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15 de outubro de 2026

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Justiça decreta falência de grupo rural com dívida de R$ 60,5 milhões em Rondonópolis

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Justiça decretou falência de ex-presidente da Cooperpluma de Campo Verde após sucessivos descumprimentos judiciais

A 4ª Vara Cível de Rondonópolis decretou na sexta-feira (11) a falência dos produtores rurais Carlos Gonçalves Muniz, ex-presidente da Cooperpluma de Campo Verde, e Solange Marques Araújo Muniz, além das empresas Agroniz Agropecuária Ltda. e Agrícola Renascer Ltda.

O grupo, que respondia por uma dívida bilionária em recuperação judicial no valor de R$ 60,5 milhões, viu o processo desmoronar depois de meses de acusações de sonegação de documentos e obstrução ao trabalho do administrador judicial.

A sentença assinada pelo juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento menciona “sucessivos descumprimentos”, “reiterada resistência” à fiscalização e conduta “incompatível com a lógica cooperativa” que deveria reger uma recuperação judicial.

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O processamento da recuperação judicial havia sido admitido em 28 de janeiro de 2025. Mas, segundo o juiz, o que deveria ser um caminho de reerguimento da empresa se transformou em uma sucessão de entraves. Entre os problemas apontados na decisão estão a demora ou ausência de documentos necessários aos Relatórios Mensais de Atividades, o não pagamento da remuneração do administrador judicial e a recusa em dar acesso a bens e áreas produtivas para inspeção.

Em uma vistoria determinada pela Justiça para checar se os ativos do grupo eram realmente essenciais à atividade, o resultado reforçou o quadro negativo: apenas em relação a um dos envolvidos, Cesar Augusto Sagboni Xavier, foi possível comprovar tecnicamente o uso efetivo dos bens na produção. Em relação aos demais, a diligência simplesmente não avançou por falta de colaboração.

A sentença também traz um capítulo à parte: a disputa em torno da devolução de 211.545 quilos de algodão. A Justiça já havia determinado a restituição, após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, mas o cumprimento da ordem permaneceu controverso, segundo o próprio juízo.

Atraso nos planos selou o destino do grupo

O capítulo final veio com o descumprimento de um prazo de 15 dias para apresentação de novos planos de recuperação judicial, individualizados após a Justiça retirar parte do grupo da chamada consolidação substancial. Os planos só foram protocolados em 8 de julho de 2025, muito depois do prazo. Para o juiz, esse atraso não foi um episódio isolado, mas “mais um elemento revelador” de um padrão de descaso que já vinha sendo registrado havia meses.

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Diante desse cenário, a Justiça concluiu que a recuperação judicial havia perdido completamente a função para a qual foi criada em relação a Agroniz, Agrícola Renascer, Carlos Gonçalves Muniz e Solange Marques Araújo Muniz. A decisão converteu a recuperação em falência, com base no artigo 73, inciso II, da Lei 11.101/2005.

Nem todo mundo saiu do processo do mesmo jeito. Cesar Augusto Sagboni Xavier, que também fazia parte do pedido original, teve destino diferente. De acordo com a sentença, ele foi o único em relação ao qual o administrador judicial conseguiu, de fato, exercer a fiscalização, vistoriar os bens e confirmar seu uso produtivo. Por isso, sua recuperação judicial segue em curso, separada dos demais.

A Justiça ainda declarou a essencialidade dos bens ligados à atividade de Cesar Augusto Sagboni Xavier e determinou que permaneçam em sua posse, com devolução imediata de qualquer bem que já tenha sido retirado.

O que muda

Com a falência decretada, o termo legal foi fixado em 90 dias antes do pedido de recuperação judicial. Os agora falidos têm cinco dias para apresentar a lista completa de credores, com valores, endereços e classificação dos créditos. Todas as ações e execuções contra eles ficam suspensas, ressalvadas as exceções legais, e fica proibida qualquer venda ou oneração de bens sem autorização da Justiça. Órgãos públicos e outros juízos já foram comunicados da sentença.

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Investigado por comandar torturas em Guarantã do Norte é preso escondido em sítio de Matupá

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A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (15.10), uma ação policial que resultou na prisão de um foragido da Operação Autoridade, deflagrada em setembro deste ano.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Guarantã do Norte, apuram a prática de torturas e agressões, conhecidas como “salves”, cometidas no contexto de facção criminosa, em Guarantã do Norte, entre os anos de 2025 e 2026.

No decorrer das apurações, pelo menos quatro vítimas já foram identificadas, sendo que um dos suspeitos apontados como executor direto das agressões permanecia foragido.

Após troca de informações entre as Delegacias de Guarantã do Norte e Matupá, as equipes conseguiram localizar o investigado em uma área rural do município de Matupá, onde foi realizada a prisão.

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A captura representa mais um avanço nas investigações da Operação Autoridade, que tem como objetivo identificar e responsabilizar integrantes de facções criminosas envolvidos em práticas violentas, especialmente atos de intimidação, tortura e punições ilegais impostas à margem da lei.

A Polícia Civil reforça que informações repassadas pela população têm sido fundamentais para o avanço das investigações e para a localização de pessoas procuradas pela Justiça. As denúncias podem ser realizadas diretamente nas unidades da Polícia Civil, de forma anônima e sigilosa.

O sigilo é preservado, e uma informação pode ser decisiva para localizar criminosos, evitar novos delitos e proteger vidas.

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Menina de 10 anos morre após disparo acidental dentro de casa em Sinop

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Relato inicial aponta que uma arma carregada caiu no chão e disparou; circunstâncias ainda serão investigadas

Uma menina de 10 anos morreu após ser atingida por um tiro na cabeça dentro de uma residência no bairro Jardim Araguaia, em Sinop, nesta quinta-feira (15). A suspeita inicial é de que o disparo tenha ocorrido acidentalmente.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender à ocorrência, mas encontrou a criança já sem vida ao chegar ao imóvel. O projétil atingiu a região da cabeça.

Segundo as informações preliminares repassadas aos bombeiros, havia uma arma carregada dentro da casa. O objeto teria caído no chão e disparado. Essa versão, no entanto, ainda será apurada pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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A mãe, o padrasto e outros dois irmãos da menina estavam na residência no momento do ocorrido. Nenhum deles ficou ferido.

O caso será investigado para esclarecer a dinâmica do disparo, a origem da arma e as condições em que ela era mantida dentro do imóvel.

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Operação Brilho Falso prende bando que invadiu fazenda atrás de ouro em MT

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (15.10), a Operação Brilho Falso, para cumprir três mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar contra suspeitos de participação em um roubo a uma propriedade rural em Nossa Senhora do Livramento.

O crime ocorreu em 4 de maio de 2026. Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, cerca de cinco homens armados e encapuzados renderam duas pessoas na fazenda, amarraram as vítimas e roubaram um veículo, celulares, equipamentos, mercadorias e outros bens. O prejuízo foi estimado em mais de R$ 100 mil.

Sob ameaça, as vítimas também foram obrigadas a fazer transferências bancárias por PIX. As investigações avançaram a partir da localização de parte dos objetos roubados, o que permitiu identificar três suspeitos, que são alvos dos mandados de prisão nesta quinta-feira (15), cumpridos pela Derf-VG. A identidade dos demais envolvidos continua sob apuração.

O nome da operação faz referência à motivação do crime: os autores levaram amostras de pesquisa de solo e equipamentos de detecção de metais, atraídos pela expectativa de encontrar ouro na propriedade. O brilho que buscavam era falso, e o resultado foi a identificação e a responsabilização dos envolvidos.

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