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USDA reduz safra de milho dos EUA e eleva projeção para soja

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu na sexta-feira (11) sua estimativa para a produção de milho no país e elevou a projeção para a soja na temporada 2026/27. As revisões constam do relatório mensal de oferta e demanda e vieram acompanhadas de novos números para produtividade e estoques nos Estados Unidos e no mercado global.
Para a soja, o USDA estimou a safra dos Estados Unidos em 4,535 bilhões de bushels, equivalentes a 123,43 milhões de toneladas, acima dos 4,519 bilhões de bushels, ou 123 milhões de toneladas, projetados no mês anterior. Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam 4,492 bilhões de bushels, o equivalente a 122,26 milhões de toneladas.
A produtividade da soja foi revisada de 52,7 para 52,8 bushels por acre, ou de 3,544 para 3,551 toneladas por hectare. A expectativa do mercado era de 52,5 bushels por acre, equivalentes a 3,531 toneladas por hectare.
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No milho, a estimativa de colheita caiu de 16,013 bilhões para 15,8 bilhões de bushels, de 406,73 milhões para 401,32 milhões de toneladas. Analistas esperavam 15,768 bilhões de bushels, ou 400,51 milhões de toneladas. A produtividade foi reduzida de 180,7 para 178,5 bushels por acre, equivalentes a 11,342 e 11,204 toneladas por hectare, respectivamente. O mercado projetava 178,1 bushels por acre, ou 11,179 toneladas por hectare.
Nos estoques finais dos Estados Unidos para 2026/27, o USDA reduziu a projeção da soja de 320 milhões para 310 milhões de bushels, de 8,71 milhões para 8,44 milhões de toneladas. No milho, o volume passou de 1,653 bilhão para 1,567 bilhão de bushels, de 41,99 milhões para 39,80 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa foi mantida em 717 milhões de bushels, ou 19,52 milhões de toneladas.
No cenário global, os estoques de soja foram ajustados de 124,2 milhões para 124 milhões de toneladas. No milho, a revisão foi de 274,7 milhões para 272,1 milhões de toneladas. Já o trigo teve alta de 273,3 milhões para 276,3 milhões de toneladas.
As revisões do USDA para 2026/27 mostraram aumento na estimativa da safra de soja dos Estados Unidos, corte na produção de milho e ajustes nos estoques domésticos e mundiais dos principais grãos acompanhados pelo mercado.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Plantio da soja 2026/27 avança para 0,4% da área no Brasil

O plantio da safra brasileira de soja 2026/27 alcançava 0,4% da área prevista até quinta-feira (10), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (14). O índice supera os 0,05% registrados uma semana antes e os 0,1% observados no mesmo período do ano passado. O avanço ocorre com ritmo puxado pelo Paraná e início dos trabalhos também em Mato Grosso.
De acordo com a AgRural, o Paraná lidera o ritmo da semeadura nacional. Com máquinas em campo desde a semana retrasada, os produtores aceleraram os trabalhos nos intervalos das chuvas que atingem o Estado.
Na semana passada, Mato Grosso também iniciou o plantio. Segundo a consultoria, a semeadura começou em áreas irrigadas e, em menor escala, em áreas de sequeiro que já receberam precipitações.
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O levantamento também mostrou avanço no milho verão 2026/27. No Centro-Sul do Brasil, 22% da área estimada estava semeada até quinta-feira (10), ante 17% uma semana antes e os mesmos 17% verificados em igual momento do ciclo anterior.
Ainda conforme a AgRural, os trabalhos com o milho seguem concentrados nos três estados do Sul, como é tradicional em setembro. O ritmo é puxado pelo Rio Grande do Sul. No estado, geadas registradas na semana passada causaram prejuízos em algumas lavouras.
Os dados da AgRural indicam avanço do plantio da soja no início da safra 2026/27, com o Paraná à frente dos trabalhos e Mato Grosso já em operação. No milho verão, a semeadura no Centro-Sul também ganhou ritmo e chegou a 22% da área estimada até quinta-feira (10).
Fonte: Estadão Conteúdo
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Eucalipto e milho aproximam setor florestal da indústria em Mato Grosso

A produção de eucalipto e o avanço das agroindústrias de milho em Mato Grosso estão cada vez mais ligados pela demanda por biomassa sustentável. Essa relação esteve entre os temas do Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso, realizado na última sexta-feira (11), em Cuiabá, com a participação de cerca de 120 pessoas de sete estados brasileiros.
Promovido pela Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), o encontro reuniu empresários, investidores, técnicos, pesquisadores e representantes de órgãos públicos ligados ao setor florestal. A presença de participantes de diferentes regiões também mostrou o interesse pelo desenvolvimento das florestas plantadas no estado.
Para o presidente da Arefloresta, Fausto Takizawa, a participação de outros estados reforça a atenção que Mato Grosso vem recebendo. “A presença de participantes de outros estados mostra que o Brasil está de olho no setor de floresta plantada de Mato Grosso, pois temos esse desafio de fornecer biomassa sustentável e reflorestada para a agroindústria do estado”, avaliou.
A biomassa de eucalipto tem uma conexão direta com as agroindústrias mato-grossenses, principalmente com a produção de etanol de milho. Além de representar uma fonte de energia sustentável, o uso do cavaco de eucalipto contribui para reduzir a pressão sobre a vegetação nativa no estado.
A programação do encontro também colocou a produção florestal em uma perspectiva técnica, com discussões sobre genética, manejo, fertilidade de solos, desenvolvimento das árvores e combate a incêndios. Palestrantes nacionais apresentaram informações relacionadas às pesquisas mais recentes sobre a produção de florestas no mercado brasileiro.
Pesquisa pode ampliar conhecimento sobre eucalipto em Mato Grosso
Entre os participantes esteve o professor da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso, Aylson Costa Oliveira. Para ele, as discussões realizadas durante o encontro abriram possibilidades para novos estudos sobre os materiais genéticos utilizados no estado.
Uma das ideias levantadas é a realização de uma pesquisa para avaliar a qualidade dos materiais genéticos de eucalipto plantados em Mato Grosso. O estudo poderia ampliar as informações já disponíveis sobre o desempenho dos clones em diferentes condições.
Atualmente, um projeto desenvolvido pela Arefloresta, Embrapa e Sedec avalia clones de eucalipto considerando produtividade, clima e solo. A proposta apresentada por Oliveira é ampliar essa análise para características relacionadas ao uso da madeira como fonte de energia.
“Isso já está sendo feito. Mas podemos ir além, levantando, por exemplo, a capacidade de queima, que é um aspecto importante para quem usa a biomassa para produzir energia”, explicou.
A avaliação pode gerar informações de interesse para produtores e para as indústrias que utilizam a biomassa, relacionando as características dos materiais genéticos não apenas ao desenvolvimento das árvores, mas também à finalidade energética da produção.
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Morcegos podem ajudar a recuperar florestas com técnica que usa aromas sintéticos

A atração de morcegos dispersores de sementes por essências aromáticas de frutos já é um recurso conhecido. Estudos conduzidos por pesquisadores da Embrapa Florestas (PR), do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) constataram que também é possível atraí-los utilizando compostos aromáticos sintéticos ou frações deles.
A descoberta abre caminho para uma alternativa potencialmente mais barata e operacionalmente mais simples do que o uso de óleos essenciais puros, além de reduzir a necessidade de coletar frutos silvestres na natureza.
Os resultados da pesquisa, desenvolvida pelos pesquisadores Gledson Bianconi (IFPR), Lays Cherobim (PUC-PR) e Sandra Mikich (Embrapa Florestas), estão apresentados na publicação Tecnologia de restauração florestal baseada na atração de morcegos dispersores de sementes.
Origem da técnica e o uso de sintéticos
Desde 2003, a técnica vem sendo estudada a partir do uso de óleos essenciais de frutos preferidos por morcegos frugívoros (que se alimentam de frutos). Guiados pelo olfato, esses animais sobrevoam as regiões e dispersam sementes por meio de suas fezes, promovendo uma “chuva de sementes” natural que acelera a recuperação da vegetação.
“Nossos estudos mostraram que morcegos dos gêneros Artibeus, Carollia e Sturnira são altamente atraídos por óleos essenciais de frutos de plantas dos gêneros Ficus (figueiras), Piper (jaborandis) e Solanum (tomates silvestres). Essa atração aumenta significativamente a dispersão de sementes”, aponta a pesquisadora Sandra Mikich.
Nos últimos seis anos, os pesquisadores testaram frações desses óleos e substâncias equivalentes produzidas artificialmente. “Trabalhamos para identificar quais partes dos óleos naturais eram responsáveis pela atração dos morcegos. Mas o melhor resultado foi constatar que compostos sintéticos já disponíveis no mercado têm efeito atrativo semelhante quando utilizados em pequenas quantidades”, explica Mikich.
A técnica é uma alternativa complementar baseada em semioquímicos (substâncias que transmitem sinais químicos e influenciam o comportamento dos organismos). Lays Cherobim, pesquisadora da PUC-PR, ressalta que o uso de substâncias sintéticas traz ganhos ambientais imediatos.
“A solução evita a coleta intensiva de frutos silvestres na natureza, necessária para extrair óleos puros. Muitas vezes, 500 gramas de frutos rendem apenas algumas gotas de óleo natural”, observa.
Restauração mais barata e rápida
A restauração de ecossistemas degradados é um desafio global, especialmente em biomas fragmentados como a Mata Atlântica, da qual restam apenas cerca de 12,4% da cobertura original, segundo o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O pesquisador Gledson Bianconi (IFPR) destaca que o grande diferencial da tecnologia é a integração entre baixo custo, simplicidade operacional e eficácia ecológica. “A proposta é estimular processos naturais de dispersão de sementes, reduzindo a dependência exclusiva do plantio de mudas e aproveitando o próprio funcionamento ecológico da fauna”, afirma.
Cherobim reforça que a alternativa é mais prática do que o plantio direto de mudas nativas. “Produzir e manter mudas exige etapas longas e custosas: conhecer o ciclo da espécie nativa, coletar sementes, germiná-las em estufa, acompanhar o desenvolvimento e realizar o plantio”, compara.
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