Connect with us
17 de julho de 2026

Sustentabilidade

Preços firmes, mas sem tanta movimentação: confira como ficaram as cotações da soja

Published

on


Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja encerrou a terça-feira (7) sem registros de movimentos mais agressivos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão anterior foi marcada por grandes volumes negociados, principalmente em Goiás, Minas Gerais e nos portos, enquanto o dia de hoje teve ritmo mais moderado.

De acordo com Silveira, o mercado operou sem grandes oscilações na Bolsa de Chicago ou no dólar, o que contribuiu para uma sessão mais calma. Os prêmios, no entanto, permaneceram firmes.

“O relatório do USDA na sexta-feira fez com que os players evitassem se expor muito hoje”, destacou o analista. Em resumo, o dia foi de poucas negociações, mas com as cotações mantendo firmeza.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 120,00 para R$ 120,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira. O mercado deu prosseguimento ao movimento de compras iniciado na sessão anterior. Preocupações com as temperaturas elevadas nos Estados Unidos e a presença da China na ponta compradora deram sustentação às cotações.

A China, por meio da estatal COFCO, comprou na segunda-feira pelo menos cinco cargas de soja, equivalentes a cerca de 300 mil toneladas dos Estados Unidos, para embarque entre setembro e novembro, segundo traders norte-americanos com conhecimento das negociações.

O volume adquirido pode ser ainda maior à medida que novas negociações sejam concluídas. Um dos traders estima que as compras possam chegar a 10 cargas, ou aproximadamente 600 mil toneladas.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 64% das lavouras de soja apresentavam condições boas ou excelentes, um ponto percentual abaixo da semana anterior e levemente abaixo das expectativas do mercado.

Exportadores privados dos Estados Unidos também comunicaram ao USDA a venda de 105 mil toneladas de farelo de soja para a Colômbia, com entrega prevista para a safra 2025/26.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 9,75 centavos de dólar, ou 0,82%, a US$ 11,93 3/4 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 11,97 3/4 por bushel, com elevação de 5,50 centavos de dólar, ou 0,46%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 3,30, ou 1,05%, a US$ 316,20 por tonelada. No óleo de soja, os contratos com vencimento em agosto encerraram a 68,59 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,83 centavo, ou 1,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,1526 para venda e a R$ 5,1506 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1291 e a máxima de R$ 5,1626.

O post Preços firmes, mas sem tanta movimentação: confira como ficaram as cotações da soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema: Trigo dispara em Chicago e atinge maior valor em dois anos com menor safra nos EUA desde 1970 – MAIS SOJA

Published

on


Trigo: Em Chicago, o primeiro mês cotado viu sua cotação disparar no dia 15/07, batendo em US$ 6,77/bushel. Esta foi a mais alta cotação desde o dia 31 de maio de 2024, portanto, há mais de dois anos. Lembrando que ainda no final de junho o bushel do cereal esteve cotado em US$ 5,69. Ou seja, em cerca de 15 dias úteis o bushel do cereal ganhou mais de um dólar em Chicago. Já o fechamento desta quinta-feira (16) ficou em US$ 6,74/bushel, contra US$ 6,11 uma semana antes. Aqui, além das questões climáticas mundiais, e a redução da produção nos EUA e problemas climáticos locais (a colheita de trigo nos EUA, prevista para apenas 41,8 milhões de toneladas neste ano, será a menor desde 1970/71), tem-se, ainda, o recrudescimento do conflito entre Rússia x Ucrânia, o qual passou a pesar sobre este mercado, já que a região do Mar Negro é forte produtora e exportadora do cereal.

Por sua vez, o relatório de oferta e demanda, do dia 10/07, reduziu ainda mais a safra estadunidense, com a mesma ficando estimada, agora, em 41,8 milhões de toneladas. Os estoques finais estadunidenses igualmente recuaram, caindo para 19,7 milhões para o ano 2026/27. Já a produção mundial ficou mantida em 820 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais seriam de 272,8 milhões, perdendo cerca de três milhões de toneladas sobre junho. A produção da Argentina ficou estimada em 21 milhões de toneladas, enquanto a brasileira em 6,7 milhões. Com isso, estima-se que o Brasil irá importar 7,2 milhões de toneladas neste novo ano comercial.

Aliás, em relação a Argentina, os agricultores locais estão vendendo uma quantidade excepcionalmente baixa de sua nova safra de trigo, mesmo com o plantio avançando rapidamente, informou a Bolsa de Grãos de Rosário, isso devido a preços mais baixos e uma preocupação crescente com a oferta futura. Os agricultores argentinos já teriam semeado 82% da área prevista pelo governo para a safra de trigo 2026/27. No entanto, as vendas da nova safra atingiram apenas 2 milhões de toneladas até o momento, um dos inícios mais fracos da última década. A bolsa informou que o volume contratado representa apenas 10,5% da produção prevista, ficando abaixo da média de cinco anos que é de 16,6% para esta fase. Do trigo já vendido, 690.000 toneladas ainda não têm preço fixado. De fato, os preços do trigo a ser entregue após a colheita caíram acentuadamente. O contrato de dezembro caiu de cerca de US$ 231,00 por tonelada, no final de abril e meados de maio, para cerca de US$ 206,00 no início de julho, levando os agricultores a desacelerar as vendas em vez de fechar negócios a preços mais baixos. Em tal contexto, a Argentina pode acabar com estoques maiores de trigo se as exportações não continuarem fluindo. A Bolsa estimou os estoques finais de 2025/26 em cerca de 4,5 milhões de toneladas, o maior nível desde 2014/15, mesmo com a demanda interna estimada em 9,2 milhões de toneladas e as exportações em um recorde de 19 milhões de toneladas. A Argentina também enfrenta uma concorrência mais acirrada no exterior. Seu preço de exportação do trigo está agora em cerca de US$ 227,00/tonelada, próximo ao de fornecedores rivais, enquanto as grandes safras do Hemisfério Norte estão pressionando os preços globais.

Já no Brasil, a forte redução de área semeada neste ano, somada a possibilidade de problemas climáticos graves devido ao super-El Niño, esperado a partir da primavera, manteve aquecido o mercado. Os preços, junto aos principais produtores nacionais (RS e PR), giraram entre R$ 70,00 e R$ 71,00/saco, porém, lembramos que tais preços já estão estacionados nestes níveis há três semanas nos dois estados. Vale destacar que, em condições normais de clima, o recente boletim da Conab reduziu ainda mais a produção nacional de trigo, com a mesma ficando em apenas 6 milhões de toneladas, após 7,9 milhões no ano anterior. Portanto, bem menos do que o relatório do USDA indicou no último dia 10/07. A área total nacional estaria em 2,04 milhões de hectares, contra 2,44 milhões no ano anterior, ou seja, um recuo de 400.000 hectares plantados com o cereal.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema: Soja em Chicago volta a superar os US$ 12,00/bushel impulsionada por tensões globais e clima nos EUA – MAIS SOJA

Published

on


O primeiro mês cotado, em Chicago, voltou a superar os US$ 12,00/bushel nesta semana, após 35 dias úteis abaixo deste teto. No dia 14/07 o bushel atingiu a US$ 12,07. Já o fechamento desta quinta-feira (16) ficou em US$ 11,95, contra US$ 11,79 uma semana antes. Registrar, também, que o farelo chegou a bater em US$ 323,10/tonelada curta no dia 10/07, recuando posteriormente e fechando o dia 16/07 em US$ 322,90. E o óleo de soja voltou a superar o teto dos 70 centavos de dólar por libra-peso, batendo em 73,04 nos dias 13 e 14 de julho e fechando esta quinta-feira (16) em 72,43 centavos.

O movimento de alta se dá em função das novas tensões bélicas entre Rússia e Ucrânia; ao novo aumento nos preços do petróleo devido ao fracasso do cessar-fogo no Oriente Médio; e a um clima mais quente e seco no Meio-Oeste estadunidense, embora neste último caso a situação tenha melhorado um pouco nesta semana.

O relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 10/07, foi até baixista para o mercado, porém, acabou não tendo este efeito na prática. O mesmo aumentou a futura colheita dos EUA, para o ano 2026/27, em um milhão de toneladas, com ela ficando estimada em 121,8 milhões de toneladas. Já os estoques finais naquele país foram mantidos em 8,4 milhões. As produções da Argentina e do Brasil foram mantidas em 50 e 186 milhões de toneladas respectivamente. Já a produção mundial passou a 441,7 milhões de toneladas e os estoques finais mundiais ficaram em 124,2 milhões. As importações chinesas foram aumentadas para 115 milhões de toneladas, após 114 milhões em junho.

Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de soja melhoraram um pouco, atingindo, no dia 12/07, 65% entre boas a excelentes, contra 70% um ano atrás. Outras 27% estavam regulares e 8% estavam entre ruins a muito ruins. Na data indicada, 50% das lavouras estavam na fase de florescimento, contra 34% da semana anterior, 45% do mesmo período do ano passado e 44% da média. Já em formação de vagens estavam 19% das lavouras, contra 9% da semana anterior, 14% em 2025 e 13% na média.

Enquanto isso, o esmagamento de soja nos EUA, no mês de junho, foi de 5,83 milhões de toneladas, segundo informou a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas nesta semana. O volume superou em 16% o esmagado em junho de 2025. Já os estoques estadunidenses de óleo de soja ficaram em 1,5 bilhão de libras, testando as mínimas em oito meses.

E aqui no Brasil, os preços da soja se mantiveram firmes, ensaiando novas altas as quais não se sustentaram devido ao fortalecimento do Real perante o dólar. Efetivamente, a moeda brasileira voltou para R$ 5,07 por dólar, após R$ 5,20 dias atrás.

Com isso, as principais praças gaúchas ficaram em R$ 122,00/saco, enquanto no restante do país as principais regiões registraram valores entre R$ 113,00 e R$ 124,00/saco. Um ano atrás, no Rio Grande do Sul se praticava R$ 121,00 e no restante do país valores entre R$ 107,00 e R$ 125,00/saco. Ou seja, os valores atuais estão praticamente idênticos aos de 12 meses atrás, consolidando uma perda real média (considerando a inflação do período) aos produtores de soja no país.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined


 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

Continue Reading

Sustentabilidade

Safras & Mercado estima queda de 20% na área de trigo do Brasil em 2026 – MAIS SOJA

Published

on


A safra brasileira de trigo em 2026 deve registrar redução de 20% na área plantada, segundo nova estimativa de Safras & Mercado. A consultoria projeta o cultivo de 1,905 milhão de hectares no país, contra os 2,381 milhões de hectares da temporada anterior. A produção potencial é estimada em 5,855 milhões de toneladas, recuo de 27,9% frente às 8,120 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior. O rendimento médio nacional também deve cair, de 3.410 quilos por hectare para 3.073 quilos por hectare, retração de 9,9%.

Para o especialista de inteligência de mercado de Safras & Mercado, Elcio Bento, a redução da área reflete uma mudança de comportamento do produtor diante de um cenário econômico mais adverso. Segundo ele, a piora da relação entre custos de produção e preços do trigo foi o principal fator por trás da decisão de reduzir a semeadura.

A alta dos fertilizantes, sobretudo os nitrogenados, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, encareceu a implantação da lavoura, enquanto os preços seguiram pressionados pela ampla oferta global e pela concorrência do cereal importado. “É uma das piores relações de troca da história recente da triticultura brasileira”, afirmou o analista.

Bento também relembra que após anos seguidos de margens reduzidas ou negativas, os produtores chegaram à safra 2026 mais endividados e com menor capacidade de investimento, o que dificultou o acesso ao crédito rural. Outro ponto destacado é a ausência de uma política de seguro agrícola suficientemente robusta e confiável.

“Muitos produtores avaliaram que o retorno esperado da cultura não compensava a exposição financeira diante da possibilidade de perdas provocadas por eventos climáticos extremos, reduzindo o incentivo para ampliar a área ou investir em tecnologias de maior custo”, disse Bento.

Para o analista, se a produção de 5,855 milhões de toneladas se confirmar, o Brasil deverá ampliar as importações de trigo para mais de 8 milhões de toneladas, especialmente em um cenário de El Niño, que aumenta o risco de perdas de produtividade e de qualidade dos grãos.

Produção do Rio Grande do Sul deve cair mais de 33%

No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, a área caiu 28,6%, para 750 mil hectares. A produção potencial recuou 33,3%, para 2,4 milhões de toneladas; o rendimento médio passou de 3.428,6 kg/ha para 3.200 kg/ha (-6,7%). No Paraná, segundo maior polo produtor, a área diminuiu 13,5%, para 740 mil hectares, com produção estimada em 2,2 milhões de toneladas, queda de 21,4%, e produtividade de 2.973 kg/ha (-9,2%).

Retrações também foram registradas nos demais estados. Em Santa Catarina, a área recuou 13,6%, para 95 mil hectares, com produção de 300 mil toneladas (-21,1%). Em São Paulo, a área também caiu 13,6%, para 95 mil hectares, e a produção somou 320 mil toneladas (-19,0%).

Em Minas Gerais, a área diminuiu 10,7%, para 125 mil hectares, mas a produção teve a maior queda entre os estados, de 40,0%, para 330 mil toneladas. O reflexo disso, segundo Bento, é o impacto da estiagem sobre as lavouras de trigo sequeiro.

Em Goiás e no Distrito Federal, a área recuou 11,8%, para 75 mil hectares, com produção de 230 mil toneladas (-22,0%). No Mato Grosso do Sul, a área caiu 20,0%, para 20 mil hectares, e a produção somou 50 mil toneladas (-28,6%). Na Bahia, tanto a área quanto a produção recuaram 16,7%, para 5 mil hectares e 25 mil toneladas, respectivamente.

Conforme Bento, as estimativas representam o potencial produtivo inicial e ainda não consideram eventuais perdas climáticas, exceto em Minas Gerais e Goiás, onde a estiagem já afetou parte das lavouras de sequeiro. Nos demais estados, a projeção reflete principalmente a redução dos investimentos em tecnologia e uma postura mais cautelosa dos produtores.

Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Agência Safras)

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT