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14 de setembro de 2026

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Colheita de café arábica atinge 99% na área da Expocacer

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A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro alcançou 99% na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) até sexta-feira (11). Segundo a cooperativa, cerca de 90% da produção já foi beneficiada, com rendimento médio de 455 litros por saca de 60 quilos beneficiada. O encerramento dos trabalhos ocorre em ritmo mais lento nesta etapa final, com poucas áreas ainda em finalização.

A Expocacer informou que a maior parte das propriedades monitoradas já concluiu a colheita. Em 2025, as operações haviam sido encerradas neste mesmo período.

De acordo com os técnicos de campo da cooperativa, cerca de 30% do volume total da safra corresponde ao café de chão, dos quais aproximadamente 80% já foram recolhidos. O índice médio de catação está em torno de 21%, influenciado principalmente pela maior participação desse café.

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O avanço da colheita foi interrompido entre os dias 5 e 9 de setembro por causa das chuvas, que elevaram a umidade do solo e inviabilizaram o tráfego de máquinas e as operações mecanizadas.

Na avaliação da cooperativa, uma nova florada já foi observada no Cerrado Mineiro e corresponde, em média, a 33% do potencial total de floração. Nas lavouras de carga baixa ou safra zero, a intensidade e a uniformidade foram maiores. Já nas áreas com cargas produtivas elevadas, a florada teve menor intensidade.

Os técnicos apontam que a continuidade das precipitações poderá favorecer a abertura de outra florada, também com potencial médio de 33%, enquanto o restante deverá ocorrer entre outubro e novembro. Como essas primeiras floradas ocorreram de forma precoce, a recomendação é adiantar o planejamento dos manejos nutricionais, com atenção à distribuição de corretivos e ao início das adubações. Também foi indicada a intensificação do monitoramento da broca-do-café e o acompanhamento da desuniformidade de maturação na próxima safra.

Em Patrocínio (MG), o acumulado de chuva em setembro chegou a 43,1 milímetros até o dia 11, acima dos 35,9 mm registrados no mesmo período da safra 2025/26. A previsão para os próximos dias indica baixos volumes de precipitação e manutenção da irregularidade das chuvas, com oscilação de temperaturas.

Segundo a Expocacer, a reta final da colheita no Cerrado Mineiro coincide com o retorno das chuvas e com a antecipação da florada, cenário que amplia a necessidade de acompanhamento meteorológico e de planejamento das operações agrícolas nas lavouras de café.

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Fonte: Estadão Conteúdo

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Mato Grosso amplia acesso à Indonésia com carne bovina e miúdos entre novas habilitações

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A abertura de novos estabelecimentos brasileiros para a Indonésia amplia as possibilidades de negócios para duas frentes da pecuária: carne e miúdos bovinos. Entre os estados contemplados pelas novas habilitações está Mato Grosso, que já tem participação relevante nos embarques ao país asiático.

Em 2025, Mato Grosso enviou 5.880 toneladas de carne bovina para a Indonésia, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Neste ano, o estado já soma 3.176 toneladas destinadas ao mercado indonésio.

As novas habilitações foram anunciadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 10 de setembro, após auditoria presencial realizada pela autoridade sanitária da Indonésia entre 27 de junho e 5 de julho de 2026. O Ministério, contudo, não informa quantas das unidades aprovadas estão localizadas em cada estado.

No total, 21 novos estabelecimentos brasileiros foram autorizados a exportar carne e miúdos bovinos para a Indonésia. As unidades estão distribuídas por Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

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Com as novas autorizações, o número de frigoríficos brasileiros habilitados a atender o mercado indonésio passou de 52 para 73. A ampliação ocorre em um momento de avanço dos embarques brasileiros para o país, que tem mais de 280 milhões de habitantes.

Indonésia ganha espaço para carne e miúdos brasileiros

Em 2025, o Brasil exportou 31.511 toneladas de carne bovina para a Indonésia. O mercado manteve ritmo de crescimento em 2026: somente nos primeiros seis meses do ano, foram embarcadas 17.461 toneladas.

Além da carne bovina, os miúdos passaram a ganhar espaço nas relações comerciais com o país asiático. A abertura desse mercado é recente, mas os embarques já alcançaram 21.191 toneladas no primeiro semestre de 2026, conforme o Mapa.

Com esse volume, a Indonésia já aparece como o segundo maior mercado para os miúdos bovinos brasileiros. A expansão das habilitações, portanto, ocorre em duas frentes de produtos da pecuária, ampliando o número de estabelecimentos que podem disputar esse mercado.

A aprovação das unidades brasileiras, de acordo com o Ministério, também reforça a relação entre as autoridades sanitárias dos dois países. A avaliação dos estabelecimentos ocorreu presencialmente e envolveu o sistema de defesa agropecuária brasileiro.

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A habilitação de frigoríficos em dez estados é apontada pelo Ministério como estratégica para a geração de emprego e renda. Para Mato Grosso, que já possui fluxo de carne bovina para a Indonésia, a inclusão entre os estados contemplados amplia o potencial de participação no mercado asiático.


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IBGE publica agenda semanal com treinamento do Censo Agropecuário

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (14), às 9h, a Agenda IBGE com a programação prevista para o período de 14 a 20 de setembro. A agenda reúne reuniões internas e externas, eventos e compromissos de diferentes áreas do instituto, da Presidência às superintendências estaduais, além da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE).

Entre os compromissos da Presidência, está a participação, nesta segunda-feira (14), às 8h, no Treinamento Centralizado do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, em Caxambu. Também na programação da Presidência, representantes do instituto participam na terça-feira (15), às 8h, de uma visita técnica do Banco Central de Honduras ao IBGE.

Na área de diretorias e assessorias, integrantes da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) participam ao longo da semana do 26º Simpósio Nacional de Probabilidade e Estatística (Sinape).

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Nas superintendências estaduais, a agenda registra a participação de integrantes da Superintendência Estadual de Brasília (SES/DF), no dia 18, na oficina técnica virtual ODS – metas 15.7 e 15.c. No mesmo dia, às 8h, representantes da Superintendência Estadual do Piauí (SES/PI) realizam reunião com a equipe de coleta e supervisão da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026 de Teresina, no Piauí.

Segundo o IBGE, a Agenda IBGE é divulgada desde 2024, sempre às segundas-feiras, às 9h, com o calendário dos dias seguintes.

A programação semanal do instituto para o período de 14 a 20 de setembro concentra atividades administrativas, técnicas e institucionais, incluindo ações relacionadas ao 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Colheita de algodão termina em MT com 100% da área, enquanto exportações avançam

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com toda a área estimada retirada do campo, ao mesmo tempo em que ganha peso no início do novo ciclo de exportações de pluma. Em agosto, primeiro mês da temporada comercial 2026/27, o estado respondeu por 58,32% do algodão exportado pelo Brasil.

O desempenho da colheita ocorre em um momento de maior disponibilidade da produção mato-grossense para o mercado externo. Com os trabalhos concluídos, o algodão colhido desde junho segue para o beneficiamento, etapa que transforma a produção em pluma destinada, entre outros mercados, às exportações.

Em agosto, o Brasil embarcou 106,35 mil toneladas de pluma, volume 37,28% maior que o registrado no mesmo mês de 2025. Do total, mais da metade teve origem em Mato Grosso, reforçando a participação do estado no comércio internacional da fibra.

A colheita mato-grossense começou em 19 de junho e chegou a 100% no último dia 11 de setembro. Na última semana, o avanço foi de 2,70 pontos percentuais, deixando o ritmo 0,50 ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos.

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Para a analista de algodão do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cintia Teixeira, o comportamento do clima ao longo do ciclo ajudou a sustentar o desenvolvimento das lavouras e o avanço das máquinas no campo.

“De modo geral, tivemos condições climáticas favoráveis durante o ciclo, o que contribuiu para o bom desenvolvimento do algodão e para o andamento da colheita”, avalia.

Produção mato-grossense abastece novo ciclo de exportações

O encerramento da colheita marca agora a entrada da safra 2025/26 em outra etapa. Até o início de setembro, a produção de algodão em caroço em Mato Grosso estava estimada em 6,67 milhões de toneladas pelo Imea.

Essa produção será a base dos embarques mato-grossenses ao longo do ciclo comercial 2026/27. A estimativa do Instituto é de que o estado exporte 2,09 milhões de toneladas de pluma referentes à safra recém-colhida.

A perspectiva mantém Mato Grosso como peça central para o desempenho brasileiro no mercado internacional. O país é líder mundial nas exportações de pluma desde a safra 2022/23 e, segundo o USDA, deve conservar essa posição no ciclo 2026/27.

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A projeção é de que os embarques brasileiros fiquem 24,39% acima dos Estados Unidos. O resultado coloca a produção mato-grossense dentro de um cenário de forte presença brasileira no comércio mundial da fibra.

Mesmo com a colheita encerrada, portanto, os números da safra ainda começam a aparecer no mercado. A produção retirada dos campos desde junho passa a sustentar o beneficiamento e os embarques que serão realizados durante o novo ciclo comercial.

Cintia avalia que o encerramento da colheita ocorreu de forma favorável, apesar de alguns pontos de atenção na reta final. “A colheita foi encerrada em condições favoráveis, com o estado alcançando 100% da área estimada. O ritmo também ficou acima da média dos últimos cinco anos, mostrando um bom andamento das operações”, destaca.


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