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8 de julho de 2026

Business

Entregas de fertilizantes caem 6% em abril e somam 2,54 milhões de toneladas

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 2,54 milhões de toneladas em abril, queda de 6% na comparação com o mesmo mês de 2025, informou nesta terça-feira (7) a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). No acumulado de janeiro a abril de 2026, o volume chegou a 12,30 milhões de toneladas, alta de 1,6% ante as 12,11 milhões de toneladas registradas em igual período do ano passado.

Segundo a Anda, o desempenho no primeiro quadrimestre reflete o crescimento acumulado entre janeiro e março, em razão da safrinha de milho. A entidade afirmou que os números de abril já demonstram os impactos para a próxima safra de verão.

Entre os estados, Mato Grosso liderou as entregas no acumulado do ano, com 3,06 milhões de toneladas, o equivalente a 24,9% do total. Na sequência aparecem São Paulo, com 1,39 milhão de toneladas, Paraná, com 1,33 milhão, Goiás, com 1,31 milhão, e Minas Gerais, com 1,05 milhão de toneladas.

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Na produção nacional de fertilizantes intermediários, abril terminou com 510 mil toneladas, recuo de 9,2% em relação ao mesmo mês de 2025. No primeiro quadrimestre de 2026, o volume produzido foi de 1,92 milhão de toneladas, queda de 14,4% na comparação anual. A Anda ressaltou que, em razão de mudanças na estrutura societária e da retomada de produção em ativos, nem toda a produção nacional foi capturada no primeiro quadrimestre.

As importações de fertilizantes intermediários alcançaram 3,05 milhões de toneladas em abril, alta de 10,4% sobre abril de 2025. No acumulado de janeiro a abril, o total importado foi de 11,21 milhões de toneladas, retração de 0,4%. De acordo com a entidade, esse movimento também foi influenciado por uma safrinha mais expressiva.

Pelo porto de Paranaguá, ingressaram 2,84 milhões de toneladas entre janeiro e abril, o equivalente a 25,4% de toda a importação de fertilizantes intermediários no período. O volume ficou 6,5% abaixo do registrado em 2025.

Os dados da Anda mostram recuo nas entregas de abril, avanço no acumulado do ano até o mês e queda na produção nacional de fertilizantes intermediários, enquanto as importações cresceram no mês e recuaram levemente no primeiro quadrimestre.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Business

Colheita de café da Cooxupé avança para 30,9% até sexta-feira (3)

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A colheita de café nas áreas de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) atingiu 30,9% até sexta-feira (3), informou a entidade nesta quarta-feira (8). Na semana anterior, o percentual era de 24,9%. Segundo a cooperativa, os trabalhos seguem em ritmo mais lento na comparação com anos anteriores.

A Cooxupé acompanha semanalmente o andamento da safra em sua área de atuação, que abrange 370 municípios nas regiões do sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e média mogiana do estado de São Paulo.

Na comparação histórica para o mesmo período, o avanço da colheita está abaixo dos percentuais registrados nos últimos anos. Nesta mesma época, o índice era de 40,4% em 2025, 51,6% em 2024, 42,7% em 2023, 33,3% em 2022, 35,6% em 2021 e 43,9% em 2020.

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Por região produtora, o maior avanço até sexta-feira (3) foi registrado no sul de Minas Gerais, com 36,6% da área colhida. Em seguida aparecem as Matas de Minas, com 35%, São Paulo, com 31,5%, e o Cerrado Mineiro, com 21,3%.

A cooperativa reúne cerca de 22 mil cafeicultores e mantém o monitoramento dos trabalhos no campo ao longo da safra. Os números mostram avanço semanal da colheita, mas ainda em patamar inferior ao observado no mesmo intervalo dos anos anteriores nas regiões acompanhadas.

Até sexta-feira (3), a colheita de café da Cooxupé somava 30,9%, com avanço sobre os 24,9% da semana anterior e desempenho abaixo do histórico recente nas principais regiões produtoras monitoradas pela cooperativa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Esalq lançará portal com 30 mil documentos históricos digitalizados

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A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em Piracicaba (SP), lançará em outubro o Portal Luiz de Queiroz, uma plataforma digital com cerca de 30 mil documentos históricos digitalizados. O acervo reúne registros sobre a formação do ensino agronômico brasileiro e será apresentado durante a Semana Luiz de Queiroz.

Segundo a Esalq/USP, o projeto reúne documentos inéditos de cinco acervos da instituição. A proposta é organizar e disponibilizar esse material em ambiente digital, ampliando o acesso a registros históricos ligados à trajetória do ensino superior agronômico no país.

O Portal Luiz de Queiroz foi aprovado no Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, sob o número 243545 no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

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O projeto conta com patrocínio da Usina São Martinho, Caterpillar, John Deere, Rabobank e Itaú BBA. Também recebe apoio da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e da Associação dos Ex-Alunos da Esalq (Adealq).

De acordo com a instituição, a iniciativa também teve patrocínio coletivo de egressos e de repúblicas de alunos, que adquiriram réplicas em bronze do Edifício Central da Esalq. Atualmente, uma equipe de 25 pessoas atua no desenvolvimento da plataforma.

O portal ainda trará depoimentos de nomes ligados ao ensino superior e à pesquisa no Brasil. Entre eles estão o ex-aluno e ex-ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa) Roberto Rodrigues, o ex-reitor e professor da Universidade de São Paulo (USP) Jacques Marcovitch e a engenheira agrônoma e pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja Mariangela Hungria da Cunha.

Com lançamento previsto para outubro, o Portal Luiz de Queiroz concentrará documentos históricos digitalizados e depoimentos relacionados à formação do ensino agronômico brasileiro em uma nova plataforma da Esalq/USP.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

‘O sojicultor está descapitalizado. A prioridade não é investir, mas conseguir produzir’, afirma Ilson Redivo

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Vice-presidente regional da Aprosoja MT avalia que o Plano Safra não atende às necessidades do setor, critica redução dos recursos e alerta para a dificuldade financeira

O presidente do Sindicato Rural de Sinop e vice-presidente regional da Aprosoja MT da região Norte, Ilson Redivo, avaliou ao Soja News que o Plano Safra 2026/27 ficou abaixo das necessidades do setor produtivo. Segundo ele, embora o governo tenha anunciado um aumento nominal dos recursos, o valor disponibilizado não acompanhou a inflação, reduzindo o poder de compra do crédito rural.

Na avaliação da entidade, os R$ 525 bilhões anunciados são insuficientes para atender à demanda dos produtores. Além disso, Redivo criticou a redução dos recursos destinados ao custeio e à comercialização da produção, justamente a modalidade de crédito considerada mais importante para o atual momento do setor.

“O Plano Safra teve um aumento de recursos, mas esse aumento não cobriu a inflação. Os bilhões anunciados não são suficientes para atender à demanda do produtor”, afirmou. “O principal gargalo hoje é a redução dos recursos para custeio e comercialização. É justamente onde o produtor mais precisa de apoio neste momento”, complementou.

'O Plano Safra 26/27 não corresponde à demanda do produtor rural', diz Redivo

Segundo Redivo, o setor atravessa um período de forte descapitalização após três anos consecutivos de preços baixos das commodities, somados ao aumento dos custos de produção. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel, aliada aos reflexos do cenário internacional, reduziu significativamente a margem de lucro dos produtores.

“O produtor está descapitalizado. Após três anos de preços baixos das commodities e aumento dos custos de produção, a prioridade não é investir, mas conseguir produzir”, comentou. “Muitos produtores estão com financiamentos atrasados e sem recursos para cobrir seus compromissos. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel reduziu a margem de lucro da atividade.”

O diretor afirmou que, diante desse cenário, muitos agricultores enfrentam dificuldades para manter a atividade e honrar seus financiamentos. Para ele, ampliar os recursos para investimentos, enquanto se reduz o crédito para custeio, não atende à realidade vivida no campo.

“O produtor é eficiente da porteira para dentro, mas fica vulnerável às ações governamentais e ao cenário internacional, que impactam diretamente os custos de produção e a rentabilidade da atividade”, concluiu.

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