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IA reduz em 75% entradas de campo na inspeção de lavouras de algodão

Uma nova solução que combina inteligência artificial, sensoriamento remoto e medições de campo tem tornado a avaliação de estande em lavouras de algodão mais eficiente. A tecnologia, produzida pela Picsel em parceria com a Bureau Veritas, gera mapas de densidade e relatórios técnicos em 20 minutos que complementam o trabalho feito em campo.
Antes da implementação da tecnologia, o procedimento exigia quatro entradas em cada talhão para a realização das medições. Com o modelo híbrido, esse número foi reduzido para uma entrada por talhão, uma redução de 75% nesse tipo de atividade.
O cofundador e head de Novos Mercados e P&D da Picsel, Daniel Miquelluti, ressalta que a presença em campo continua fazendo parte do processo. A diferença é que a medição tradicional realizada em cada talhão passa a ser complementada por imagens de satélite e modelos de inteligência artificial capazes de analisar a variabilidade existente no restante da área.
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Dessa forma, a tecnologia busca ampliar a representatividade da avaliação sem retirar a validação presencial do procedimento. Inicialmente aplicada em Mato Grosso e Bahia, a solução foi posteriormente expandida para Tocantins, Piauí, Rondônia e Goiás.
O executivo da Picsel conta que o projeto nasceu da necessidade de tornar mais ágil e escalável a avaliação de grandes extensões territoriais, mantendo a consistência técnica do processo.
Como funciona a tecnologia
Após o envio dos arquivos geográficos das propriedades, a plataforma processa imagens de satélite e aplica modelos proprietários de inteligência artificial treinados para estimar a densidade do estande de algodão com base na resposta espectral da vegetação e nas características da cultura.
Assim, passados cerca de 20 minutos, o sistema gera mapas de densidade e relatórios técnicos que complementam a medição realizada em campo e apoiam o trabalho dos auditores. Miquelluti afirma que o processo gera uma leitura espacial mais abrangente de cada talhão, com menor necessidade de deslocamentos e de medições presenciais repetidas.
Para desenvolver, treinar e calibrar os modelos, foram utilizadas mais de 12 mil amostras coletadas em campo. De acordo com o executivo, o processo envolveu sucessivos ciclos de treinamento e validação para superar desafios relacionados às diferenças entre regiões produtoras, à cobertura de nuvens nas imagens orbitais, às variações entre safras e às diferentes cultivares utilizadas.
Na primeira safra operacional, a plataforma foi utilizada na análise de 10.267 talhões de algodão. Todos os talhões receberam uma entrada presencial para medição, complementada pela análise remota da área. Em comparação com o protocolo anterior, que previa quatro entradas por talhão, a nova metodologia reduziu em 75% a quantidade de entradas de campo necessárias.
Conforme a Picsel, nos processos de validação, o modelo apresentou erro médio inferior a 0,5 planta por metro nas principais regiões produtoras. A tecnologia também já processou dados reais associados a uma área superior a 800 mil hectares.
“A tecnologia não substitui o trabalho dos auditores, muito pelo contrário. Seu papel é ampliar a capacidade de análise, reduzir deslocamentos e medições repetidas e oferecer uma visão mais abrangente da variabilidade existente em cada área”, reforça Miquelluti.
Segundo ele, o maior desafio foi desenvolver um modelo capaz de manter a precisão em diferentes regiões produtoras e condições de cultivo. “Os testes mostraram que o melhor resultado não vinha da substituição completa do campo, mas da combinação entre uma referência presencial e a capacidade de leitura espacial dos modelos. Mantivemos uma entrada em todos os talhões e utilizamos a inteligência artificial e o sensoriamento remoto para complementar essa medição”, afirma.
Aplicação em outras culturas
Além do algodão, a metodologia desenvolvida pode ser aplicada a outras culturas e processos de inspeção e certificação agrícola.
Segundo a Picsel e a Bureau Veritas, entre os próximos passos do projeto estão a incorporação de novas fontes de dados, a ampliação da cobertura para outras regiões e o desenvolvimento de novas aplicações voltadas à inteligência de riscos no agronegócio.
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SLC Agrícola projeta ampliar em 2,2% a área plantada na safra 2026/27

A SLC Agrícola projetou área plantada de 854,4 mil hectares na safra 2026/27, crescimento de 2,2% sobre os 836,1 mil hectares orçados para 2025/26. A estimativa foi divulgada em fato relevante nesta quarta-feira (7) e considera expansão liderada pelo algodão de segunda safra, principalmente com ampliação da área irrigada. A companhia também informou que fatores climáticos poderão afetar a projeção.
Segundo a SLC Agrícola, a redistribuição do mix de culturas busca maior rentabilidade, em linha com a rotação de culturas e com as práticas adotadas pela empresa no modelo de produção.
Na soja, incluindo grão comercial e sementes, a área deve passar de 429,7 mil hectares para 442,1 mil hectares, avanço de 2,9%. No algodão em pluma, a área total projetada é de 200,4 mil hectares, alta de 0,3%. Dentro desse total, o algodão de primeira safra deve recuar 10,8%, para 92,2 mil hectares, enquanto o algodão de segunda safra deve crescer 12,2%, para 108,2 mil hectares. Já o milho de segunda safra tem previsão de 154,6 mil hectares, queda de 2,3%.
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A companhia também estima aumento de produtividade. Para a soja, a previsão é de 4.080 quilos por hectare, alta de 1,1% ante o orçamento de 2025/26. No milho de segunda safra, a produtividade esperada é de 7.957 quilos por hectare, avanço de 2,8%. No algodão em pluma, a projeção é de 2.075 quilos por hectare na primeira safra e de 2.000 quilos por hectare na segunda, altas de 0,4% e 0,9%, respectivamente.
O custo médio de produção por hectare está estimado em R$ 7.217, alta de 2,2%. A empresa atribuiu a variação principalmente à alta dos fertilizantes em dólar e à inflação projetada de 4%, com compensação parcial pela queda dos defensivos em dólar e pela valorização do real. A SLC informou ainda que 57% do custo de produção está indexado ao dólar e 43% está denominado em reais.
Na posição de hedge da safra 2026/27, a SLC Agrícola informou ter 52,9% da soja com preço travado a US$ 12,36 por bushel e 23,8% com câmbio protegido a R$ 5,3916 por dólar. No algodão, 62,2% da produção está travada a 79,14 centavos de dólar por libra-peso, e 23% tem câmbio protegido a R$ 5,7642 por dólar. Para 2027, a empresa estima ainda venda de 112,5 mil cabeças de gado e produção de 86.280 big bags de sementes.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Fórum em Pelotas debate investimento e expansão da irrigação no sul do RS

O 1º Fórum de Irrigação da Metade Sul do Rio Grande do Sul reuniu nesta quarta-feira (7/10), em Pelotas, representantes do governo, produtores e especialistas para discutir a importância da irrigação para a produção rural. O encontro ocorreu durante a 100ª Expofeira, no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes, com foco em experiências práticas e perspectivas para o desenvolvimento da região.
O subsecretário de Irrigação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Davi Teixeira, participou do debate como mediador. Segundo ele, o Rio Grande do Sul já projetou o investimento necessário para ampliar a área irrigada de sequeiro.
Teixeira afirmou que são necessários aproximadamente R$ 25 bilhões em investimento privado por parte dos produtores, com recursos próprios ou financiados. Pela política de incentivo Irriga+ RS, o Estado precisaria de R$ 3,6 bilhões para subvenção de até 20%.
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De acordo com o subsecretário, estudos da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) indicam que esse recurso pode vir da arrecadação adicional de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) gerada pelo incremento de produtividade proporcionado pela irrigação. Ele também disse que está em estruturação um mapeamento completo da infraestrutura hídrica disponível e das ações necessárias para uma expansão planejada.
Durante o fórum, o produtor rural Gabriel Fernandes, administrador da Estância Santa Maria, afirmou que a pecuária apresenta maior segurança de condução em aspectos como venda, tratos e clima, em comparação com a soja. Segundo ele, a expansão da pecuária intensiva ocorre de forma mais gradual por causa da alta demanda de capital de investimento.
Fernandes defendeu o aumento dos indicadores por hectare e por unidade animal, com ganhos em etapas como desmame, recria e engorda. Na avaliação dele, planejamento, alto rendimento e irrigação estão entre os fatores centrais desse processo.
O engenheiro agrônomo Eduardo Burck, gestor da Estância Capororoca, afirmou que é preciso reduzir entraves governamentais e ambientais em articulação com as entidades. Já o presidente da Farsul, Domingos Velho, defendeu maior atuação na imagem do setor, independentemente da cadeia produtiva e do porte do produtor.
Realizado dentro da 100ª Expofeira de Pelotas, o fórum concentrou o debate sobre ampliação da área irrigada, necessidade de investimento, planejamento da infraestrutura hídrica e uso da irrigação como ferramenta de suporte à produção rural na Metade Sul do Estado.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Encontro de mulheres rurais reúne produtoras do Noroeste do Paraná em Mirador

Produtoras e agricultoras do Noroeste do Paraná participam nesta quinta-feira (8) do 15º Encontro de Mulheres Rurais do Território Noroeste, em Mirador. Promovido por cinco prefeituras, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mirador e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), o evento será realizado das 9h às 15h30 no Salão Paroquial de Mirador e deve reunir cerca de 260 participantes.
O encontro é voltado a mulheres ligadas à agricultura, incluindo proprietárias, trabalhadoras rurais e aposentadas do meio rural. A programação prevê orientações sobre direitos trabalhistas e previdenciários, cuidados com a saúde da mulher e palestras sobre desenvolvimento pessoal.
As participantes também terão contato com a experiência de uma agroindústria de Paraíso do Norte especializada na produção de mel e derivados da apicultura. O encerramento terá uma palestra sobre o uso de produtos naturais como alternativa de cuidado com a saúde.
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Segundo a organização, a iniciativa busca ampliar o acesso das produtoras a informações que contribuam para o reconhecimento formal do trabalho feminino no campo e para a regularização de atividades com potencial de geração de renda. “Muitas mulheres participam diariamente das atividades da propriedade, mas nem sempre têm seu trabalho reconhecido formalmente. Isso pode dificultar o acesso a direitos e também à regularização de atividades que podem gerar renda, como as agroindústrias”, afirmou Danilo Tiveron, extensionista do IDR-Paraná.
Entre os direitos previdenciários relacionados à atividade rural estão aposentadoria por idade rural, salário-maternidade, pensão por morte, benefícios por incapacidade e o reconhecimento da condição de segurado especial, conforme os critérios da legislação previdenciária.
Dados do Censo Agropecuário 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, dos 30.619 estabelecimentos agropecuários existentes no Noroeste do Paraná, 4.378 tinham mulheres como responsáveis, o equivalente a 14,2% do total. No Censo Agropecuário de 2006, essa participação era de aproximadamente 10%.
O 15º Encontro de Mulheres Rurais do Território Noroeste será realizado no Salão Paroquial de Mirador, na Rua Rocha Pombo, 69, reunindo produtoras da região em uma programação voltada a direitos, produção e geração de renda no meio rural.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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