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15 de setembro de 2026

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IBGE divulga agenda semanal com treinamento do Censo Agropecuário

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (14), às 9h, a Agenda IBGE com a programação da semana entre 14 e 20 de setembro. O calendário reúne reuniões internas e externas, eventos e compromissos de diferentes áreas do instituto. Entre os destaques está a participação da Presidência no Treinamento Centralizado do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, em Caxambu.

Segundo o IBGE, a agenda contempla compromissos da Presidência, das diretorias e assessorias, das superintendências estaduais e da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE).

Na segunda-feira (14), às 8h, integrantes da Presidência participam do Treinamento Centralizado do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, em Caxambu. Na terça-feira (15), também às 8h, representantes da Presidência participam de visita técnica do Banco Central de Honduras ao IBGE.

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Na área de diretorias e assessorias, integrantes da ENCE participam ao longo de toda a semana do 26º Simpósio Nacional de Probabilidade e Estatística (Sinape).

Entre as superintendências estaduais, a Superintendência Estadual de Brasília (SES/DF) participa na sexta-feira (18) da Oficina técnica virtual ODS – metas 15.7 e 15.c. Já a Superintendência Estadual do Piauí (SES/PI) realiza, às 8h, reunião com a equipe de coleta e supervisão da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026 de Teresina.

A Agenda IBGE é divulgada todas as segundas-feiras, às 9h, desde 2024, com a programação dos dias seguintes para diferentes áreas do instituto.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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El Niño e irregularidade das chuvas colocam plantio da soja em alerta em MT

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

A abertura da janela de plantio da soja em Mato Grosso não significa, necessariamente, avanço imediato das máquinas pelo campo. Com o fim do vazio sanitário em 6 de setembro, os produtores estão autorizados a semear a safra 2026/27, mas, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a decisão de acelerar os trabalhos passa pela umidade do solo e pela regularidade das chuvas.

Esse cenário ganha peso diante da previsão de um El Niño de forte intensidade durante a primavera. Conforme o Imea em seu boletim semanal da oleaginosa, o RONI deve permanecer acima de 2,0 entre setembro e novembro, o que reforça a necessidade de acompanhamento das condições climáticas neste começo de ciclo.

A preocupação não está apenas na chegada da chuva, mas também no que acontece depois dela. Para os próximos dez dias, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê acumulados de 30 a 50 milímetros em grande parte de Mato Grosso. Se os volumes se confirmarem, podem melhorar as condições para a semeadura.

Por outro lado, a previsão de redução das precipitações na sequência mantém o alerta para as áreas que forem implantadas agora. Uma janela de chuva suficiente para colocar a semente no solo pode não representar, necessariamente, segurança para o estabelecimento das lavouras.

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É nesse ambiente que Mato Grosso inicia uma safra projetada para ocupar 13,046 milhões de hectares, apenas 0,25% acima da área cultivada no ciclo anterior. A produtividade estimada pelo Imea, porém, é de 62,44 sacas por hectare, queda de 5,43%.

Ritmo da semeadura depende das condições no campo

Na prática, o calendário autorizado é apenas uma das variáveis consideradas pelo produtor neste momento. A condição efetiva de cada área passa a ter peso maior para definir quando entrar com as máquinas e quanto avançar na semeadura.

Enquanto o Paraná já apresenta um ritmo mais acelerado, Mato Grosso e o Matopiba iniciam os trabalhos de forma mais gradual. A diferença reforça o peso que o regime de chuvas tem sobre o começo da temporada em cada região produtora.

Em Mato Grosso, os volumes previstos para os próximos dias podem favorecer uma evolução dos trabalhos. A confirmação das chuvas, entretanto, será importante para transformar a previsão em condição efetiva de plantio.

O comportamento posterior das precipitações também deverá ser acompanhado. Caso a redução prevista se confirme, as lavouras recém-semeadas poderão enfrentar um cenário menos favorável, tornando a distribuição das chuvas uma variável tão importante quanto o volume acumulado.

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A atenção ao clima se conecta diretamente ao potencial produtivo projetado para a temporada. Com rendimento médio estimado abaixo do registrado em 2025/26, a produção estadual é calculada em 48,882 milhões de toneladas, retração de 5,19%.

Assim, o início da safra 2026/27 combina uma área praticamente estável com uma expectativa menor de produtividade. Antes de qualquer confirmação sobre o resultado final, o comportamento das chuvas nas primeiras semanas será um dos primeiros testes para as lavouras de Mato Grosso, ressalta o Imea.


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Coamo recebe 68,5 milhões de sacas de milho safrinha em 2026

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A Coamo Agroindustrial Cooperativa registrou o recebimento de 68,5 milhões de sacas de milho da segunda safra em suas unidades em 2026. Somado ao milho da safra de verão 2025/26, o volume recebido nas estruturas da cooperativa supera 75 milhões de sacas. O dado foi informado pela entidade nesta terça-feira (15).

No ciclo atual, a cooperativa projeta encerrar as operações com o recebimento de 5,7 milhões de toneladas de soja e 4,5 milhões de toneladas de milho. As atividades operacionais envolvem mais de 2 mil funcionários em unidades localizadas no Paraná, em Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul.

Segundo o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, o volume recebido contribui para a utilização das estruturas da cooperativa e para a redução de custos operacionais. Em nota, ele afirmou que essa condição permite remunerar melhor o produtor e elevar a rentabilidade do negócio.

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A cooperativa também está em fase de planejamento para a próxima safra de milho e conduz a campanha de fornecimento de sementes e fertilizantes. De acordo com a entidade, cerca de 60% dos cooperados já têm os insumos garantidos para o próximo ano.

Nas áreas de atuação da Coamo, o plantio da próxima safra de soja já foi iniciado. O gerente de Produtos da cooperativa, José Carlos de Andrade, afirmou que a expectativa é de uma safra superior à do ano anterior.

Em relação à infraestrutura, Andrade destacou os investimentos realizados nas unidades de recebimento. Segundo ele, a safra de milho exige uma estrutura mais robusta, eficiente e moderna, o que tem levado a cooperativa a ampliar aportes em tecnologia, equipamentos e qualificação de mão de obra.

Com recorde no recebimento de milho da segunda safra, a Coamo mantém as operações voltadas ao encerramento do ciclo atual e ao preparo da próxima temporada, com avanço no plantio de soja, planejamento do milho e fornecimento de insumos aos cooperados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Safra de grãos 2025/26 é estimada em 361,7 milhões de toneladas pela Conab

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou em 361,7 milhões de toneladas a produção brasileira de grãos na safra 2025/26. O volume representa crescimento de 2,6% em relação à temporada anterior e avanço de 0,3% frente ao levantamento de agosto. Os dados constam no 12º Levantamento do Boletim da Safra de Grãos, publicado nesta terça-feira (15).

Segundo a Conab, a área plantada no país deve atingir 83,5 milhões de hectares, alta de 1,7% na comparação com o ciclo 2024/25. Os maiores avanços ocorreram na soja, com incorporação de 1,3 milhão de hectares, no milho, com aumento de 762,5 mil hectares, e no sorgo, que registrou expansão de 32,9%.

Entre as principais culturas, a soja deve alcançar 180,4 milhões de toneladas, com crescimento de 5,2% sobre a safra anterior. A área plantada da oleaginosa avança 2,7% e a produtividade sobe 2,5%. A estatal também projeta exportações recordes de 116,2 milhões de toneladas.

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No milho, a produção total foi estimada em 144 milhões de toneladas, alta de 2%. A primeira safra registra produtividade recorde de 7.191 kg por hectare, enquanto a segunda safra deve somar 112,1 milhões de toneladas. Já o algodão tem previsão de 4,14 milhões de toneladas, maior volume da série histórica, com produtividade de 2.053 kg por hectare de pluma.

Em direção oposta, arroz, feijão e trigo recuam na comparação anual. O arroz foi projetado em 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,2%, com retração de 14% na área plantada. O feijão deve somar 2,95 milhões de toneladas, recuo de 3,6%, mesmo com rendimento médio de 1.161 kg por hectare. O trigo apresenta a maior queda entre as culturas, de 27,1%, para 5,74 milhões de toneladas, e as importações do cereal estão estimadas em 7,06 milhões de toneladas.

No clima, agosto teve volumes de chuva acima de 90 milímetros na Região Sul, no sul de São Paulo e no litoral do Nordeste. No Centro-Oeste, Norte e interior nordestino, os acumulados ficaram abaixo de 40 milímetros. A Conab informou que o tempo seco favoreceu a colheita no Centro-Oeste e no Sudeste, enquanto o excesso de chuva afetou pontualmente lavouras de trigo no Sul.

Para os próximos meses, a previsão climática indica chuvas abaixo da média em grande parte do Norte e do Nordeste e volumes acima da média na Região Sul, com risco de excesso hídrico em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. De acordo com a Conab, esse cenário está associado à persistência do El Niño entre setembro e novembro.

Fonte: gov.br

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