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pesquisa do Procon-MS revela variação de preços superior a 200%

Itens tradicionais para o Dia de Finados, como flores e velas, podem apresentar variação de preços superior a 200%, em Campo Grande. É o que aponta pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead).
Os dados foram coletados em 10 estabelecimentos que abrangem redes de supermercados, atacadistas e floriculturas. Recomenda-se que antes da compra seja realizada uma pesquisa prévia de preços pelos consumidores, uma vez que os produtos estão sujeitos a variações pontuais de valor e estoque devido ao aumento da demanda neste período especial.
No levantamento, a maior diferença foi encontrada no segmento de floricultura. O vaso de Crisântemo (Tamanho 11) apresentou oscilação de 202,01%, sendo encontrado por valores entre R$ 14,90 e R$ 45,00.
O vaso de Kalanchoe (Tamanho 11) variou 180,90% nos locais pesquisados, com o produto sendo vendido de R$ 8,00 a R$ 25,00, enquanto o Crisântemo (Tamanho 13) teve registrada uma diferença de 46,44%, custando entre R$ 23,90 e R$ 35,00.
As velas, por sua vez, demandam atenção quanto ao tamanho, quantidade e marca. Para a vela palito nº 4 da marca Paraná, com oito unidades, a oscilação de preços alcançou 84,36%, variando de R$ 5,69 a R$ 10,49. Já a vela de sete dias da marca Vela Sul (260g) registrou diferença de 10,45%, com o valor ao consumidor oscilando de R$ 13,49 a R$ 14,90.
O levantamento completo com a lista dos estabelecimentos e o detalhamento dos produtos pesquisados está disponível para consulta nos canais oficiais do Procon Mato Grosso do Sul.
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o que esperar do governo Lula para o agronegócio?

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os reflexos da eleição para o agronegócio e as perspectivas para os mercados foram os destaques do Radar Rural desta semana. O episódio também trouxe uma análise da valorização do boi gordo e o avanço do plantio da soja no Brasil.
Assista:
Agro aposta no diálogo com o governo
Após a eleição, lideranças do agronegócio sinalizaram disposição para dialogar com o governo federal. A expectativa é avançar em pautas como crédito rural, seguro rural, custos de produção e condições de financiamento.
No programa, a avaliação foi de que, independentemente das diferenças políticas, os produtores precisam de previsibilidade para planejar a atividade e enfrentar os riscos da produção. O acesso ao seguro rural também ganhou destaque, diante das perdas registradas no campo e da necessidade de proteção contra eventos climáticos.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, afirmou que a bancada apoiará pautas convergentes com os interesses do setor. A frente conta com 200 parlamentares eleitos e reeleitos, além de uma participação expressiva no Senado.
Boi gordo supera R$ 400 na B3
Na pecuária, o contrato futuro do boi gordo com vencimento em dezembro opera acima de R$ 400 na B3. A valorização ocorre em um cenário de escalas de abate curtas, entre cinco e seis dias úteis, em média, e demanda aquecida.
A procura chinesa pela carne bovina brasileira é um dos fatores que sustentam as cotações. Segundo analistas ouvidos pelo Canal Rural, o Brasil poderia embarcar até 400 mil toneladas para a China entre novembro e dezembro, movimento que aumentaria a pressão sobre os preços.
A gestão das cotas de exportação para o mercado chinês também está entre as questões acompanhadas pelo setor.
No mercado interno, o consumo de carne bovina tende a ganhar impulso com as confraternizações de fim de ano e o pagamento do 13º salário. Ainda assim, a alta da arroba não significa necessariamente maior rentabilidade para o pecuarista, já que os custos operacionais e de alimentação continuam pesando sobre as margens.
Plantio da soja avança, mas clima preocupa
O plantio da soja alcançou 42,8% da área prevista no Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ante 34% no mesmo período do ano anterior. Em Mato Grosso, a semeadura chegou a 60% da área estimada, contra 47% um ano antes.
O avanço ajuda a preservar a janela de plantio da segunda safra de milho, mas o desenvolvimento das lavouras dependerá da distribuição das chuvas nos próximos meses.
A Conab estima a produção brasileira de soja em 181,6 milhões de toneladas na safra 2026/2027. Entretanto, os efeitos do El Niño podem comprometer o resultado. Estudo da Serasa Experian aponta que, em um cenário de impactos semelhantes aos da safra 2023/2024, a produção poderia cair para 163,6 milhões de toneladas.
As estimativas ainda podem mudar conforme as condições climáticas ao longo do ciclo da cultura.
O Radar Rural é transmitido ao vivo pelo YouTube do Canal Rural às quintas-feiras, às 18h, e exibido na TV aos sábados, às 9h15.
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Projeto cria política de proteção climática para agricultura familiar

Sob o alerta de um El Niño cada vez mais intenso, um projeto de lei da Câmara dos Deputados quer criar a Política Nacional de Proteção Climática da Agricultura Familiar e da Pecuária Leiteira. O PL 3557/26, atualmente em análise, sugere medidas como linhas de crédito rural emergencial e repactuação de dívidas.
A proposta, do deputado João Daniel (PT-SE), visa a garantir a estabilidade econômica de pequenos e médios produtores e a preservar as matrizes genéticas do rebanho nacional. A medida beneficia, por exemplo, os trabalhadores da cadeia do leite afetados por secas prolongadas e pelo fenômeno El Niño.
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Quais são as ações propostas?
O texto define alguns parâmetros para o acesso aos benefícios: o crédito emergencial deve ser direcionado ao custeio agropecuário e à subsistência dos animais; a renegociação de dívidas requer que os produtores que comprovem perda severa de safra por questões climáticas.
Outra diretriz permite que os agricultores paguem seus financiamentos rurais por meio da entrega da produção a programas públicos de segurança alimentar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Segundo João Daniel, a medida tem a finalidade de criar um mecanismo de amortização de dívidas que evite a falência do produtor e, ao mesmo tempo, destine comida à população vulnerável, ajudando a controlar a inflação dos alimentos nas cidades.
O projeto prevê ainda a manutenção de estoques públicos estratégicos de grãos em bacias leiteiras vulneráveis, garantindo que o ciclo produtivo não pare por falta de ração ou insumos básicos.
As ações previstas na proposta servem para orientar o poder público e não criam obrigações financeiras automáticas, dependendo de regulamentação do Poder Executivo em até 90 dias após a publicação da lei.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo, ou seja, é previsto que seja votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, que são a de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) e a de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Fruticultura avança 29% em Minas Gerais em dez anos, aponta Emater-MG

A fruticultura vem ampliando sua presença em Minas Gerais. Entre 2015 e 2025, a área plantada com frutas no estado cresceu 29%, passando de 138 mil para 179 mil hectares. O levantamento é da Emater-MG e mostra um avanço superior ao registrado por culturas tradicionais, como o café, cuja área aumentou 17% no período. Já o milho teve redução de 15%.
A laranja ocupa a maior área entre as frutas cultivadas e também apresentou crescimento expressivo. O cultivo passou de 42,6 mil hectares, em 2015, para 67,2 mil hectares em 2025, expansão de 57%. A banana, segunda fruta com maior área plantada, avançou 17%, de 46,2 mil para 54,2 mil hectares.
O maior crescimento proporcional foi registrado pelo abacate. A área destinada à cultura aumentou 374% em dez anos, passando de 2,7 mil para 12,9 mil hectares
Condições favoráveis
Para o coordenador de Fruticultura da Emater-MG, o crescimento da atividade resulta de uma combinação de fatores. O aumento da procura por alimentos associados a uma alimentação saudável é um deles. “As pessoas estão procurando saúde, e a fruta está sendo uma das recomendações”, destaca.
As condições naturais de Minas também favorecem a atividade. O estado possui diferentes tipos de clima, permitindo o cultivo de espécies tropicais, subtropicais e temperadas, além de solos adequados e disponibilidade de recursos hídricos. A tecnologia disponível para diferentes culturas também contribui para ampliar a produtividade.
Outro diferencial é a localização de Minas, próxima a grandes centros consumidores. A estrutura rodoviária facilita o transporte da produção dentro do estado e para outras regiões do país. A presença de seis entrepostos da CeasaMinas no estado também contribui para a comercialização, ao concentrar a produção e facilitar a distribuição.
O potencial de geração de renda é outro fator de estímulo. Segundo o coordenador, a fruticultura apresenta elevada produtividade por área, podendo alcançar dezenas de toneladas por hectare em algumas culturas.
“A fruticultura pode ser uma opção a mais para o produtor, inclusive sem concorrer com outras atividades da propriedade”, explica. A atividade também abre espaço para a participação da mão de obra feminina e para a agregação de valor com sucos, polpas, geleias, doces e outros produtos.
Produção pelo estado
A fruticultura está presente em diferentes regiões de Minas, com especializações de acordo com as características de cada território. No Norte de Minas, destacam-se banana e limão. No Triângulo Mineiro, a produção de laranja e abacaxi tem relevância. Já regiões como Sul de Minas, Zona da Mata, Central, Campos das Vertentes e Leste apresentam produção mais diversificada.
Além das condições de produção e comercialização, programas institucionais de compras da agricultura familiar (Programa Nacional de Alimentação Escolar/Pnae e Programa de Aquisição de Alimentos/PAA) e a expansão das agroindústrias também podem estimular a atividade, criando mercados e ampliando as possibilidades de agregação de valor.
Ranking
Em 2025, as principais frutas cultivadas em Minas Gerais, considerando a área plantada, foram: laranja (67,2 mil hectares), banana (54,2 mil), abacate (12,9 mil), tangerina (12,8 mil), abacaxi (9,9 mil), manga (6,5 mil), limão (4,9 mil) e mamão (1,8 mil).
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