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Conab aponta alta de 54% na área efetiva de grãos em 49 anos

A área de terra efetivamente incorporada à produção de grãos no Brasil cresceu 54% nos últimos 49 anos, enquanto a produção nacional avançou 759%, segundo dados apresentados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (15). As informações foram divulgadas durante a apresentação do 12º levantamento da safra de grãos 2025/26, no evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2026/27”.
De acordo com a série histórica da Conab, a área plantada com grãos passou de pouco mais de 37 milhões de hectares para 83,5 milhões de hectares no período, avanço de 123%. Já a produção total subiu de 46 milhões de toneladas para 361 milhões de toneladas.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a diferença entre o crescimento da área plantada e o da área efetivamente incorporada à agricultura está ligada à ampliação do cultivo de mais de uma safra na mesma área ao longo do ano, prática conhecida como segunda safra.
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A estatal informou que a soma da área historicamente aberta para lavouras de grãos no país totaliza 57 milhões de hectares. Os dados foram apresentados por Marco Antônio Garcia Martins Chaves, da Gerência de Acompanhamento de Safras (Geasa) da Conab.
Durante a apresentação, Chaves afirmou que, em quase cinco décadas, o aumento efetivo da área usada foi de 54%, enquanto a produção cresceu 759%. Segundo ele, os números mostram o avanço obtido no período com uso mais intensivo das áreas destinadas à agricultura.
A Conab também informou que o ganho de produtividade das lavouras de grãos no período foi de 340%.
Os dados apresentados pela Conab indicam que o crescimento da produção de grãos no Brasil nas últimas décadas ocorreu em ritmo superior ao da expansão da área efetivamente incorporada à agricultura, com avanço associado ao aumento da produtividade e ao uso de mais de uma safra na mesma área.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Mulheres ganham espaço na gestão e decisões do agronegócio

A participação das mulheres no agronegócio vai muito além do trabalho dentro da propriedade. Cada vez mais, elas assumem funções de gestão, comandam negócios, lideram equipes e participam diretamente das decisões. Esse movimento foi tema da segunda edição do Agropocket Grande Oeste, realizada no último dia 27, no Pollen Parque Científico e Tecnológico da Unochapecó, no Oeste de Santa Catarina.
Com o tema “Mulheres do Agro”, o encontro reuniu produtoras, profissionais e lideranças para compartilhar experiências e mostrar os diferentes caminhos encontrados pelas mulheres dentro da atividade rural.
Promovido pelo Canal Rural em parceria com o Sistema Faesc/Senar, com apoio do Pollen Parque Científico e Tecnológico e da Unochapecó, o evento apresentou histórias de mulheres que atuam em diferentes áreas do agronegócio, da produção de mel à atividade avícola.
Durante a programação, a assessora jurídica sindical da Faesc, Andreia Barbieri Zanluchi, destacou que a presença feminina no campo também está ligada à busca por conhecimento e qualificação. Segundo ela, as mulheres já participam da produção, da administração e das decisões dos negócios rurais, mas ainda há espaço para ampliar esse protagonismo.
Um dos exemplos apresentados foi o Programa Mulheres do Agro, desenvolvido pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com os Sindicatos Rurais. A iniciativa oferece capacitações para mulheres que vivem e trabalham no meio rural, com treinamentos em áreas como produção agropecuária, agroindústria, gestão, empreendedorismo e liderança.
Histórias que representam o agro feminino
Da Seara, a apicultora Elis Cristina Verdi Simadon compartilhou a experiência à frente de uma agroindústria de produtos derivados do mel. O empreendimento começou em 2017 e passou a atuar como agroindústria em 2023. Desde então, a produtora vem ampliando a atividade e investindo na profissionalização do negócio.
Para Elis, o protagonismo feminino também contribui para levar novas perspectivas para dentro das propriedades e empresas rurais.
Em Ouro Verde, no Oeste catarinense, a história de Francieli Tacca também mostra uma mudança de trajetória. Formada em Odontologia, ela decidiu assumir a propriedade da família e encontrou no campo uma forma de dar continuidade a uma atividade construída por gerações.
Já em São Miguel do Oeste, Tisânia Bernardi atua na gestão da Granja Santa Terezinha, voltada à produção de ovos. No dia a dia, ela coordena atividades, equipes e o manejo dos animais.


Outra história compartilhada no encontro foi a de Andreia Barbieri Zanluchi, que concilia a atuação profissional no Sistema Faesc com o trabalho como produtora rural. À frente da propriedade da família, ela participa da gestão e da rotina do negócio rural e também atua na defesa e na capacitação das mulheres do agro.
O Agropocket Grande Oeste faz parte da proposta do Canal Rural de ampliar o espaço para discussões e histórias que ajudam a mostrar a diversidade e as transformações do agronegócio.
Conhecimento como ferramenta de transformação
A importância da qualificação também foi tema da palestra “Mulheres que Transformam”, conduzida pela médica-veterinária e palestrante Eliana Renúncio.
Durante o encontro, ela ressaltou que o avanço da participação feminina no agronegócio precisa estar acompanhado de conhecimento. Para Eliana, a capacitação dá mais segurança para que as mulheres assumam responsabilidades e participem das decisões dos negócios.
Confira a reportagem completa no vídeo abaixo e veja as histórias das mulheres que estão transformando o agronegócio.
Assista aqui: Agropocket destaca experiências e desafios das mulheres no agronegócio
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CNA e Mapa discutem apoio a produtores de cacau do Pará

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) discutiram, nesta terça-feira (15), medidas de apoio aos produtores de cacau do Pará. O encontro ocorreu em Brasília e teve como foco alternativas para comercialização da produção, armazenagem e acesso a instrumentos de crédito rural.
Participaram da reunião o coordenador de Produção Agrícola da CNA, Guilherme Rios, a assessora técnica Madeliny Saracho Jara e o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.
Durante o encontro, a CNA relatou dificuldades no escoamento da produção de cacau diante da redução das compras por empresas moageiras. Segundo a entidade, esse cenário tem levado produtores a recorrerem a cerealistas e intermediários para vender as amêndoas, em muitos casos a preços inferiores aos de mercado.
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De acordo com Guilherme Rios, essa dinâmica reduz o poder de negociação e pressiona a renda no campo. Ele também destacou a necessidade de ampliar as opções disponíveis aos produtores, tanto na comercialização quanto na armazenagem da produção.
Entre as alternativas debatidas estiveram mecanismos para viabilizar canais de venda, como a Aquisição do Governo Federal (AGF), além de instrumentos de crédito rural que possam dar suporte aos produtores no cenário atual.
Rios afirmou que é preciso entender o que levou à suspensão das compras e, ao mesmo tempo, buscar alternativas que garantam canais de comercialização e melhores condições de venda ao produtor.
A reunião entre CNA e Mapa concentrou a discussão em medidas para apoiar os produtores de cacau do Pará, com atenção à comercialização das amêndoas, à armazenagem da produção e ao uso de instrumentos de crédito rural.
Fonte: cnabrasil.org.br
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IBGE estima safra de 2026 em 352,9 milhões de toneladas

A safra agrícola de 2026 deve totalizar 352,9 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (15), no Rio. O volume representa acréscimo de 6,8 milhões de toneladas sobre 2025, alta de 2%. A área a ser colhida foi estimada em 83,1 milhões de hectares, crescimento de 1,8% na comparação anual.
Na comparação com a estimativa mensal, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas recuou 81.416 toneladas em relação a julho de 2026. A área a ser colhida também apresentou ajuste, com declínio de 17.303 hectares frente ao mês anterior.
Soja, milho e arroz concentram a maior parte do resultado. Os três produtos responderam por 92,9% da estimativa de produção e por 87,4% da área a ser colhida. Para a soja, a projeção é de 174,8 milhões de toneladas. O milho foi estimado em 141,8 milhões de toneladas, sendo 29,7 milhões de toneladas na primeira safra e 112,1 milhões de toneladas na segunda safra.
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O IBGE estimou ainda a produção de arroz em casca em 11,2 milhões de toneladas, trigo em 6,3 milhões de toneladas, algodão herbáceo em caroço em 9,2 milhões de toneladas e sorgo em 5,8 milhões de toneladas.
Na comparação com 2025, houve acréscimo de 5,3% para a soja e de 8,1% para o sorgo. Já algodão herbáceo em caroço, arroz em casca, feijão e trigo apresentaram recuo de 6,7%, 11,2%, 6,6% e 18,9%, respectivamente. Para o milho, o avanço foi de 0,1%, com alta de 15,5% na primeira safra e queda de 3,4% na segunda.
Regionalmente, o Centro-Oeste concentra 178 milhões de toneladas, o equivalente a 50,4% da produção nacional. Em seguida aparecem Sul, com 91,8 milhões de toneladas; Sudeste, com 31,1 milhões; Nordeste, com 29,8 milhões; e Norte, com 22,3 milhões de toneladas.
Entre os estados, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com participação de 32,1%, seguido por Paraná (13,4%), Rio Grande do Sul (10,5%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, esses estados representam 79,6% do total estimado pelo IBGE para a safra de 2026.
Fonte: Estadão Conteúdo
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