Connect with us
15 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Produção de soja e milho muda perfil da mão de obra no campo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

Published

on


Mato Grosso do Sul registrou 16,7 milhões de toneladas de soja e 11,1 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026. O avanço da produção ocorre junto a mudanças no mercado de trabalho rural, com redução da quantidade de pessoas ocupadas diretamente nas lavouras e aumento da participação de atividades relacionadas à agroindústria, aos agrosserviços e ao suporte técnico.

Os dados do Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, elaborado pelo Cepea em parceria com a CNA, mostram que o agronegócio brasileiro empregou 28,40 milhões de pessoas em 2025, maior patamar da série histórica iniciada em 2012. O número representa 26,3% da população ocupada no país e corresponde a um aumento de 601.806 trabalhadores em relação a 2024.

Enquanto a agroindústria teve aumento de 1,4% nas contratações e os agrosserviços cresceram 6,1%, o segmento primário recuou 1,1%, com redução de 87.378 trabalhadores.

Na agricultura, a soja registrou queda de 6,9% na população ocupada, equivalente a 31.987 pessoas. No milho, a redução foi de 10%, ou 43.087 trabalhadores.

Advertisement

Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes, os dados refletem a tecnificação no campo.

“No caso da soja e do milho, a mecanização e a automação reduzem determinadas atividades manuais. Ao mesmo tempo, a cadeia produtiva mantém demanda por trabalhadores em áreas como agroindústria, agrosserviços, assistência técnica, logística, manutenção e operação de máquinas”.

Em Mato Grosso do Sul, a produção de soja e milho tem participação na economia estadual e nas exportações. Em 2025, o complexo soja respondeu por US$ 2,94 bilhões dos US$ 10,1 bilhões exportados pelo agronegócio do Estado.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que reúne informações sobre admissões e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada, também mostram esse movimento no Estado.

Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com saldo positivo de 19.756 empregos formais. A agropecuária respondeu por 1.256 vagas, enquanto construção civil, serviços, indústria e comércio apresentaram saldos superiores.

Advertisement

Os dados também apresentam variações relacionadas ao calendário agrícola. Em abril de 2026, a agropecuária registrou saldo negativo de 115 vagas no Estado. Em agosto de 2025, o setor teve saldo negativo de 175 vagas, período que coincidiu com o vazio sanitário da soja.

Com o encerramento do vazio sanitário em 15 de setembro e a liberação do plantio a partir de 16 de setembro, a demanda por mão de obra relacionada à soja volta a acompanhar o calendário da nova safra.

Remuneração

Um levantamento da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) apresenta diferenças de remuneração conforme o nível de escolaridade dos trabalhadores da agropecuária.

Nos municípios analisados, mulheres com ensino superior completo apresentaram remuneração média de R$ 5.138,46, enquanto aquelas com ensino médio tiveram média de R$ 2.378,29. Os dados são referentes ao levantamento realizado com base em informações da Rais e do Caged de 2021.

“A tecnologia aumenta a necessidade de trabalhadores preparados para operar máquinas, utilizar ferramentas digitais e atuar em atividades de gestão e suporte à produção. A qualificação passa a fazer parte da estrutura necessária para acompanhar as mudanças na agricultura”, finaliza Raphael.

Advertisement

O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa


Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Vassourinha-de-botão apresenta elevado potencial de dano e difícil controle em pós-emergência – MAIS SOJA

Published

on


Com crescente expensão no território brasileiro, a vassourinha-de-botão, espécies Borreria verticillata (L.) G.Mey. (sinonímia Spermacoce verticillata), Borreria spinosa Cham. & Schltdl. (sinonímia Spermacoce spinosa) e Mitracarpus hirtus (L.) DC., têm integrado o grupo das principais e mais complexas plantas daninhas das lavouras agrícolas.

No sistema soja–milho, plantas que permanecem na área podem rebrotar após a colheita e chegar à dessecação da cultura seguinte em estádio avançado, dificultando o manejo (HRAC-BR, 2026). Mesmo sem apresentar relatos de resistência a herbicidas no Brasil, é consenso que algumas espécies da vassourinha-de-botão apresentam certo nível de tolerância ao herbicida glifosato (Correia, 2024). Essas características dificultam ainda mais o controle efetivo da vassourinha-de-botão na pós-emergência das culturas, tornado indispensável a adoção de ferramentas integradas para um controle mais eficiente dessa planta daninha.

Figura 1. Vassourinha-de-botão (Borreria spinosa).
Fonte: Ikeda et al. (2025)

Quando não controlada adequadamente, a vassourinha-de-botão pode causar perdas expressivas na produtividade da soja em decorrência da matocompetição, com reduções de até 4,4% para cada planta daninha por metro quadrado. Os prejuízos tendem a se intensificar com o aumento da densidade da infestação, comprometendo significativamente o rendimento da cultura (Lourenço, 2018).

A eficiência do controle pós-emergente da vassourinha-de-botão depende da escolha do herbicida e do momento de aplicação. Os melhores resultados têm sido observados quando as pulverizações são realizadas nos estádios iniciais de desenvolvimento da planta daninha, preferencialmente entre duas e quatro folhas. À medida que a planta avança para os estádios de quatro a oito folhas, a eficácia dos herbicidas pode diminuir drasticamente, com reduções de até 25% na eficiência de controle (Ikeda et al., 2025).

Advertisement

Para aumentar a eficácia do controle da vassourinha-de-botão e reduzir a população dessa planta daninha, uma estratégia é inserir herbicidas pré-emergentes no programa fitossanitário da cultura. Esse grupo de herbicidas atua diretamente no banco de sementes do solo, reduzindo os fluxos de emergência da vassourinha-de-botão, possibilitando a ampliação do período anterior a interferência e o estabelecimento da cultura do limpo (livre da matocompetição inicial).

Na cultura da soja, as principais opções registradas para o controle pré-emergente da vassourinha-de-botão B. verticillata (sinonímia Spermacoce verticillata),  contemplam  herbicidas a base de misturas comerciais de metribuzin + S-metolachlor, fomesafen + S-metolachlor, pyroxasulfone + flumioxazin, diclosulam + halauxifen  e pyroxasulfone  (princípio ativo isolado) (Ikeda et al., 2025).

Vale destacar que, além de reduzir os fluxos de emergência da vassourinha-de-botão, os herbicidas pré-emergentes, especialmente os de amplo espectro, contribuem para suprimir a emergência de outras espécies daninhas, favorecendo o desenvolvimento inicial da soja. Essa estratégia é particularmente importante nos estádios iniciais da cultura, quando as plantas apresentam menor capacidade competitiva. Dessa forma, os pré-emergentes assumem papel central no manejo de plantas daninhas, sobretudo de espécies de difícil controle em pós-emergência, como a vassourinha-de-botão.



Referências:

CORREIA, N. M. TOLERÂNCIA DIFERENCIAL DE ESPÉCIES DE VASSOURINHA-DE-BOTÃO AO HERBICIDA GLYPHOSATE. XXXIII Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas e XXV Congresso Latinoamericano de Malezas, 2024. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1168752/1/Tolerancia-diferencial-de-especies.pdf >, acesso em: 15/10/2026.

IKEDA, F. S. et al. MANEJO DE VASSOURINHA-DE-BOTÃO (Borreria spinosa) NA SUCESSÃO SOJA-MILHO. Embrapa Agrossilvipastoril, Documentos, n. 11, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1174732/1/2025-cpamt-doc-11-fsi-manejo-vassourinha-de-botao-sucessao-soja-milho.pdf >, acesso em: 15/10/2026.

Advertisement

LOURENÇO, M. F. C. MANEJO QUÍMICO DE VASSOURINHA-DE-BOTÃO (Spermacoce sp.) NA CULTURA DA SOJA. Dissertação de Mestrado, Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, 2018. Disponível em: < https://sistemas.ifgoiano.edu.br/sgcursos/uploads/anexos_1/2019-02-06-11-32-38MARCOS%20FELIPE%20DE%20CASTRO%20LOUREN%C3%87O.pdf >, acesso em: 15/10/2026.

 

Continue Reading

Sustentabilidade

IBGE estima safra de grãos recorde em 2026: 354,5 milhões de toneladas – MAIS SOJA

Published

on


A estimativa de setembro para a produção de grãos em 2026 aumentou 2,4%, para 354,5 milhões de toneladas, na comparação com 2025 (346,1 milhões de toneladas).
Em relação a agosto de 2026, a previsão ficou praticamente estável, com variação de 0,4% – aumento de 1.566.233 de toneladas.

As informações constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (15).

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em setembro de 2026 é recorde para a série histórica do IBGE.

A área a ser colhida está estimada em 83,2 milhões de hectares, aumento de 1,6 milhão de hectares (2%) na comparação com a área colhida em 2025 (81,6 milhões de hectares). Em relação ao mês de agosto de 2026, a área a ser colhida cresceu 143.672 hectares (variação de 0,2%).

Advertisement
Arroz, soja e milho

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 93% da estimativa da produção e respondem por 87,3% da área a ser colhida.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 175 milhões de toneladas, acréscimo de 5,4% em relação ao ano anterior. A área a ser colhida cresceu 1,3%.

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas, queda de 11,4%. A área a ser colhida também diminuiu 12,6%.

Quanto ao milho, a estimativa foi de 143,3 milhões de toneladas (1,6 milhão de toneladas acima de 2025, avanço de 1,1%). A estimativa é de 29,7 milhões de toneladas de milho na primeira safra (alta de 15,5%) e 113,6 milhões de toneladas de milho na segunda safra (queda de 2,0%). A área a ser colhida do milho cresceu 2,5%, sendo 8% no milho primeira safra e 1,1% no milho segunda safra.

Demais grãos

A estimativa de setembro para a produção do trigo em 2026 ficou em 5,9 milhões de toneladas (24% a menos do que em 2025).

Advertisement

A estimativa do algodão herbáceo (em caroço) ficou em 9,5 milhões de toneladas (queda de 3,9%) e a do sorgo em 6 milhões de toneladas (alta de 11%). A estimativa para o feijão é de queda de 6,6% na produção.

Fonte: Agência Brasil



 

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Região do Norte do Brasil já começa plantio de soja dividida entre expectativa e temor com custos e clima

Published

on

O plantio da soja para a safra 2026/27 começou oficialmente no Tocantins em 1º de outubro, após o encerramento do vazio sanitário. Apesar da abertura da janela de semeadura, os trabalhos ainda avançam de forma pontual, enquanto os produtores aguardam a regularização das chuvas para ampliar as operações no campo.

Principal cultura agrícola do estado, a soja ocupa cerca de 1,6 milhão de hectares no Tocantins, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Além de movimentar a economia rural, o grão abastece cadeias que vão da produção de óleo, farelo e rações para alimentação animal à fabricação de biocombustíveis e ao fornecimento de matérias-primas para a indústria.

Neste início de ciclo, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Tocantins (Aprosoja Tocantins) acompanha o andamento da semeadura nas regiões produtoras e as condições enfrentadas pelos agricultores. Entre os principais desafios estão a irregularidade das chuvas, os custos de produção, os juros elevados e as dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo o vice-presidente da entidade, Thiago Facco, as precipitações recentes permitiram o início do plantio em algumas localidades, mas a maior parte das áreas ainda aguarda condições favoráveis.

“Em algumas microrregiões, principalmente no Vale do Araguaia e em pontos específicos do estado, tivemos chuvas com volumes significativos que permitiram o plantio. Mas, na grande maioria, ele ainda não começou. Apesar da abertura da janela, nosso período considerado ideal começa a partir de 15 de outubro. Os produtores seguem aguardando mais chuvas”, explica.

Advertisement

A janela de plantio da soja em áreas de sequeiro segue até 15 de janeiro de 2027. Neste momento, a distribuição das precipitações e a umidade do solo são determinantes para o avanço da semeadura.

Custos e crédito preocupam produtores

Além das condições climáticas, o cenário econômico aumenta a cautela no planejamento da safra. Juros elevados, restrições de crédito e endividamento estão entre os fatores que pressionam os produtores neste início de ciclo.

“A expectativa é de bastante apreensão. Temos uma taxa de juros muito elevada, dificuldade de crédito e um nível de endividamento grande entre os produtores. É uma safra que começa bastante desafiadora”, afirma Facco.

O comportamento do clima nos próximos meses também será decisivo para o desenvolvimento das lavouras. A possibilidade de impactos associados ao El Niño está entre as preocupações do setor, que ainda considera prematuro consolidar uma estimativa de produção para a temporada.

“Hoje, sem dúvida, o clima e os custos de produção são as maiores preocupações. Existe uma incerteza muito grande sobre como o El Niño pode atuar, qual será a intensidade e em quais regiões ou períodos poderá causar impactos”, acrescenta.

Advertisement

Mesmo diante das incertezas, a expectativa da Aprosoja Tocantins é de que a área cultivada com soja permaneça próxima de 1,6 milhão de hectares, com crescimento discreto em relação à temporada anterior.

“A área vinha crescendo, mas neste ano devemos ter um pequeno aumento, principalmente em áreas que já estavam planejadas pelos produtores. Os produtores seguraram bastante as novas aberturas”, afirma.

Apesar dos desafios, Facco destaca a disposição dos agricultores para iniciar mais um ciclo de produção. “O produtor é muito resiliente. Mesmo diante de todos esses fatores adversos, seguimos firmes para plantar mais um ano, com a expectativa de conseguir boas colheitas”, conclui.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT