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8 de julho de 2026

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Relatório aponta Mato Grosso entre os estados com mais barragens sob risco de rompimento no Brasil

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Levantamento da ANA alerta para 213 estruturas críticas no país e revela queda inédita no número de fiscais desde a tragédia de Brumadinho

Das mais de 14 mil barragens no país 213 apresentam risco de acidentes, podendo atingir pessoas ou equipamentos relevantes, como estradas e pontes, de acordo com o Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

O levantamento, realizado desde 2011, monitora as condições em barragens de mineração, agricultura, abastecimento, controle de vazão, hidrelétricas e outras variedades.

O relatório aponta ainda que, em 2025, aconteceram 18 acidentes e 23 incidentes com barragens no país, sem mortes. Houve, porém, evacuação de áreas urbanizadas e danos em estradas e pontes. Nos acidentes, as estruturas das barragens colapsaram, enquanto nos incidentes elas são afetadas, com risco de rompimentos.

As estruturas consideras prioritárias para gestão de segurança são aquelas que, de acordo com a ANA, apresentam problemas de conservação ou para as quais os empreendedores (responsáveis) não cumpriram todos os requisitos de segurança exigidos na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Essas estão espalhadas por 19 estados e pelo Distrito Federal, com destaque para estruturas no Ceará, em Mato Grosso e São Paulo.

Entre as atividades, a mineração é a que tem maior número de estruturas prioritárias, 55 (26%), enquanto 51 (24%) das dedicadas ao abastecimento de água para a população estão em situação semelhante, seguidas por estruturas para irrigação com 29 (14%), regularização de vazão com 20 (9%), paisagismo com 17 (8%), dessedentação de animais com 16 (8%) e outros usos, com 25 (12%).

Política nacional
Chama atenção, porém, o lento avanço na implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens. Embora haja aumento do cadastro das estruturas cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), que passaram de 28.085 em 2024 para 29.761 em 2025, 14.355 (48%) delas têm sua situação como indefinida. Isso significa que o órgão que a cadastrou – são 33 os órgãos com essa especificação no país hoje – não descreveu informações essenciais para enquadrar ou não essas estruturas dentro da PNSB.

“As barragens que se enquadram na PNSB, a Lei nº 12.334/2010, são aquelas que possuem pelo menos uma das seguintes características: capacidade total maior que 3 milhões de metros cúbicos (equivalente a 3 milhões de caixas d’água), reservatório que contenha resíduos perigosos, Dano Potencial Associado (DPA) médio ou alto ou altura do maciço (parede) da barragem maior que 15 metros”, informa a ANA. Ou seja, entra na PNSB qualquer barragem que represente risco.

Daquele total de quase 30 mil barragens, 52% estão classificadas. Delas, 8.797, ou 30% das barragens do país, estão em condições adequadas, enquanto 6.609 (22%) ou têm Dano Potencial Associado alto ou médio ou são classificadas como de Categoria de Risco (CRI) alto.

Isso ocorre quando, “mesmo tendo identificado possíveis danos relevantes, os empreendedores não cumpriram todas as exigências necessárias para garantia da segurança”.

Segundo a ANA, há mais barragens do que municípios no país em condições de representarem risco a pessoas ou estruturas. Já as que cumprem os requisitos de prevenção e fiscalização, a maioria não é considerada crítica, como as 213 citadas anteriormente.

Mas faltam ainda informações sobre 345 barragens. Uma solução para completar essas informações sobre elas ou mesmo sobre as mais de 14 mil com enquadramento indefinido é preciso passar pela estruturação de um sistema robusto de fiscalização e cobrança.

Fiscalização
Segundo a RSB 2026, esse caminho não está sendo trilhado. “Pela primeira vez desde o acidente com a barragem de Brumadinho, em 2019, houve queda no número de profissionais que atuam na fiscalização de barragens. Nas 33 instituições que desempenham esse papel de fiscalização há 333 profissionais trabalhando com essa temática, sendo 161 (48%) exclusivamente dedicados à segurança de barragens e 172 (52%) profissionais que dividem essa atuação com outras atividades”, aponta a ANA.

Em 2025 existiam 23 profissionais a mais. O déficit para a formação das equipes mínimas recomendáveis em 28 dos 33 órgãos é de ao menos 221 profissionais dedicados exclusivamente à função.

“Mesmo com esse número de profissionais abaixo do adequado, as fiscalizações em segurança de barragens aumentaram entre 2024 e 2025 tanto para aquelas realizadas com visitas de campo quanto para as baseadas em checagens de documentos. Nesse período as fiscalizações em campo subiram de 2.859 para 2.924 (um aumento de 2%) e as fiscalizações documentais passaram de 3.162 para 4.712 (um incremento de 49%)”, aponta o relatório, destacando o esforço dos profissionais do setor.

O RSB é elaborado anualmente pela ANA com base em informações enviadas pelos 33 órgãos fiscalizadores de segurança de barragens ativos no país.

O relatório é enviado ao Conselho Nacional de Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e ao Congresso Nacional. A íntegra do relatório está disponível no portal do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens.

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União Brasil antecipa convenção que decidirá candidato do partido ao governo de MT

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Nova data deixa cinco dias para pré-candidatos tentar articular mudanças, com disputa entre Mauro Mendes e Jayme Campos no foco

O presidente do União Brasil em Mato Grosso, ex-governador Mauro Mendes, antecipou a convenção do partido para o dia 30 de julho. A decisão foi tomada ontem (7) com o senador e pré-candidato ao governo, Jayme Campos. 

A mudança é parte da ponderação de forças entre Mauro e Jayme pela indicação do União Brasil de candidato ao governo na eleição de 2026. Antes, a convenção tinha sido programada para o dia 4 de agosto, o penúltimo dia do prazo autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Com a antecipação, sobrarão cinco dias para algum dos lados tentar reverter o resultado da escolha do partido. O senador Jayme afirmou que mantém sua pré-candidatura e esperará a decisão do diretório. 

Conforme o partido, 50 pessoas, entre membros e delegados, votarão em candidato do União Brasil. Mas a candidatura terá que ser confirmada pela direção da federação União Progressista, inclusive se houver divergência com o PP, outro integrante do grupo.

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Inteligência Artificial e inclusão: uma revolução silenciosa

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Toda grande revolução tecnológica desperta entusiasmo, dúvidas e uma dose inevitável de desconfiança. Foi assim com a máquina de escrever, com os computadores e com a internet. Agora, é a vez da Inteligência Artificial ocupar o centro das atenções. Entre previsões sobre o desaparecimento de profissões e debates sobre os riscos da tecnologia, uma pergunta merece mais espaço: e se, antes de substituir pessoas, a IA estiver ajudando milhões delas a superar barreiras?

Quando utilizada de forma estratégica, a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de automação para se tornar uma aliada da autonomia e da participação social.

Os exemplos já fazem parte da realidade. Aplicativos e dispositivos inteligentes ajudam pessoas com deficiência visual a se locomoverem com mais segurança ou permitem o acesso a tecnologias capazes de descrever ambientes, identificar objetos e fornecer orientações em tempo real representam avanços importantes para milhões de pessoas. Recursos como óculos inteligentes, sensores e aplicativos de navegação acessível mostram que a inovação pode estar a serviço da inclusão.

O mesmo ocorre com a comunicação. No Brasil, iniciativas que utilizam Inteligência Artificial para ampliar o acesso à Língua Brasileira de Sinais demonstram como a tecnologia pode aproximar pessoas e reduzir barreiras historicamente existentes.

Trata-se de uma revolução silenciosa. Enquanto grande parte do debate se concentra na substituição de empregos ou nos impactos econômicos da IA, milhões de pessoas conquistam mais autonomia, acessibilidade e participação social graças a recursos que, até poucos anos atrás, pareciam impossíveis.

Outro aspecto que desafia alguns estereótipos é a relação entre a Inteligência Artificial e as pessoas mais velhas. Um estudo do Instituto de Longevidade aponta que a experiência acumulada e o repertório adquirido ao longo dos anos podem se tornar diferenciais na interação com essas ferramentas. Afinal, a IA não substitui conhecimento. Ela potencializa o conhecimento existente.

Como qualquer tecnologia, seus impactos dependem da forma como é utilizada. A mesma ferramenta capaz de automatizar tarefas repetitivas também pode democratizar o acesso à informação, ampliar oportunidades e abrir caminhos para uma sociedade mais inclusiva.

No fim das contas, a Inteligência Artificial não elimina a importância das pessoas. Pelo contrário, evidencia aquilo que temos de mais humano. Mais do que substituir indivíduos, a tecnologia tem o potencial de eliminar barreiras. E talvez seja justamente aí que esteja a sua maior contribuição: promover, de forma silenciosa, uma revolução capaz de transformar inovação em inclusão.

João Metello é advogado e especialista em IA aplicada à produtividade pela Harvard Business School.

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Casos de influenza crescem 74% em Cuiabá e vacinação segue disponível nas USFs

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Boletim da Secretaria Municipal de Saúde aponta aumento das infecções e reforça a importância da imunização dos grupos prioritários nas 72 unidades de saúde da capital

 

A vacinação contra a influenza continua disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. O reforço na imunização é fundamental diante do cenário apontado pelo mais recente Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que mostra aumento de 74,02% nos casos de influenza em relação ao mesmo período de 2025 e indica que os grupos mais atingidos pela doença são justamente aqueles contemplados pela campanha.

Entre as semanas epidemiológicas 1 e 25 de 2026, Cuiabá registrou 2.239 casos de influenza A e B, dos quais 1.742 ocorreram entre moradores do município. O número representa um aumento de 74,02% em relação ao mesmo período de 2025.

As crianças de 0 a 6 anos lideram as notificações, com 893 casos registrados. Na sequência aparecem as pessoas de 15 a 59 anos, com 634 casos, e a faixa etária de 7 a 14 anos, com 540 notificações. Entre os idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 172 casos.

Os casos graves também reforçam a necessidade de imunização. Das 325 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza, 254 envolveram moradores de Cuiabá. O boletim registra ainda 21 óbitos pela doença, sendo 16 entre residentes da Capital. Desses, 14 ocorreram em pessoas com mais de 60 anos, grupo considerado de maior risco para complicações.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, o aumento dos casos está relacionado à sazonalidade dos vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames laboratoriais. O cenário reforça a importância de ampliar a adesão à vacinação, principal forma de prevenção contra as formas graves da doença.

A campanha de vacinação contra a influenza continua em andamento nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, entre eles idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, povos indígenas e comunidades quilombolas, pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente, professores, profissionais das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas, trabalhadores do transporte, portuários, funcionários dos Correios, além da população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que as pessoas pertencentes aos grupos prioritários procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar a vacinação. Além do imunizante, a pasta recomenda medidas como a higiene frequente das mãos, a adoção da etiqueta respiratória e a busca por atendimento médico em caso de agravamento dos sintomas, especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.

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