Sustentabilidade
‘Barreira Spodoptera’ fortalece manejo da praga no sistema soja, milho e algodão – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
Líder do mercado de baculovírus para controle de lagartas, a AgBiTech Brasil lança a campanha “Barreira Spodoptera”, com vistas à safra 2026-27. A iniciativa prevê uma série de ações em nível de campo e tem por objetivo conscientizar produtores quanto à condição de “praga de sistema” associada à Spodoptera frugiperda, presente nas lavouras, quando há condições favoráveis à sua proliferação, durante todo o ciclo das culturas de soja, milho segunda safra e algodão.
O engenheiro agrônomo, mestre em produção vegetal e doutor em biotecnologia vegetal da AgBiTech, Victor Hugo Costa, salienta que a campanha foi concebida para “conter o dano silencioso” da Spodoptera frugiperda a partir de seu controle efetivo na cultura da soja, que antecede à segunda safra de milho e ao algodão no calendário agrícola.
Para o especialista, a provável prevalência do fenômeno El Niño ao longo da safra 2026-27, com chuvas irregulares e altas temperaturas, tende a favorecer a disseminação da Spodoptera frugiperda.
“Na soja, uma parte dos produtores ainda deixa de investir no manejo da ‘Spodoptera’, não enxergando como relevantes os danos que a praga leva à cultura, ainda que estes possam chegar de 10% a 20% da produção”, ele explica.
“A mensagem-chave da campanha busca esclarecer que ao sobreviver na soja, a ‘Spodoptera frugiperda’ se multiplicará, depois, nos sistemas produtivos de milho e algodão, com potencial para ocasionar prejuízos de até 70% à produção, em torno de 20 sacas ou 30 sacas por hectare”, compara Costa.
No ano passado, a pesquisadora Cecilia Czepak, professora da UFG – Universidade Federal de Goiás -, disse, em entrevista, que áreas de soja funcionam como “biofábricas de lagartas”, à medida que uma parcela de produtores da oleaginosa não executa, por opção, o manejo dessas pragas.
“De uma quantidade remanescente de lagartas em soja, não manejada, uma explosão populacional das pragas na época do milho safrinha e do algodão tende a ser inevitável”, destacou, então, a especialista.
“Recomendamos ao produtor começar forte o manejo da Spodoptera na soja, a iniciar nesta cultura a construção de uma barreira à evolução da praga. Protegeremos, assim, áreas subsequentes de milho e algodão da ação reconhecidamente danosa de populações elevadas da lagarta”, reforça Victor Costa, da AgBiTech.
Resultados a campo
Segundo Costa, dentro da campanha ‘Barreira Spodoptera’, a equipe técnica da AgBiTech fornecerá suporte ao produtor na aplicação de baculovírus como ferramenta estratégica na contenção da Spodoptera frugiperda. Orientará, ainda, durante toda a safra 2026-27, sobre a rotação entre baculovírus e químicos, a depender do cenário de infestação de lavouras pela lagarta.
Em nível de campo, ele revela, alguns ensaios da companhia, atrelados ao conceito ‘Barreira Spodoptera’, alcançaram eficácia acima de 80% no controle de Spodoptera frugiperda em soja e milho, somente com o emprego de baculovírus, no início de infestações da praga. “Associados a químicos, os ‘vírus’ zeraram a população da lagarta em áreas de soja”, enfatiza Costa.
“Identificada a ‘Spodoptera’ na soja no início da infestação, entramos com baculovírus. Duas ou três aplicações ‘constroem a barreira’ para evitar a multiplicação da lagarta”, exemplifica Costa. “Baculovírus agem por mais tempo. A lagarta morre e libera mais vírus para o ambiente. Estes produtos também não desenvolvem resistência”, ele continua.
No caso da eventual presença da Spodoptera em milho segunda safra e algodão, a recomendação da campanha da AgBiTech é a de realizar de duas a quatro aplicações de baculovírus, igualmente no início da infestação.
De acordo com o diretor de marketing da AgBiTech, Pedro Marcellino, a cada safra mais produtores de soja aderem ao controle da ‘Spodoptera’. “A prática tornou-se necessária face à enorme capacidade de multiplicação da lagarta rumo aos cultivos subsequentes”, diz Marcellino. “Há na sojicultura brasileira potencial para o avanço da adesão a baculovírus, enquanto ferramenta estratégica de manejo da ‘Spodoptera frugiperda’.”
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Mercado de soja avança no Brasil com dólar em alta, mas negócios seguem pontuais

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com preços predominantemente mais altos nesta sexta-feira (30), sustentado pela valorização do dólar, apesar da volatilidade na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as ofertas permaneceram firmes, mas a comercialização seguiu limitada, com volumes pouco expressivos.
O produtor continuou concentrado nos trabalhos de plantio da nova safra, enquanto a liquidez permaneceu restrita no mercado disponível. Apesar disso, a semana apresentou melhora na movimentação comercial, com maior registro de negócios.
“Tivemos mais negócios registrados ao longo da semana, mas os volumes ainda não foram muito significativos”, observa Silveira.
No mercado físico, as cotações da soja apresentaram avanços em importantes praças produtoras do país. Confira os preços:
• Passo Fundo (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 154,00
• Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
• Cascavel (PR): subiu de R$ 149,00 para R$ 150,00
• Rondonópolis (MT): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
• Dourados (MS): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
• Rio Verde (GO): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
• Paranaguá (PR): subiu de R$ 160,00 para R$ 161,00
• Rio Grande (RS): subiu de R$ 161,00 para R$ 162,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em direções mistas na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira. Na semana, a queda acumulada foi de 2,7%, enquanto, no mês, as perdas chegaram a 5,73%. A sessão foi marcada por ajustes e posicionamento de carteiras.
Durante a maior parte do pregão, o mercado encontrou sustentação, com fundos e especuladores aproveitando oportunidades de compra após as quedas recentes. A previsão de chuvas nos Estados Unidos, que poderia atrasar os trabalhos de colheita, e os sinais de demanda aquecida ajudaram a sustentar as cotações.
No entanto, na reta final da sessão, os fundamentos de ampla oferta norte-americana reduziram os ganhos e levaram alguns contratos a operar no campo negativo.
Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) uma operação envolvendo 165.150 toneladas de soja, recebidas no período coberto pelo relatório, para destinos não revelados na temporada comercial 2026/27. Os exportadores também anunciaram a venda de 132.000 toneladas para destinos não revelados.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam em queda de 0,50 centavo de dólar, ou 0,04%, a US$ 12,34 1/4 por bushel. A posição março registrou cotação de US$ 12,43 3/4 por bushel, com elevação de 0,25 centavo de dólar, ou 0,02%.
Entre os subprodutos, os contratos do farelo de soja com vencimento em dezembro fecharam em baixa de US$ 4,70, ou 1,42%, a US$ 324,60 por tonelada.
Já os contratos do óleo de soja com vencimento em dezembro encerraram a 65,90 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,26 centavo, ou 0,39%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,12%, negociado a R$ 5,4477 para venda e a R$ 5,4457 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3872 e a máxima de R$ 5,4637.
Na semana, o dólar acumulou alta de 9%. No mês, a valorização chegou a 5,8%.
Sustentabilidade
Fertilizantes: Importações caem 15,7% no Brasil – MAIS SOJA

O Brasil reduziu em 15,7% o volume de fertilizantes químicos importados entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam que as compras externas somaram 28,45 milhões de toneladas nos nove primeiros meses deste ano, ante 33,73 milhões de toneladas em 2025. A diferença representa aproximadamente 5,28 milhões de toneladas.
A retração foi acompanhada pela elevação dos preços internacionais. O valor médio por tonelada importada passou de US$ 342,70, entre janeiro e setembro de 2025, para US$ 392,50 no mesmo intervalo de 2026, uma alta de 14,6%. Mesmo com a redução dos volumes, o país desembolsou US$ 11,17 bilhões nas aquisições externas, apenas 3,4% abaixo dos US$ 11,56 bilhões registrados no ano anterior.
Em setembro, o movimento de queda permaneceu expressivo. O Brasil importou 3,11 milhões de toneladas, contra 4,31 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025, recuo de 27,9%. Foi o sexto mês consecutivo de redução na comparação anual, considerando a sequência iniciada em abril. Os dados mostram que a desaceleração das compras externas ganhou força ao longo do segundo e terceiro trimestres.
Cenário internacional e custos pressionam as compras
Entre os fatores que ajudam a explicar a retração estão as dificuldades no cenário internacional de oferta e logística, agravadas pelos conflitos geopolíticos, além da elevação dos preços dos insumos. Em publicação sobre o setor, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que, entre janeiro e maio de 2026, as importações brasileiras de fertilizantes nitrogenados e fosfatados caíram 8,7%, passando de 7,69 milhões para 7,02 milhões de toneladas. No mesmo período, o preço médio de internalização aumentou 14,4%, enquanto os gastos com essas compras cresceram 4,4%.
A conjuntura também afeta a capacidade de aquisição dos produtores rurais. Segundo informações da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), divulgadas em setembro, a redução das entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro está relacionada a uma combinação de fatores, como relações de troca acima das médias históricas, restrições de crédito, juros elevados, riscos financeiros no setor e incertezas climáticas, incluindo os possíveis efeitos do El Niño.
No primeiro semestre de 2026, as entregas de fertilizantes ao mercado nacional totalizaram 19,02 milhões de toneladas, queda de 5,4% em relação às 20,11 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. O resultado indica que a retração não se limita às compras externas, alcançando também a movimentação dos produtos destinados ao abastecimento do mercado interno.
Dependência externa amplia a preocupação
O cenário merece atenção, porque o Brasil mantém elevada dependência do mercado internacional para atender à demanda do setor agrícola. Segundo o Mapa, aproximadamente 93% dos fertilizantes consumidos no país são provenientes de importações. Em 2025, as compras externas alcançaram o recorde de 45,5 milhões de toneladas.
A redução das importações em 2026, portanto, ocorre em um contexto de preços mais elevados e de dificuldades no comércio global. Embora os dados de entrada de produtos não indiquem, isoladamente, falta de fertilizantes no cenário brasileiro, a continuidade desse movimento exige acompanhamento, sobretudo diante das necessidades de abastecimento para os próximos ciclos agrícolas.
A combinação entre menor volume importado, custos mais elevados e condições financeiras mais restritivas para os produtores reforça a importância de acompanhar a disponibilidade dos insumos e ampliar a capacidade de produção nacional, tema que permanece entre os desafios estratégicos do agronegócio brasileiro.
Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Com informações do MDIC, MAPA e ANDA
Autor:SNA
Site: SNA
Sustentabilidade
Transtornos podem aumentar com chuvas de até 150 mm, enquanto calorão de 40°C persiste; veja a previsão

Novembro deve trazer um cenário climático mais favorável em parte do Brasil, mas com contrastes entre as regiões. Enquanto áreas do Sul podem registrar acumulados de até 150 milímetros de chuva em poucos dias, estados do Norte e regiões do Matopiba devem enfrentar temperaturas próximas de 40°C e baixos volumes de precipitação no início do mês.
A previsão indica a atuação de áreas de baixa pressão sobre o Sudeste, favorecendo o transporte de umidade e a ocorrência de temporais. As chuvas devem continuar no sábado e no domingo em parte do país, enquanto o agreste nordestino e áreas do centro-norte do Pará devem ter predomínio de sol.
Norte terá calor intenso e pouca chuva
No Norte, a previsão aponta baixos volumes de chuva e temperaturas elevadas nos próximos dias. Em algumas áreas, os acumulados não devem chegar a 50 milímetros, com precipitações pouco expressivas, próximas de 20 mm, em partes do Tocantins.
Entre os dias 10 e 14 de novembro, a chuva deve ganhar força em Tocantins, com acumulados que podem chegar a 80 milímetros em algumas localidades. Em contrapartida, áreas do centro-norte do Pará devem continuar com precipitações reduzidas, que não devem alcançar 15 milímetros em determinados pontos.
A falta de chuva deve favorecer a elevação das temperaturas, com máximas entre 38°C e 39°C e possibilidade de até 40°C, principalmente em Tocantins e no oeste do Pará.
A mudança mais significativa nas condições de precipitação é esperada a partir da segunda quinzena de novembro, quando as chuvas devem ganhar ritmo em Rondônia, no Acre e Tocantins, com volumes mais expressivos em parte dessas áreas.
Paraná pode acumular 150 mm de chuva
Nos próximos dez dias, o Sul do país deve concentrar alguns dos maiores volumes de precipitação. No Paraná, a previsão indica acumulados próximos de 100 milímetros no oeste do estado nos próximos cinco dias. Na semana seguinte, a chuva deve continuar em boa parte do território paranaense, com volumes que podem alcançar 150 milímetros.
O excesso de precipitação pode trazer transtornos tanto para as áreas urbanas quanto para o campo, com potencial de prejudicar as lavouras de soja. Em Santa Catarina, a tendência também é de volumes elevados, mantendo o alerta para possíveis problemas associados à chuva persistente.
Apesar dos acumulados elevados, as precipitações devem continuar importantes para a manutenção da umidade do solo no Sul. No entanto, a intensidade e a frequência da chuva podem dificultar os trabalhos no campo.
Temporais também atingem São Paulo
Entre os dias 5 e 9 de novembro, a previsão aponta chuva volumosa em áreas de São Paulo, incluindo a capital paulista. A precipitação deve continuar ocorrendo com frequência em partes do Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, além de áreas do sul de Goiás.
A atuação de áreas de baixa pressão deve contribuir para a formação de temporais e para a canalização de umidade, mantendo as condições favoráveis à ocorrência de chuva.
No Centro-Sul, as temperaturas devem permanecer próximas da média para o período, reduzindo a possibilidade de calor excessivo generalizado. O cenário, porém, será diferente nas áreas onde a chuva deve demorar mais a se estabelecer.
Novembro pode trazer alívio para o Matopiba
Na virada para a segunda quinzena de novembro, a previsão se torna mais otimista para áreas produtoras de soja do Matopiba. A expectativa é de retorno de chuvas mais consistentes no norte de Goiás, no norte de Minas Gerais e em áreas do Matopiba, com acumulados que podem chegar a 80 milímetros em alguns pontos.
Até lá, o calor deve continuar intenso em partes do Pará, do Matopiba e do agreste nordestino, onde as temperaturas podem superar os 38°C e alcançar 40°C. Nessas áreas, os volumes de precipitação devem permanecer abaixo da média durante parte da primeira quinzena.
De maneira geral, a tendência para novembro é mais favorável do que a observada em outubro em algumas regiões, especialmente com o avanço das chuvas sobre áreas agrícolas. Ainda assim, a distribuição irregular da precipitação exige atenção, já que o excesso de água no Sul e a falta de chuva em áreas do Norte e do Matopiba podem trazer desafios distintos para a produção agropecuária.
Agro Mato Grosso19 horas agoColisão frontal entre caminhão e picape mata duas pessoas na BR-163 I MT
Sustentabilidade20 horas agoDólar em alta sustenta preços da soja no Brasil, apesar de quedas em Chicago
Business20 horas agoMoagem de cana cai 17,8% na primeira quinzena de outubro
Business18 horas agoMelhores cafés arábica especiais da safra 2026/27 serão anunciados no sábado
Business18 horas agoPlantio de milho na Argentina atinge 47,3% da área prevista
Featured9 horas agoListas de boicote eleitoral mobilizam entidades e geram ação do MPT contra redes sociais
Sustentabilidade12 horas agoFertilizantes: Importações caem 15,7% no Brasil – MAIS SOJA
Business14 horas agoExpoCal 2026 abre programação com foco técnico para produtores no Paraná
















