Sustentabilidade
FPA abre negociação com o governo para resolver dívidas rurais – MAIS SOJA

Membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniram, nesta terça-feira (7), com a equipe econômica do governo para ouvir as propostas relacionadas ao endividamento rural. O encontro terminou sem acordo, mas a bancada sinalizou que não pretende abrir mão dos pilares do Projeto de Lei 5.122/2023.
“Nós entendemos que quem teve perdas climáticas precisa, de fato, ter o auxílio, falando especificamente do pessoal do Rio Grande do Sul, que é super emergencial, que a gente precisa solucionar. Mas o cerne do texto aprovado no Senado foi justamente o enquadramento daqueles que tiveram perda de renda devido aos problemas do endividamento rural. Então, nós vamos insistir com isso e não vamos abrir, absolutamente, mão disso”, destacou o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR).
A reunião ocorreu em meio à reta final da tramitação do projeto. O texto tem origem na Câmara dos Deputados, onde foi aprovado no ano passado. Em junho, passou pelo Senado Federal e retornou à Câmara por ter sofrido alterações. Agora, os deputados precisam decidir se aprovam ou não as mudanças feitas pelos senadores. Não há margem para novas modificações.
De acordo com Lupion, o governo apresentou a ideia de uma Medida Provisória (MP) como alternativa ao projeto de lei. Segundo ele, há concordância em “boa parte” das sugestões, já que elas atendem a pontos da proposta legislativa. No entanto, questões consideradas cruciais ainda precisam ser discutidas, como o montante das operações, os critérios de enquadramento dos produtores e as condições dos juros e prazos.
A proposição aprovada no Senado garante:
- limite de crédito de R$ 10 milhões por beneficiário e de até R$ 50 milhões para cooperativas;
- enquadramento por comprovação de perda de no mínimo 30% da renda bruta em pelo menos duas ou mais safras entre 2019 e 2025;
- juros variando entre 3,5% e 7,5%, conforme o porte do produtor, e prazos de até 13 anos, sendo no mínimo dois anos de carência.
Já a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda nesta terça traz pontos diferentes:
- teto de até R$ 8 milhões por beneficiário;
- produtores afetados por intempéries climáticas seriam os beneficiados, não levando em consideração produtores que tiveram perda de renda;
- juros que variam entre 6% e 12% e prazo de pagamento de até 8 anos, sendo dois de carência com o pagamento dos juros nesse período.
A sugestão apresentada pelo governo mantém a abrangência prevista no projeto de lei, ou seja, a ocorrência dos eventos problemáticos deve ser em safras no período entre 2019 e 2025. A janela temporal das operações inadimplentes também foi preservada, contemplando dívidas não pagas entre 1º de janeiro de 2024 a maio de 2026.
Quanto ao uso dos fundos constitucionais, Lupion afirmou que a utilização desses recursos não foi contestada pelo governo. Sobre a criação de um fundo garantidor, há indicativo positivo para que a medida também tenha apoio do Executivo.
“Nós falamos da questão da composição do fundo garantidor, que tem um custo para o governo. Falamos sobre a questão do impacto primário da equalização dos juros, mas, inclusive, o governo concorda com a necessidade da composição desse fundo garantidor para diminuir o tamanho do impacto. E, em momento algum, houve questionamento sobre os fundos constitucionais”, comentou o presidente da FPA.
Próximos passos
Ainda nesta terça-feira, equipes técnicas que ajudaram a formatar o projeto de lei vão analisar as sugestões apresentadas pelo governo. A ideia é entender até que ponto é possível construir uma convergência com o texto que está no Congresso Nacional.
“Vamos trabalhar para ver onde nós conseguimos chegar nesse texto, para ver o limite e os critérios de enquadramento, os juros, a questão de quanto vai custar essa equalização e também a possibilidade de atender o maior número possível de produtores”, disse Lupion. Mesmo assim, o presidente da bancada enfatizou que a base da discussão é o proposto no PL 5.122/23. “Nós não aceitamos o fim do projeto do Senado”, afirmou.
Caso não haja acordo, a intenção da bancada será seguir com o texto na forma aprovada pelos senadores. “Se não houver acordo, aí nós temos os instrumentos de pressão”, indicou Lupion.
Fonte: Agência FPA
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Exportações são recordes; preços reagem – MAIS SOJA

As exportações brasileiras de arroz encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume da série histórica da Secex, fortalecendo a demanda pelo cereal e ampliando a competitividade do mercado externo em relação ao doméstico.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário sustentou uma reação nos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, em um contexto de restrição na oferta diante das perspectivas de novas valorizações.
No mercado internacional, os indicadores também apontaram recuperação nas cotações do cereal, enquanto os dados mais recentes da indústria brasileira ainda refletem um período anterior ao fortalecimento observado nas últimas semanas, de acordo com o Cepea.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Esmagamento de soja em MT bate recorde; exportações de carne atingem nível histórico

O esmagamento de soja em Mato Grosso alcançou um novo recorde no primeiro semestre de 2026. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foram processadas 7,02 milhões de toneladas entre janeiro e junho, volume 4,53% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Segundo o instituto, o desempenho foi impulsionado pelo aumento da demanda para a produção de biodiesel e pelo aquecimento das exportações dos coprodutos da soja. Entre janeiro e junho, os embarques mato-grossenses de farelo e óleo de soja somaram 4,59 milhões de toneladas, crescimento de 8,94% em relação ao primeiro semestre de 2025.
A Argélia permaneceu como principal destino do óleo de soja produzido em Mato Grosso, concentrando 38,08% das exportações do produto. Já a Indonésia liderou as compras de farelo de soja, respondendo por 24,65% dos embarques. Para o Imea, a produção recorde de soja nas últimas safras permitiu às indústrias ampliar o processamento, absorvendo parte da elevada oferta do grão no Estado.
Pecuária
Na pecuária, Mato Grosso também registrou números históricos. O estado abateu 3,65 milhões de cabeças de bovinos no primeiro semestre, alta de 3,58% sobre igual período de 2025 e o maior volume da série histórica para o período.
As exportações de carne bovina também bateram recorde, com embarques de 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), avanço de 38,76% na comparação anual. A receita alcançou US$ 2,41 bilhões, crescimento de 63,82%, impulsionada principalmente pela forte demanda da China.
O Imea destaca que o aumento dos abates foi sustentado pela maior procura por machos terminados e pela antecipação das exportações antes do esgotamento da cota de salvaguarda chinesa. No entanto, o instituto alerta que o avanço do preenchimento dessa cota pode desacelerar as importações chinesas no segundo semestre, levando parte das indústrias a reduzir o ritmo de abates e de produção.
Esse movimento já começou a refletir no mercado físico. Na última semana de junho, o indicador do boi gordo a prazo recuou 2%, equivalente a R$ 6,62 por arroba, diante da menor atuação de frigoríficos exportadores e de um ajuste após as fortes valorizações registradas ao longo do semestre.
Apesar disso, o Imea avalia que a oferta restrita de animais terminados deverá limitar quedas mais intensas nas cotações, mantendo sustentação para os preços da arroba ao longo de 2026.
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Início de julho é marcado por negociações pontuais – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de algodão em pluma segue com baixa liquidez neste início de julho, diante do desacordo entre vendedores e compradores. Segundo o Cepea, apesar da postura firme de parte dos vendedores, especialmente dos mais capitalizados e detentores de lotes de melhor qualidade, as cotações perderam sustentação nos últimos dias e voltaram a ceder.
De acordo com o Centro de Pesquisas, alguns vendedores, atentos ao enfraquecimento da paridade de exportação e buscando liquidar os estoques remanescentes da temporada 2024/25 para liberar espaço nos armazéns, passaram a demonstrar maior flexibilidade nas negociações no mercado spot. Ainda assim, os compradores que estão ativos continuaram a ofertar valores inferiores aos pedidos pelos vendedores.
Pesquisadores do Cepea destacam que as aquisições da indústria permanecem pontuais, uma vez que a matéria-prima adquirida anteriormente, somada aos estoques disponíveis, tem sido suficiente para atender às necessidades de curto prazo. Nesse contexto, o desempenho das vendas de produtos manufaturados continua sendo acompanhado de perto, pois influencia o ritmo de reposição da matéria-prima.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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