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15 de outubro de 2026

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‘Ano que vem será melhor’, crença do produtor pode dificultar sucesso da RJ, diz advogada

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Imagem: Felipe Carvalho/Canal Rural BA

O momento em que o pedido de recuperação judicial de um produtor rural chega ao Judiciário é tão relevante quanto o tamanho da dívida. Essa é a análise da advogada Renata Abalém, especializada em Direito do Agronegócio.

Ela ressalta que em atividades sujeitas a ciclos de safra, necessidade constante de financiamento e compromissos assumidos antes da geração da receita, a deterioração financeira costuma deixar sinais muito antes de a operação se tornar inviável.

Para a advogada, o problema é que, especialmente nas estruturas familiares, reconhecer os sinais de que o negócio “não anda bem das pernas” pode significar admitir que uma atividade construída ao longo de gerações precisa ser revista.

“A crise não vem de uma vez. A escassez do crédito também não. No caso do agro, estima-se que, ao menos três anos antes do ponto sem volta, o produtor já começa a perceber os sinais de não recuperabilidade, até porque a atividade é cíclica e minimamente previsível. Por óbvio que os eventos não previsíveis agravam e antecipam a crise, mas, pelo que tenho acompanhado ao longo dos anos, a falta de planejamento e antecipação do diagnóstico é causa preponderante da dificuldade em reorganizar a atividade como um todo”, afirma Renata.

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Aumento nos pedidos de recuperação judicial

O Brasil registrou 474 pedidos de recuperação judicial ligados ao agro no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9% em relação aos 389 casos do mesmo período do ano passado, conforme dados da Serasa Experian.

Entre os produtores rurais pessoa jurídica, o crescimento foi ainda maior: 73,5%, passando de 113 para 196 solicitações. Já no universo dos agricultores pessoa física, pequenos proprietários responderam por 44 pedidos e médios por outros 37 no período.

A advogada salienta que a incapacidade de diagnosticar a situação e demorar na busca pela resolução do problema traz situações ainda mais delicadas quando se tratam de pequenos e médios produtores. Isso porque a gestão financeira costuma conviver com relações familiares, patrimônio, tradição e identidade pessoal, o que pode dificultar decisões como venda de ativos, renegociação antecipada, revisão da estrutura de crédito ou procura por assessoria jurídica antes da perda de liquidez.

Para Renata, a expectativa de que uma safra futura seja suficiente para recompor as perdas pode consumir justamente o período em que ainda existiriam alternativas à judicialização.

“É muito difícil para o pequeno ou médio produtor ter um olhar técnico, financeiro e jurídico sobre a sua atividade, que na maioria das vezes está na sua história há gerações. A crença de que ‘vai dar certo’, ‘ano que vem será melhor’, ‘na próxima safra resolvemos’ é o maior entrave para um diagnóstico precoce e para se traçar estratégias jurídicas de sucesso”, comenta.

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Assim, quem olha para a atividade com olhar técnico e longe de paixão acaba por ter mais condições de traçar planejamento e estratégias realmente efetivas.

Problema se estende por toda a cadeia

O efeito de uma atividade agropecuária em apuros tende a ser mais relevante em municípios cuja força econômica está intimamente ligada à produção rural.

Quando um produtor reduz compras, atrasa pagamentos ou interrompe investimentos, o impacto pode chegar a revendas de insumos, transportadores, armazenadores, oficinas, prestadores de serviços e fornecedores que dependem do mesmo ciclo de produção.

“A saída judicial não atinge somente produtores rurais, mas empresas de apoio direto ao agronegócio, como armazéns gerais e holdings familiares ligadas à atividade rural, impactando de fornecedores locais a prestadores de serviços. Não é possível olhar para o agro problemático sem observar os problemas que dele orbitam”, pontua Renata.

Nesse contexto, a advogada salienta que a recuperação judicial pode preservar uma operação economicamente viável ao permitir a reorganização de determinadas obrigações, mas sua capacidade de cumprir esse papel depende das condições existentes no momento do pedido.

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Desta forma, se o produtor já perdeu capital de giro, deteriorou a relação com fornecedores e comprometeu sua capacidade de financiar uma nova safra, o processo judicial passa a enfrentar uma limitação prática: suspender ou reorganizar dívidas não gera, por si só, os recursos necessários para continuar produzindo.

“Quanto mais tardio o pedido e mais fragilizada a relação com fornecedores no momento do protocolo da recuperação judicial, menor a chance de ela efetivamente sustentar a continuidade da produção e maior o risco de o instrumento se tornar apenas uma sobrevida temporária, sem resolver de fato o problema estrutural que levou à crise”, afirma a advogada.

Por isso, conforme a especialista, a discussão sobre recuperação judicial no campo precisa começar antes do processo. A avaliação deve considerar a capacidade futura de geração de caixa, o capital necessário para manter a atividade, o nível de comprometimento das receitas e as alternativas disponíveis para reorganizar as obrigações.

“A recuperação judicial deve servir para preservar a atividade, mas precisa ser intentada antes que o produtor tenha esgotado o capital de giro necessário para continuar plantando ou operando. É preciso olhar com tecnicidade e dureza para o binômio necessidade e efetividade. E esse momento é o quanto antes: ontem, mês passado, ano passado”, conclui.

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Milho e sorgo: pesquisa busca mais produtividade e resistência ao clima

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O Brasil tem potencial para ampliar a produtividade do milho e fortalecer o cultivo do sorgo com o apoio de tecnologias voltadas à resistência climática, ao aproveitamento da água e à melhoria das condições do solo. Os desafios relacionados ao calor e à irregularidade das chuvas, porém, seguem limitando o desempenho das lavouras.

O chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Vinícius Pereira Guimarães, avalia que o país dispõe de genética e tecnologias capazes de elevar os patamares produtivos. Nos últimos levantamentos, entretanto, milho e sorgo registraram pequenas reduções de produtividade por área, associadas principalmente aos desafios climáticos.

“Temos condições, temos tecnologia disponível para isso”, afirma o pesquisador ao programa Direto ao Ponto, ao destacar que o avanço da produção depende também da capacidade de enfrentar as adversidades climáticas.

Segundo o especialista, o Brasil pode alcançar resultados próximos aos registrados nos Estados Unidos, especialmente nas regiões com capacidade de irrigação. Nas áreas de sequeiro, a dependência das chuvas aumenta a exposição das lavouras aos períodos de estiagem.

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Genética e manejo do solo são estratégias para enfrentar a seca

A pesquisa trabalha no desenvolvimento de materiais genéticos mais tolerantes ao calor e ao estresse hídrico. Entre as ferramentas utilizadas estão a edição gênica e outras tecnologias de melhoramento, que buscam ampliar a resiliência das plantas diante de condições adversas.

Outra frente envolve o uso de bioinsumos para melhorar a capacidade das culturas de suportar períodos de calor e baixa disponibilidade de água. A combinação dessas soluções pode contribuir para aumentar a eficiência do uso da umidade presente no solo.

O manejo da terra também é determinante para expressar o potencial produtivo das lavouras. A manutenção da matéria orgânica, o desenvolvimento das raízes e a formação de palhada ajudam a conservar a água e melhorar as condições para o crescimento das plantas.

“O solo é a maior infraestrutura”, ressalta Guimarães ao programa do Canal Rural Mato Grosso. Para ele, a qualidade do solo deve ser tratada como base da produção agrícola, com práticas que favoreçam a permanência da água e o aproveitamento do potencial genético das culturas. “Quando a gente começa a pensar em produção agrícola, o produtor precisa ter o solo como a sua base, como seu alicerce”.

Sorgo amplia espaço diante dos desafios climáticos

O sorgo também ganha relevância como alternativa para regiões em que as condições de plantio do milho se tornam mais desafiadoras. A cultura apresenta maior tolerância à disponibilidade limitada de água e pode atender diferentes mercados, como alimentação animal, silagem, pastejo, alimentação humana e produção de etanol.

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De acordo com Guimarães, a área cultivada com sorgo cresceu 32,9% na safra anterior, enquanto a produção aumentou 20% em relação ao ciclo precedente. O avanço reflete, conforme ele, uma mudança na percepção dos produtores sobre o potencial econômico da cultura.

“Hoje o sorgo tem mercado. O sorgo é demandante, ele tem mais tolerante a condições hídricas”, pontua o pesquisador, ao apontar que a cultura pode apresentar desempenho favorável em situações nas quais o milho enfrenta maiores limitações.

O planejamento da semeadura continua sendo essencial para aproveitar essa oportunidade. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) é uma das ferramentas que auxiliam os produtores na definição das janelas de plantio mais adequadas às condições de cada região, salienta.

El Niño exige atenção ao planejamento das lavouras

As preocupações em torno dos possíveis efeitos do El Niño na temporada 2026/27 são acompanhadas pela Embrapa em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que juntos elaboraram um documento com 164 medidas para orientar os produtores no gerenciamento dos riscos climáticos.

As recomendações consideram que os impactos não serão iguais em todas as regiões. Segundo Guimarães, Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba podem enfrentar condições mais desafiadoras de calor e seca, enquanto o Sul do país está sujeito a episódios de excesso de chuva e tempestades.

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Nesse cenário, o acompanhamento das previsões meteorológicas, o uso do Zarc e o planejamento da janela de plantio ganham importância para reduzir a exposição das lavouras às condições adversas.

A nota técnica com as orientações está disponível no site da Embrapa. Para o pesquisador, a adoção das ferramentas de manejo e o monitoramento das condições climáticas serão fundamentais para que os produtores tomem decisões mais assertivas ao longo das próximas safras.

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Café tem segundo maior início de safra da história nas exportações

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As exportações brasileiras de café atingiram o segundo maior volume para o primeiro trimestre de uma safra desde 1990, início da série histórica do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Os embarques totais, incluindo café verde, torrado e solúvel, somaram 11,2 milhões de sacas de 60 kg entre julho e setembro, alta de 15,5% frente ao mesmo período de 2025/26.

O desempenho trimestral foi impulsionado principalmente pela espécie robusta, com os embarques somando 2,6 milhões de sacas de julho a setembro, expressivo avanço de 66,6% sobre a temporada anterior.

O Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea) avalia que o que sustentou as vendas foi a grande disponibilidade do grão e a demanda aquecida, cenário que já vinha melhorando desde que os Estados Unidos retiraram as tarifas extras sobre o café solúvel, em junho.

Para o arábica, o ritmo também segue positivo. No trimestre, os embarques somaram 7,6 milhões de sacas, alta de 4,2% frente a 2025/26. Em setembro, porém, as exportações somaram 2,8 milhões de sacas, retrações de 6,5% em relação a agosto e de 7,1% frente a setembro do ano passado.

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Apesar disso, o Cepea alerta para as dificuldades da safra atual: produtores mais capitalizados limitam as vendas para quando precisam de caixa, enquanto os problemas de qualidade relatados por colaboradores do Centro de Estudos reduzem a oferta de lotes dentro do padrão exigido pelos importadores.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Falhas na energia travam irrigação e expansão do agro em Gaúcha do Norte

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A qualidade do fornecimento de energia elétrica se tornou um dos principais entraves à expansão do agronegócio em Gaúcha do Norte, em Mato Grosso. As oscilações na rede comprometem o funcionamento de pivôs de irrigação e secadores de grãos, elevam os custos de produção e dificultam novos investimentos em armazenagem, em um município com potencial para ampliar significativamente a área agrícola.

A energia que abastece Gaúcha do Norte vem de Paranatinga, e a estrutura existente já não atende plenamente à demanda do setor produtivo. A deficiência afeta propriedades rurais de diferentes tamanhos e obriga parte dos produtores a recorrer à geração própria para manter as operações.

O problema ocorre em um cenário de expansão das lavouras de soja, algodão e milho. Atualmente, o município planta cerca de 250 mil hectares, mas a área pode ultrapassar 400 mil hectares, conforme estimativa apresentada pela prefeitura. Para aproveitar esse potencial, o setor produtivo aponta a necessidade de reforçar a infraestrutura elétrica.

O impacto também chega à armazenagem. Segundo representantes do setor rural, o custo de secar grãos com motores a diesel já levou ao fechamento de um armazém, reduzindo a capacidade de atendimento à produção local.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Oscilações elevam custos e prejudicam a irrigação

Nas propriedades rurais, as falhas no fornecimento provocam interrupções frequentes e podem danificar equipamentos. O produtor Adalberto Grando relata que as oscilações de tensão afetam os sistemas de irrigação e os secadores, exigindo manutenção e substituição de componentes ao longo da safra.

“A parte irrigada é difícil você passar um ciclo de irrigação sem ter uma troca de um relê, de um disjuntor. Oscila, a tensão oscila muito”, afirma ao Patrulheiro Agro.

Segundo Grando, as falhas também comprometem o funcionamento dos secadores durante a operação e podem interromper a irrigação sem que o problema seja percebido imediatamente. Mesmo com uma usina solar instalada para atender parte da demanda, o produtor gasta entre R$ 60 mil e R$ 80 mil por mês com energia destinada à irrigação.

O produtor afirma também que a infraestrutura necessária para levar energia até a propriedade exigiu investimentos próprios, mas a qualidade do fornecimento continua sendo um problema. Ele ressalta que a equipe local da concessionária atende às solicitações, mas aponta a subestação como um dos pontos que precisam ser melhorados.

A situação também limita o aproveitamento dos equipamentos instalados. Para evitar danos provocados pelas oscilações, Grando relata que, em determinados períodos, os painéis dos pivôs são retirados e guardados, o que acrescenta dificuldades à operação.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Falta de energia limita armazenagem e novas safras

A deficiência na rede elétrica também afeta a capacidade de recebimento e secagem da produção. De acordo com Valdomiro Schulz, presidente do Sindicato Rural de Gaúcha do Norte, o custo de operar equipamentos com motores a diesel inviabilizou a atividade de um armazém no município.

“Até um armazém já fechou por falta de energia porque o custo para fazer a secagem de grãos a motor a diesel se torna muito alto”, conta Schulz à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Atualmente, o município conta com apenas duas empresas de armazenagem, de acordo com o representante do sindicato. A instalação de novas unidades é considerada importante para ampliar a capacidade de recebimento e permitir que os produtores organizem melhor o calendário agrícola.

Com mais armazéns disponíveis, seria possível acelerar o plantio da soja e antecipar a colheita, favorecendo a janela para a semeadura do milho de segunda safra, destaca o setor produtivo. A limitação da infraestrutura, portanto, interfere não apenas na operação das propriedades, mas também no planejamento de toda a produção.

A prefeitura também aponta dificuldades no atendimento às fazendas. Segundo Davi Ismael Widmann, gerente do Índice de Participação dos Municípios (IPM), um levantamento realizado em conjunto com uma empresa identificou que, entre 35 propriedades analisadas, apenas uma tinha atendimento integral às necessidades de energia, conforme os dados apresentados.

Widmann comenta ainda que propriedades rurais chegam a consumir 700 litros de óleo diesel por dia no pico da colheita para gerar a própria energia. O cenário, segundo ele, prejudica diferentes atividades agrícolas, incluindo a produção de algodão e milho, além da soja. “O nosso município está muito carente. E não é só soja, produção de algodão também. Já somos o terceiro maior produtor da região e um dos maiores produtores de milho segunda safra da região também”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Irrigação pode ampliar produtividade

A expansão da irrigação é outra frente diretamente condicionada à melhoria do fornecimento elétrico. A propriedade de Adalberto Grando possui outorga de água para irrigar 1.260 hectares, dos quais 520 hectares já contam com o sistema instalado. Outros 740 hectares poderão ser incorporados à estrutura.

O potencial de ampliação é significativo porque a irrigação permite maior controle sobre o fornecimento de água às lavouras e pode favorecer a realização de mais de um ciclo produtivo ao longo do ano. No entanto, a instabilidade da energia impede o pleno aproveitamento da estrutura.

“Como que eu vou ter uma despesa dessas, um investimento desses e se não me entregam o mínimo de qualidade?”, questiona Grando, ao apontar a diferença entre os custos assumidos pelo produtor e o serviço recebido.

Para o prefeito Ari do Prado, a capacidade de ampliar a produção está diretamente relacionada à melhoria da infraestrutura elétrica. Ele afirma que a meta é viabilizar condições para aumentar a produtividade e atrair novas atividades econômicas para o município.

“Onde tem um pivô você sabe que consegue fazer três safras dentro do ano, e hoje a gente não está conseguindo fazer isso, porque a energia é muito fraca”, declara.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Município pede reforço da rede elétrica

Além de atender à demanda atual do campo, a ampliação da infraestrutura é considerada necessária para sustentar o crescimento econômico de Gaúcha do Norte. O aumento da produção pode impulsionar a arrecadação municipal, gerar empregos e favorecer a instalação de empresas ligadas ao agronegócio.

O prefeito defende que a rede elétrica seja reforçada para acompanhar o avanço das atividades produtivas. Entre as demandas apresentadas está a chegada de uma linha de 138 kV ao município, apontada como importante para ampliar a capacidade de atendimento.

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A expansão da rede também é vista como condição para atrair indústrias e novos empreendimentos de armazenagem e processamento. Sem energia suficiente e de qualidade, parte do potencial agrícola pode continuar limitada pelos custos operacionais e pela dificuldade de ampliar a infraestrutura das propriedades.

“Gaúcha do Norte como município é pequeno, 10 mil habitantes, mas grande na extensão. Está plantando 250 mil hectares, porém pode passar de 400 mil hectares. Temos um bom relacionamento aqui com a Energisa. A perfeição é difícil, mas tenho certeza, Gaúcha já melhorou bastante a energia”, diz o prefeito.

Embora representantes locais reconheçam avanços no fornecimento e mantenham diálogo com a concessionária, o setor produtivo considera que a estrutura atual precisa acompanhar o ritmo de crescimento do município. A expectativa é que os investimentos permitam ampliar as áreas irrigadas, melhorar a logística da produção e criar condições para o desenvolvimento de novas atividades econômicas.

A reportagem do Canal Rural Mato Grosso entrou em contato com a Energisa e a empresa informou que recentemente operou em contingência na região em função de chuvas e ventos fortes. A companhia informou ser necessário avaliar cada caso individualmente. O que não foi possível até o fechamento desta edição.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro

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