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8 de julho de 2026

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Médio-Norte acelera colheita do milho em MT enquanto Sudeste segue com menor avanço

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

O ritmo da colheita do milho segunda safra segue desigual entre as regiões de Mato Grosso. Enquanto o Médio-Norte já avança para a reta final dos trabalhos, o Sudeste ainda apresenta o menor percentual de área colhida, refletindo diferenças no calendário de plantio e na capacidade operacional das propriedades.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que o Médio-Nortecolheu 58,04% da área cultivada. No outro extremo, o Sudeste registra apenas 15,34%, o menor índice entre as regiões produtoras do estado.

No consolidado estadual, a colheita alcançou 44,27% dos mais de 7,3 milhões de hectares cultivados na segunda safra. O avanço foi de 11,86 pontos percentuais em relação à semana anterior e está 4,07 pontos acima do registrado no mesmo período da safra 2024/25.

A diferença entre as regiões é considerada natural para este momento da temporada. O superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Imea e do AgriHub, Cleiton Gauer, pontua ao projeto Mais Milho que “o principal ponto que explica essa diferença entre as regiões é o período de semeadura”. Conforme ele, o porte das propriedades e as cultivares escolhidas pelos produtores também influenciam o ritmo da colheita.

colheita milho foto canal rural mato grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Calendário de plantio define ritmo dos trabalhos

As regiões que conseguiram semear mais cedo naturalmente iniciaram a colheita antes das demais. Já as propriedades com maior capacidade operacional conseguem retirar o cereal do campo em menos tempo, o que amplia a diferença observada neste momento da safra.

“Também pesa o tamanho do parque de máquinas, principalmente em propriedades com perfil maior”, afirma Gauer. Segundo ele, esse fator permite maior agilidade tanto na semeadura quanto na colheita.

O executivo observa ainda que os híbridos utilizados pelos produtores também interferem na velocidade dos trabalhos. Como cada material possui um ciclo diferente, é comum que algumas regiões avancem antes de outras.

Mesmo com esse cenário, a expectativa é de que a diferença entre as regiões diminua nas próximas semanas. “As cultivares escolhidas pelos produtores também variam o tempo de cultivo dessas culturas. Mas é um indicador que deve ser corrigido nas próximas semanas”, destaca à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Colheita acelera desafio para armazenagem

O avanço das máquinas também aumenta a pressão sobre a logística em Mato Grosso. A entrada de grandes volumes de milho ocorre em um momento em que parte da soja ainda permanece armazenada, reduzindo o espaço disponível para receber a nova safra.

“A velocidade da colheita é um desafio para a logística”, frisa Gauer. De acordo com ele, o volume de milho que chega aos armazéns é elevado e, neste ano, a desaceleração no escoamento da soja torna esse cenário ainda mais desafiador.

Na avaliação do superintendente, produtores, armazéns e tradings precisam administrar esse fluxo para acomodar toda a produção ao longo da colheita.

Apesar da pressão sobre a infraestrutura, ele lembra que essa situação já faz parte da realidade do estado durante o pico da safra. “É algo comum que a gente já acostumou de ver aqui no estado de Mato Grosso e que precisa ser vencido para conseguir acomodar toda essa produção”, ressalta.

milho armazenagem foto canal rural mato grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Maior oferta mantém preços pressionados

Além da logística, a expectativa de uma safra robusta também influencia o mercado. O Imea projeta uma produção de 53,35 milhões de toneladas de milho em Mato Grosso nesta segunda safra.

Com o avanço da colheita, a maior disponibilidade do cereal mantém as cotações em queda. Na última semana, a saca de 60 quilos fechou em média a R$ 40,44, desvalorização de 1,53% em relação à semana anterior.

Para Gauer, esse movimento acompanha a entrada mais intensa da produção no mercado. “O preço já vem cedendo ao longo das últimas semanas com o início da colheita e, principalmente, agora com o forte da colheita entrando em Mato Grosso”, afirma.

O superintendente observa que o comportamento é típico deste período do ano. Com maior oferta disponível, as cotações tendem a permanecer pressionadas em praticamente todas as regiões produtoras do estado. “A disponibilidade de produto tem pressionado as cotações em praticamente todas as regiões de Mato Grosso”, conclui.

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Colheita de café da Cooxupé avança para 30,9% até sexta-feira (3)

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A colheita de café nas áreas de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) atingiu 30,9% até sexta-feira (3), informou a entidade nesta quarta-feira (8). Na semana anterior, o percentual era de 24,9%. Segundo a cooperativa, os trabalhos seguem em ritmo mais lento na comparação com anos anteriores.

A Cooxupé acompanha semanalmente o andamento da safra em sua área de atuação, que abrange 370 municípios nas regiões do sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e média mogiana do estado de São Paulo.

Na comparação histórica para o mesmo período, o avanço da colheita está abaixo dos percentuais registrados nos últimos anos. Nesta mesma época, o índice era de 40,4% em 2025, 51,6% em 2024, 42,7% em 2023, 33,3% em 2022, 35,6% em 2021 e 43,9% em 2020.

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Por região produtora, o maior avanço até sexta-feira (3) foi registrado no sul de Minas Gerais, com 36,6% da área colhida. Em seguida aparecem as Matas de Minas, com 35%, São Paulo, com 31,5%, e o Cerrado Mineiro, com 21,3%.

A cooperativa reúne cerca de 22 mil cafeicultores e mantém o monitoramento dos trabalhos no campo ao longo da safra. Os números mostram avanço semanal da colheita, mas ainda em patamar inferior ao observado no mesmo intervalo dos anos anteriores nas regiões acompanhadas.

Até sexta-feira (3), a colheita de café da Cooxupé somava 30,9%, com avanço sobre os 24,9% da semana anterior e desempenho abaixo do histórico recente nas principais regiões produtoras monitoradas pela cooperativa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Esalq lançará portal com 30 mil documentos históricos digitalizados

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A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em Piracicaba (SP), lançará em outubro o Portal Luiz de Queiroz, uma plataforma digital com cerca de 30 mil documentos históricos digitalizados. O acervo reúne registros sobre a formação do ensino agronômico brasileiro e será apresentado durante a Semana Luiz de Queiroz.

Segundo a Esalq/USP, o projeto reúne documentos inéditos de cinco acervos da instituição. A proposta é organizar e disponibilizar esse material em ambiente digital, ampliando o acesso a registros históricos ligados à trajetória do ensino superior agronômico no país.

O Portal Luiz de Queiroz foi aprovado no Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, sob o número 243545 no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

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O projeto conta com patrocínio da Usina São Martinho, Caterpillar, John Deere, Rabobank e Itaú BBA. Também recebe apoio da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e da Associação dos Ex-Alunos da Esalq (Adealq).

De acordo com a instituição, a iniciativa também teve patrocínio coletivo de egressos e de repúblicas de alunos, que adquiriram réplicas em bronze do Edifício Central da Esalq. Atualmente, uma equipe de 25 pessoas atua no desenvolvimento da plataforma.

O portal ainda trará depoimentos de nomes ligados ao ensino superior e à pesquisa no Brasil. Entre eles estão o ex-aluno e ex-ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa) Roberto Rodrigues, o ex-reitor e professor da Universidade de São Paulo (USP) Jacques Marcovitch e a engenheira agrônoma e pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja Mariangela Hungria da Cunha.

Com lançamento previsto para outubro, o Portal Luiz de Queiroz concentrará documentos históricos digitalizados e depoimentos relacionados à formação do ensino agronômico brasileiro em uma nova plataforma da Esalq/USP.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

‘O sojicultor está descapitalizado. A prioridade não é investir, mas conseguir produzir’, afirma Ilson Redivo

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Vice-presidente regional da Aprosoja MT avalia que o Plano Safra não atende às necessidades do setor, critica redução dos recursos e alerta para a dificuldade financeira

O presidente do Sindicato Rural de Sinop e vice-presidente regional da Aprosoja MT da região Norte, Ilson Redivo, avaliou ao Soja News que o Plano Safra 2026/27 ficou abaixo das necessidades do setor produtivo. Segundo ele, embora o governo tenha anunciado um aumento nominal dos recursos, o valor disponibilizado não acompanhou a inflação, reduzindo o poder de compra do crédito rural.

Na avaliação da entidade, os R$ 525 bilhões anunciados são insuficientes para atender à demanda dos produtores. Além disso, Redivo criticou a redução dos recursos destinados ao custeio e à comercialização da produção, justamente a modalidade de crédito considerada mais importante para o atual momento do setor.

“O Plano Safra teve um aumento de recursos, mas esse aumento não cobriu a inflação. Os bilhões anunciados não são suficientes para atender à demanda do produtor”, afirmou. “O principal gargalo hoje é a redução dos recursos para custeio e comercialização. É justamente onde o produtor mais precisa de apoio neste momento”, complementou.

'O Plano Safra 26/27 não corresponde à demanda do produtor rural', diz Redivo

Segundo Redivo, o setor atravessa um período de forte descapitalização após três anos consecutivos de preços baixos das commodities, somados ao aumento dos custos de produção. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel, aliada aos reflexos do cenário internacional, reduziu significativamente a margem de lucro dos produtores.

“O produtor está descapitalizado. Após três anos de preços baixos das commodities e aumento dos custos de produção, a prioridade não é investir, mas conseguir produzir”, comentou. “Muitos produtores estão com financiamentos atrasados e sem recursos para cobrir seus compromissos. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel reduziu a margem de lucro da atividade.”

O diretor afirmou que, diante desse cenário, muitos agricultores enfrentam dificuldades para manter a atividade e honrar seus financiamentos. Para ele, ampliar os recursos para investimentos, enquanto se reduz o crédito para custeio, não atende à realidade vivida no campo.

“O produtor é eficiente da porteira para dentro, mas fica vulnerável às ações governamentais e ao cenário internacional, que impactam diretamente os custos de produção e a rentabilidade da atividade”, concluiu.

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