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31 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Algodão/IMEA: Avanço da colheita nos EUA, fim da safra em MT e queda nas cotações – MAIS SOJA

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A colheita de algodão nos EUA atingiu 8,00% da área até 13/09, igualando a média dos últimos cinco anos e ficando 1,00 p.p. menor ao mesmo período da safra passada. Entre os estados, os maiores avanços são concentrados no Texas e Arizona apresentando 21,00% e 37,00% da área colhida, respectivamente.

Apesar do ritmo adiantado, nesse período, as condições das lavouras seguem bastante heterogêneas entre as principais regiões produtoras. No Texas, apenas 18,00% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes, enquanto no Arizona esse percentual alcançou 97,00%. Esse contraste evidencia a diferença nas condições das lavouras entre regiões. No Sul das Grandes Planícies, importante região produtora de algodão nos EUA, o clima quente e seco tem reduzido a umidade do solo e elevado o estresse hídrico das lavouras, podendo limitar o potencial produtivo à medida que a colheita avança, cenário que já encontra respaldo na projeção do USDA, que aponta redução na produção nos EUA.

Confira os principais destaques do boletim:

  • FINALIZAÇÃO: a colheita do algodão foi encerrada em Mato Grosso, com o avanço semanal de 1,43 p.p.,ficando acima em 0,50 p.p. em relação ao mesmo período da safra passada.
  • QUEDA: o preço da pluma em MT, registrou queda de 0,37% na última semana, pressionado pela maior oferta de fibra no mercado interno após a conclusão da colheita.
  • DESVALORIZAÇÃO: no comparativo semanal, o contrato dez/26, na bolsa de NY, apresentou uma queda de 2,73%, ficando cotado na média de ¢ US$ 86,84/lb.
Na última sexta-feira, o USDA divulgou a estimativa de Oferta e Demanda mundial de algodão para a safra 2026/27 para set/26.

Pelo lado da oferta, a produção global foi projetada em 25,54 mi de t, queda de 3,80% ante 25/26, puxada principalmente pela redução da produção nos Estados Unidos, Turquia e Paquistão. Nos EUA, a produção deve recuar 5,01%, para 2,87 mi de t, refletindo a menor produtividade projetada.

Entre os principais produtores, a Índia avançou 0,84%, para 5,23 mi de t, reforçando a expectativa de uma boa safra e contribuindo para limitar a retração da produção global. Pelo lado da demanda, o consumo foi estimado em 26,76 mi de t, alta de 1,48%, superando a produção projetada em cerca de 1,22 mi de t. No comércio, as exportações devem alcançar 9,63 mi de t, acompanhando a necessidade de abastecimento dos mercados. Com a produção abaixo do consumo, os estoques finais devem recuar 7,23%, para 15,21 mi de t, indicando um balanço mundial apertado.

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Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Mercado de soja avança no Brasil com dólar em alta, mas negócios seguem pontuais

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com preços predominantemente mais altos nesta sexta-feira (30), sustentado pela valorização do dólar, apesar da volatilidade na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as ofertas permaneceram firmes, mas a comercialização seguiu limitada, com volumes pouco expressivos.

O produtor continuou concentrado nos trabalhos de plantio da nova safra, enquanto a liquidez permaneceu restrita no mercado disponível. Apesar disso, a semana apresentou melhora na movimentação comercial, com maior registro de negócios.

“Tivemos mais negócios registrados ao longo da semana, mas os volumes ainda não foram muito significativos”, observa Silveira.

No mercado físico, as cotações da soja apresentaram avanços em importantes praças produtoras do país. Confira os preços:

• Passo Fundo (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 154,00

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• Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00

• Cascavel (PR): subiu de R$ 149,00 para R$ 150,00

• Rondonópolis (MT): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00

• Dourados (MS): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00

• Rio Verde (GO): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00

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• Paranaguá (PR): subiu de R$ 160,00 para R$ 161,00

• Rio Grande (RS): subiu de R$ 161,00 para R$ 162,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em direções mistas na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira. Na semana, a queda acumulada foi de 2,7%, enquanto, no mês, as perdas chegaram a 5,73%. A sessão foi marcada por ajustes e posicionamento de carteiras.

Durante a maior parte do pregão, o mercado encontrou sustentação, com fundos e especuladores aproveitando oportunidades de compra após as quedas recentes. A previsão de chuvas nos Estados Unidos, que poderia atrasar os trabalhos de colheita, e os sinais de demanda aquecida ajudaram a sustentar as cotações.

No entanto, na reta final da sessão, os fundamentos de ampla oferta norte-americana reduziram os ganhos e levaram alguns contratos a operar no campo negativo.

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Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) uma operação envolvendo 165.150 toneladas de soja, recebidas no período coberto pelo relatório, para destinos não revelados na temporada comercial 2026/27. Os exportadores também anunciaram a venda de 132.000 toneladas para destinos não revelados.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam em queda de 0,50 centavo de dólar, ou 0,04%, a US$ 12,34 1/4 por bushel. A posição março registrou cotação de US$ 12,43 3/4 por bushel, com elevação de 0,25 centavo de dólar, ou 0,02%.

Entre os subprodutos, os contratos do farelo de soja com vencimento em dezembro fecharam em baixa de US$ 4,70, ou 1,42%, a US$ 324,60 por tonelada.

Já os contratos do óleo de soja com vencimento em dezembro encerraram a 65,90 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,26 centavo, ou 0,39%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,12%, negociado a R$ 5,4477 para venda e a R$ 5,4457 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3872 e a máxima de R$ 5,4637.

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Na semana, o dólar acumulou alta de 9%. No mês, a valorização chegou a 5,8%.

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Sustentabilidade

Fertilizantes: Importações caem 15,7% no Brasil – MAIS SOJA

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O Brasil reduziu em 15,7% o volume de fertilizantes químicos importados entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam que as compras externas somaram 28,45 milhões de toneladas nos nove primeiros meses deste ano, ante 33,73 milhões de toneladas em 2025. A diferença representa aproximadamente 5,28 milhões de toneladas.

A retração foi acompanhada pela elevação dos preços internacionais. O valor médio por tonelada importada passou de US$ 342,70, entre janeiro e setembro de 2025, para US$ 392,50 no mesmo intervalo de 2026, uma alta de 14,6%. Mesmo com a redução dos volumes, o país desembolsou US$ 11,17 bilhões nas aquisições externas, apenas 3,4% abaixo dos US$ 11,56 bilhões registrados no ano anterior.

Em setembro, o movimento de queda permaneceu expressivo. O Brasil importou 3,11 milhões de toneladas, contra 4,31 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025, recuo de 27,9%. Foi o sexto mês consecutivo de redução na comparação anual, considerando a sequência iniciada em abril. Os dados mostram que a desaceleração das compras externas ganhou força ao longo do segundo e terceiro trimestres.

Cenário internacional e custos pressionam as compras

Entre os fatores que ajudam a explicar a retração estão as dificuldades no cenário internacional de oferta e logística, agravadas pelos conflitos geopolíticos, além da elevação dos preços dos insumos. Em publicação sobre o setor, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que, entre janeiro e maio de 2026, as importações brasileiras de fertilizantes nitrogenados e fosfatados caíram 8,7%, passando de 7,69 milhões para 7,02 milhões de toneladas. No mesmo período, o preço médio de internalização aumentou 14,4%, enquanto os gastos com essas compras cresceram 4,4%.

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A conjuntura também afeta a capacidade de aquisição dos produtores rurais. Segundo informações da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), divulgadas em setembro, a redução das entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro está relacionada a uma combinação de fatores, como relações de troca acima das médias históricas, restrições de crédito, juros elevados, riscos financeiros no setor e incertezas climáticas, incluindo os possíveis efeitos do El Niño.

No primeiro semestre de 2026, as entregas de fertilizantes ao mercado nacional totalizaram 19,02 milhões de toneladas, queda de 5,4% em relação às 20,11 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. O resultado indica que a retração não se limita às compras externas, alcançando também a movimentação dos produtos destinados ao abastecimento do mercado interno.

Dependência externa amplia a preocupação

O cenário merece atenção, porque o Brasil mantém elevada dependência do mercado internacional para atender à demanda do setor agrícola. Segundo o Mapa, aproximadamente 93% dos fertilizantes consumidos no país são provenientes de importações. Em 2025, as compras externas alcançaram o recorde de 45,5 milhões de toneladas.

A redução das importações em 2026, portanto, ocorre em um contexto de preços mais elevados e de dificuldades no comércio global. Embora os dados de entrada de produtos não indiquem, isoladamente, falta de fertilizantes no cenário brasileiro, a continuidade desse movimento exige acompanhamento, sobretudo diante das necessidades de abastecimento para os próximos ciclos agrícolas.

A combinação entre menor volume importado, custos mais elevados e condições financeiras mais restritivas para os produtores reforça a importância de acompanhar a disponibilidade dos insumos e ampliar a capacidade de produção nacional, tema que permanece entre os desafios estratégicos do agronegócio brasileiro.

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Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Com informações do MDIC, MAPA e ANDA
FONTE

Autor:SNA

Site: SNA

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Sustentabilidade

Transtornos podem aumentar com chuvas de até 150 mm, enquanto calorão de 40°C persiste; veja a previsão

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Novembro deve trazer um cenário climático mais favorável em parte do Brasil, mas com contrastes entre as regiões. Enquanto áreas do Sul podem registrar acumulados de até 150 milímetros de chuva em poucos dias, estados do Norte e regiões do Matopiba devem enfrentar temperaturas próximas de 40°C e baixos volumes de precipitação no início do mês.

A previsão indica a atuação de áreas de baixa pressão sobre o Sudeste, favorecendo o transporte de umidade e a ocorrência de temporais. As chuvas devem continuar no sábado e no domingo em parte do país, enquanto o agreste nordestino e áreas do centro-norte do Pará devem ter predomínio de sol.

Norte terá calor intenso e pouca chuva

No Norte, a previsão aponta baixos volumes de chuva e temperaturas elevadas nos próximos dias. Em algumas áreas, os acumulados não devem chegar a 50 milímetros, com precipitações pouco expressivas, próximas de 20 mm, em partes do Tocantins.

Entre os dias 10 e 14 de novembro, a chuva deve ganhar força em Tocantins, com acumulados que podem chegar a 80 milímetros em algumas localidades. Em contrapartida, áreas do centro-norte do Pará devem continuar com precipitações reduzidas, que não devem alcançar 15 milímetros em determinados pontos.

A falta de chuva deve favorecer a elevação das temperaturas, com máximas entre 38°C e 39°C e possibilidade de até 40°C, principalmente em Tocantins e no oeste do Pará.

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A mudança mais significativa nas condições de precipitação é esperada a partir da segunda quinzena de novembro, quando as chuvas devem ganhar ritmo em Rondônia, no Acre e Tocantins, com volumes mais expressivos em parte dessas áreas.

Paraná pode acumular 150 mm de chuva

Nos próximos dez dias, o Sul do país deve concentrar alguns dos maiores volumes de precipitação. No Paraná, a previsão indica acumulados próximos de 100 milímetros no oeste do estado nos próximos cinco dias. Na semana seguinte, a chuva deve continuar em boa parte do território paranaense, com volumes que podem alcançar 150 milímetros.

O excesso de precipitação pode trazer transtornos tanto para as áreas urbanas quanto para o campo, com potencial de prejudicar as lavouras de soja. Em Santa Catarina, a tendência também é de volumes elevados, mantendo o alerta para possíveis problemas associados à chuva persistente.

Apesar dos acumulados elevados, as precipitações devem continuar importantes para a manutenção da umidade do solo no Sul. No entanto, a intensidade e a frequência da chuva podem dificultar os trabalhos no campo.

Temporais também atingem São Paulo

Entre os dias 5 e 9 de novembro, a previsão aponta chuva volumosa em áreas de São Paulo, incluindo a capital paulista. A precipitação deve continuar ocorrendo com frequência em partes do Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, além de áreas do sul de Goiás.

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A atuação de áreas de baixa pressão deve contribuir para a formação de temporais e para a canalização de umidade, mantendo as condições favoráveis à ocorrência de chuva.

No Centro-Sul, as temperaturas devem permanecer próximas da média para o período, reduzindo a possibilidade de calor excessivo generalizado. O cenário, porém, será diferente nas áreas onde a chuva deve demorar mais a se estabelecer.

Novembro pode trazer alívio para o Matopiba

Na virada para a segunda quinzena de novembro, a previsão se torna mais otimista para áreas produtoras de soja do Matopiba. A expectativa é de retorno de chuvas mais consistentes no norte de Goiás, no norte de Minas Gerais e em áreas do Matopiba, com acumulados que podem chegar a 80 milímetros em alguns pontos.

Até lá, o calor deve continuar intenso em partes do Pará, do Matopiba e do agreste nordestino, onde as temperaturas podem superar os 38°C e alcançar 40°C. Nessas áreas, os volumes de precipitação devem permanecer abaixo da média durante parte da primeira quinzena.

De maneira geral, a tendência para novembro é mais favorável do que a observada em outubro em algumas regiões, especialmente com o avanço das chuvas sobre áreas agrícolas. Ainda assim, a distribuição irregular da precipitação exige atenção, já que o excesso de água no Sul e a falta de chuva em áreas do Norte e do Matopiba podem trazer desafios distintos para a produção agropecuária.

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