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Colheita de algodão termina em MT com 100% da área, enquanto exportações avançam

Mato Grosso encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com toda a área estimada retirada do campo, ao mesmo tempo em que ganha peso no início do novo ciclo de exportações de pluma. Em agosto, primeiro mês da temporada comercial 2026/27, o estado respondeu por 58,32% do algodão exportado pelo Brasil.
O desempenho da colheita ocorre em um momento de maior disponibilidade da produção mato-grossense para o mercado externo. Com os trabalhos concluídos, o algodão colhido desde junho segue para o beneficiamento, etapa que transforma a produção em pluma destinada, entre outros mercados, às exportações.
Em agosto, o Brasil embarcou 106,35 mil toneladas de pluma, volume 37,28% maior que o registrado no mesmo mês de 2025. Do total, mais da metade teve origem em Mato Grosso, reforçando a participação do estado no comércio internacional da fibra.
A colheita mato-grossense começou em 19 de junho e chegou a 100% no último dia 11 de setembro. Na última semana, o avanço foi de 2,70 pontos percentuais, deixando o ritmo 0,50 ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos.
Para a analista de algodão do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cintia Teixeira, o comportamento do clima ao longo do ciclo ajudou a sustentar o desenvolvimento das lavouras e o avanço das máquinas no campo.
“De modo geral, tivemos condições climáticas favoráveis durante o ciclo, o que contribuiu para o bom desenvolvimento do algodão e para o andamento da colheita”, avalia.
Produção mato-grossense abastece novo ciclo de exportações
O encerramento da colheita marca agora a entrada da safra 2025/26 em outra etapa. Até o início de setembro, a produção de algodão em caroço em Mato Grosso estava estimada em 6,67 milhões de toneladas pelo Imea.
Essa produção será a base dos embarques mato-grossenses ao longo do ciclo comercial 2026/27. A estimativa do Instituto é de que o estado exporte 2,09 milhões de toneladas de pluma referentes à safra recém-colhida.
A perspectiva mantém Mato Grosso como peça central para o desempenho brasileiro no mercado internacional. O país é líder mundial nas exportações de pluma desde a safra 2022/23 e, segundo o USDA, deve conservar essa posição no ciclo 2026/27.
A projeção é de que os embarques brasileiros fiquem 24,39% acima dos Estados Unidos. O resultado coloca a produção mato-grossense dentro de um cenário de forte presença brasileira no comércio mundial da fibra.
Mesmo com a colheita encerrada, portanto, os números da safra ainda começam a aparecer no mercado. A produção retirada dos campos desde junho passa a sustentar o beneficiamento e os embarques que serão realizados durante o novo ciclo comercial.
Cintia avalia que o encerramento da colheita ocorreu de forma favorável, apesar de alguns pontos de atenção na reta final. “A colheita foi encerrada em condições favoráveis, com o estado alcançando 100% da área estimada. O ritmo também ficou acima da média dos últimos cinco anos, mostrando um bom andamento das operações”, destaca.
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Programa premia redações de alunos após visitas à cadeia exportadora do café em Machado

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a EISA – Empresa Interagrícola S.A. e a Associação De Olho no Material Escolar realizaram, em 28 de outubro, a premiação de mais uma etapa do programa “Vivenciando a Prática: Café”, em Machado (MG). A ação reconheceu estudantes da Escola Estadual Iracema Rodrigues pelas melhores redações produzidas após visitas técnicas à unidade da exportadora ao longo do primeiro semestre.
Foram premiados Maria Eduarda Bernardes Souza, em primeiro lugar, com um tablet; João Vitor Carvalho Costa, na segunda colocação, com um Kindle; e Ana Paula de Lima Pedrezini, em terceiro, com um smartwatch. A professora Mayda Rodrigues Dionisio, responsável pela orientação dos trabalhos, também recebeu um tablet.
Durante a programação, os estudantes tiveram contato com diferentes etapas da cadeia exportadora do café. As atividades abordaram critérios de qualidade que agregam valor ao produto brasileiro, práticas de sustentabilidade na cafeicultura e tecnologias aplicadas à movimentação, à armazenagem e à gestão dos grãos.
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A visita incluiu a estrutura da EISA em Machado, com apresentação de um dos armazéns mais avançados do país. O roteiro mostrou a integração entre inovação, eficiência operacional e responsabilidade socioambiental no atendimento às exigências do mercado internacional.
Segundo as entidades organizadoras, as redações vencedoras demonstraram compreensão sobre a amplitude da cadeia do café e apontaram possibilidades de atuação em áreas como tecnologia, logística, gestão, controle de qualidade, comércio exterior e administração. Os textos também ressaltaram a relevância da cafeicultura para a economia regional, com geração de empregos e renda, além do papel da qualificação profissional na formação de novos talentos para o setor.
A iniciativa também valorizou o trabalho pedagógico desenvolvido na escola pública, ao estimular reflexão, análise e produção escrita a partir da vivência prática na cadeia do café. O programa reuniu educação e atividade exportadora em uma ação voltada à formação de estudantes e ao conhecimento sobre o setor cafeeiro.
Fonte: cecafe.com.br
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CNA destaca papel do agro na transição energética durante summit em São Paulo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nesta quinta-feira (29), do Frotas & Fretes Verdes XV Summit, promovido pelo Instituto Besc na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo. No evento, a entidade defendeu o protagonismo do agronegócio na transição energética e destacou o avanço da produção de biocombustíveis no Brasil.
A assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, mediou o painel “O Brasil como protagonista na transição energética global”, que debateu o papel do agronegócio na produção de energia renovável e as oportunidades para ampliar o uso de biocombustíveis no país.
Durante a discussão, Eduarda ressaltou a contribuição do agro para a matriz energética brasileira, especialmente por meio da bioenergia. Ela citou a experiência do país na produção de biocombustíveis, com destaque para o etanol de cana-de-açúcar, e afirmou que essa trajetória abriu espaço para outras alternativas, como o etanol de milho, o biodiesel e novas tecnologias em desenvolvimento.
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Segundo os dados apresentados no painel, a produção anual de etanol de cana-de-açúcar chega a 30 bilhões de litros. No caso do etanol de milho, o volume alcança 12 bilhões de litros por ano. A produção de biodiesel, por sua vez, soma 10 bilhões de litros anuais.
A assessora também abordou o potencial de expansão do mercado de biocombustíveis, considerando a participação dos veículos flex na frota brasileira. No biodiesel, destacou oportunidades ligadas ao aproveitamento de matérias-primas vegetais e animais. Biogás e biometano também foram citados como alternativas para ampliar a oferta de energia renovável e criar mercados para o aproveitamento de resíduos. Na mesma linha, foram mencionados o diesel verde, o combustível sustentável de aviação e o combustível renovável marítimo.
Entre os pontos levantados no debate estão a diversificação de matérias-primas, a abertura de novas oportunidades de mercado, a geração de renda, o desenvolvimento regional, a sustentabilidade e a redução da dependência externa de energia. Eduarda afirmou que o produtor rural tem papel estratégico nesse processo. “Não estamos falando apenas de produzir mais matéria-prima, mas de produzir mais valor a partir dessa biomassa”, disse.
Também participaram do painel Germano Vieira, diretor florestal da Eldorado Brasil; Thiago Britto, gerente de vendas da MWM; Henrique Araújo, diretor de relações institucionais da Copersucar; e Camilo Adas, conselheiro da SAE Brasil.
Fonte: cnabrasil.org.br
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Conab destina 25 toneladas de alimentos da agricultura familiar no RN

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destinou 25 toneladas de alimentos da agricultura familiar para instituições sociais no Rio Grande do Norte, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A entrega ocorreu nesta quarta-feira (28), no Armazém da Caridade, em Natal, em parceria com a Ação da Cidadania no estado, com atendimento voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Os produtos entregues incluem batata-doce, coco, macaxeira, banana, polpas de frutas, bolos, farinha de mandioca, feijão macassar, arroz vermelho e carne bovina. A operação associa a compra da produção da agricultura familiar ao abastecimento de instituições que atendem comunidades e grupos em situação de vulnerabilidade.
Entre os itens repassados pela Conab, a carne bovina passou a integrar pela primeira vez as doações realizadas pelo Armazém da Caridade. Segundo o superintendente regional da Conab no Rio Grande do Norte, Arruda Júnior, a inclusão do produto amplia a diversidade dos alimentos destinados às entidades. Ele afirmou que a carne bovina atende aos requisitos de inspeção sanitária e possui selo de inspeção.
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As 25 toneladas da Conab fizeram parte de uma entrega conjunta de 85 toneladas de alimentos a 120 instituições sociais. A mobilização também reuniu leite líquido enviado pela Ação da Cidadania Nacional e alimentos não perecíveis arrecadados por meio de ingresso solidário no evento religioso Bote Fé com Maria, em articulação com a Arquidiocese de Natal.
O Armazém da Caridade, parceiro da Ação da Cidadania no estado, centraliza as doações e faz o repasse às instituições cadastradas. A rede reúne mais de 400 instituições no Rio Grande do Norte, com 120 atendidas nesta entrega. Os produtos são encaminhados pelas organizações conforme as necessidades do público assistido.
A solenidade também marcou o lançamento da campanha Natal Sem Fome 2026 no Rio Grande do Norte, reunindo alimentos da agricultura familiar destinados pela Conab, produtos arrecadados pelos parceiros e leite enviado pela Ação da Cidadania Nacional.
Fonte: gov.br
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