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15 de setembro de 2026

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Fila andou: tempo de espera por transplante de córnea em MT cai para duas semanas

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Enquanto a média nacional para realizar o procedimento pelo SUS passa de um ano, estado registra menos de 30 pacientes aguardando pela cirurgia

Em Mato Grosso, pacientes que precisam de um transplante de córnea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) esperam, em média, até duas semanas para realizar o procedimento. O tempo é bem inferior à média nacional, de 370 dias, segundo informações do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Até esta segunda-feira (14.9), 24 pacientes aguardavam pelo transplante no Estado, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Em todo o Brasil, são cerca de 37 mil pessoas na fila pela cirurgia, que substitui total ou parcialmente uma córnea doente ou danificada por um tecido saudável.

Segundo a Central Estadual de Transplantes (CET), unidade administrada pela SES, o número de pacientes em espera em Mato Grosso é considerado baixo em relação à população do Estado. Entre janeiro e agosto de 2026, foram realizados 206 transplantes de córnea gratuitamente pelo SUS.

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Para a coordenadora da CET, Anita Ricarda da Silva, a agilidade no atendimento é resultado do trabalho conjunto das equipes envolvidas no processo de doação e transplante.

“Os transplantes de córnea têm sido realizados com agilidade graças ao trabalho das equipes, permitindo que os pacientes tenham acesso mais rápido ao procedimento e possam recuperar qualidade de vida. Esse resultado também reforça, neste Setembro Verde, a importância da doação de órgãos e tecidos”, afirma.

A captação de córneas pode ser realizada em qualquer unidade hospitalar da rede pública ou privada de Mato Grosso, após a notificação de morte encefálica ou em casos de óbito por parada cardíaca. Em ambos os casos, a doação depende da autorização da família.

Por isso, a Central Estadual de Transplantes destaca a importância da decisão das famílias que, mesmo diante da dor da perda de um ente querido, autorizam a doação. A atitude permite que tecidos que seriam descartados possam ser utilizados em transplantes e beneficiar pessoas que aguardam pelo procedimento.

Ao longo de 2026, a CET já realizou 11 captações de múltiplos órgãos, nas quais foram captados 18 rins, oito fígados, um coração e 22 córneas. Além dessas captações, foram realizadas captações específicas para obtenção de tecidos oculares, resultando em 193 córneas captadas.

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Multa por som alto pode chegar a R$ 50 mil em Cuiabá; veja bairros campeões de denúncias

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Morada da Serra e Jardim Leblon lideram os chamados de perturbação do sossego. Prefeitura já realizou mais de 3,4 mil ações fiscais

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), realizou, entre 1º de janeiro e 14 de setembro de 2026, um total de 3.450 ações fiscais e contabilizou 847 denúncias por meio dos canais oficiais de atendimento. Do total de demandas recebidas, 728 foram finalizadas e 73 arquivadas, enquanto 46 permanecem em andamento. Com isso, 94,57% das denúncias já foram encerradas e 5,43% seguem em tramitação.

Segundo a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, os números demonstram a atuação da fiscalização a partir das ocorrências comunicadas pela população e também refletem uma maior participação dos cuiabanos no registro de situações que afetam o sossego.

“O levantamento aponta um tempo médio de resposta de 13 dias, o que demonstra o esforço das equipes para dar encaminhamento às demandas. A participação da população nas denúncias fortalece o combate à perturbação do sossego e ajuda a preservar o bem-estar de idosos, recém-nascidos, pessoas autistas, animais e de toda a coletividade afetada por ruídos que interferem na tranquilidade, no descanso ou no trabalho”, afirmou a secretária.

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Entre os bairros com maior concentração de denúncias está Morada da Serra, que aparece em primeiro lugar, com 55 registros. Na sequência, estão Jardim Leblon, com 29; Pedra 90, com 25; Altos da Serra, com 24; e Porto, com 22. Também aparecem entre os bairros com maior número de registros o Centro Norte, com 19 denúncias; Despraiado, com 18; Boa Esperança, com 17; e Osmar Cabral, com 16 registros.

Os fiscais da Sorp também atuam em operações conjuntas com o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), no atendimento a denúncias de som alto monitoradas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp).

Em Cuiabá, a fiscalização municipal é realizada com base na Lei Municipal nº 7.284/2025, regulamentada pela Portaria SORP nº 42/2026. A legislação estabelece regras para o controle da poluição sonora e os limites de emissão de ruídos na Capital, de acordo com o tipo de atividade e o período.

A aferição dos níveis de pressão sonora segue a Resolução nº 001/1990 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e a ABNT NBR 10.151:2019.

Conforme os critérios definidos pela Portaria SORP nº 42/2026, a medição deve ser realizada em áreas habitadas vizinhas ao estabelecimento, evento ou instalação, considerando o local onde o ruído efetivamente atinge a população. Em caso de denúncia identificada, a aferição será feita no ponto indicado pelo morador, respeitando os critérios técnicos estabelecidos pela ABNT NBR 10.151:2019.

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Para atividades não licenciadas, por exemplo, são permitidos até 60 decibéis durante o dia e 55 decibéis no período noturno. Na faixa de silêncio, não é permitida atividade com som mecanizado, equipamento automotivo ou som eletrônico.

O valor da multa varia de R$ 300 a R$ 50 mil, conforme a gravidade da infração, a reincidência e o potencial de dano à saúde e ao sossego público.

Canais de atendimento

A população pode contribuir com o trabalho de fiscalização por meio do Web Denúncias da Sorp, disponível no Portal da Sorp, pelo link https://sorp.cuiaba.mt.gov.br. A ferramenta permite encaminhar ocorrências para atendimento e fiscalização.

Durante os períodos de plantão, também está disponível o Disque-Silêncio, pelo telefone (65) 99341-3000, com atendimento às sextas-feiras e aos sábados, a partir das 22h.

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Polícia Civil apura possível uso de aeronave para tráfico internacional de drogas em Água Boa

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Avião saiu de Goiânia com provável destino à Venezuela; três ocupantes morreram no acidente

As investigações da Polícia Civil sobre a queda de uma aeronave, ocorrida em 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, apontam para a possível utilização do avião no tráfico internacional de drogas. O acidente matou três pessoas.

Entre os ocupantes estavam um brasileiro, que teria adquirido a aeronave há cerca de quatro meses, e dois paraguaios. A investigação apura a origem e o destino do voo, além das circunstâncias que podem indicar o envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.

As diligências da Delegacia de Água Boa identificaram a aeronave como um Cessna 402. O avião havia sido apreendido anos atrás em um processo criminal relacionado ao tráfico de drogas e, posteriormente, vendido em leilão público pela Justiça.

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Cerca de quatro meses antes do acidente, a aeronave foi adquirida pelo novo proprietário, que, segundo a investigação, tinha conhecimento de que o avião não estava habilitado para operar no Brasil. A aeronave também não havia passado pelo processo de nacionalização, não possuía matrícula brasileira nem certificado de aeronavegabilidade.

Identificação dos ocupantes

O trabalho policial identificou os três ocupantes como um brasileiro e dois paraguaios. A partir da reconstituição do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os agentes chegaram aos familiares, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.

A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a identificação definitiva depende da conclusão dos exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Rota internacional

As diligências indicam que a aeronave decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular ou plano de voo aprovado. A análise do itinerário aponta como provável rota o deslocamento para países vizinhos, com possível destino à Venezuela. A hipótese foi reforçada por familiares dos passageiros, que relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que seguiria para o país.

Indícios de atividade ilícita

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A análise dos elementos reunidos até o momento sustenta a hipótese de que a aeronave seria novamente utilizada em atividade ilícita, possivelmente relacionada ao tráfico internacional de drogas.

Entre os pontos analisados estão as circunstâncias da aquisição do avião e a forma de pagamento, que ainda são apuradas pela investigação.

Levantamento aponta que a aeronave teria sido adquirida por valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira não seria compatível com a negociação. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte com um veículo de alto valor.
O veículo usado na negociação já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas. Além disso, um dos ocupantes tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.

Outro ponto considerado pela investigação é a decolagem sem documentação válida, autorização de voo ou plano de voo aprovado, circunstâncias que reforçam a hipótese de uma operação clandestina.

As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente aqueles relacionados à identificação técnica das vítimas. A Polícia Civil continua reunindo e analisando os elementos necessários para o completo esclarecimento dos fatos e das circunstâncias que envolveram o voo.

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Advogados são detidos após entrarem com uísque no parlatório da maior penitenciária de MT

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Dois advogados foram flagrados com pequenas porções de uísque no parlatório da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, na tarde desta segunda-feira (14). Os profissionais já haviam passado pelo procedimento de entrada na unidade prisional e aguardavam para atender um cliente quando foram abordados por policiais penais.

Após a ocorrência, os dois foram detidos e encaminhados para a Central de Flagrantes. Conforme informações divulgadas pelo portal Lapada Lapada, posteriormente os advogados foram levados ao Cisc Verdão, onde o delegado plantonista registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO)

As circunstâncias em que a bebida entrou na penitenciária não foram detalhadas nas informações divulgadas até o momento. O caso, além do procedimento policial, também passou a ser acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

OAB acompanhou ocorrência

Procurada para comentar o episódio, a OAB-MT informou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou a ocorrência envolvendo os profissionais. Segundo a entidade, a atuação teve como objetivo assegurar que as prerrogativas profissionais fossem respeitadas durante o procedimento.

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A Ordem também informou que o episódio poderá passar por análise interna para verificar se houve eventual infração ética. Essa avaliação ficará sob responsabilidade do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), órgão competente para examinar possíveis condutas disciplinares envolvendo inscritos na entidade.

“Quanto a eventual falta ética, o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para medidas cabíveis”, informou a OAB-MT em nota.

A eventual análise pelo TED é independente do procedimento registrado na delegacia e não representa, por si só, conclusão antecipada sobre a existência de infração ética. Caberá ao órgão avaliar as circunstâncias do episódio e definir se há necessidade de adoção de alguma medida no âmbito da Ordem.

 

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