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17 de julho de 2026

Sustentabilidade

Embrapa lança primeiro trigo tropical para a indústria de biscoitos – MAIS SOJA

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A Embrapa lança a primeira cultivar de trigo destinada à indústria de biscoitos e adaptada às condições tropicais. A BRS Cracker chega ao mercado com segurança para o produtor e matéria-prima de qualidade para o setor de alimentos. As sementes estarão disponíveis na safra 2026.

A BRS Cracker (BRS TR 013) foi desenvolvida para o mercado do Brasil Central, visando à produção de trigo em sistema irrigado na região quente e seca do Cerrado (RHACT 4), que abrange os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal.


Quais são os diferenciais da nova variedade?

O biscoito do tipo cracker é usualmente reconhecido pela indústria como um produto de panificação seco, fino e crocante, feito à base de farinha de trigo e água. O nome da cultivar BRS Cracker é uma referência a um dos usos possíveis dos grãos, que também são indicados para a fabricação de biscoitos doces e salgados.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo (RS) Eduardo Caierão, para atender a indústria de biscoitos, a cultivar BRS Cracker foi desenvolvida com atributos específicos, como: força de glúten de 132, grão semi-mole (IDG 20), capacidade de retenção de solventes (água, carbonato de sódio, sacarose e ácido lático), além de parâmetros de qualidade como coloração branca da farinha e estabilidade média da farinografia de 5,9 minutos. “A nossa produção de grãos com perfil biscoito no Cerrado atende a esse segmento da indústria localizado na região, oferecendo vantagens econômicas quando comparado à compra do produto da Região Sul”, avalia Caierão.


Testes na indústria mostram bom desempenho

Na Vilma Alimentos, a cultivar BRS Cracker foi avaliada e surpreendeu o setor de qualidade da indústria. “Os testes, realizados no ano passado, mostraram resultados muito positivos para aplicação em biscoitos do tipo wafer e doces, tanto em indicadores de qualidade, quanto nos processos industriais. Um exemplo é a menor absorção de água na farinha, o que demanda menos energia no forno e mais qualidade final no biscoito”, conta Cristina Rocha Vieira Abucater, gerente do controle de qualidade da Vilma Alimentos. “O trigo mostrou melhor comportamento para a produção de biscoito wafer. Nossa sugestão é batizar BRS Wafer, um mercado muito exigente e difícil de atender, onde a cultivar da Embrapa apresentou bons resultados”, brinca. O Brasil está entre os 15 maiores exportadores mundiais de wafers, um mercado que deverá crescer cerca de 5% até 2031.

No mercado de biscoitos desde 2014, o moinho da Vilma Alimentos sempre buscou trigo para biscoitos wafer e doces na Região Sul, mas a expectativa é suprir a demanda, que poderá chegar a 20 mil toneladas, com a produção de trigo no Cerrado Mineiro. “O BRS Cracker mostrou resultados qualitativos superiores ao trigo biscoito trazido do Sul. Estamos calibrando os equipamentos com a expectativa de alcançar resultados ainda melhores. Vamos aguardar os primeiros grãos que chegarão dos nossos produtores entre os meses de setembro e outubro, quando se encerra a colheita na região, para fazer novas análises”, explica Cristina.


Segmento de biscoitos e a sua importância para a economia brasileira

O Brasil ocupa a 4ª posição mundial em volume de vendas de biscoitos (mercado interno e externo). Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), a indústria brasileira produziu 1,48 milhão de toneladas de biscoitos em 2025, gerando uma receita de 34 bilhões de reais.

O segmento de biscoitos é um dos mais relevantes no setor de industrializados de trigo no País, seguido pelo setor de massas alimentícias (1,3 milhão de toneladas) e pães e bolos industrializados (600 toneladas). O consumo brasileiro é estimado em 7 quilos (kg) de biscoitos por habitante ao ano, onde o valor gasto ficou, na média de 2024, em R$ 160 por pessoa/ano. A preferência no consumo são biscoitos recheados (23%), seguidos dos biscoitos cracker e água e sal, com 12,4% da preferência (Abimapi).

Fonte: Abitrigo, 2026


Performance no campo

No campo, a BRS Cracker também apresenta atributos que agradam o setor produtivo. Com ciclo precoce (55 dias até o espigamento e 110 para maturação), o trigo fica menos tempo na lavoura, exposto a pragas e doenças, além de reduzir o consumo de água e energia na irrigação. O alto potencial produtivo, com rendimento de grãos de 133 a 150 sacos por hectare sob irrigação, também torna a cultivar competitiva entre os trigos em uso no ambiente tropical.

Outro destaque da BRS Cracker é a resistência à brusone, causada pelo fungo Pyricularia oryzae, que é a principal doença do trigo que ocorre no Cerrado. A cultivar foi avaliada em experimentos de campo nos últimos cinco anos, no Cerrado brasileiro, demonstrando resistência à doença em condições naturais de ocorrência. Os estudos também foram realizados em ambiente controlado, em câmara de inoculação com umidade e temperatura favoráveis ao desenvolvimento da brusone.  “A BRS Cracker se destacou entre as cultivares mais resistentes utilizadas nas lavouras do Cerrado. Mesmo sob alta pressão do fungo, a cultivar apresentou excelente tolerância à brusone”, conta o também pesquisador da Embrapa Trigo, João Leodato Maciel.

No campo de multiplicação da Valiosa Sementes, em Nazareno (MG), o trigo BRS Cracker foi semeado num talhão de alto potencial produtivo, visando à entrega de bons rendimentos com qualidade industrial e sanidade das sementes. “O BRS Cracker abre uma nova oportunidade de comercialização de trigo para o produtor da região, agregando valor à cultura com melhor rentabilidade dentro da fazenda”, explica o engenheiro agrônomo Rafael Marçal.

De acordo com o analista da Embrapa Trigo Bruno Lemos, as sementes do trigo BRS Cracker estarão à disposição do produtor de grãos a partir da safra 2026: “Estamos na fase de multiplicação que, no primeiro momento, deve suprir parte da atual demanda de produção de trigo para biscoito no Cerrado”. Informações sobre como adquirir sementes da cultivar BRS Cracker estão disponíveis no espaço de tecnologias no site da Embrapa Trigo.

Fonte: Embrapa


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FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

Site: Embrapa



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Sustentabilidade

Ceema: Mercado do clima nos EUA e alta do trigo sustentam cotações do milho em Chicago – MAIS SOJA

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As cotações do milho, em Chicago, se mantiveram firmes nesta semana, com o bushel fechando a quinta-feira (16) em US$ 4,41, após ter atingido a US$ 4,47 na véspera, a qual foi a melhor cotação desde o dia 28/05, para o primeiro mês cotado. Uma semana antes o bushel valia US$ 4,27.

A pressão climática nos EUA vem ajudando a este movimento, assim como a forte alta do trigo durante a corrente semana. Lembrando que estamos em pleno mercado do clima nos EUA e no momento mais delicado do desenvolvimento das lavouras do cereal naquele país. Ao mesmo tempo, o aumento das tensões bélicas entre Rússia e Ucrânia, nestes últimos dias, trouxe novas preocupações quanto ao comércio do milho e do trigo junto ao Mar Negro, influenciando as cotações.

Por sua vez, o relatório de oferta e demanda do USDA, do dia 10/07, manteve a produção final dos EUA em 406,4 milhões de toneladas, colocando os estoques finais daquele país, para 2026/27, em 45,5 milhões de toneladas, com pouco mais de quatro milhões de toneladas a menos do que o anunciado em junho. Já a produção mundial do cereal ficou em 1,297 bilhão de toneladas, perdendo três milhões sobre junho, enquanto os estoques finais mundiais ficaram em 275,3 milhões, perdendo seis milhões de toneladas em relação a junho. A produção brasileira é prevista em 139 milhões e a da Argentina em 55 milhões de toneladas.

O USDA também apontou que, no dia 12/07, 68% das lavouras de milho estadunidense estavam entre boas a excelentes condições, contra 67% da semana anterior. Outras 24% estavam em situação regular e 8% em condições ruins ou muito ruins. Por outro lado, 34% das lavouras estavam na fase de pendoamento, contra a média de 30% para o período. Outras 6% estavam na fase de formação de grãos, contra a média de 5%.

Já aqui no Brasil, as altas em Chicago têm pouco efeito, pois o milho nacional responde especialmente a uma realidade do mercado interno. Assim, os preços do cereal, nesta semana, oscilaram entre R$ 42,00 e R$ 60,50/saco conforme as diferentes praças nacionais. No Rio Grande do Sul, os mesmos continuaram em R$ 58,00/saco.

Houve pequeno aumento em diferentes regiões nacionais, em relação à semana anterior, porém, a pressão da colheita da safrinha, que avança bem no país, continua a impedir melhorias substanciais nos preços. Até o dia 10/07 a colheita da safrinha, no Brasil, atingia a 38,9% da área semeada, contra 46,7% na média histórica. Segundo os últimos dados da Conab, anunciados agora em julho, a produção total da safrinha está esperada em 108,4 milhões de toneladas para 2025/26, contra pouco mais de 113 milhões no ano anterior. Já a produção total de milho está, agora, estimada em 140,7 milhões, contra 141,2 milhões de toneladas no ano anterior.

Em particular, no Mato Grosso, a colheita de milho atingiu a 60% da área cultivada na safra 2025/26 na virada da semana, contra a média de 70,6% para esta época. Entretanto, estimativas revisadas apontam para um safra recorde naquele estado, com a safra 2025/26 podendo atingir a 57 milhões de toneladas. Este volume supera os 55,4 milhões da safra anterior. “O avanço se dá exclusivamente com a contabilização de uma produtividade mais alta, já que a área plantada permaneceu inalterada, sendo estimada em 7,39 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,8% no comparativo anual. A produtividade média por hectare passou para 128,6 sacos/ha, superando a do ano anterior, que havia sido de 127,3 sacos (cf. Imea).

Enquanto isso, no Centro-Sul brasileiro a colheita atingia a 40% da área até o dia 09/07 (cf. AgRural).

Já as exportações de milho pelo Brasil, nos primeiros oito dias úteis de julho, atingiram a 519.706 toneladas, com recuo de 38,9% na média diária em relação a todo o mês de julho de 2025. Este baixo ritmo se justificaria devido aos baixos preços do cereal nos portos nacionais. Enfim, o preço médio recebido por tonelada avançou 3% até aqui, saindo dos US$ 205,20 de 2025 para US$ 211,50 no acumulado de julho de 2026.

 E a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) considera a aprovação da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina (E32), pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), um importante avanço para a política nacional de biocombustíveis e para a implementação da Lei do Combustível do Futuro. Afinal, considerando as recentes evoluções do mandato de mistura, em menos de um ano o Brasil acrescentou cinco pontos percentuais ao teor de etanol na gasolina, o equivalente a cerca de 2,25 bilhões de litros anuais adicionais de etanol anidro no mercado nacional. Se, por um lado, este processo tem muitos pontos positivos, por outro lado, se o mesmo não levar a uma redução do preço do litro da gasolina ao consumidor final, este terá prejuízo, pois o álcool diminui a performance quilômetros/litro nos automóveis flex, hoje a grande maioria da frota nacional.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Sustentabilidade

Ceema: Trigo dispara em Chicago e atinge maior valor em dois anos com menor safra nos EUA desde 1970 – MAIS SOJA

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Trigo: Em Chicago, o primeiro mês cotado viu sua cotação disparar no dia 15/07, batendo em US$ 6,77/bushel. Esta foi a mais alta cotação desde o dia 31 de maio de 2024, portanto, há mais de dois anos. Lembrando que ainda no final de junho o bushel do cereal esteve cotado em US$ 5,69. Ou seja, em cerca de 15 dias úteis o bushel do cereal ganhou mais de um dólar em Chicago. Já o fechamento desta quinta-feira (16) ficou em US$ 6,74/bushel, contra US$ 6,11 uma semana antes. Aqui, além das questões climáticas mundiais, e a redução da produção nos EUA e problemas climáticos locais (a colheita de trigo nos EUA, prevista para apenas 41,8 milhões de toneladas neste ano, será a menor desde 1970/71), tem-se, ainda, o recrudescimento do conflito entre Rússia x Ucrânia, o qual passou a pesar sobre este mercado, já que a região do Mar Negro é forte produtora e exportadora do cereal.

Por sua vez, o relatório de oferta e demanda, do dia 10/07, reduziu ainda mais a safra estadunidense, com a mesma ficando estimada, agora, em 41,8 milhões de toneladas. Os estoques finais estadunidenses igualmente recuaram, caindo para 19,7 milhões para o ano 2026/27. Já a produção mundial ficou mantida em 820 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais seriam de 272,8 milhões, perdendo cerca de três milhões de toneladas sobre junho. A produção da Argentina ficou estimada em 21 milhões de toneladas, enquanto a brasileira em 6,7 milhões. Com isso, estima-se que o Brasil irá importar 7,2 milhões de toneladas neste novo ano comercial.

Aliás, em relação a Argentina, os agricultores locais estão vendendo uma quantidade excepcionalmente baixa de sua nova safra de trigo, mesmo com o plantio avançando rapidamente, informou a Bolsa de Grãos de Rosário, isso devido a preços mais baixos e uma preocupação crescente com a oferta futura. Os agricultores argentinos já teriam semeado 82% da área prevista pelo governo para a safra de trigo 2026/27. No entanto, as vendas da nova safra atingiram apenas 2 milhões de toneladas até o momento, um dos inícios mais fracos da última década. A bolsa informou que o volume contratado representa apenas 10,5% da produção prevista, ficando abaixo da média de cinco anos que é de 16,6% para esta fase. Do trigo já vendido, 690.000 toneladas ainda não têm preço fixado. De fato, os preços do trigo a ser entregue após a colheita caíram acentuadamente. O contrato de dezembro caiu de cerca de US$ 231,00 por tonelada, no final de abril e meados de maio, para cerca de US$ 206,00 no início de julho, levando os agricultores a desacelerar as vendas em vez de fechar negócios a preços mais baixos. Em tal contexto, a Argentina pode acabar com estoques maiores de trigo se as exportações não continuarem fluindo. A Bolsa estimou os estoques finais de 2025/26 em cerca de 4,5 milhões de toneladas, o maior nível desde 2014/15, mesmo com a demanda interna estimada em 9,2 milhões de toneladas e as exportações em um recorde de 19 milhões de toneladas. A Argentina também enfrenta uma concorrência mais acirrada no exterior. Seu preço de exportação do trigo está agora em cerca de US$ 227,00/tonelada, próximo ao de fornecedores rivais, enquanto as grandes safras do Hemisfério Norte estão pressionando os preços globais.

Já no Brasil, a forte redução de área semeada neste ano, somada a possibilidade de problemas climáticos graves devido ao super-El Niño, esperado a partir da primavera, manteve aquecido o mercado. Os preços, junto aos principais produtores nacionais (RS e PR), giraram entre R$ 70,00 e R$ 71,00/saco, porém, lembramos que tais preços já estão estacionados nestes níveis há três semanas nos dois estados. Vale destacar que, em condições normais de clima, o recente boletim da Conab reduziu ainda mais a produção nacional de trigo, com a mesma ficando em apenas 6 milhões de toneladas, após 7,9 milhões no ano anterior. Portanto, bem menos do que o relatório do USDA indicou no último dia 10/07. A área total nacional estaria em 2,04 milhões de hectares, contra 2,44 milhões no ano anterior, ou seja, um recuo de 400.000 hectares plantados com o cereal.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Ceema: Soja em Chicago volta a superar os US$ 12,00/bushel impulsionada por tensões globais e clima nos EUA – MAIS SOJA

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O primeiro mês cotado, em Chicago, voltou a superar os US$ 12,00/bushel nesta semana, após 35 dias úteis abaixo deste teto. No dia 14/07 o bushel atingiu a US$ 12,07. Já o fechamento desta quinta-feira (16) ficou em US$ 11,95, contra US$ 11,79 uma semana antes. Registrar, também, que o farelo chegou a bater em US$ 323,10/tonelada curta no dia 10/07, recuando posteriormente e fechando o dia 16/07 em US$ 322,90. E o óleo de soja voltou a superar o teto dos 70 centavos de dólar por libra-peso, batendo em 73,04 nos dias 13 e 14 de julho e fechando esta quinta-feira (16) em 72,43 centavos.

O movimento de alta se dá em função das novas tensões bélicas entre Rússia e Ucrânia; ao novo aumento nos preços do petróleo devido ao fracasso do cessar-fogo no Oriente Médio; e a um clima mais quente e seco no Meio-Oeste estadunidense, embora neste último caso a situação tenha melhorado um pouco nesta semana.

O relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 10/07, foi até baixista para o mercado, porém, acabou não tendo este efeito na prática. O mesmo aumentou a futura colheita dos EUA, para o ano 2026/27, em um milhão de toneladas, com ela ficando estimada em 121,8 milhões de toneladas. Já os estoques finais naquele país foram mantidos em 8,4 milhões. As produções da Argentina e do Brasil foram mantidas em 50 e 186 milhões de toneladas respectivamente. Já a produção mundial passou a 441,7 milhões de toneladas e os estoques finais mundiais ficaram em 124,2 milhões. As importações chinesas foram aumentadas para 115 milhões de toneladas, após 114 milhões em junho.

Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de soja melhoraram um pouco, atingindo, no dia 12/07, 65% entre boas a excelentes, contra 70% um ano atrás. Outras 27% estavam regulares e 8% estavam entre ruins a muito ruins. Na data indicada, 50% das lavouras estavam na fase de florescimento, contra 34% da semana anterior, 45% do mesmo período do ano passado e 44% da média. Já em formação de vagens estavam 19% das lavouras, contra 9% da semana anterior, 14% em 2025 e 13% na média.

Enquanto isso, o esmagamento de soja nos EUA, no mês de junho, foi de 5,83 milhões de toneladas, segundo informou a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas nesta semana. O volume superou em 16% o esmagado em junho de 2025. Já os estoques estadunidenses de óleo de soja ficaram em 1,5 bilhão de libras, testando as mínimas em oito meses.

E aqui no Brasil, os preços da soja se mantiveram firmes, ensaiando novas altas as quais não se sustentaram devido ao fortalecimento do Real perante o dólar. Efetivamente, a moeda brasileira voltou para R$ 5,07 por dólar, após R$ 5,20 dias atrás.

Com isso, as principais praças gaúchas ficaram em R$ 122,00/saco, enquanto no restante do país as principais regiões registraram valores entre R$ 113,00 e R$ 124,00/saco. Um ano atrás, no Rio Grande do Sul se praticava R$ 121,00 e no restante do país valores entre R$ 107,00 e R$ 125,00/saco. Ou seja, os valores atuais estão praticamente idênticos aos de 12 meses atrás, consolidando uma perda real média (considerando a inflação do período) aos produtores de soja no país.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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