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30 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Azul Linhas Aéreas Brasileiras aproxima o agro dos caminhos que conectam o Brasil

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Foto: Willian Padula – Fotografia

O agronegócio brasileiro está cada vez mais conectado. Da propriedade rural aos grandes centros produtores, passando por eventos, negócios e novas oportunidades, a mobilidade é parte essencial da rotina de quem vive e trabalha no campo.

É nesse cenário que o projeto Soja Brasil conta com a parceria da Azul Linhas Aéreas, companhia aérea brasileira fundada em 2008 e uma das maiores do país em número de cidades atendidas, com uma ampla rede de conexões e rotas domésticas diretas que aproximam pessoas e destinos em diferentes regiões do Brasil.

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A presença da Azul em importantes localidades contribui para conectar regiões estratégicas para o desenvolvimento do agro, facilitando o deslocamento de produtores rurais, profissionais do setor e participantes de eventos que movimentam toda a cadeia produtiva.

A parceria ganha ainda mais destaque neste momento especial para o setor, com a chegada da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, promovida pelo projeto Soja Brasil.

O evento será realizado nesta quinta-feira (17), em Ipiranga do Norte (MT). A programação começa às 8h, no horário de Mato Grosso, e às 9h, no horário de Brasília, reunindo produtores, especialistas, empresas e representantes de diferentes elos da cadeia da soja.

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Mais do que marcar oficialmente o início de uma nova temporada de plantio, a Abertura Nacional será um importante ponto de encontro para discutir os desafios, as tendências e as oportunidades da safra 2026/27.

Para o Soja Brasil, contar com uma companhia aérea como a Azul nessa jornada reforça o propósito de conectar pessoas, regiões e conhecimento. Ao longo da temporada, o projeto percorre diferentes áreas produtoras do país, levando informação, conteúdo e conhecimento diretamente a quem faz o agro acontecer.

A contagem regressiva já começou. Nesta quinta-feira (17), Ipiranga do Norte (MT) será palco da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27.

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Sustentabilidade

Deral projeta safra de soja 2026/27 do Paraná em 22,748 milhões de toneladas, alta de 4% – MAIS SOJA

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O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, estimou, em seu relatório mensal de outubro, que a produção da safra de soja 2026/27 no Paraná deve atingir 22,7484 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação às 21,8016 milhões de toneladas projetadas para 2025/26.

A área plantada foi estimada em 5,7433 milhões de hectares, praticamente estável frente aos 5,7344 milhões de hectares de 2025/26. A produtividade média é projetada em 3.961 quilos por hectare, acima dos 3.802 quilos por hectare estimados para a temporada 2025/26.

Autor/Fonte: Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Plantio de soja alcança 10% da área no RS, mas chuvas e frio limitam avanço

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A semeadura da soja no Rio Grande do Sul alcançou 10% da área projetada, com os trabalhos mais avançados na porção Oeste do estado, segundo relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (29). As lavouras já implantadas estão em fase de emergência e desenvolvimento vegetativo.

O avanço do plantio ocorre de forma irregular, condicionado pela elevada umidade do solo, pelas baixas temperaturas e pela reduzida luminosidade. Essas condições restringem as janelas de operação no campo e podem comprometer o estabelecimento da cultura em áreas encharcadas.

Apesar da lentidão inicial em parte do estado, as lavouras implantadas apresentam emergência satisfatória e estandes uniformes.

“A evolução da semeadura ainda depende da ocorrência de condições adequadas de trafegabilidade e umidade do solo”, destaca a Emater-RS.

A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares de soja no Rio Grande do Sul, com produtividade projetada em 3.183 quilos por hectare.

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Preços da soja no RS

Na comercialização, o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar indica estabilidade no valor médio da soja no estado, que permaneceu em R$ 138 por saca.

Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, a soja disponível é cotada a R$ 144 por saca.

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Sustentabilidade

Raízes profundas aumentam a resiliência da soja aos efeitos do El Niño – MAIS SOJA

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As adversidades climáticas, especialmente aquelas relacionadas à distribuição e ao volume das precipitações, elevam os riscos associados ao cultivo de culturas de sequeiro, como a soja. Esses efeitos podem ser ainda mais expressivos sob a influência dos fenômenos que compõem o ENSO (El Niño-Oscilação Sul), capazes de alterar os padrões de chuva em diferentes regiões do Brasil.

Na safra 2026/27, a ocorrência de um El Niño de forte intensidade tem preocupado os agricultores brasileiros, reforçando a necessidade de planejamento e cautela na implantação e condução das lavouras de soja. No Brasil, o fenômeno está associado à tendência de redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste, além da porção norte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, aumentando a frequência de períodos de estiagem. Esse cenário pode comprometer o desenvolvimento das lavouras e a disponibilidade hídrica, elevando o risco de perdas de produtividade, especialmente em sistemas de sequeiro (INMET, 2026).

As alterações nos padrões de precipitação podem resultar em perdas expressivas de produtividade, sobretudo quando os períodos de estiagem coincidem com fases críticas do desenvolvimento das culturas. Segundo o INMET (2026), sob influência do El Niño, a probabilidade de produtividades abaixo da média pode chegar a 80% para o trigo e a 60% para a aveia, dependendo da região de cultivo.

Em contrapartida, o El Niño costuma favorecer o aumento das precipitações na Região Sul do Brasil. Embora esse cenário geralmente reduza o risco de déficit hídrico, o excesso e a persistência das chuvas podem dificultar a implantação das lavouras, limitar a realização de práticas culturais e comprometer o desenvolvimento das plantas. Dessa forma, os impactos do fenômeno variam conforme a região, exigindo estratégias de manejo adaptadas às condições climáticas predominantes.

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Entre as principais estratégias para mitigar os efeitos do El Niño sobre a produtividade da soja, destacam-se o ajuste da época de semeadura e o manejo voltado ao aprofundamento e à melhor distribuição das raízes no perfil do solo. Essas práticas contribuem para reduzir a exposição das plantas a períodos de déficit hídrico nas fases mais sensíveis do ciclo e aumentar sua capacidade de explorar a água armazenada nas camadas mais profundas do solo. A adoção dessas estratégias é especialmente importante nas regiões em que o fenômeno tende a reduzir o volume de chuvas.

Uma análise desenvolvida pela equipe FieldCrops demonstrou que lavouras com raízes bem distribuídas ao longo do perfil do solo conseguem explorar a água disponível em camadas mais profundas, contribuindo para reduzir os impactos da estiagem. Em contrapartida, lavouras com maior concentração de raízes nas camadas superficiais tendem a apresentar perdas de produtividade mais expressivas sob condições de déficit hídrico (Ordoñez, 2026).

Figura 1. Relação entre a produtividade da soja e a distribuição das raízes da planta no perfil do solo.
Fonte: Equipe FieldCrops

Corroborando essas informações, Battisti e Sentelhas (2017) observaram que o aumento da profundidade máxima das raízes, em relação à profundidade de referência de 0,6 m, proporcionou ganhos expressivos de produtividade da soja, especialmente em regiões com maior risco de déficit hídrico. Os incrementos variaram de 210 a 1.260 kg ha⁻¹, conforme a região de cultivo e a suscetibilidade à deficiência hídrica (Debiasi; Franchini; Balbinot Junior, 2026).

Figura 2. Ganho de produtividade da soja para diferentes simulações de profundidade máxima de crescimento radicular, sendo para Cruz Alta/RS em uma condição de risco de déficit hídrico moderado, em Tapurah/MT para uma condição de risco de déficit hídrico baixo, e para a média geral de 24 localidades com diferentes níveis de risco por déficit hídrico em várias regiões sojícolas do Brasil. Foram utilizados dados climáticos dos anos de 1965 a 2016. Os incrementos de produtividade da soja foram calculados em comparação à produtividade modelada para 60 cm de profundidade máxima radicular.
Adaptado: Battisti e Sentelhas (2017), apud. Debiasi; Franchini; Balbinot Junior (2026)

Esses resultados reforçam a importância de favorecer o aprofundamento e a distribuição das raízes da soja ao longo do perfil do solo como estratégia para aumentar a capacidade das plantas de acessar a água disponível e mitigar os efeitos do déficit hídrico. Essa característica ganha ainda mais relevância em safras sob influência dos fenômenos ENSO, como El Niño e La Niña, especialmente nas regiões em que esses fenômenos favorecem a redução do volume e a irregularidade das precipitações, contribuindo para aumentar a resiliência das lavouras e reduzir os riscos de perdas de produtividade.



Referências:

BATTISTI, R.; SENTELHAS, P. C. IMPROVEMENT OF SOYBEAN RESILIENCE TO DROUGHT THROUGH DEEP ROOT SYSTEM IN BRAZIL. Agronomy Journal, 2017. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.2134/agronj2017.01.0023 >, acesso em: 29/10/2026.

DEBIAISI, H.; FRANCHINI, J. C.; BALBINOT JUNIOR, A. A. MANEJO DO SOLO PARA REDUZIR PERDAS POR SECA NA SOJA. Embrapa Soja, Tópicos agronômicos sobre enfrentamento da seca na soja, Cap. 5, 2026. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1187158/1/DOC-486.pdf >, acesso em: 29/10/2026.

INMET. PREVISÃO DE EL NIÑO EM 2026 E POSSÍVEIS IMPACTOS NA AGRICULTURA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/uploads/notastecnicas/Nota-T%C3%A9cnica.pdf >, acesso em: 29/10/2026.

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ORDOÑEZ, M. A. G. O QUE O PRODUTOR PODE FAZER PARA SER MAIS RESILIENTE À SECA PENSANDO NO “SUPER EL NIÑO” DA PRÓXIMA SAFRA? Mais Soja, 2026. Disponível em: < https://maissoja.com.br/o-que-o-produtor-pode-fazer-para-ser-mais-resiliente-a-seca-pensando-no-super-el-nino-da-proxima-safra/ >, acesso em: 29/10/2026.



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