicia em setembro. Neste momento, segundo a Conab, quase todas as áreas daquele estado são classificadas como boas, já que o clima está favorecendo o desenvolvimento.

Apesar disso, algumas regiões apresentam plantas amareladas devido ao excesso de umidade do solo. Ventos fortes também foram relatados e causaram acamamento pontual. De foram geral, o último relatório da Conab aponta para uma colheita total de trigo, no país, em 5,8 milhões de toneladas, confirmando a tendência por nós indicada semanas atrás.

Quanto ao comportamento do mercado, o sul do país segue com baixa liquidez. “No Rio Grande do Sul, a pouca disponibilidade limita os negócios. Vendedores pedem R$ 1.350,00 por tonelada FOB, enquanto compradores aceitam até R$ 1.320,00, sem avanço nas tratativas. A cobertura dos moinhos avançou até cerca de 20 de setembro, em um ambiente de moagem baixa e margens pressionadas pelo descompasso entre trigo e farinha. O farelo aparece como o produto com melhor sustentação de preços. Para a safra nova, o mercado segue praticamente parado, com cerca de 60 mil toneladas negociadas até agora.

Em Santa Catarina, a ausência de ofertas de trigo local mantém os moinhos abastecidos, principalmente com produto de estados vizinhos. Para trigo pão, as referências ficam entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 por tonelada. E no Paraná, cresce a preocupação com o abastecimento da próxima safra diante da redução da área plantada e do risco de chuvas excessivas em fases críticas da cultura. Os preços para a safra nova variam de R$ 1.450,00 em setembro a R$ 1.400,00/tonelada em novembro. Os negócios seguem travados (cf. TF Agronômica).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

Continue Reading

Sustentabilidade

Trigo/RS: Excesso de umidade atarda desenvolvimento e exige atenção para doenças – MAIS SOJA

Published

on


As lavouras de trigo apresentam desenvolvimento regular, parcialmente prejudicado pelo excesso de precipitações, pela persistência de nebulosidade e pela baixa disponibilidade de radiação solar. Essas condições reduziram a taxa de crescimento e retardaram a progressão
fenológica em parte dos cultivos, resultando em plantas de menor porte, coloração verdepálida e, nos ambientes mais úmidos, amarelecimento das folhas inferiores. Também se observa a formação de colmos mais delgados, levando ao menor acúmulo de biomassa.

Em termos fenológicos, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo (82%), e parcelas implantadas mais precocemente avançam para a floração (14%) e enchimento de grãos (4%). O prolongado período de molhamento foliar e a elevada umidade têm aumentado a pressão de doenças, especialmente oídio, manchas foliares e ferrugens. Nas áreas em floração, a elevada umidade do solo vem restringindo o trânsito de máquinas e reduzindo as janelas para a aplicação de fungicidas.

Apesar das condições meteorológicas, o potencial produtivo permanece, em geral, satisfatório. A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o desenvolvimento das lavouras tem sido prejudicado, causando amarelecimento e sinais associados à baixa aeração radicular. As aplicações de fungicidas ficaram concentradas às reduzidas janelas de tempo firme, direcionadas principalmente para os cultivos em floração.

A presença de insetos-praga está baixa, mas há necessidade de maior atenção às doenças foliares. Na de Caxias do Sul, a baixa luminosidade, associada à elevada precipitação, retardou o desenvolvimento das plantas, mantendo a maior parte das lavouras em perfilhamento. Os produtores realizam adubação nitrogenada e controle de plantas invasoras. O estabelecimento inicial é considerado adequado, embora tenham sido registradas falhas de germinação em algumas áreas.

Na de Frederico Westphalen, 70% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 15% em florescimento e 15% em enchimento de grãos. A nebulosidade persistente e a reduzida radiação solar limitaram o desenvolvimento. Já a umidade excessiva do solo restringiu as operações mecanizadas e concentrou o manejo na aplicação de fungicidas.

Na de Ijuí, 95% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 5% em floração. As plantas apresentam coloração verde-pálida, amarelecimento nos locais mais úmidos, maior altura, colmos finos e folhas estreitas. Houve aumento da incidência de oídio e de manchas foliares; nos cultivos em floração foram observados sintomas de mal-do-pé e morte de plantas. A elevada umidade tem dificultado a aplicação de fungicidas e provocado o amassamento de plantas e o atolamento de máquinas nos pontos mais úmidos.

Na de Passo Fundo, todos os cultivos de trigo estão em afilhamento, e a adubação nitrogenada em cobertura foi concluída. Na de Pelotas, 96% estão em desenvolvimento vegetativo e 4% no início do florescimento. As chuvas intensas e em alto volume não causaram danos diretos às lavouras, mas vêm retardando o desenvolvimento das plantas.

Na de Santa Rosa, 73% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 23% em floração e 4% em enchimento de grãos. Nos cultivos em florescimento, a combinação de temperaturas entre 20 e 25 °C com molhamento prolongado favorece as infecções por giberela. Já nas áreas em espigamento, as temperaturas mais elevadas, a nebulosidade e a
alta umidade ampliam a condição de risco para brusone. A abertura de uma janela de tempo firme permitiu a intensificação das aplicações de fungicidas.

Na de Soledade, o excesso de chuva restringiu o manejo fitossanitário e favoreceu a incidência de doenças fúngicas, principalmente manchas foliares e ferrugens, já com sintomas observados em algumas lavouras. Parte das áreas em espigamento havia recebido tratamento preventivo para giberela. A condição geral dos cultivos está satisfatória. Quanto à fenologia, 30% estão em perfilhamento, 55% em elongação do colmo e 15% em espigamento.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,21%, passando de R$ 69,80 para R$ 69,65 com pH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 75,00/sc. para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

Continue Reading

Sustentabilidade

MS: Farelo de soja e DDG de milho agregam valor às exportações do Estado – MAIS SOJA

Published

on


Mato Grosso do Sul consolidou-se como uma das principais potências agrícolas do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na safra de 2025, o Estado ocupou o quinto lugar na produção nacional de soja, com 13,1 milhões de toneladas, e o quarto lugar na produção de milho, com 13,8 milhões de toneladas.  Todavia, os gargalos de armazenamento e logística, que historicamente desafiam o setor, têm impulsionado um movimento estratégico: o processamento dos grãos dentro do próprio Estado.

Da soja é extraído o farelo, obtido a partir do esmagamento do grão para a produção de óleo, seguido de tostagem e moagem, resultando em um insumo de alto teor proteico. Já do milho é extraído o DDG (Dried Distillers Grains, ou grão seco de destilaria), subproduto da moagem, cozimento e fermentação do grão para a produção de álcool, rico em proteínas, fibras e gorduras.

Mesmo classificados como resíduos de processo, esses subprodutos têm se mostrado geradores de agregação de valor significativa. Uma análise da Aprosoja/MS sobre as exportações de junho mostra que, enquanto o grão de soja era comercializado a US$ 0,44/kg, o óleo bruto valia US$ 1,18/kg e o farelo, US$ 0,37/kg. Considerando que cada quilo de soja rende cerca de 19% de óleo e 79% de farelo, o mesmo quilo do grão passa a valer US$ 0,51 quando processado, o que representa um ganho de US$ 0,07/kg em relação à venda in natura.

Os dados de exportação levantados pela Aprosoja/MS mostram um aumento do volume de farelo de soja embarcado pelo Estado entre janeiro e junho de 2026, na comparação com os mesmos meses dos anos anteriores, com destaque para os meses de abril, maio e junho, quando os volumes superaram a casa das 100 mil toneladas. O preço médio do farelo, no entanto, segue a tendência de queda observada desde 2023, o que o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, vê como oportunidade e não como ameaça.

“A queda no preço médio, nesse caso, funciona como uma ferramenta para estimular a demanda pelo grão processado e acelerar a industrialização do setor no Estado. Preço mais competitivo significa mais mercado, e mais mercado significa mais investimento em processamento aqui dentro de Mato Grosso do Sul”.

Milho segue o mesmo caminho

O comportamento das exportações de resíduos de milho segue lógica semelhante, ainda que em volumes menores. Os embarques de DDG por Mato Grosso do Sul também apresentaram alta nos primeiros meses de 2026 frente ao histórico recente, com pico em abril, enquanto o preço médio do produto, depois de recuar entre 2022 e 2024, teve recuperação em 2025 e seguiu em patamar elevado em 2026.

Casos como o da Holanda, que reestrutura sua cadeia pecuária reduzindo o rebanho e elevando a produtividade para atender a normas ambientais mais rígidas, exigem uma alimentação animal mais rica em proteína, favorecem o uso do farelo de soja. Outros países europeus também recorrem ao farelo como insumo na piscicultura.

“O setor que depende desses subprodutos vai demandar cada vez mais. É um mercado que está se tornando mais valorizado, e Mato Grosso do Sul tem todas as condições de ocupar um espaço maior nele”.

O cenário reforça a transição de Mato Grosso do Sul de um estado gerador de matéria-prima para um estado gerador de produtos processados. Essa mudança beneficia toda a cadeia produtiva, eleva o crescimento econômico e traz mais estabilidade e previsibilidade ao mercado.

Fonte: Informativo Econômico 10/2026 – Aprosoja/MS . Acesse gratuitamente aqui.

Fonte: Aprosoja/MS


FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT