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Agro Mato Grosso

Produtores de MT intensificam venda de soja para abrir espaço a colheita de milho; preço sobe

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Mudança em tarifa de energia pode diminuir custos da irrigação no campo MT

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O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) orientou os produtores rurais sobre a publicação da portaria normativa do Ministério de Minas e Energia, que estabelece novas diretrizes para a concessão dos descontos especiais nas tarifas de energia elétrica destinados às atividades de irrigação e aquicultura. Com essa nova medida, as unidades consumidoras classificadas na Classe Rural, incluindo cooperativas de eletrificação rural, poderão adequar os horários de utilização da energia elétrica às necessidades de suas atividades produtivas.

A irrigação é uma das atividades que mais consomem energia elétrica nas propriedades rurais. Quanto maior a possibilidade de utilizar os sistemas nos horários com desconto, menor tende a ser o custo operacional da atividade, destacou a entidade.

Para o superintendente da Famato, Cleiton Gauer, em um Estado como Mato Grosso, onde períodos de estiagem podem impactar a produtividade, a redução dos custos com energia torna os projetos de irrigação mais viáveis economicamente. “O produtor rural precisa de regras que acompanhem a dinâmica da produção. Ao permitir mais flexibilidade nos horários de uso da energia com desconto, a nova norma ajuda o produtor a planejar melhor suas atividades e a tornar a irrigação uma ferramenta ainda mais eficiente para aumentar a produtividade no campo”, afirma.

Conforme a nova regulamentação, o desconto continuará sendo aplicado durante um período diário de 8 horas e 30 minutos. Esse período poderá ser contínuo ou dividido em até três faixas horárias, sempre em múltiplos de 30 minutos, respeitando os horários de menor demanda do sistema elétrico.

Entre os principais pontos da portaria está a garantia de que o produtor rural terá preferência na definição dos horários para usufruir do benefício, exceto no período compreendido entre 17h e 21h30, faixa em que os descontos não poderão ser concedidos. A norma também permite a solicitação de diferentes escalas de horário ao longo do ano, possibilitando adequações conforme a sazonalidade das atividades e as necessidades de cada propriedade.

Outro avanço importante é a vedação às distribuidoras de energia elétrica de estabelecerem condições que limitem a flexibilidade dos horários escolhidos pelos consumidores rurais. Os horários de operação com desconto deverão ser formalizados por meio de contrato ou instrumento equivalente entre o produtor e a concessionária, seguindo as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Produtores que trabalham com piscicultura e outras atividades aquícolas também podem reduzir despesas com equipamentos que dependem de energia elétrica, como sistemas de bombeamento, aeração e recirculação de água.

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Sensor biodegradável mede pesticidas em três minutos

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Dispositivo da USP usa acetato de celulose e análise eletroquímica para detectar diquat, carbendazim e difenilamina

Cientistas da Universidade de São Paulo desenvolveram sensores vestíveis biodegradáveis para detectar pesticidas em plantas e alimentos de forma rápida, não destrutiva e in loco. O dispositivo usa tinta de carbono impressa por serigrafia sobre filmes flexíveis de acetato de celulose. A plataforma identifica diquat, carbendazim e difenilamina em três minutos e vinte e oito segundos.

O sensor pode aderir a superfícies vegetais irregulares, onduladas e curvas. A aplicação ocorre diretamente sobre folhas, caules, cascas, maçãs e pimentões. O formato vestível permite análise descentralizada, sem retirada de amostras para laboratório. O sistema entrega resultado em tempo real por meio de um potenciostato portátil sem fio conectado por Bluetooth a celular, computador ou tablet.

doi.org/10.1016/j.biosx.2026.100758

doi.org/10.1016/j.biosx.2026.100758

Duas unidades

Cada dispositivo reúne duas unidades sensoriais. Uma delas usa voltametria de onda quadrada para medir diquat. A outra usa voltametria de pulso diferencial para detectar carbendazim e difenilamina. O estudo relata uso de uma única gota de amostra e operação sequencial no mesmo chip. A leitura de diquat ocorre nos primeiros cinquenta e dois segundos. A medição simultânea de carbendazim e difenilamina leva mais cento e noventa e sete segundos.

O dispositivo custa menos de 0,077 dólar por unidade. O baixo custo importa porque os sensores têm uso único. Segundo Paulo Augusto Raymundo-Pereira, professor do Instituto de Física de São Carlos da USP, a proposta combina rapidez, baixo impacto ambiental e análise em campo.

Base do sensor

A base do sensor usa acetato de celulose. Esse material tem origem vegetal e pode vir de resíduos agrícolas. O trabalho também avaliou plastificantes. Os melhores resultados ocorreram com acetato de celulose plastificado com 5,4 milimoles de glicerol. Essa formulação apresentou melhor faixa dinâmica, linearidade e sensibilidade em comparação com filmes plastificados com citrato de trietila.

Nos ensaios, os sensores detectaram diquat em faixa de 0,1 a 1,0 micromolar. Para carbendazim, a faixa ficou entre 0,2 e 2,0 micromolar. Para difenilamina, a faixa ficou entre 2,5 e 25 micromolar. Os limites de detecção chegaram a 3,2 nanomolar para diquat, 180 nanomolar para carbendazim e 1,34 micromolar para difenilamina.

Uso em campo

A equipe simulou uma condição de uso em campo. Soluções dos pesticidas foram pulverizadas na casca de maçãs e pimentões, na concentração de 1.000 micromolar. Os produtos secaram por cinco horas. Depois, o sensor foi fixado na superfície. A leitura usou uma gota de 500 microlitros de solução tampão fosfato para permitir a condução elétrica e a resposta química do eletrodo.

O estudo também testou saliva humana e água de torneira com adição de pesticidas. Nessas amostras, o sistema detectou os três alvos na mesma gota de 150 microlitros. Os resultados indicaram potencial de uso em alimentos, água e amostras biológicas, além do monitoramento agrícola.

A plataforma apresentou seletividade diante de possíveis interferentes. Os testes incluíram nitrato, sulfato, glicose, ureia, fenitrotiona, tiabendazol, dopamina, linuron, parationa metílica, ácido ascórbico e prolina. O sensor também suportou ciclos de flexão vertical, horizontal e diagonal, com pouca alteração nas respostas voltamétricas.

Biodegradação dos dispositivos

O trabalho avaliou a biodegradação dos dispositivos por 240 dias. Sensores feitos com acetato de celulose plastificado com glicerol degradaram completamente nesse período. Dispositivos fabricados apenas com acetato de celulose permaneceram intactos. A imagem da página onze do artigo mostra a comparação visual entre as duas formulações ao longo do período de degradação.

A equipe também calculou métricas de química analítica verde. O método obteve escore 0,77 na abordagem AGREE e 81 na escala Analytical Eco-Scale. O índice Blue Applicability Grade Index alcançou 77,5, valor citado pelos pesquisadores como indicativo de aplicabilidade analítica.

O estudo foi realizado por Samiris Côcco Teixeira, Nathalia O. Gomes, Sergio A.S. Machado, Taíla Veloso de Oliveira, Nilda F.F. Soares e Paulo A. Raymundo-Pereira.

Outras informações em doi: 10.1016/j.biosx.2026.100758

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Agro Mato Grosso

Circuito Aprosoja MT passa por Sapezal e Campo Novo do Parecis e destaca resultados da entidade

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Entidade apresenta balanço das ações dos últimos três anos e promove palestra sobre geopolítica e os impactos do cenário internacional para o agro

Nesta quarta-feira (10.06), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) passou pelos núcleos de Sapezal e Campo Novo do Parecis, dando continuidade à programação do 20º Circuito Aprosoja MT.

A entidade segue levando aos seus associados o balanço das ações realizadas nos últimos três anos, além da palestra do cientista político Heni Ozi Cukier, o Professor HOC, com o tema “Geopolítica: como o mundo funciona”.

Em Campo Novo do Parecis, o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destacou o potencial produtivo da região da Chapada dos Parecis, considerada a maior planície agricultável do mundo. Bier também ressaltou a relevância do município na produção de milho-pipoca, que somente em 2025 produziu cerca de 234 mil toneladas do grão.

“Estamos na terra dos Parecis, uma das regiões mais importantes para o agro mato-grossense. Campo Novo do Parecis é um grande produtor de soja e milho, mas também se destaca pela produção de milho-pipoca e pela harmonia no convívio entre produtores rurais e comunidades indígenas. O Circuito Aprosoja MT vem justamente para ouvir o produtor e trazer informações relevantes sobre temas que impactam diretamente o setor”, afirmou Bier.

O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, destacou a força da região na produção de outras culturas, como feijão, gergelim e girassol. “Campo Novo do Parecis não é apenas a capital nacional do milho-pipoca. O município também se destaca pela produção de soja, milho, algodão, gergelim, girassol e feijões. É uma região extremamente diversificada e conectada ao mercado global. Por isso, discutir geopolítica é tão importante, já que os acontecimentos internacionais impactam diretamente a realidade dos produtores que atuam aqui”, ressaltou.

Já a delegada coordenadora do núcleo de Campo Novo do Parecis, Clarete Brolio, agradeceu a proximidade da entidade com os produtores da região. “A Aprosoja Mato Grosso está sempre presente em nosso município, seja por meio do Circuito, do Centro Tecnológico ou de outras ações realizadas ao longo do ano. Essa proximidade da entidade com os associados é muito importante para nós produtores, e agradecemos a Aprosoja MT por estar sempre ao lado do campo e das demandas da nossa região”, destacou.

No município de Sapezal, a delegada coordenadora Marlise Marafon enfatizou a importância da atuação da Aprosoja MT em pautas estratégicas para o setor, como a moratória da soja e a ação relacionada aos royalties da tecnologia Intacta RR2 PRO.

“Entre as ações mais importantes da Aprosoja MT, eu destacaria a questão dos royalties e a moratória da soja. A vitória relacionada à moratória foi fantástica porque beneficiou todo o setor produtivo. Sozinhos, jamais conseguiríamos alcançar um resultado dessa magnitude. Isso demonstra a força da entidade na defesa dos produtores rurais”, afirmou.

Marlise também reforçou a importância do debate geopolítico diante do cenário atual do setor produtivo no Brasil e no mundo. “Ficamos muito felizes com a participação dos produtores no Circuito. Além da apresentação dos resultados da Aprosoja MT, havia uma grande expectativa pela palestra do Professor HOC. Os produtores estão cada vez mais atentos à importância da entidade e também aos temas que influenciam diretamente a atividade agrícola, como a geopolítica e o comércio internacional”, completou.

Com as eleições se aproximando, o Professor HOC afirmou que este é um momento importante para discutir o posicionamento do Brasil diante das transformações geopolíticas globais e seus reflexos na economia.

“O Brasil precisa estar muito atento ao que está acontecendo no mundo e saber se posicionar. Nós não podemos tomar lado, porque precisamos da China, dos Estados Unidos e da União Europeia. O ideal é manter uma política externa equilibrada, diplomática e neutra. Quanto mais conseguirmos preservar esse equilíbrio, melhores serão os resultados para a nossa economia e para a nossa inserção geopolítica”, avaliou.

A Aprosoja MT dará continuidade à programação do Circuito ainda nesta semana, passando por outros municípios e levando informação, conhecimento e prestação de contas aos produtores rurais.

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