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Roubos de veículos caem 22,3% em Mato Grosso entre janeiro e setembro

Estado registrou 298 ocorrências nos primeiros nove meses de 2026, contra 384 no mesmo período de 2025; número anual chegou ao menor patamar da série histórica no ano passado
Em Mato Grosso, o número de roubos de veículos caiu 22,3% entre janeiro e setembro deste ano, em relação ao mesmo período de 2025. Os dados são do Observatório de Segurança Pública (OBS-MT), órgão da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
Nos primeiros nove meses de 2026, foram registrados 298 roubos de carros, motocicletas e outros veículos automotores no Estado, contra 384 ocorrências contabilizadas no mesmo período do ano anterior.
A redução nos índices dessa modalidade criminal é contínua desde 2019, quando Mato Grosso registrou 1.837 roubos de veículos. Em 2020, o número caiu para 1.322, uma redução de 28%, que evitou 515 crimes.
De 2023 para 2024, a queda nos índices se confirmou novamente com recuo de 28%. O trabalho de monitoramento e análise estatística da Secretaria Adjunta de Inteligência da Sesp indicou 1.077 roubos em 2023 e 774 em 2024, representando uma redução de 303 ocorrências de um ano para o outro.
Em 2025, as estatísticas atingiram o menor índice da série histórica iniciada em 2019, com 524 veículos roubados, 250 a menos do que em 2024.
Para a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, a queda contínua nos índices de roubo de veículos consolida a determinação do Governo de Mato Grosso no combate à criminalidade com tolerância zero.
“Estamos nas ruas com ações que vão desde o policiamento ostensivo orientado por inteligência policial até as operações planejadas a partir de provas levantadas em investigações qualificadas. Nosso trabalho foca na prevenção e, nos casos ocorridos, busca não apenas a prisão dos criminosos, mas a descapitalização e o enfraquecimento de facções. Isso ocorre por meio de apreensões de drogas, imóveis, veículos, dinheiro e outros bens retirados do poder do crime”, destacou a secretária.
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Atleta de Araputanga supera favorito de SP e conquista 1º ouro de MT nos Jogos da Juventude 2026

“Sem o Bolsa Atleta, muitos competidores já teriam desistido do esporte em Mato Grosso. O auxílio nos ajuda a nos manter na rotina esportiva e evita a evasão de talentos do Estado para os grandes centros esportivos do país”, avalia o primeiro atleta mato-grossense a subir no lugar mais alto do pódio nos Jogos da Juventude 2026, Lucas Martins Silva, campeão do salto em altura.
O evento é realizado entre 20 de outubro e 3 de novembro, em Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná. Os Jogos da Juventude reúnem atletas de 15 a 17 anos, classificados a partir do desempenho nos Jogos Escolares Estaduais.
Bolsista desde 2024, Lucas estuda na Escola Cívico-Militar Nossa Senhora de Fátima, em Araputanga. Ele revela que não estava tão confiante para a disputa dos Jogos da Juventude deste ano devido ao resultado de 2025. “Fiquei em terceiro lugar”, explica. Mas, no decorrer da prova, o atleta evoluiu e conquistou a medalha de ouro pelo desempenho no primeiro salto.
Lucas derrotou o favorito, Naftaly Magalhaes De Jesus, da delegação do Estado de São Paulo. Ambos saltaram 2.06 metros de distância, mas o mato-grossense levou a melhor por ter feito a maior pontuação no primeiro salto, enquanto Naftaly só conseguiu alçar a mesma metragem na terceira tentativa.
“Agora, meu sonho é de alcançar pelo menos a terceira colocação nos Jogos Olímpicos”, projeta.
A delegação mato-grossense conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), responsável pelos Jogos da Juventude e Escolares Mato-grossenses.
“O Estado de Mato Grosso se preocupa em dar boas condições para todo o atleta ir e voltar num evento em que está presente o Brasil inteiro. O importante é dar a possibilidade dos atletas em idade escolar terem a visão pedagógica que o esporte ensina, vivenciarem várias culturas, conhecerem outras pessoas, é bem legal proporcionar isso aos atletas de mato-grossense”, destaca superintendente de Eventos Esportivos da Secel e chefe da delegação, Marcelo Sérgio da Cruz Luz.
Os Jogos da Juventude são realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil. A Secel é responsável pela delegação de Mato Grosso, com 88 atletas masculinos e 92 femininos. O Estado conquistou até o momento 15 medalhas, sendo uma de ouro, quatro de prata e 10 de bronze.
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O exército de Janones e a qualidade da informação em uma democracia

“um governo popular, sem informações acessíveis ao povo ou sem os meios para obtê-las, não passa de um prólogo para uma farsa ou uma tragédia — ou, talvez, para ambas”. – James Madison
O livro de Michael X. Delli Carpini, O que os americanos sabem sobre política e porque isso importa, baseia-se em dois pressupostos fundamentais: o de que um público bem-informado é crucial para a democracia e o de que a chave para garantir a existência desse público reside na disponibilidade de uma comunicação de campanha que seja, ao mesmo tempo, envolvente, informativa e acessível.
Entre outras coisas, o ponto de partida de Delli Carpini sugere-nos que iniciativas como a do Exército de Janones na última eleição representa um esforço para dificultar um acesso a informação de boa qualidade, na medida em que tem como objetivo espalhar desinformação. Ao invés de promover a democracia, promove confusão, pois faz da desinformação uma arma política.
Pesquisas do Aláfia Lab indicam que a política é o tema mais associado à circulação de fake news no país (citada por 43% dos entrevistados), o que distorce a percepção pública sobre debates complexos(https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/06/03/pesquisa-fake-news-politica.ghtml).
O uso de inteligência artificial pode acentuar os instrumentos de desinformação, como vimos nessa eleição presidencial. Nesse sentido, o jornalismo tem papel ainda mais importante, contribuindo para que a desinformação não comprometa o debate público.
Temos também as limitações cognitivas, econômicas e sociais dos indivíduos. Pesquisas de opinião e levantamentos institucionais apontam que o brasileiro médio possui um conhecimento limitado sobre o funcionamento detalhado das instituições e do sistema político, embora demonstre interesse e consumo frequente de notícias superficiais.
Levantamentos do DataSenado mostram que grande parte dos eleitores não lembra em quem votou para o Senado em eleições passadas (58%) e desconhece ou sabe muito pouco sobre o funcionamento de mecanismos como emendas parlamentares (69% a 87%).
No livro de Delli Carpini, o nível médio de conhecimento do cidadão era baixo para temas como detalhes sobre a separação de poderes entre os diferentes ramos e níveis de governo; definições de termos-chave como veto, inflação ou plataforma partidária; direitos civis, a exemplo da garantia constitucional de julgamento pelo júri, liberdade de expressão e liberdade religiosa; o posicionamento de candidatos à presidência e de partidos políticos sobre algumas das principais questões da atualidade (como previdência social, saúde e relações exteriores). O nível de acerto ficou abaixo de 40%.
O nível e a qualidade da informação política de um cidadão não dependem de um único fator, mas do cruzamento de diversas variáveis. Elas determinam o que os pesquisadores chamam de sofisticação política (a capacidade de obter, processar e aplicar dados do cenário público).
Mas, embora o nível de escolarização do brasileiro tenha melhorado, em época de campanha como acabamos de experimentar, a força da desinformação tende a diminuir o tamanho do público que poder participar do processo eleitoral de uma maneira mais clara, com informação mais precisa e, portanto, mais apto a contribuir com o debate público.
Uma ala do Partido dos Trabalhadores, que venceu as eleições presidenciais de 2026, tem aconselhado o presidente reeleito a rejeitar qualquer medida de equilíbrio fiscal. Um de seus assessores disse que a agenda que venceu as eleições é a de aumento de gastos e não a de cortes. O que do ponto de vista da escolha está certo. Mas, isso nos sugere uma pergunta: como é possível que uma sociedade que está com sérios problemas econômicos por conta de um governo que gasta mais do que arrecada, possa ter escolhido manter essa política? Por que essecandidato não foi duramente questionado essa importante questão?
A resposta envolve a ideia de Delli Carpini de que um público bem-informado é crucial para a democracia. O embate entre políticos na democracia, para além de representar um jogo entre atores que disputam a atenção e o voto dos eleitores, tem também compromisso com a qualidade da informação que circula. Isso importa muito.
Em um ambiente de muita informação falsa, a visualização dos problemas de forma clara é dificultada e a habilidade de enganar passa a ser mais decisiva do que a habilidade de informar e de propor soluções. A eleição vira um jogo de vale tudo.
Infelizmente, o excesso de desinformação poluiu o ambiente eleitoral de 2026. O exército de Janones e todas as iniciativas afins contribuíram para criar uma névoa que impediu o cidadão médio de enxergar com clareza nossos problemas fundamentais. A vitória da estratégia do engano pode significar a derrota de todos em muitos sentidos e certamente da nossa democracia.
André L. Ribeiro-Lacerda é psicólogo social, professor da UFMT, campus Várzea Grande.
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Operações Lei Seca prendem três motoristas e removem 39 veículos em Cuiabá

Duas operações Lei Seca realizadas simultaneamente na Avenida das Torres, em Cuiabá, fiscalizaram194 veículos e realizou 197 testes de alcoolemia em condutores de carros, motocicletas e outros veículos automotores. As ações ocorreram na madrugada desta sexta-feira (30.10), nos dois sentidos da via.
O resultado de ambas as operações inclui oito recusas em fazer o teste de alcoolemia, três prisões em flagrante por embriaguez, 39 veículos removidos, sendo 30 carros e 9 motocicletas.
Também aplicou 60 infrações por várias situações de desrespeito e descumprimentos de leis do Código Brasileiro de Trânsito(CBT), tais como: consumo de bebida alcoólica, falta de CNH, licenciamento vencido entre outras.
De acordo com o relatório das operações, duas infrações foram motivadas pelo uso de calçados inadequados, que comprometem a utilização segura dos pedais, como chinelos soltos ou sapatos de salto alto. Essa penalidade, classificada como de natureza média, está prevista no artigo 252 IV do Código de Trânsito.
As ações, coordenadas pela Superintendência do Gabinete de Gestão Integrada(SUPGI), da Sesp-MT, contou com as equipes do Batalhão de Trânsito (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia de Trânsito (Deletran) da Polícia Judiciária Civil, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Politec, Corpo de Bombeiros (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
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