Agro Mato Grosso
Massey Ferguson apresenta plantadeira Série N nos EUA

Modelo para linhas estreitas e divididas combina tecnologias de plantio de precisão e plataforma modular
A Massey Ferguson apresentou a nova linha de plantadeiras Série N para plantio em espaçamentos estreitos e divididos durante a Farm Progress Show 2026, nos Estados Unidos. A linha combina tecnologias da Precision Planting instaladas de fábrica com uma plataforma modular, oferecendo seis configurações: 23-15, 24-15, 31-15, 32-15, 24-20 e 24-22.
Segundo a empresa, o projeto foi desenvolvido para oferecer flexibilidade de configuração e facilitar a operação e a manutenção, mantendo recursos voltados à precisão na distribuição e à uniformidade de emergência das plantas.
“Os agricultores querem tecnologia comprovada, sem complexidade desnecessária”, disse Forrest Francis, gerente de Marketing Tático de Plantadeiras da Massey Ferguson América do Norte. “A Série N oferece o desempenho que os produtores precisam hoje, ao mesmo tempo que lhes proporciona a flexibilidade para se adaptarem à medida que suas operações crescem. Trata-se de colocar a tecnologia para trabalhar onde ela pode fazer uma diferença significativa, mantendo a plantadeira simples de possuir, operar e manter.”
Entre os recursos instalados de fábrica estão as tecnologias 20|20 Gen3, vSet2, vDrive e DeltaForce, que atuam na colocação das sementes, no controle da profundidade de plantio e na uniformidade da emergência.
A Série N conta ainda com dois reservatórios centrais de sementes, com capacidade de 45 bushels cada, além de opção para até 500 galões de fertilizante líquido. O sistema de transferência manual de peso, com controle a partir da cabine, permite ajustar a distribuição de carga de acordo com as condições do campo.
Plataforma modular
A plataforma da Série N permite a inclusão de tecnologias opcionais conforme as necessidades do produtor. Entre elas estão WaveVision, SpeedTube, CleanSweep, EMHD e Pump Stack.
De acordo com a Massey Ferguson, a proposta é permitir a atualização da plantadeira ao longo do tempo, sem a necessidade de substituir toda a máquina. A linha também conta com unidades de plantio Heads Up, operação sem lubrificação e ajustes simplificados, além de não exigir assinaturas ou desbloqueios para o uso dos recursos disponíveis.
A Série N foi uma das novidades apresentadas pela Massey Ferguson no estande da AGCO, número 1002, durante a Farm Progress Show. O espaço também reuniu atualizações em outras máquinas da marca, como os tratores MF 9S, que receberam o Sistema de Gerenciamento de Implementos para Tratores (TIM) e o MF AutoHeadland.
Outro destaque foi a linha MF 5S, que passou a contar com a transmissão continuamente variável Dyna-VT, além de novos recursos para a enfardadeira dupla da Massey Ferguson.
Agro Mato Grosso
Fungicida para soja promete ganhos de até 12 sacas por hectare e mira ferrugem asiática

O controle da ferrugem asiática e de outras doenças da soja ganha uma nova opção com a chegada ao mercado do Cortina Gold, fungicida lançado pela Sipcam Nichino Brasil. A empresa apresenta o produto como uma mistura pronta de protioconazole e clorotalonil, desenvolvida para proteger a lavoura contra diferentes doenças que podem comprometer o rendimento da cultura.
Nos ensaios de rede citados pela companhia, foram registrados ganhos de produtividade de até 12 sacas por hectare em comparação com áreas sem aplicação de fungicida. Os resultados variam conforme as condições avaliadas e não representam uma garantia de desempenho para todas as lavouras.
A tecnologia foi submetida a avaliações de consultorias agrícolas em diferentes regiões produtoras, incluindo áreas do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso e do Oeste da Bahia. Entre os aspectos analisados estão o controle de doenças foliares e a resposta das plantas em condições de pressão de patógenos.
Ferrugem asiática e manchas foliares exigem atenção
O pesquisador Carlos Eduardo Valente, engenheiro agrônomo e coordenador de fitopatologia da consultoria Multcrop, relatou resultados positivos nos ensaios acompanhados pela equipe. Segundo ele, a comparação com tratamentos sem fungicida mostrou ganhos de até 12 sacas por hectare.
Já o fitopatologista Carlos Forcelini, da Agro Techno Research, avaliou o desempenho da solução diante de doenças como ferrugem asiática, manchas foliares e oídio. De acordo com o pesquisador, o produto apresentou resposta favorável em condições de elevada pressão de doenças e superou alguns padrões comerciais incluídos nas avaliações.
O controle depende de fatores como a doença presente, o nível de infestação, as condições meteorológicas e o momento da aplicação. Por isso, os resultados experimentais precisam ser considerados dentro das condições em que os testes foram conduzidos.
El Niño pode influenciar o calendário de aplicações
As condições climáticas previstas para a safra também entram na discussão sobre o manejo fitossanitário. Forcelini alerta que períodos favoráveis ao desenvolvimento de doenças podem antecipar o aparecimento de sintomas e aumentar a pressão sobre as lavouras.
Na avaliação do pesquisador, anos associados ao El Niño podem exigir atenção antecipada ao manejo, especialmente quando há umidade e condições favoráveis à evolução de doenças. A recomendação é acompanhar o desenvolvimento da cultura e as condições da região para definir o momento adequado das aplicações.
O cenário não é igual em todas as áreas produtoras. Enquanto regiões do Sul podem enfrentar períodos de chuva mais intensa, áreas do Cerrado também precisam monitorar doenças como a mancha-alvo, que pode sobreviver em restos culturais e afetar a nova safra.
Produto combina ação sistêmica e de contato
De acordo com Eric Ono, gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos da Sipcam Nichino, o Cortina Gold reúne ação sistêmica e de contato, com os ingredientes ativos protioconazole e clorotalonil. A empresa afirma que a combinação foi avaliada em ensaios de rede e apresentou controle de doenças em patamar semelhante ao de misturas triplas utilizadas como referência nos testes.
A companhia também destaca a formulação como um diferencial para uso em condições climáticas do Cerrado e afirma ter observado baixo nível de fitotoxicidade nas avaliações realizadas. Essas características são informações divulgadas pela fabricante e devem ser consideradas conforme os resultados experimentais e as condições de uso previstas para o produto.
Segundo a empresa, a tecnologia pode integrar o manejo durante fases como a floração e a formação das vagens, períodos importantes para a proteção do potencial produtivo. A escolha do tratamento, porém, deve levar em conta o diagnóstico das doenças, o histórico da área e as orientações técnicas aplicáveis.
Manejo integrado continua sendo decisivo
A entrada de novas ferramentas amplia as alternativas disponíveis ao produtor, mas o controle de doenças da soja exige planejamento ao longo de toda a safra. O monitoramento da lavoura, a identificação correta dos sintomas e o acompanhamento das condições meteorológicas ajudam a orientar decisões sobre o manejo.
O uso de fungicidas também deve seguir o registro e as instruções de bula, com atenção às doses, aos intervalos e às medidas de segurança. A definição do programa de aplicações precisa considerar a recomendação de um profissional habilitado e as estratégias de manejo da resistência para preservar a eficácia das tecnologias disponíveis.
Para produtores de Mato Grosso, onde a soja ocupa posição central na atividade agrícola, o acompanhamento de doenças como ferrugem asiática e mancha-alvo é parte importante da gestão da safra. O desempenho de qualquer produto depende, entre outros fatores, da pressão de doenças, do ambiente e da condução do manejo em cada propriedade.
Empresa atua no mercado de proteção de cultivos
A Sipcam Nichino Brasil foi criada em 1979 e reúne a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, e a japonesa Nihon Nohyaku, conhecida como Nichino. As empresas atuam no desenvolvimento e na comercialização de soluções para proteção de cultivos.
O lançamento do Cortina Gold amplia o portfólio da companhia para o manejo de doenças da soja. Os resultados divulgados nos ensaios apontam potencial de controle e produtividade, mas a resposta em campo deve ser avaliada conforme as condições específicas de cada lavoura.
Agro Mato Grosso
Chuvas aceleram plantio da soja em MT, que já supera metade prevista para a safra 2026/27

Com o avanço de mais de 18 pontos percentuais em uma semana, trabalho no campo chega a 51,8%; Médio-Norte lidera o ritmo no estado com quase 70% da área semeada
Agro Mato Grosso
Carreta carregada de algodão pega fogo em rodovia de MT

Uma carreta Iveco branca, carregada com pluma de algodão, pegou fogo na tarde desta terça-feira (20), na BR-163, no município de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte). O acidente foi registrado por volta das 14h30, na altura do km 658 da rodovia federal, logo em frente ao posto de combustíveis São Cristóvão. Não houve feridos.
A concessionária Nova Rota do Oeste foi acionada para prestar atendimento à ocorrência no trecho. De acordo com os relatos do motorista, as chamas tiveram início no momento em que a parte superior da carga de algodão encostou na fiação da rede elétrica de alta tensão ao longo da via.
Em uma manobra rápida, antes que o fogo se alastrasse por completo, o condutor conseguiu desatrelar o cavalo mecânico do restante da estrutura.
Uma força-tarefa foi montada para conter o incêndio e evitar riscos adicionais à região e aos motoristas que trafegavam pelo local. A operação contou com o trabalho de equipes do Corpo de Bombeiros Militar, além do auxílio direto de caminhões-pipa disponibilizados tanto pela concessionária Nova Rota do Oeste quanto pela empresa Compacta.
Apesar do susto e dos prejuízos materiais causados pela destruição da carga de pluma de algodão, o motorista saiu ileso e não houve registro de outros feridos. O tráfego na região exigiu atenção dos condutores durante os trabalhos de combate às chamas e rescaldo da pista.
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