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12 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Forrageiras: o investimento mais estratégico para agricultura moderna – MAIS SOJA

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Por: Marcelo Ayres Carvalho, Pesquisador da Embrapa Cerrados

A eficiência no uso da terra e o controle dos custos de produção são fatores essenciais para a gestão das propriedades rurais. Em um cenário de variações nos preços das commodities agrícolas, do custo dos insumos e das taxas de juros, a eficiência do sistema produtivo impacta diretamente a estabilidade financeira das atividades rurais. Neste contexto, as plantas forrageiras deixam de ser apenas um componente da pecuária para assumir um papel estratégico na agricultura moderna.

Mais do que culturas de cobertura, elas contribuem para a saúde do solo, reduzem riscos de produção, aumentam a produtividade e fortalecem a rentabilidade das lavouras, especialmente em períodos de instabilidade econômica e climática.

O risco da safrinha e a armadilha do custo fixo

Historicamente, a “safrinha” de grãos (em geral, com milho ou sorgo) foi utilizada para diluir os custos fixos da propriedade. No entanto, em anos de crise financeira e instabilidade climática, essa estratégia pode se transformar em uma perigosa armadilha. Implantar uma segunda safra de grãos exige investimentos elevados em sementes, fertilizantes e defensivos. Quando o clima ou os preços forem desfavoráveis, a safrinha deixa de gerar receita e passa a representar um passivo financeiro.

A busca por eficiência operacional exige que o produtor repense o uso da terra. A exposição ao risco em janelas marginais de plantio tem levado à adoção de alternativas que demandam menor desembolso inicial e oferecem maior proteção ao sistema produtivo.

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No entanto, a redução da dependência de safrinhas de alto risco não significa deixar a terra em pousio — o que seria um erro agronômico grave no Sistema Plantio Direto (SPD). A opção é a adoção de culturas que preparem o sistema para a safra principal com um custo significativamente menor.

As forrageiras como ferramentas estratégicas

O cultivo de espécies forrageiras, especialmente gramíneas e leguminosas tropicais, representa uma estratégia eficiente para aumentar a resiliência dos sistemas produtivos. Ao contrário de uma cultura de grãos, a forrageira implantada após a safra de verão, atua como um “seguro biológico”. Ela não exige os mesmos investimentos em operações agrícolas, insumos e gestão, e entrega um retorno para o sistema que poucas tecnologias conseguem superar.

As forrageiras vão além da cobertura do solo. Seus sistemas radiculares promovem descompactação, infiltração de água, oxigenação do perfil, ciclagem de nutrientes, supressão de plantas invasoras, nematoides, pragas e doenças, além de favorecer o sequestro de carbono.
Em um cenário de crise, onde o produtor precisa extrair o máximo de cada quilo de fertilizante aplicado, ter um solo estruturado e saudável é fundamental para evitar perdas de produtividade e aumento de custos de produção.

Evidências técnicas e econômicas: o valor da saúde do solo

Estudos científicos demonstram que substituir a safrinha de grãos por forrageiras melhora o desempenho do sistema produtivo. Pesquisas têm demonstrado que a soja cultivada após o uso de forrageiras apresenta um incremento médio de 15% na produtividade, o que representa cerca de 515 quilos por hectare adicionais (ou mais de 8,5 sacas por hectare). O ganho está associado à melhora dos bioindicadores da saúde do solo, com aumento da atividade enzimática e da ciclagem de nutrientes.

Do ponto de vista financeiro, o retorno sobre o investimento (ROI) é bastante expressivo. Enquanto o custo de implantação de uma cobertura forrageira varia entre US$ 9 e US$ 30 por hectare em sementes, o retorno financeiro apenas em ganho de produtividade da soja subsequente é estimado em US$ 198 por hectare.

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Forrageiras, uma poupança para o solo e para o produtor 

Em tempos de insumos caros, as forrageiras funcionam como uma poupança de nutrientes. Cultivares de Brachiaria recuperam potássio e fósforo das camadas profundas do solo e os devolvem à superfície por meio da biomassa. Após a dessecação da forragem, esses nutrientes são liberados de forma gradual, reduzindo a dependência imediata de fertilizantes químicos de alta solubilidade e custo elevado.

Além disso, a palhada persistente sobre o solo reduz a temperatura superficial e mantém a umidade, mitigando os efeitos do estresse hídrico — um problema recorrente que tem dizimado margens de lucro em diversas regiões.

O uso de leguminosas forrageiras contribui também para a melhoria dos atributos físicos e biológicos do solo, promovendo o aporte de nitrogênio no sistema pela fixação biológica. Estudos mostram que leguminosas forrageiras podem fixar entre 50 e mais de 250 quilos de nitrogênio por hectare ao ano.

Elas podem ser utilizadas isoladamente ou em consórcio com gramíneas. As forrageiras também podem ser pastejadas, diversificando a renda. Estudos em fazendas mostram aumento de 18% na produtividade da soja em áreas pastejadas.

Essa estratégia amplia a competitividade do produtor brasileiro. A sustentabilidade aqui não é um conceito abstrato, mas uma ferramenta de resiliência econômica que permite produzir mais com menos interferência externa.

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A maturidade do sistema de produção

O crescimento do mercado de sementes forrageiras mostra que investir na saúde do solo reduz riscos e aumenta a eficiência da safra principal. A adoção de sistemas integrados – a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) – ou o uso estratégico de forrageiras como plantas de cobertura para o sistema de plantio direto marca a maturidade do sistema de produção brasileiro.

O produtor que compreende a forrageira como um investimento em infraestrutura biológica estará, ao final dessa crise, em uma posição de liderança, com custos de produção mais baixos, solos mais férteis e uma operação significativamente menos vulnerável às oscilações climáticas e do mercado de commodities e insumos.

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Sustentabilidade

calor pode reduzir produtividade mesmo com chuva na safra 2026/27

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O produtor de soja terá de acompanhar não apenas o volume de chuva, mas também as temperaturas e a distribuição das precipitações durante a safra 2026/27. Com o avanço do El Niño, algumas regiões podem enfrentar excesso de umidade, enquanto outras devem ter chuva abaixo da média e calor intenso. Mesmo quando chove, as temperaturas elevadas podem acelerar o ciclo da cultura e comprometer a produtividade.

Em entrevista ao Radar Rural, videocast do Canal Rural, o meteorologista Artur Müller destacou que o calor é um dos principais pontos de atenção para o Brasil Central. Segundo ele, não é necessário que uma região enfrente uma onda de calor para registrar temperaturas acima de 40 °C.

“Não precisa ser onda de calor para passar de 40”, afirmou.

O cenário exige atenção principalmente nas áreas de sequeiro, que dependem das chuvas para o desenvolvimento das lavouras. Além de aumentar a perda de água do solo, as temperaturas elevadas podem prejudicar o desenvolvimento das plantas e favorecer a pressão de pragas.

Assista ao episódio do Radar Rural:

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Calor pode acelerar o ciclo da soja

A combinação entre temperaturas elevadas e chuvas irregulares pode comprometer o desenvolvimento da soja, mesmo em regiões que recebem precipitações ao longo da safra.

De acordo com Müller, o calor aumenta a evapotranspiração, processo pelo qual a água é transferida do solo e das plantas para a atmosfera. Com isso, a umidade disponível pode diminuir mais rapidamente, especialmente quando as chuvas são insuficientes ou mal distribuídas.

“Isso deve acelerar o ciclo do cultivo, diminuir a produtividade. Se não tem uma boa palhada, aumenta a evapotranspiração”, explicou.

O meteorologista também chamou a atenção para as temperaturas durante a noite. Noites mais quentes podem favorecer uma maior pressão de pragas nas lavouras, acrescentando outro fator de preocupação para o produtor.

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Por isso, a análise das condições climáticas precisa considerar mais do que o acumulado de chuva. A distribuição das precipitações, a temperatura e a capacidade de retenção de água do solo também influenciam o resultado da safra.

Quais regiões exigem mais atenção?

Os efeitos do El Niño não devem ser iguais em todo o país. Segundo Müller, a tendência é de condições mais secas e quentes em parte do Norte, do Nordeste e do Brasil Central, enquanto áreas do Sul e do Sudeste podem registrar volumes elevados de chuva.

No extremo norte de Minas Gerais, em direção ao Matopiba, a combinação de precipitações abaixo da média e temperaturas elevadas merece atenção. O meteorologista citou projeções de volumes inferiores a 100 milímetros em 30 dias em algumas localidades, condição que pode prejudicar o desenvolvimento da soja.

“Isso é um problema, porque não vai desenvolver bem essa soja”, afirmou.

Em outras áreas do Brasil Central, a situação pode ser menos crítica, com volumes de chuva que ainda permitam o desenvolvimento das lavouras, embora abaixo do ideal. Müller ressaltou, porém, que a situação varia de uma região para outra e que os produtores precisam acompanhar as condições específicas de suas propriedades.

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No Norte, a preocupação também envolve os impactos da estiagem sobre os rios. Mesmo com previsão de chuva em áreas de Acre e Rondônia, os volumes podem não ser suficientes para recompor as bacias hidrográficas, o que representa um risco para a logística de escoamento da safra pelo Arco Norte.

Já no Sul, o principal ponto de atenção é o excesso de precipitação. O Rio Grande do Sul tem características de solo que, segundo o meteorologista, podem agravar os efeitos tanto da chuva excessiva quanto de períodos prolongados sem precipitação.

Além do risco de alagamentos, o El Niño pode favorecer temporais com granizo, rajadas intensas de vento e outros fenômenos capazes de provocar danos às lavouras.

Müller ponderou, contudo, que estar em uma área de risco não significa que determinado evento climático necessariamente ocorrerá. A confirmação depende do acompanhamento das previsões de curto prazo.

Excesso de chuva também pode atrasar o plantio

Enquanto algumas regiões precisam de mais precipitação, outras podem enfrentar dificuldades para avançar com a semeadura justamente por causa do excesso de umidade no solo.

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Durante a entrevista, o meteorologista citou o Paraná como exemplo de como as condições podem variar dentro de um mesmo estado. Segundo ele, áreas do Centro-Leste paranaense estavam mais adiantadas no plantio, enquanto regiões do Oeste enfrentavam mais dificuldades em razão dos temporais e das chuvas frequentes.

“Conforme o produtor consegue colocar o maquinário em campo e tem umidade, vai avançando”, explicou.

A situação mostra por que os números gerais de plantio precisam ser interpretados com cautela. Mesmo quando o avanço da semeadura está acima do registrado na safra anterior, as condições podem ser bastante diferentes entre municípios e regiões produtoras.

Müller também alertou para a possibilidade de atraso no Paraná diante da previsão de novos volumes elevados de chuva. O excesso de precipitação pode dificultar a entrada das máquinas nas áreas de cultivo e comprometer o ritmo dos trabalhos no campo.

Produtor deve acompanhar previsões e condições da propriedade

Diante de um cenário de maior variabilidade climática, Müller recomendou o uso de ferramentas que permitam acompanhar as condições meteorológicas com mais precisão.

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Imagens de satélite e aplicativos ajudam a monitorar a aproximação de tempestades e as mudanças no tempo. O meteorologista também destacou a importância das estações meteorológicas instaladas nas propriedades rurais, que permitem medir a chuva registrada em cada área.

Com essas informações, o produtor consegue avaliar melhor a umidade disponível no solo e, no caso de áreas irrigadas, ajustar a necessidade de água das lavouras.

Müller ressaltou ainda que as ferramentas disponíveis no mercado nem sempre oferecem informações específicas para cada propriedade. Por isso, o acompanhamento especializado pode ajudar na interpretação dos dados e no planejamento das atividades.

A previsão de curto prazo é especialmente importante para decisões operacionais, como definir o melhor momento para entrar com máquinas no campo ou realizar atividades durante períodos de temperaturas elevadas.

El Niño forte não significa desastre em todas as regiões

Outro ponto destacado durante o Radar Rural foi a necessidade de diferenciar a intensidade do fenômeno de seus efeitos em cada localidade.

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Embora o El Niño altere a circulação atmosférica e favoreça determinados padrões de chuva e temperatura, isso não significa que todas as regiões enfrentarão os mesmos impactos ou que um evento extremo necessariamente ocorrerá.

Müller lembrou que os efeitos do fenômeno podem ser temporariamente mascarados por sistemas meteorológicos de curta duração, que atuam durante alguns dias ou semanas.

O meteorologista também criticou a disseminação de informações sem respaldo científico nas redes sociais, especialmente quando previsões são apresentadas de forma alarmista.

Para ele, o produtor precisa acompanhar dados e projeções atualizados, considerando que as condições climáticas podem mudar ao longo da safra.

A recomendação é observar as previsões para a própria região e combiná-las com as condições verificadas na fazenda. Em uma safra marcada por riscos distintos entre as áreas produtoras, entender quando e quanto chove, além de acompanhar as temperaturas, pode fazer diferença no planejamento das atividades e no resultado da lavoura.

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Sustentabilidade

Trigo/RS: Avanço final da safra é marcado por desafios climáticos e sanitários – MAIS SOJA

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Trigo: As lavouras apresentam avanço expressivo para as fases finais do ciclo, predominando as de enchimento de grãos (60%) e de maturação (27%), além da colheita já iniciada nas áreas mais precoces (4%). Entretanto, a sequência de chuvas, a elevada umidade, a baixa luminosidade, o granizo e os ventos fortes prejudicaram o potencial produtivo e aumentaram os riscos à qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e Noroeste do Estado, os eventos meteorológicos no período provocaram acamamento, debulha de espigas e perdas de estruturas reprodutivas em áreas atingidas por granizo, reduzindo as expectativas inicialmente projetadas para a safra.

Nas lavouras em maturação, a continuidade das chuvas também aumentou a preocupação com os parâmetros de qualidade do produto, especialmente quanto à redução do Peso Hectolitro (PH) e à atividade enzimática associada à germinação pré-colheita, resultando em menores valores de falling number (índice de queda), o que prejudica as características e o uso tecnológico dos grãos. Também, a elevada umidade durante o período reprodutivo favoreceu a incidência de giberela, manchas foliares, ferrugens, oídio e de outras doenças, e a dificuldade de acesso às lavouras restringiu a execução dos tratamentos fitossanitários.

A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em São Borja, metade dos 16 mil hectares plantados estão em maturação, e a colheita deve se iniciar em breve. O potencial produtivo está satisfatório, embora as chuvas no final do ciclo gerem preocupação quanto à qualidade final dos grãos. Em Maçambará, a elevada incidência de doenças foliares reduziu o potencial inicialmente estimado. Em São Gabriel, a infestação de azevém tem competido com a cultura. A redução da área foliar verde durante o enchimento, associada às manchas foliares, pode comprometer o peso dos grãos.

Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as lavouras estão no final do alongamento do colmo e em início do espigamento. A condição sanitária está adequada, embora o ingresso na fase de espigamento aumente a exposição das plantas às doenças.

Na de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em florescimento, 60% em enchimento de grãos, 23% em maturação e 7% colhidas. A incidência expressiva de giberela, associada ao excesso de chuva, pode comprometer a qualidade e a produtividade, inicialmente estimada em 2.965 kg/ha.

Na de Ijuí, o excesso de umidade e os danos provocados por granizo tendem a reduzir o potencial produtivo. Cerca de 50% dos cultivos estão em enchimento, 19% em final de floração, 28% em maturação e 3% colhidas. Nas áreas em enchimento, observa-se pouca evolução no crescimento dos grãos, e aumentam os sintomas de doenças nas espigas em final de floração. Em Santo Augusto, as primeiras áreas colhidas alcançaram 2.820 kg/ha, com PH 78. Contudo, a média regional das lavouras colhidas não ultrapassa 2.400 kg/ha, pois as cultivares mais suscetíveis à giberela apresentam redução de produtividade e de qualidade.

Na de Passo Fundo, os cultivos estão em enchimento de grãos. As chuvas têm dificultado a execução dos tratamentos fitossanitários para o controle de doenças fúngicas. Na de Pelotas, predomina o enchimento de grãos, abrangendo 56% das lavouras; 36% estão em florescimento; e 8% em desenvolvimento vegetativo. A sequência de dias nublados, de chuvas e de baixa radiação solar tem prejudicado o enchimento dos grãos. A elevada umidade do solo dificultou o acesso de máquinas para os tratamentos fitossanitários.

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Na de Santa Maria, as chuvas intensas, acompanhadas de vento e granizo, ocorridas no final de setembro deverão provocar redução da produtividade regional. Na de Santa Rosa, 2% dos cultivos estão em floração, 46% em enchimento, 44% maduras e 8% colhidos. Os eventos meteorológicos provocaram perdas severas, especialmente nas áreas atingidas por granizo, como acamamento, debulha das espigas e, em determinados locais, perda total das estruturas reprodutivas. A incidência de giberela e brusone foi favorecida pelo tempo chuvoso e nublado.

Na de Soledade, cerca de 90% dos cultivos estão em enchimento de grãos, e 10% iniciam a maturação fisiológica. Prosseguiram os tratamentos fitossanitários contra manchas foliares, oídio, ferrugens e giberela nas áreas mais tardias. Nas lavouras bem manejadas, o
potencial produtivo está ótimo. Já as com menor nível tecnológico apresentam condição mais desuniforme.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,94%, passando de R$ 73,78 para R$ 74,47 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



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Sustentabilidade

Tem episódio novo do Soja Brasil no ar com alerta para o clima, desafios no plantio 26/27 e tecnologia no campo

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O episódio 62 do Soja Brasil já está no ar com uma série de reportagens sobre os desafios e as perspectivas para a safra 2026/27. A equipe continua a viagem pela China para mostrar como o país investe em pesquisa agrícola, melhoramento genético e rotação de culturas para aumentar a produtividade da soja e reduzir a dependência das importações.

O programa também acompanha o avanço do plantio e as dificuldades provocadas pelo excesso de umidade em algumas áreas. A chuva pode interromper os trabalhos no campo, dificultar a germinação das sementes e atrasar a janela de cultivo do milho safrinha, exigindo atenção dos produtores ao manejo do solo e ao planejamento da lavoura.

A previsão do tempo para a primavera e o início de outubro também está entre os destaques. O período pode registrar temperaturas próximas de 40 °C e chuvas irregulares em parte do país, enquanto outras áreas devem enfrentar volumes elevados de precipitação. As condições climáticas podem influenciar o ritmo do plantio e exigir cuidados redobrados no campo.

A edição mostra ainda as novidades em maquinário agrícola apresentadas durante a abertura nacional do plantio da soja 2026/27, em Mato Grosso. Entre os destaques estão soluções que integram plantio e pulverização, monitoramento em tempo real e tecnologias que podem reduzir em até 7% o consumo de fertilizantes.

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