Agro Mato Grosso
Após queda na temperatura e neblina, calor volta a ganhar força nesta semana em MT

Capital teve neblina e garoa fina nesta segunda-feira (14), mas previsão indica calor de até 38°C durante a semana.
A mudança de temperatura deve marcar a semana em Cuiabá. Segundo a Defesa Civil, após a capital chegar à mínima de 17°C nesta segunda-feira (14), com registros de neblina e garoa fina, o calor deve retornar gradualmente nos próximos dias. A previsão indica máxima de 31°C nesta terça-feira (15) e de 36°C na quarta-feira (16).
A queda nos termômetros começou entre o fim do sábado (12) e o domingo (13), quando o clima ficou mais ameno na capital. O calor, no entanto, deve se intensificar na segunda metade da semana. De acordo com o Climatempo, Cuiabá pode registrar máximas de 38°C na quinta-feira (17) e na sexta-feira (18).
A previsão aponta para a continuidade da elevação das temperaturas nos dias seguintes. Não há previsão de chuva, mas podem ocorrer novos episódios de neblina, principalmente nas primeiras horas da manhã.
⚠️ Cuidados aumentam com a volta do calor
A Defesa Civil também recomenda atenção às mudanças bruscas nas condições do tempo. A principal orientação é aumentar o consumo de água ao longo do dia, mesmo quando não houver sensação de sede. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios devem ter atenção especial.
Entre as principais medidas recomendadas estão:
- Manter uma boa hidratação durante todo o dia;
- Incluir frutas e refeições leves na alimentação;
- Evitar exercícios e outras atividades ao ar livre nos horários mais quentes, entre 10h e 17h;
- Diminuir a exposição ao sol, principalmente nos períodos de maior calor;
- Utilizar protetor solar, além de chapéu ou boné e óculos escuros;
- Usar soro fisiológico para aliviar o ressecamento dos olhos e das vias respiratórias;
- Manter os ambientes arejados e buscar formas de aumentar a umidade do ar.
Agro Mato Grosso
MT aposta em tecnologia para proteger mercado bilionário da madeira legal

A madeira produzida em Mato Grosso pode estar prestes a entrar em uma nova era de controle, rastreabilidade e reconhecimento internacional. Um projeto considerado pioneiro no Brasil foi apresentado pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com o objetivo de aprimorar a identificação de espécies florestais e ampliar a segurança jurídica para toda a cadeia produtiva.
A proposta ganha relevância especialmente para municípios do Norte de Mato Grosso, região que concentra parte importante da atividade florestal sustentável do estado e abriga polos madeireiros estratégicos em cidades como Sinop, Alta Floresta, Colíder, Marcelândia, Itaúba, Nova Bandeirantes e Paranaíta.
O projeto tem como foco três das espécies mais valorizadas do mercado internacional: Ipê, Cumaru e Cedro-Rosa. Todas estão incluídas no Anexo II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), exigindo controles cada vez mais rigorosos para exportação.
A iniciativa surge em um momento decisivo para o setor florestal mato-grossense, que busca atender às exigências da Instrução Normativa nº 28/2024 do Ibama e, ao mesmo tempo, ampliar a competitividade da madeira legal produzida no estado.

Xilotecas devem reforçar identificação das espécies
Entre as principais medidas previstas está a implantação de dois postos avançados equipados com xilotecas, estruturas que funcionam como verdadeiras bibliotecas de madeira.
Nesses espaços serão armazenadas amostras de referência que permitirão análises anatômicas detalhadas, ajudando a diferenciar espécies semelhantes e reduzindo riscos de erros na identificação dos produtos florestais.
Além disso, o projeto prevê a capacitação de profissionais responsáveis pela identificação técnica das espécies utilizadas na cadeia produtiva.
A coordenação científica ficará sob responsabilidade da professora Marcela Gomes, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), por meio dos campi de Alta Floresta e Sinop.
A participação das instituições de ensino superior é considerada estratégica para garantir embasamento científico ao processo e aproximar pesquisa acadêmica das demandas do setor produtivo.
Norte de Mato Grosso no centro das discussões
O fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade pode gerar impactos diretos para empresas instaladas no Nortão, região que tem papel fundamental na economia florestal mato-grossense.
Com mercados internacionais cada vez mais exigentes, a comprovação da origem legal da madeira tornou-se um diferencial competitivo. Países importadores têm ampliado as exigências ambientais e cobrado documentação detalhada sobre toda a cadeia de produção.
Nesse cenário, sistemas mais eficientes de identificação podem facilitar exportações, reduzir questionamentos comerciais e aumentar a confiança dos compradores estrangeiros.
Para o presidente do CIPEM, Gleisson Omar Tagliari, o objetivo é garantir mais segurança para quem atua dentro da legalidade.
Segundo ele, o diálogo entre setor produtivo e órgãos fiscalizadores é essencial para evitar falhas que possam comprometer a reputação da produção florestal mato-grossense.
Ibama vê avanço técnico como caminho para sustentabilidade
Durante a apresentação do projeto, representantes do Ibama destacaram a importância do avanço tecnológico na identificação das espécies.
O coordenador-geral de Gestão e Monitoramento do Uso da Flora do órgão, Allan Valezi, avaliou que a iniciativa está alinhada às exigências internacionais e pode contribuir para a preservação das espécies ao longo dos próximos ciclos de manejo.
A expectativa é que métodos mais precisos permitam maior controle sobre a exploração florestal sustentável, fortalecendo tanto a conservação ambiental quanto a geração de renda.
O Ibama informou que a proposta será analisada internamente antes da definição dos próximos passos para uma possível parceria institucional.
Madeira legal movimenta empregos e renda
A atividade florestal é uma das mais importantes para diversos municípios do Norte de Mato Grosso. Além da geração de empregos diretos e indiretos, o setor movimenta transporte, serviços, tecnologia e exportações.
Nos últimos anos, a busca por madeira de origem comprovada ganhou força nos mercados internacionais, especialmente na Europa, América do Norte e Ásia.
Com a adoção de ferramentas mais modernas de rastreabilidade, Mato Grosso busca consolidar sua posição como referência nacional em manejo florestal sustentável.
Caso o projeto avance, o estado poderá se tornar modelo para outras regiões produtoras do país, unindo tecnologia, ciência e controle ambiental em favor de uma cadeia produtiva cada vez mais transparente e competitiva.
Para o setor florestal mato-grossense, a iniciativa representa mais do que uma adequação às normas. É uma oportunidade de fortalecer a imagem da madeira legal produzida na Amazônia e abrir novas portas para o mercado internacional.
Agro Mato Grosso
Conab estima produção de 361,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26

A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 361,7 milhões de toneladas. O volume representa uma alta de 2,6% em relação à temporada anterior e de 0,3% frente ao levantamento de agosto. A estimativa incorpora o avanço da colheita do milho segunda safra, que registra produtividades acima do previsto. As informações são do 12º Levantamento do Boletim da Safra de Grãos, publicado nesta terça-feira (15).
Entre os dados apurados pela Companhia, a área de plantio no país cresceu 1,7% em comparação com o ciclo 2024/25, alcançando 83,5 milhões de hectares. Os maiores incrementos ocorreram na cultura da soja, que incorporou 1,3 milhão de hectares (2,7%), no milho, com aumento de 762,5 mil hectares (3,5%), e no sorgo, com alta de 32,9% (537 mil hectares).
Em agosto, os volumes de chuva superaram 90 mm na Região Sul, no sul de São Paulo e no litoral do Nordeste. Em contrapartida, diversas áreas do Centro-Oeste, do Norte e do interior nordestino registraram acumulados inferiores a 40 mm. O tempo seco favoreceu a colheita no Centro-Oeste e no Sudeste, ao passo que o excesso de chuva no Sul afetou pontualmente as lavouras de trigo. As temperaturas máximas passaram de 36 °C em cinco estados, e houve episódios de geadas, principalmente no Rio Grande do Sul.
Para os próximos meses, a previsão climática indica cenários distintos para a agricultura brasileira. Em grande parte do Norte e do Nordeste, as chuvas devem ficar abaixo da média. Já a Região Sul tem previsão de chuvas acima da média, com risco de excesso hídrico em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Esse quadro decorre da persistência do fenômeno El Niño entre setembro e novembro.
As estimativas para a safra 2025/26 revelam variações entre as principais culturas. Soja, milho e algodão apresentam projeção de crescimento, enquanto arroz, feijão e trigo recuam frente ao ciclo anterior. A soja deve atingir 180,4 milhões de toneladas, e o trigo apresenta o maior recuo, de 27,1%.
Principais destaques por cultura
Soja – A safra de soja está projetada em 180,4 milhões de toneladas, a maior produção já registrada na série de acompanhamento da Conab. O montante representa uma alta de 5,2% sobre o ciclo anterior, com expansão de 2,7% na área plantada e ganho de 2,5% na produtividade. As exportações devem atingir patamar recorde com embarques previstos em 116,2 milhões de toneladas.
Feijão – A produção de feijão é estimada em 2,95 milhões de toneladas, o que confirma um recuo de 3,6% em relação ao período anterior. A retração decorre principalmente da redução de 5,7% na área cultivada, embora o rendimento médio tenha crescido 2,2%, alcançando 1.161 kg/ha. Para o abastecimento doméstico, a demanda projetada é de 2,7 milhões de toneladas, mantendo o patamar da safra passada.
Algodão – Para o algodão, a previsão indica 4,14 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, nível mais elevado da série histórica. Mesmo com a retração de 3,2% na área cultivada (estimada em 2,02 milhões de hectares), a produtividade das lavouras avança 4,9% e atinge o pico de 2.053 kg/ha de pluma. A produção supera em 1,5% o resultado de 2024/25 e fica 1,4% acima da estimativa de agosto.
Arroz – A safra de arroz deve somar 11,08 milhões de toneladas em 2025/26, o que significa uma queda de 13,2% em relação ao ciclo anterior. A retração reflete principalmente a redução de 14% na área plantada – calculada em 1,52 milhão de hectares –, apesar do ganho de 1% na produtividade média, que chega a 7.303 kg/ha. Segundo o levantamento da Conab, a opção por menor área decorre de preços menos remuneradores ao produtor e da migração para culturas como soja e milho.
Milho – O volume total de milho está calculado em 144 milhões de toneladas, crescimento de 2% sobre a temporada anterior. A primeira safra registra produtividade recorde de 7.191 kg/ha (alta de 8,8%), enquanto a segunda safra prevê 112,1 milhões de toneladas, ficando apenas 1% abaixo do recorde anterior. Já a terceira safra deve recuar 20,1%, fechando em 2,39 milhões de toneladas.
Trigo – A produção de trigo deve alcançar 5,74 milhões de toneladas em 2025/26, queda de 27,1% em relação ao ciclo passado. O recuo reflete a redução de 21,2% na área cultivada e da menor produtividade média (2.978 kg/ha, queda de 7,5%). Com a retração na oferta nacional, as importações do cereal são estimadas em 7,06 milhões de toneladas. (com Assessoria)
Agro Mato Grosso
Cacique Raoni é diagnosticado com câncer aos 94 anos e recebe cuidados paliativos em MT

Atualmente, Raoni Metuktire está em casa, próximo da família, onde recebe acompanhamento médico com uma estrutura de assistência domiciliar.
O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi internado três vezes ao longo de 2026 antes de receber o diagnóstico de câncer no sistema digestório, divulgado pelo Instituto Raoni nessa segunda-feira (14). Atualmente, ele recebe cuidados paliativos na aldeia onde mora com a família em Peixoto de Azevedo (MT).
Na última internação, o líder indígena precisou ser transferido de avião de Mato Grosso para São Paulo para tratar uma obstrução intestinal e uma hemorragia digestiva.
Desde a alta médica, Raoni está próximo da família, do seu povo, além de contar com acompanhamento médico e uma estrutura de assistência domiciliar.
Veja a sequência das internações:
Em maio deste ano, Raoni foi internado pela primeira vez no Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, após apresentar fortes dores abdominais. Na ocasião, a equipe médica avaliou que o desconforto estava relacionado a uma hérnia antiga. Ele recebeu alta dois dias depois.
Ainda em maio, o cacique voltou a ser internado, desta vez na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do mesmo hospital, para tratar um quadro de pneumonia. Após sete dias, recebeu alta.
Em junho, Raoni foi novamente levado ao hospital em estado grave e precisou ser internado na UTI. Os exames iniciais apontaram alterações na função renal e indicadores compatíveis com um processo infeccioso grave.
A principal hipótese diagnóstica naquele momento era de sepse com foco pulmonar, causada por uma pneumonia broncoaspirativa associada a episódios de vômito.
Diante da gravidade do quadro, o cacique foi transferido de avião para o Hospital São Paulo, onde passou por uma cirurgia para desobstrução intestinal e manutenção do trânsito intestinal. Também foram realizados dois procedimentos para conter uma hemorragia digestiva.
Após cerca de um mês de internação, Raoni recebeu alta e retornou a Mato Grosso.
Outras internações

Cacique Raoni se recupera da Covid e tem alta do hospital
Raoni também já havia sido internado em anos anteriores. Em setembro de 2022, ele ficou cinco dias internado em um hospital de Sinop após ser diagnosticado com um problema cardíaco. Na ocasião, passou por uma cirurgia para implantação de um marcapasso. Depois, permaneceu alguns dias em Colíder antes de retornar à aldeia.
Em julho de 2020, o cacique foi internado em um hospital de Colíder após passar mal. Ele precisou ser transferido de avião para Sinop devido a complicações gastrointestinais e desidratação.
Em setembro daquele mesmo ano, Raoni foi novamente internado após apresentar um quadro de pneumonia diagnosticado pela equipe médica de sua aldeia, no Parque Indígena do Xingu. Ele recebeu alta nove dias depois.
Naquele período, Raoni também apresentou um quadro depressivo após a morte da mulher dele, Bekwyjkà Metuktire.
Cuidados paliativos
O Instituto Raoni destacou que a indicação de cuidados paliativos não significa ausência de tratamento. A assistência é voltada ao controle da dor e de outros sintomas, prevenção de complicações e manutenção da qualidade de vida.
O acompanhamento inclui alimentação, hidratação, atendimento médico, enfermagem e fisioterapia.
Depois de retornar a Peixoto de Azevedo, Raoni passou a receber assistência domiciliar organizada pela família e pelo Instituto Raoni, com participação de serviços públicos de saúde, profissionais parceiros e equipes especializadas.
O tratamento também considera a dimensão espiritual e cultural do cacique. Raoni é pajé e continua recebendo a presença e os cuidados de outros pajés de sua confiança.
Segundo o instituto, a assistência busca respeitar a cultura Mẽbêngôkre, a língua, as escolhas e as referências espirituais do líder indígena.
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