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Seis candidatos ao Senado possuem dívida maior do que o caixa de campanha eleitoral em MT

Ex-governador Pedro Taques (PSB) e o senador Carlos Fávaro (PSD) são os mais gastadores, com dívida acima de R$ 1 milhão sem lastro para cobri-la
Seis candidatos ao Senado por Mato Grosso já gastaram na campanha mais do que possuem em caixa. O ex-governador Pedro Taques (PSB) tem maior dívida com mais R$ 1 milhão sem cobertura financeira, quantia próxima à do senador Carlos Fávaro (PSD).
Os dados estão disponíveis na página DivulgaCand 2026 administrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme a última atualização, Pedro Taques já declarou dívida de R$ 1,8 milhão adquirida em 30 dias de campanha eleitoral. Mas ele tem caixa R$ 579 mil.
Carlos Fávaro informou ter até o momento R$ 578,8 mil disponíveis para gastar na campanha, mas a dívida contraída já está em R$ 1,5 milhão. Ele e Taques precisarão de três vezes do valor que possuem para pagar os fornecedores de serviço.
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal José Medeiros (PL) também já gastaram mais do que têm em caixa. A quantia extrapolada por Mauro está em torno de R$ 500 mil. Ele tem R$ 1 milhão disponível e gastou R$ 1,5 milhão.
José Medeiros tem cerca de R$ 200 mil descobertos, porque declarou arrecadação de R$ 2,3 milhões e gastou até agora R$ 2,5 milhões. Todos ainda possuem mais 20 dias de campanha.
Outros dois candidatos também estão com dívida e sem caixa para cobri-las, mas com valores menores. O coronel Darwin (Democrata) precisa pagar R$ 35,3 mil e disse não ter recebido nenhum financiamento. Bene Godoy tem dívida de R$ 11,5 mil e caixa de R$ 6,5 mil.
Três candidatos estão com gasto no limite do caixa. Margareth Buzetti (PP) gastou R$ 2,6 milhões e tem disponível R$ 3,2 milhões. A deputada estadual Janaína Riva (MDB) gastou R$ 1,7 milhão, mas o caixa está com R$ 3,7 milhões. E o produtor rural Antônio Galvan (Avante) gastou R$ 414 mil e tem R$ 633 mil disponíveis.
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Candidatos ao governo de Mato Grosso gastam R$ 16 milhões em 30 dias de campanha eleitoral

Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) são que mais receberam financiamento e os que possuem dívida para além do caixa
Os candidatos ao governo de Mato Grosso gastaram R$ 16,2 milhões em 30 dias de campanha eleitoral. O senador Wellington (PL) gastou R$ 6,2 milhões, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), R$ 5,9 milhões e a médica Natasha Slhessarenko (PSD), R$ 3,5 milhões.
Wellington e Pivetta são os que estão mais próximos do limite de R$ 7,1 milhões estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para os candidatos ao governo em primeiro turno. Wellington poderá gastar cerca de R$ 900 mil nos 20 dias restantes de campanha, enquanto Pivetta terá mais R$ 1,2 milhão dentro do limite.
Natasha está praticamente a metade do limite, com autorização para gastar outros R$ 3,6 milhões até o começo de outubro. O empresário Maurício Coelho (Mobiliza) informou ter gastado R$ 657 até o momento; Rafaell Milas (Missão) gastou R$ 31,3 mil, enquanto o sargento Laudicério (Agir) não informou nem caixa nem despesas até o momento.
Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta possuem dívida para além do caixa de campanha. Wellington declarou ter recebido R$ 5,7 milhões cerca de R$ 500 mil a menos que as despesas que ele já contratou.
Otaviano Pivetta extrapolou as contas em quantia próxima. Ele tem até o momento R$ 5,3 milhões em caixa, cerca de R$ 600 mil a menos que as despesas.
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“Supremo não pode parecer governo nem oposição”, diz Wilson Santos

Professor de História e deputado estadual afirma que conduta de alguns ministros colocou a Corte sob descrédito
O deputado estadual Wilson Santos (PSD), candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira (14) que o Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa uma das mais graves crises de credibilidade de sua história. Para ele, a instituição precisa reafirmar sua independência e permanecer acima das disputas políticas.
Professor de História, Wilson lembrou que o STF foi instituído pela Constituição de 1891, em substituição ao Supremo Tribunal de Justiça, criado durante o Império. Segundo o parlamentar, o problema não está na existência ou nas atribuições da Corte, mas na conduta de alguns de seus integrantes.
Ao comentar as denúncias envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, o deputado defendeu a apuração rigorosa de eventuais irregularidades, independentemente das autoridades, dos partidos ou dos grupos políticos envolvidos. Ele também criticou a proximidade entre ministros do Supremo e interesses políticos ou econômicos.
“O Supremo não pode ser visto como adversário de um lado político, muito menos como aliado de outro. Não pode parecer governo, não pode parecer oposição, não pode parecer partido político. O Supremo precisa parecer e ser justiça”, declarou.
Wilson afirmou ainda que o Brasil não precisa de uma Corte com menos poderes, mas de uma instituição com maior autoridade moral. “O Brasil não precisa de um STF menor. Precisa de um STF maior moralmente”, concluiu.
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STF julga hoje relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro

Fachin abrirá a sessão às 10h; participação de Alexandre de Moraes ainda não foi confirmada
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.
Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.
O ministro então chamará o processo para julgamento e fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.
Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada.
O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.
O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.
Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet.
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