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8 de julho de 2026

Sustentabilidade

Preços firmes, mas sem tanta movimentação: confira como ficaram as cotações da soja

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja encerrou a terça-feira (7) sem registros de movimentos mais agressivos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão anterior foi marcada por grandes volumes negociados, principalmente em Goiás, Minas Gerais e nos portos, enquanto o dia de hoje teve ritmo mais moderado.

De acordo com Silveira, o mercado operou sem grandes oscilações na Bolsa de Chicago ou no dólar, o que contribuiu para uma sessão mais calma. Os prêmios, no entanto, permaneceram firmes.

“O relatório do USDA na sexta-feira fez com que os players evitassem se expor muito hoje”, destacou o analista. Em resumo, o dia foi de poucas negociações, mas com as cotações mantendo firmeza.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 120,00 para R$ 120,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira. O mercado deu prosseguimento ao movimento de compras iniciado na sessão anterior. Preocupações com as temperaturas elevadas nos Estados Unidos e a presença da China na ponta compradora deram sustentação às cotações.

A China, por meio da estatal COFCO, comprou na segunda-feira pelo menos cinco cargas de soja, equivalentes a cerca de 300 mil toneladas dos Estados Unidos, para embarque entre setembro e novembro, segundo traders norte-americanos com conhecimento das negociações.

O volume adquirido pode ser ainda maior à medida que novas negociações sejam concluídas. Um dos traders estima que as compras possam chegar a 10 cargas, ou aproximadamente 600 mil toneladas.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 64% das lavouras de soja apresentavam condições boas ou excelentes, um ponto percentual abaixo da semana anterior e levemente abaixo das expectativas do mercado.

Exportadores privados dos Estados Unidos também comunicaram ao USDA a venda de 105 mil toneladas de farelo de soja para a Colômbia, com entrega prevista para a safra 2025/26.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 9,75 centavos de dólar, ou 0,82%, a US$ 11,93 3/4 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 11,97 3/4 por bushel, com elevação de 5,50 centavos de dólar, ou 0,46%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 3,30, ou 1,05%, a US$ 316,20 por tonelada. No óleo de soja, os contratos com vencimento em agosto encerraram a 68,59 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,83 centavo, ou 1,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,1526 para venda e a R$ 5,1506 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1291 e a máxima de R$ 5,1626.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações são recordes; preços reagem – MAIS SOJA

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As exportações brasileiras de arroz encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume da série histórica da Secex, fortalecendo a demanda pelo cereal e ampliando a competitividade do mercado externo em relação ao doméstico.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário sustentou uma reação nos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, em um contexto de restrição na oferta diante das perspectivas de novas valorizações.

No mercado internacional, os indicadores também apontaram recuperação nas cotações do cereal, enquanto os dados mais recentes da indústria brasileira ainda refletem um período anterior ao fortalecimento observado nas últimas semanas, de acordo com o Cepea.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Esmagamento de soja em MT bate recorde; exportações de carne atingem nível histórico

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O esmagamento de soja em Mato Grosso alcançou um novo recorde no primeiro semestre de 2026. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foram processadas 7,02 milhões de toneladas entre janeiro e junho, volume 4,53% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o instituto, o desempenho foi impulsionado pelo aumento da demanda para a produção de biodiesel e pelo aquecimento das exportações dos coprodutos da soja. Entre janeiro e junho, os embarques mato-grossenses de farelo e óleo de soja somaram 4,59 milhões de toneladas, crescimento de 8,94% em relação ao primeiro semestre de 2025.

A Argélia permaneceu como principal destino do óleo de soja produzido em Mato Grosso, concentrando 38,08% das exportações do produto. Já a Indonésia liderou as compras de farelo de soja, respondendo por 24,65% dos embarques. Para o Imea, a produção recorde de soja nas últimas safras permitiu às indústrias ampliar o processamento, absorvendo parte da elevada oferta do grão no Estado.

Pecuária

Na pecuária, Mato Grosso também registrou números históricos. O estado abateu 3,65 milhões de cabeças de bovinos no primeiro semestre, alta de 3,58% sobre igual período de 2025 e o maior volume da série histórica para o período.

As exportações de carne bovina também bateram recorde, com embarques de 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), avanço de 38,76% na comparação anual. A receita alcançou US$ 2,41 bilhões, crescimento de 63,82%, impulsionada principalmente pela forte demanda da China.

O Imea destaca que o aumento dos abates foi sustentado pela maior procura por machos terminados e pela antecipação das exportações antes do esgotamento da cota de salvaguarda chinesa. No entanto, o instituto alerta que o avanço do preenchimento dessa cota pode desacelerar as importações chinesas no segundo semestre, levando parte das indústrias a reduzir o ritmo de abates e de produção.

Esse movimento já começou a refletir no mercado físico. Na última semana de junho, o indicador do boi gordo a prazo recuou 2%, equivalente a R$ 6,62 por arroba, diante da menor atuação de frigoríficos exportadores e de um ajuste após as fortes valorizações registradas ao longo do semestre.

Apesar disso, o Imea avalia que a oferta restrita de animais terminados deverá limitar quedas mais intensas nas cotações, mantendo sustentação para os preços da arroba ao longo de 2026.

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Início de julho é marcado por negociações pontuais – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de algodão em pluma segue com baixa liquidez neste início de julho, diante do desacordo entre vendedores e compradores. Segundo o Cepea, apesar da postura firme de parte dos vendedores, especialmente dos mais capitalizados e detentores de lotes de melhor qualidade, as cotações perderam sustentação nos últimos dias e voltaram a ceder.

De acordo com o Centro de Pesquisas, alguns vendedores, atentos ao enfraquecimento da paridade de exportação e buscando liquidar os estoques remanescentes da temporada 2024/25 para liberar espaço nos armazéns, passaram a demonstrar maior flexibilidade nas negociações no mercado spot. Ainda assim, os compradores que estão ativos continuaram a ofertar valores inferiores aos pedidos pelos vendedores.

Pesquisadores do Cepea destacam que as aquisições da indústria permanecem pontuais, uma vez que a matéria-prima adquirida anteriormente, somada aos estoques disponíveis, tem sido suficiente para atender às necessidades de curto prazo. Nesse contexto, o desempenho das vendas de produtos manufaturados continua sendo acompanhado de perto, pois influencia o ritmo de reposição da matéria-prima.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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