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8 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Claas apresenta nova linha de tratores Axion 8 Cmatic

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Tratores terão três modelos, motor de até 313 cavalos, Cemos Auto Powertrain e operação automatizada com VCU

A Claas anunciou substituição da série Axion 800 por três tratores da nova linha Axion 8 Cmatic no verão europeu de 2026. A família terá os modelos Axion 8.240 Cmatic, Axion 8.270 Cmatic e Axion 8.290 Cmatic. A fabricante informa potência máxima de 264 a 313 cavalos com Dynamic Power, nova cabine, conectividade digital e possibilidade de operação automatizada com supervisão do operador.

A nova linha usa motor FPT NEF de seis cilindros, com 6,7 litros. O torque máximo varia de 1.132 a 1.282 newton-metros. O motor trabalha com o sistema Dynamic Power, parte do Cemos Auto Powertrain. O sistema ajusta a potência conforme a demanda da transmissão, tomada de potência, hidráulica e consumidores auxiliares.

A Claas também incorporou o Auto Droop ao conjunto. O recurso ajusta a queda de rotação do motor conforme a condição de uso. Segundo a empresa, a combinação com a transmissão continuamente variável Cmatic busca reduzir consumo de combustível e manter desempenho em carga total ou parcial.

Em marcha lenta, o motor reduz a rotação para 650 rotações por minuto. A fabricante informa ainda aprovação para uso com óleo vegetal hidrotratado, o HVO. Segundo a Claas, esse combustível permite redução de até 90 por cento na pegada de dióxido de carbono.

Intervalos de manutenção

A manutenção recebeu novos intervalos. A troca de óleo passa de 600 para 750 horas de operação. Os principais filtros também terão intervalos maiores, com acréscimo de 150 a 300 horas.

Conjunto de transmissão

O conjunto de transmissão mantém a arquitetura Cmatic, com variação contínua e divisão de potência. A gestão eletrônica do trem de força passou por reformulação. O sistema permite alternar entre modo pedal, modo joystick e modo tomada de potência sem alteração de rotação do motor ou velocidade do veículo.

O gerenciamento adaptativo do trem de força recebeu o recurso Auto Load Anticipation. A tecnologia usa algoritmo de autoaprendizado e mapas de eficiência para motor, transmissão, hidráulica e unidades auxiliares. O sistema antecipa picos de carga, como o momento de baixar um implemento no solo. Antes do aumento de esforço, ele eleva a rotação e ajusta a transmissão. O objetivo consiste em evitar queda de rotação e manter estabilidade operacional.

A linha atinge 40 quilômetros por hora a 1.300 rotações por minuto e 50 quilômetros por hora a 1.400 rotações por minuto, conforme a configuração de pneus. A Claas também oferece freio automático contra avanço de reboque para operações rodoviárias com implementos ou carretas.

Nova cabine

A cabine passou por redesenho. O volume interno chega a cerca de três metros cúbicos. O nível de ruído alcança 67 decibéis. Os assentos premium podem receber ventilação, aquecimento e massagem. O assento do operador gira até 40 graus para a direita e dez graus para a esquerda.

O pacote inclui até três câmeras digitais integradas, com imagens exibidas no terminal Cebis connect. A câmera entre os faróis dianteiros auxilia manobras em acessos com baixa visibilidade e acoplamento de implementos frontais. Duas conexões externas permitem uso de câmeras em implementos.

O joystick Electropilot permite programar até 30 funções hidráulicas e Isobus. A direção dinâmica opcional reduz pela metade o número de voltas do volante entre os batentes. O pacote de iluminação usa até 22 faróis de LED, com fluxo total máximo de 56.000 lúmens.

O Cebis connect reúne terminal principal de 12 polegadas e opção de segundo terminal sensível ao toque, também de 12 polegadas. O GPS Pilot pode aparecer na tela do apoio de braço ou no terminal adicional. O sistema também opera aplicações Isobus, ordens de trabalho, mapas de aplicação, documentação e agricultura de precisão.

O Auto CSM aciona sequências de manobra de cabeceira ao entrar ou sair da área programada. O sistema de orientação também alterna automaticamente entre linhas de referência, conforme posição e direção de deslocamento do trator.

Claas connect

A conectividade ocorre via Claas connect. A plataforma permite gestão de máquinas, frota, ordens de serviço, mapas de aplicação, dados de desempenho e documentação. A função Remote Display View mostra o terminal do trator em dispositivos remotos para suporte operacional ou atendimento técnico.

A operação automatizada depende de uma VCU, conectada ao Isobus. Com ordens de trabalho pré-programadas, o trator e o implemento executam tarefas no campo com direção automatizada, desvio de obstáculos, manejo de cabeceira e aplicação em taxa variável por mapa. O operador permanece na cabine, monitora o trabalho e pode assumir o controle a qualquer momento.

O sistema hidráulico load-sensing terá opções de 150 ou 205 litros por minuto. Na versão de maior vazão, até 140 litros por minuto podem sair por uma única unidade de controle com acopladores de três quartos de polegada. A linha aceita até sete unidades de controle hidráulico.

A capacidade máxima de levante traseiro chega a 9.700 quilogramas no Axion 8.240 Cmatic e a 10.200 quilogramas nos Axion 8.270 Cmatic e Axion 8.290 Cmatic. O levante frontal oferece capacidade máxima de 5.900 quilogramas.

A Claas oferece ainda a garantia Maxi Care Focus para motor, transmissão e eixo dianteiro por cinco anos ou 5.000 horas de operação, sem custo adicional. A extensão Maxi Care Protect cobre até oito anos ou 8.000 horas de operação.

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‘O sojicultor está descapitalizado. A prioridade não é investir, mas conseguir produzir’, afirma Ilson Redivo

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Vice-presidente regional da Aprosoja MT avalia que o Plano Safra não atende às necessidades do setor, critica redução dos recursos e alerta para a dificuldade financeira

O presidente do Sindicato Rural de Sinop e vice-presidente regional da Aprosoja MT da região Norte, Ilson Redivo, avaliou ao Soja News que o Plano Safra 2026/27 ficou abaixo das necessidades do setor produtivo. Segundo ele, embora o governo tenha anunciado um aumento nominal dos recursos, o valor disponibilizado não acompanhou a inflação, reduzindo o poder de compra do crédito rural.

Na avaliação da entidade, os R$ 525 bilhões anunciados são insuficientes para atender à demanda dos produtores. Além disso, Redivo criticou a redução dos recursos destinados ao custeio e à comercialização da produção, justamente a modalidade de crédito considerada mais importante para o atual momento do setor.

“O Plano Safra teve um aumento de recursos, mas esse aumento não cobriu a inflação. Os bilhões anunciados não são suficientes para atender à demanda do produtor”, afirmou. “O principal gargalo hoje é a redução dos recursos para custeio e comercialização. É justamente onde o produtor mais precisa de apoio neste momento”, complementou.

'O Plano Safra 26/27 não corresponde à demanda do produtor rural', diz Redivo

Segundo Redivo, o setor atravessa um período de forte descapitalização após três anos consecutivos de preços baixos das commodities, somados ao aumento dos custos de produção. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel, aliada aos reflexos do cenário internacional, reduziu significativamente a margem de lucro dos produtores.

“O produtor está descapitalizado. Após três anos de preços baixos das commodities e aumento dos custos de produção, a prioridade não é investir, mas conseguir produzir”, comentou. “Muitos produtores estão com financiamentos atrasados e sem recursos para cobrir seus compromissos. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel reduziu a margem de lucro da atividade.”

O diretor afirmou que, diante desse cenário, muitos agricultores enfrentam dificuldades para manter a atividade e honrar seus financiamentos. Para ele, ampliar os recursos para investimentos, enquanto se reduz o crédito para custeio, não atende à realidade vivida no campo.

“O produtor é eficiente da porteira para dentro, mas fica vulnerável às ações governamentais e ao cenário internacional, que impactam diretamente os custos de produção e a rentabilidade da atividade”, concluiu.

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DDG ganha espaço no mercado e amplia oportunidades para a cadeia do milho em MT

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O subproduto avança como alternativa para fortalecimento da sustentabilidade no agronegócio

Os grãos secos de destilaria ou também conhecidos como “Distillers Dried Grains” (DDG), subproduto gerado a partir da produção de etanol de milho, têm ganhado cada vez mais relevância no cenário agroindustrial brasileiro ao agregar valor à cadeia do milho e fortalecer a economia dentro do agronegócio.

O crescimento do DDG acompanha a expansão da indústria do etanol de milho no estado, que hoje concentra grande parte das usinas em operação no país. Esse movimento fortalece a integração entre agricultura e pecuária, oferecendo aos produtores uma alternativa estratégica de alimentação animal com alto valor proteico e energético, ao mesmo tempo em que amplia a competitividade da cadeia produtiva.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, a abertura de novos mercados e a consolidação do DDG como produto comercial reforçam a tendência de valorização desse coproduto nos próximos anos.

“Ano passado, a China abriu o mercado para a importação do DDG brasileiro, e eu tenho uma visão de que ele vai ganhar espaço ao lado do farelo de soja. Existe uma discussão sobre qual será o principal produto brasileiro nesse cenário, e eu acredito que essa mudança é inevitável. Também não há como deixar de considerar o aspecto mercadológico e de sustentabilidade”, salientou.

O presidente também destacou que o sistema produtivo brasileiro, especialmente em Mato Grosso, reúne características que tornam a cadeia do milho e seus derivados uma das mais sustentáveis do mundo.

“Pesquisas mostram que, no sistema soja-milho em sucessão, há um balanço positivo, com sequestro médio de cerca de 1,9 tonelada de carbono. Além disso, a soja, por ser uma leguminosa, realiza a fixação biológica de nitrogênio, e cerca de um terço do nitrogênio aproveitado pela cultura vem desse processo. No caso do milho, grande parte do nitrogênio utilizado também é beneficiado por essa dinâmica, o que torna a produção, incluindo o etanol de milho, uma das mais sustentáveis do mundo, assim como a produção de carnes de frango e suína. Diante dessa concorrência e evolução do mercado, a tendência é que, no futuro, o milho ganhe ainda mais relevância, especialmente na produção de combustíveis mais limpos e de alta qualidade”, explicou Lucas Costa Beber.

O setor já consome cerca de 20 milhões de toneladas de milho por ano para a produção de aproximadamente 10 bilhões de litros de etanol, volume que representa cerca de um quarto de toda a produção nacional do biocombustível. Somente em Mato Grosso, as usinas consomem aproximadamente 13,5 milhões de toneladas de milho anualmente, demonstrando a importância dessa indústria para a economia regional.

Na avaliação do conselheiro fiscal da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Luiz Otavio Tatim, o avanço do DDG representa uma oportunidade importante para diversificar a cadeia produtiva do milho e ampliar a geração de valor dentro da propriedade rural.

“O crescimento das usinas de etanol de milho e da produção de DDG no Brasil é muito positivo, principalmente para Mato Grosso. Esse movimento ampliou significativamente a demanda pelo grão, contribuindo para maior estabilidade dos preços recebidos pelos produtores e reduzindo a dependência exclusiva das exportações. Em vez de exportarmos apenas matéria-prima, transformamos o milho em combustível renovável, proteína animal e desenvolvimento regional, gerando empregos, renda e investimentos no interior do país. O etanol de milho contribui para uma matriz energética mais sustentável e para a redução das emissões, mostrando que é possível conciliar segurança alimentar, competitividade do produtor e transição energética em benefício de toda a sociedade”, avaliou.

Hoje, Mato Grosso já produz cerca de 3 milhões de toneladas de DDG por ano e as usinas consomem aproximadamente 13,5 milhões de toneladas de milho, consolidando uma nova dinâmica econômica para o setor. Segundo o conselheiro da Abramilho, o DDG pode ampliar a competitividade da cadeia do milho e consolidar o estado como referência nacional nesse mercado.

“Esse modelo agrega valor dentro do próprio estado, gera empregos, atrai investimentos e reduz a necessidade de transportar insumos por longas distâncias. A integração entre lavoura, pecuária e bioenergia é uma das grandes vantagens competitivas do Brasil. O produtor deixa de depender exclusivamente da venda do grão e passa a participar de uma cadeia mais diversificada, resiliente e sustentável. Acreditamos que Mato Grosso reúne todas as condições para se consolidar como referência nacional nesse modelo, mostrando que é possível produzir alimentos, proteína animal e energia renovável de forma complementar e com geração de riqueza para o interior do país”, pontuou Luiz Otavio Tatim.

Com a crescente demanda por coprodutos voltados à alimentação animal, o DDG se consolida como uma alternativa estratégica para o agronegócio mato-grossense. Além de agregar valor ao milho, o produto fortalece a integração entre lavoura e pecuária, amplia mercados e posiciona Mato Grosso como protagonista em uma cadeia cada vez mais alinhada à eficiência produtiva e à sustentabilidade.

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Agro Mato Grosso

Fendt oferece crédito em dólar para compra de máquinas

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Linhas de financiamento também estão disponíveis em euro para aquisição de equipamentos agrícolas

Em um cenário de margens apertadas e volatilidade no preço das commodities, a Fendt, fabricante alemã de máquinas e inovações agrícolas de alta tecnologia, destaca suas linhas de crédito em moeda estrangeira (dólar e euro). A iniciativa tem como objetivo oferecer ao produtor rural alternativas atrativas que visam transformar a aquisição de alta tecnologia agrícola em um investimento mais rentável e estratégico.

Para o ciclo 2025/2026, o grande desafio do campo não é apenas produzir mais, mas gerir melhor os custos de capital. Diante do encarecimento das linhas de crédito em real, o crédito em dólar apresenta um custo financeiro mais atrativo e permite o chamado “hedge natural”, em que o produtor que recebe pela sua safra em moeda estrangeira, liquida suas parcelas na mesma base monetária, eliminando o risco de descasamento de caixa.

De acordo com Julio Hercules, gerente comercial da AGCO Finance, banco da fábrica, entre os principais atrativos da linha de crédito em moeda estrangeira estão as taxas de juros mais competitivas e os prazos estendidos, que contribuem para mitigar os impactos das oscilações cambiais ao longo do financiamento.

Quando alinhada ao fluxo de receitas em moeda estrangeira, essa modalidade ajuda a preservar o poder de compra e o equilíbrio do contrato. “Como o produtor vende sua safra com base no preço do dólar, ele possui uma proteção natural contra a variação cambial. Se o dólar sobe, a dívida da máquina encarece, mas a safra dele também passa a valer mais. O risco cambial, portanto, tende a ser neutralizado”, ressalta Hercules.

O executivo destaca ainda a tecnologia de ponta como ativo para o produtor, “pois esse tipo de linha de crédito facilita o acesso a equipamentos como o maquinário da Fendt, cujos ganhos de eficiência operacional compensam o investimento em poucas safras”.

Além disso, o produtor dispensa a espera e a dependência de linhas de crédito estatais. “O recurso é do banco de fábrica, disponível imediatamente, direto na concessionária, sem venda casada ou burocracia bancária tradicional”, finaliza Hercules.

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