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21 de agosto de 2026

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Polícia Civil apreende R$ 240 mil em espécie e mira esquema de lavagem de dinheiro de facção em Rondonópolis e Cuiabá

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Operação conjunta da GCCO e Draco cumpre mandados nesta quinta-feira (20). Investigação aponta uso de contas de terceiros, carros de luxo e imóveis para ocultar lucros do tráfico

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (20.8), a Operação Arcana para cumprir ordens judiciais contra membros de uma facção criminosa envolvida com lavagem de capitais provenientes de atividades do tráfico de drogas no município de Rondonópolis.

Na operação, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). O objetivo da ação é aprofundar as investigações sobre a atuação dos membros do grupo criminoso.

A operação tem como principal investigado um integrante de uma facção criminosa suspeito de tentar exercer influência e controle territorial na região do bairro Vila Canaã, em Rondonópolis.

As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cuiabá e Rondonópolis. O cumprimento dos mandados conta com o apoio operacional da equipe da Delegacia Regional de Rondonópolis.

A investigação apura, entre outros fatos, a utilização recorrente de dinheiro em espécie, de contas bancárias de terceiros e de outras pessoas para dificultar a identificação da origem e da propriedade de bens e valores.

Até o momento, já foram apreendidos R$ 240 mil em espécie, sendo R$ 150 mil no momento em que o investigado realizava um saque em uma agência bancária, e o restante em sua residência.

Dinheiro em espécie e padrão de vida

As investigações foram iniciadas após a Draco receber informações sobre o possível envolvimento dos investigados nos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. A partir das diligências, os policiais identificaram elementos que indicariam uma incompatibilidade entre a ausência de renda lícita conhecida do principal suspeito e o padrão de vida mantido por ele e sua família.

Segundo as investigações, o investigado não possui vínculo empregatício ou empresa registrada, mas teria residido sucessivamente em condomínios de alto padrão e utilizado veículos de elevado valor, que estavam registrados formalmente em nome de terceiros.

Entre os veículos, foi identificada uma caminhonete Toyota Hilux, avaliada em aproximadamente R$ 270 mil, registrada em nome de terceiro. Posteriormente, o investigado passou a utilizar outra caminhonete, Toyota SW4 Diamond, avaliada em cerca de R$ 475 mil, também registrada em nome de outra pessoa.

Movimentação de valores

As investigações apontaram ainda o uso recorrente de dinheiro em espécie para o pagamento de despesas e aquisição de bens. Em algumas situações, valores em dinheiro eram entregues a terceiros, que posteriormente realizavam transferências via Pix.

Também foram encontradas informações sobre pagamentos de móveis planejados com dinheiro em espécie e sobre a solicitação para construção de um compartimento oculto em um móvel instalado na residência, possivelmente destinado à ocultação de valores provenientes de atividades criminosas.

Uso de terceiros

As investigações apontam também o uso de outras pessoas para ocultar a propriedade de bens. Além dos veículos registrados em nome de terceiros, a investigação identificou um imóvel em Rondonópolis formalmente vinculado a uma familiar do principal investigado, mas sobre o qual ele aparentava exercer domínio, inclusive com acesso a câmeras de segurança e demais sistemas da residência.

A companheira do investigado, que também foi alvo da operação, teria auxiliado na movimentação dos recursos por meio de contas bancárias. Foram identificadas despesas e aquisições realizadas com participação de terceiros, dificultando a identificação dos reais titulares dos valores empregados.

Investigação

Durante a apuração, a Polícia Civil também identificou registros de viagens, hospedagens e outras despesas consideradas incompatíveis com a renda lícita conhecida dos investigados.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela expedição das ordens judiciais, com foco em esclarecer a origem, a movimentação, a ocultação e a destinação dos valores, além de identificar outros possíveis integrantes ou colaboradores do esquema.

Os mandados têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, contratos, comprovantes de pagamentos, registros financeiros, valores em espécie e outros elementos de prova que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. A análise do material apreendido permitirá o aprofundamento das investigações e a identificação de eventual participação de outras pessoas no esquema.

Nome da Operação

O nome da operação, Arcana, faz referência ao significado de algo secreto, oculto ou misterioso, em alusão à forma como o principal investigado, segundo os elementos reunidos no inquérito, movimentaria os recursos financeiros, priorizando o uso de dinheiro em espécie para evitar registros que permitissem o rastreamento das movimentações.

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Provas do Encceja 2026 ocorrem neste domingo em todo o país; confira locais, horários e o que levar

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Exame do Inep certifica jovens e adultos para o ensino fundamental e médio. Participantes devem consultar o Cartão de Confirmação e atentar-se ao fechamento dos portões

Os inscritos no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 fazem as provas neste domingo (23) em todos os estados e no Distrito Federal.

A orientação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é que os participantes consultem previamente o endereço de aplicação da prova no Cartão de Confirmação da Inscrição, disponível na Página do Participante do Encceja. É preciso fazer o login com a conta da plataforma Gov.br.

O documento também apresenta informações como a data e os horários do exame, entre outros dados relacionados à participação. Apesar de não ser obrigatório, o porte do cartão de confirmação de inscrição no dia da prova é recomendado.

Além da Página do Participante, os candidatos podem consultar o local de provas pela central de atendimento do Inep, pelo telefone 0800 616161.

O Encceja é destinado a jovens e adultos que não concluíram seus estudos na idade apropriada para cada nível de ensino.

Data e horários

De acordo com o edital, as provas serão aplicadas nos turnos da manhã e da tarde deste domingo.

Pela manhã, os portões abrem às 8h e fecham às 8h45, no horário de Brasília. As provas começam às 9h e terminam às 13h.

Já na parte da tarde, os portões serão abertos às 14h30 e fechados às 15h15. A aplicação se inicia às 15h30 e vai até as 20h30.

Os participantes com direito a tempo adicional terão 60 minutos a mais, após os horários previstos para encerramento das provas, para finalizar o exame.

O que levar

O participante deve apresentar a via original do documento oficial de identificação para entrar na sala de aplicação do Encceja. Também deve portar caneta esferográfica de tinta preta fabricada com material transparente para transcrever a redação para a folha de redação e fazer as marcações no cartão-resposta da prova.

Os aparelhos eletrônicos devem ficar desligados, debaixo da carteira do candidato, dentro do envelope porta-objetos lacrado e identificado, desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva do local.

Provas

O exame será constituído de quatro provas objetivas, por nível de ensino, cada uma com 30 questões de múltipla escolha e uma proposta de redação.

Para o ensino fundamental, haverá quatro provas objetivas que avaliarão conhecimentos em: ciências, matemática, língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física e redação, redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.

Já o ensino médio cobrará conhecimentos de química, física e biologia, matemática, língua portuguesa com redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.

Encceja

As provas do Encceja Nacional avaliam competências, habilidades e saberes desenvolvidos no processo escolar ou extraescolar.

A participação é voluntária e gratuita, mas é necessário ter, no mínimo, 15 anos completos para o ensino fundamental e, no mínimo, 18 anos completos para o ensino médio na data de realização do exame.

Os resultados do exame podem ser utilizados pelas secretarias de Educação e pelos institutos federais que aderem ao Encceja como referência nos processos de certificação de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio, conforme os critérios estabelecidos por cada instituição certificadora.

O exame também produz informações que podem ser utilizadas em estudos e análises sobre a educação de jovens e adultos, com base nos dados obtidos em sua aplicação.

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Corpo de Bombeiros combate 13 incêndios florestais e extingue nove focos em diferentes regiões de Mato Grosso

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Corporação mantém equipes mobilizadas ininterruptamente nesta quinta-feira (20) para conter o avanço das chamas. Estado registra centenas de focos de calor pelo monitoramento de satélites

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu nove incêndios florestais e mantém três ocorrências sob controle nas últimas 24 horas. As equipes seguem, nesta quinta-feira (20.8), no combate a 13 incêndios nos municípios de Jangada, Confresa, Santo Antônio de Leverger, Querência, Canarana, Peixoto de Azevedo, Matupá, Água Boa, Itiquira e São José do Rio Claro.

Os incêndios extintos estavam nos municípios de Colniza, com três ocorrências, além de Matupá, Rondolândia, Paranaíta, Água Boa, União do Sul e Juara. Já os incêndios classificados como controlados não apresentam risco imediato de propagação, por estarem restritos a áreas consideradas seguras, estão localizados em Paranatinga, em que há ocorrências às margens da MT-130, nas proximidades da área urbana; outra ocorrência próxima da MT-020. Há ainda um incêndio controlado em Nova Santa Helena.

Nessas localidades, ainda há focos isolados e as equipes permanecem mobilizadas no monitoramento das áreas, com atenção a possíveis reignições e à eliminação de eventuais focos remanescentes. Em Nova Santa Helena, o incêndio teve início em uma área de assentamento sob responsabilidade da União, onde o combate foi realizado pelos bombeiros. Por se tratar de uma área de competência federal, o CBMMT solicitou ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman) o apoio de profissionais para reforçar as ações de combate até a extinção total das chamas. Não houve retorno à solicitação.

As equipes seguem mobilizadas no combate ao incêndio em Jangada, onde os dois focos permanecem contidos. As ações têm como prioridade a proteção das propriedades rurais, a redução da intensidade das chamas e a eliminação de possíveis pontos de reignição. A operação conta com o empenho de 19 militares, sete viaturas, uma pá carregadeir e um caminhão pipa, além de duas aeronaves, que atuam no combate direto às chamas, no monitoramento da área e na prevenção da propagação do incêndio. A concessionária responsável pela rodovia também participa da operação, com apoio às margens da BR-364.

Os militares permanecem empenhados ainda no combate a incêndios nos municípios de Santo Antônio de Leverger e Confresa, onde as equipes atuam em duas ocorrências em cada cidade, além dos municípios de Querência, Canarana, Peixoto de Azevedo, Matupá, Água Boa, Itiquira e São José do Rio Claro.

Em todas as ocorrências, as ações são realizadas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As operações contam, quando necessário, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. As forças atuam de forma integrada, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 238 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 153 focos de calor foram registrados na Amazônia, 83 no Cerrado e dois no Pantanal.

Em Terras Indígenas, foram identificados 36 focos de calor, sendo 14 focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; seis na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; cinco na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; dois na Terra Indígena Kayabi, em Apiacás; dois na Terra Indígena Maraiwatsede, em Alto Boa Vista; dois na Terra Indígena Serra Morena, em Juara; um na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; um na Terra Indígena Pequizal do Naruvôtu, em Gaúcha do Norte; um na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em General Carneiro; um na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças; e um na Terra Indígena Ubawawe, em Primavera do Leste.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.

Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Boa Esperança do Norte, Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rosário Oeste, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, União do Sul, Nova Ubiratã, Peixoto de Azevedo, Colíder, Lambari D’Oeste e Bom Jesus do Araguaia.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

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Colisão entre carreta de combustível e caminhão de milho mobiliza bombeiros em Campo Verde

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Acidente na manhã de quinta-feira (20) envolveu óleo diesel e exigiu atuação conjunta com o Samu. Um dos motoristas foi encaminhado ao hospital municipal com ferimentos leves

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado na manhã desta quinta-feira (20.8) para atender uma ocorrência de acidente de trânsito envolvendo duas carretas na região central de Campo Verde (139 km de Cuiabá).

A 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) recebeu o chamado por volta das 10h37 e, em conjunto com uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), se deslocou ao local indicado.

Ao chegar, foi constatado que havia ocorrido uma colisão entre uma carreta-tanque, carregada com óleo diesel, e uma carreta carregada com milho.

O condutor da carreta-tanque, de 52 anos, estava consciente e caminhava pelo local, apresentando sinais de nervosismo. Após ser avaliado pelas equipes, foi encaminhado ao Hospital Municipal.

Já o condutor da carreta carregada com milho, de 47 anos, também estava consciente e orientado. Após ser avaliado e receber orientações da equipe, recusou atendimento médico.

A Polícia Militar e o Departamento Municipal de Trânsito Urbano (DMTU) realizaram o isolamento e o controle do local, contribuindo para a segurança das equipes de emergência.

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