Sustentabilidade
No Rio Grande do Sul, fungicida está até 18,6% mais barato – MAIS SOJA

Os fungicidas estão mais acessíveis no Rio Grande do Sul. Uma pesquisa da consultoria de inteligência de mercado Aegro Insights mostrou que o valor do fungicida mais comprado no estado recuou 8,7%, saindo de R$ 289,12 para R$ 264,02 por litro. Do total de 20 fungicidas analisados pela pesquisa, 18 ficaram mais baratos em 2026. O levantamento foi baseado em notas fiscais reais de insumos, de compras realizadas por produtores gaúchos entre 1° de maio e 10 de setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
“Houve queda no preço nominal em reais na nota fiscal do produto. O fungicida ficou mais barato no Rio Grande do Sul porque o mercado está mais maduro, com mais moléculas disponíveis e mais marcas com produtos genéricos após a quebra de patentes, então a pressão do comportamento de mercado abaixou a régua de preços”, afirma o engenheiro agrônomo Mathias Bergamin, coordenador de inteligência de mercado na Aegro e responsável pela pesquisa.
Queda dos preços
A pesquisa analisou 20 fungicidas vendidos no Rio Grande do Sul. Destacou-se um fungicida lançado em 2021 que teve a maior retração entre os itens monitorados, de R$ 423,69 para R$ 345,00 por litro, um recuo de 18,6% neste ano. O triazol genérico recuou 17,8%, de R$ 90,00 para R$ 74,00 por litro. A combinação de estrobilurina com triazol caiu 15,5%, de R$ 87,75 para R$ 74,12 por litro. Outro fungicida analisado, que foi lançado em 2023, ficou 8,0% mais barato, cujo litro saiu de R$ 226,00 para R$ 208,00. Já o multissítio de mancozebe, usado em programas de rotação para preservar a eficácia de outras moléculas, teve a menor variação de preços do grupo pesquisado, com recuo de apenas 1,1%, de R$ 30,00 para R$ 29,67 por litro.
No entanto, preço mais baixo não deverá significar necessariamente uma redução no valor total investido em fungicida na temporada 2026/27. Segundo o levantamento do Aegro Insights, na média geral, o gasto por hectare com fungicida no Rio Grande do Sul subiu 2,4% entre as safras 2024/25 e 2025/26, mesmo com o litro do produto já custando mais barato no período. Na conta de custo operacional por hectare, o item fungicida foi de R$ 454 para R$ 465, alta de R$ 11.
De acordo com Bergamin, os produtores não devem abrir mão de tecnologia e preços mais acessíveis podem ser uma oportunidade para aperfeiçoar o manejo. “O ideal é pesquisar mais fornecedores e avaliar diferentes níveis de tecnologia, inserir novos fungicidas no manejo e analisar a efetividade do mix de produtos no pacote tecnológico. Lembramos sempre que o produtor mais rentável não economiza em sanidade da lavoura”, esclarece Bergamin. Para ajudar os produtores na busca por fornecedores, a Aegro mantém a ferramenta gratuita Compare Preços, que reúne cotações de insumos a partir de notas fiscais por região produtora.
O investimento em fungicidas deve ser especialmente estratégico na safra de soja 2026/27, já que a temporada será influenciada pelo fenômeno climático El Niño, que tende a elevar a umidade em toda a região Sul do Brasil. “O Rio Grande do Sul vai ter excesso de chuvas e mais calor na safra de soja 2026/27. A lavoura vai ficar mais suscetível à incidência de ferrugem e provavelmente o produtor vai ter que investir mais em fungicidas. Então, é importante monitorar os preços e entender como esse mercado oferece produtos comerciais com preços mais acessíveis”, orienta Bergamin.
Análise de mercado
Para Bergamin, a queda dos preços de fungicidas reflete o amadurecimento de moléculas mais antigas e não deve ser interpretada como tendência para os próximos anos. “Eu não trataria essa queda como tendência de médio prazo. O que barateou é a química mais madura, pós-patente, a mesma que vem perdendo sensibilidade no controle da ferrugem. O multissítio, que toda recomendação de rotação pede, caiu 1,1%, e a química lançada nesta década custa 30% mais que o fungicida mais usado do estado do Rio Grande do Sul”, afirma ele.
Custo-benefício para a soja gaúcha
A relação entre custo do fungicida e produtividade da soja gaúcha também mudou ao longo dos anos. Para analisar a mudança entre safras, englobando toda a série histórica do Aegro Insights, a pesquisa definiu como parâmetro de comparação uma dose baseada na aplicação de meio litro do fungicida mais comprado, somado a 1,5 kg de multissítio. No início da série histórica, em 2018, essa dose de referência custava R$ 179,58 por hectare no Rio Grande do Sul, o equivalente a 2,35 sacas de soja.
Na janela de maio a setembro de 2025, a mesma dose custava R$ 189,56 por hectare, mas equivalia a 1,50 saca de soja, com a oleaginosa cotada a R$ 126,08. Já em 2026, o custo caiu para R$ 176,52 por hectare e para 1,42 saca, com a saca de soja custando R$ 124,02. Ou seja, em oito anos, o valor em reais do tratamento pouco mudou, mas o equivalente em sacas caiu 40%.
Sobre a Aegro
A Aegro oferece o sistema de gestão para produtores rurais mais utilizado do Brasil. Líder do segmento, a Aegro simplifica a gestão de fazendas, unindo a operação do campo ao controle financeiro do escritório.
Além disso, a empresa opera um braço de inteligência de mercado que desenvolve pesquisas baseadas em dados anonimizados de milhares de hectares em todo o Brasil, em sua maioria destinados ao cultivo de grãos. Essa área de negócios é formada pelo Aegro Insights, que gera relatórios e painéis para os produtores rurais, incluindo o Compare Preços, ferramenta disponível gratuitamente.
A empresa segue investindo em tecnologia e inovação. Por meio de suas soluções, a Aegro ajuda produtores brasileiros a tomarem decisões baseadas em números reais para garantir a sustentabilidade de seus negócios.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Risco de “Super El Niño” reacende alerta para a safra 2026/27 no Brasil – MAIS SOJA

A Noaa (agência oceânica dos Estados Unidos) elevou para 97% a probabilidade de o El Niño atingir um patamar classificado como “muito forte” já no início da primavera no Hemisfério Sul, entre o fim de setembro e o início de outubro. Segundo o órgão, há ainda 75% de chance de que o fenômeno, entre outubro e dezembro, supere em intensidade todos os episódios registrados desde 1950, um cenário que já vem sendo chamado de “Super El Niño”. Atualmente, a temperatura da região do Pacífico usada como referência está 1,8°C acima da média histórica, no patamar “forte”, e projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica (ECMWF) apontam para um aquecimento que pode chegar a 3,2°C.
A notícia reacende lembranças recentes e desconfortáveis para o produtor rural brasileiro. Em 2024, o último grande evento de El Niño provocou enchentes históricas no Rio Grande do Sul e, segundo o IBGE, o valor da produção agrícola nacional caiu 3,9% naquele ano para R$ 783,2 bilhões, enquanto o volume colhido de cereais, leguminosas e oleaginosas recuou 7,5%. Um novo episódio, ainda mais intenso, pode repetir, e agravar, esse cenário na segunda safra de 2026.
Para Douglas Vaz Tostes, técnico nacional da GIROAgro, o impacto do fenômeno vai além do que costuma dominar o noticiário. “Quando falamos em um possível Super El Niño, pensamos logo em um aumento no ciclo de chuvas no Sul, estiagens em partes do Norte e Nordeste, e uma maior irregularidade climática no Centro-Oeste e no Sudeste brasileiros. Mas existe um impacto que, muitas vezes, acaba passando despercebido, que são os efeitos dessas condições sobre a nutrição das plantas. Afinal, tanto o excesso quanto a falta de água comprometem a disponibilidade, a absorção e a assimilação dos nutrientes pelas culturas”, explica.
Segundo o especialista, o desafio se divide em duas frentes opostas. Nas regiões com excesso de chuva, aumenta a lixiviação, a perda de nutrientes do solo arrastados pela água. Já nas áreas atingidas por estiagem, a absorção de nutrientes fica limitada pela menor disponibilidade hídrica e pelo desenvolvimento reduzido do sistema radicular das culturas. “Por isso a nutrição deixa de ser apenas fornecimento de nutrientes, nesse momento, e passa a ser uma ferramenta para aumentar a resiliência da lavoura”, afirma Vaz Tostes.
Ele reforça que, embora o clima não possa ser controlado, o manejo nutricional pode preparar as plantas para absorver melhor o impacto das oscilações climáticas. “Tecnologias que favoreçam o desenvolvimento radicular, a eficiência fotossintética e o equilíbrio nutricional das plantas ganham uma grande importância. Quem entende essa relação entre o clima, o solo e a nutrição estará mais preparado para proteger o potencial produtivo de suas lavouras.”
O El Niño é um fenômeno natural recorrente, com periodicidade média de dois a sete anos, causado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Pacífico equatorial; o oposto da La Niña. O que preocupa autoridades e especialistas desta vez é a escala: a Noaa registrou, no início do mês, um aumento de 2°C numa área oceânica equivalente a quatro vezes o território brasileiro, volume de energia suficiente para alterar padrões de circulação atmosférica nas Américas e em outros continentes.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Azul Linhas Aéreas Brasileiras aproxima o agro dos caminhos que conectam o Brasil

O agronegócio brasileiro está cada vez mais conectado. Da propriedade rural aos grandes centros produtores, passando por eventos, negócios e novas oportunidades, a mobilidade é parte essencial da rotina de quem vive e trabalha no campo.
É nesse cenário que o projeto Soja Brasil conta com a parceria da Azul Linhas Aéreas, companhia aérea brasileira fundada em 2008 e uma das maiores do país em número de cidades atendidas, com uma ampla rede de conexões e rotas domésticas diretas que aproximam pessoas e destinos em diferentes regiões do Brasil.
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A presença da Azul em importantes localidades contribui para conectar regiões estratégicas para o desenvolvimento do agro, facilitando o deslocamento de produtores rurais, profissionais do setor e participantes de eventos que movimentam toda a cadeia produtiva.
A parceria ganha ainda mais destaque neste momento especial para o setor, com a chegada da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, promovida pelo projeto Soja Brasil.
O evento será realizado nesta quinta-feira (17), em Ipiranga do Norte (MT). A programação começa às 8h, no horário de Mato Grosso, e às 9h, no horário de Brasília, reunindo produtores, especialistas, empresas e representantes de diferentes elos da cadeia da soja.
Mais do que marcar oficialmente o início de uma nova temporada de plantio, a Abertura Nacional será um importante ponto de encontro para discutir os desafios, as tendências e as oportunidades da safra 2026/27.
Para o Soja Brasil, contar com uma companhia aérea como a Azul nessa jornada reforça o propósito de conectar pessoas, regiões e conhecimento. Ao longo da temporada, o projeto percorre diferentes áreas produtoras do país, levando informação, conteúdo e conhecimento diretamente a quem faz o agro acontecer.
A contagem regressiva já começou. Nesta quinta-feira (17), Ipiranga do Norte (MT) será palco da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27.
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Sustentabilidade
Ídolo do futebol argentino também é produtor de soja. Você sabe quem é?

Conhecido mundialmente pelos gols com a camisa da Argentina, Gabriel Batistuta também encontrou no campo uma forma de investir e diversificar o patrimônio. O ex-jogador administra uma propriedade rural de 20 mil hectares no país vizinho, onde mantém atividades de produção de soja, milho e pecuária.
Uma área rural de aproximadamente 20 mil hectares na província argentina de Santa Fé tornou-se o centro da vida profissional de Gabriel Batistuta depois do encerramento de sua carreira no futebol. Aos 57 anos, o antigo atacante administra uma fazenda dedicada à agricultura e à pecuária, participa de discussões sobre o setor e utiliza no campo parte da disciplina que desenvolveu durante décadas enfrentando jogos decisivos e competições internacionais.
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Batistuta, um dos maiores artilheiros da história da seleção argentina, levou para o agronegócio a mesma visão de longo prazo que marcou sua carreira no futebol. A propriedade reúne diferentes atividades produtivas e mostra como o agro também passou a fazer parte da estratégia de investimento de grandes nomes do esporte.
Além da soja, o argentino mantém áreas destinadas ao cultivo de milho e à criação de gado. A diversificação permite distribuir os investimentos entre diferentes atividades do campo e aproveitar oportunidades em mercados distintos.
O caso de Batistuta chama atenção justamente por mostrar um lado pouco conhecido da vida do ex-jogador. Hoje, longe dos gramados, ele também construiu uma trajetória ligada à produção rural.
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