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14 de setembro de 2026

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Preço do milho cai, mas oferta restrita limita quedas

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Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

Os preços do milho voltaram a cair em parte das regiões brasileiras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias. O movimento é resultado principalmente do afastamento de compradores do mercado.

Segundo levantamento divulgado pelo Cepea nesta segunda-feira (14), parte dos consumidores domésticos indica que as compras realizadas anteriormente são suficientes para atender às necessidades de curto prazo. Com isso, esses agentes reduziram a procura por novos lotes, pressionando as cotações.

Apesar da menor demanda, a redução dos preços não foi mais intensa porque produtores também estão cautelosos nas negociações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, parte dos vendedores restringe a oferta diante das expectativas para as condições climáticas dos próximos meses e da valorização da paridade de exportação, fator que pode tornar as vendas externas mais atrativas.

Além disso, produtores estão concentrados nas atividades no campo. Enquanto algumas regiões finalizam a colheita da segunda safra de milho 2025/26, outras avançam com a semeadura da safra de verão 2026/27.

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Nesse cenário, o mercado doméstico inicia a segunda quinzena de setembro com menor presença tanto de compradores quanto de vendedores, enquanto agentes acompanham o clima, o andamento da nova safra e as condições para exportação.

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Colheita de algodão termina em MT com 100% da área, enquanto exportações avançam

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com toda a área estimada retirada do campo, ao mesmo tempo em que ganha peso no início do novo ciclo de exportações de pluma. Em agosto, primeiro mês da temporada comercial 2026/27, o estado respondeu por 58,32% do algodão exportado pelo Brasil.

O desempenho da colheita ocorre em um momento de maior disponibilidade da produção mato-grossense para o mercado externo. Com os trabalhos concluídos, o algodão colhido desde junho segue para o beneficiamento, etapa que transforma a produção em pluma destinada, entre outros mercados, às exportações.

Em agosto, o Brasil embarcou 106,35 mil toneladas de pluma, volume 37,28% maior que o registrado no mesmo mês de 2025. Do total, mais da metade teve origem em Mato Grosso, reforçando a participação do estado no comércio internacional da fibra.

A colheita mato-grossense começou em 19 de junho e chegou a 100% no último dia 11 de setembro. Na última semana, o avanço foi de 2,70 pontos percentuais, deixando o ritmo 0,50 ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos.

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Para a analista de algodão do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cintia Teixeira, o comportamento do clima ao longo do ciclo ajudou a sustentar o desenvolvimento das lavouras e o avanço das máquinas no campo.

“De modo geral, tivemos condições climáticas favoráveis durante o ciclo, o que contribuiu para o bom desenvolvimento do algodão e para o andamento da colheita”, avalia.

Produção mato-grossense abastece novo ciclo de exportações

O encerramento da colheita marca agora a entrada da safra 2025/26 em outra etapa. Até o início de setembro, a produção de algodão em caroço em Mato Grosso estava estimada em 6,67 milhões de toneladas pelo Imea.

Essa produção será a base dos embarques mato-grossenses ao longo do ciclo comercial 2026/27. A estimativa do Instituto é de que o estado exporte 2,09 milhões de toneladas de pluma referentes à safra recém-colhida.

A perspectiva mantém Mato Grosso como peça central para o desempenho brasileiro no mercado internacional. O país é líder mundial nas exportações de pluma desde a safra 2022/23 e, segundo o USDA, deve conservar essa posição no ciclo 2026/27.

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A projeção é de que os embarques brasileiros fiquem 24,39% acima dos Estados Unidos. O resultado coloca a produção mato-grossense dentro de um cenário de forte presença brasileira no comércio mundial da fibra.

Mesmo com a colheita encerrada, portanto, os números da safra ainda começam a aparecer no mercado. A produção retirada dos campos desde junho passa a sustentar o beneficiamento e os embarques que serão realizados durante o novo ciclo comercial.

Cintia avalia que o encerramento da colheita ocorreu de forma favorável, apesar de alguns pontos de atenção na reta final. “A colheita foi encerrada em condições favoráveis, com o estado alcançando 100% da área estimada. O ritmo também ficou acima da média dos últimos cinco anos, mostrando um bom andamento das operações”, destaca.


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Plantio da soja 2026/27 avança para 0,4% da área no Brasil

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O plantio da safra brasileira de soja 2026/27 alcançava 0,4% da área prevista até quinta-feira (10), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (14). O índice supera os 0,05% registrados uma semana antes e os 0,1% observados no mesmo período do ano passado. O avanço ocorre com ritmo puxado pelo Paraná e início dos trabalhos também em Mato Grosso.

De acordo com a AgRural, o Paraná lidera o ritmo da semeadura nacional. Com máquinas em campo desde a semana retrasada, os produtores aceleraram os trabalhos nos intervalos das chuvas que atingem o Estado.

Na semana passada, Mato Grosso também iniciou o plantio. Segundo a consultoria, a semeadura começou em áreas irrigadas e, em menor escala, em áreas de sequeiro que já receberam precipitações.

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O levantamento também mostrou avanço no milho verão 2026/27. No Centro-Sul do Brasil, 22% da área estimada estava semeada até quinta-feira (10), ante 17% uma semana antes e os mesmos 17% verificados em igual momento do ciclo anterior.

Ainda conforme a AgRural, os trabalhos com o milho seguem concentrados nos três estados do Sul, como é tradicional em setembro. O ritmo é puxado pelo Rio Grande do Sul. No estado, geadas registradas na semana passada causaram prejuízos em algumas lavouras.

Os dados da AgRural indicam avanço do plantio da soja no início da safra 2026/27, com o Paraná à frente dos trabalhos e Mato Grosso já em operação. No milho verão, a semeadura no Centro-Sul também ganhou ritmo e chegou a 22% da área estimada até quinta-feira (10).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Eucalipto e milho aproximam setor florestal da indústria em Mato Grosso

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Foto: Arefloresta

A produção de eucalipto e o avanço das agroindústrias de milho em Mato Grosso estão cada vez mais ligados pela demanda por biomassa sustentável. Essa relação esteve entre os temas do Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso, realizado na última sexta-feira (11), em Cuiabá, com a participação de cerca de 120 pessoas de sete estados brasileiros.

Promovido pela Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), o encontro reuniu empresários, investidores, técnicos, pesquisadores e representantes de órgãos públicos ligados ao setor florestal. A presença de participantes de diferentes regiões também mostrou o interesse pelo desenvolvimento das florestas plantadas no estado.

Para o presidente da Arefloresta, Fausto Takizawa, a participação de outros estados reforça a atenção que Mato Grosso vem recebendo. “A presença de participantes de outros estados mostra que o Brasil está de olho no setor de floresta plantada de Mato Grosso, pois temos esse desafio de fornecer biomassa sustentável e reflorestada para a agroindústria do estado”, avaliou.

A biomassa de eucalipto tem uma conexão direta com as agroindústrias mato-grossenses, principalmente com a produção de etanol de milho. Além de representar uma fonte de energia sustentável, o uso do cavaco de eucalipto contribui para reduzir a pressão sobre a vegetação nativa no estado.

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A programação do encontro também colocou a produção florestal em uma perspectiva técnica, com discussões sobre genética, manejo, fertilidade de solos, desenvolvimento das árvores e combate a incêndios. Palestrantes nacionais apresentaram informações relacionadas às pesquisas mais recentes sobre a produção de florestas no mercado brasileiro.

Pesquisa pode ampliar conhecimento sobre eucalipto em Mato Grosso

Entre os participantes esteve o professor da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso, Aylson Costa Oliveira. Para ele, as discussões realizadas durante o encontro abriram possibilidades para novos estudos sobre os materiais genéticos utilizados no estado.

Uma das ideias levantadas é a realização de uma pesquisa para avaliar a qualidade dos materiais genéticos de eucalipto plantados em Mato Grosso. O estudo poderia ampliar as informações já disponíveis sobre o desempenho dos clones em diferentes condições.

Atualmente, um projeto desenvolvido pela Arefloresta, Embrapa e Sedec avalia clones de eucalipto considerando produtividade, clima e solo. A proposta apresentada por Oliveira é ampliar essa análise para características relacionadas ao uso da madeira como fonte de energia.

“Isso já está sendo feito. Mas podemos ir além, levantando, por exemplo, a capacidade de queima, que é um aspecto importante para quem usa a biomassa para produzir energia”, explicou.

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A avaliação pode gerar informações de interesse para produtores e para as indústrias que utilizam a biomassa, relacionando as características dos materiais genéticos não apenas ao desenvolvimento das árvores, mas também à finalidade energética da produção.


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