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27 de julho de 2026

Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda por soja do BR eleva prêmio de exportação e sustenta cotação interna – MAIS SOJA

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O recente aumento das tensões no Oriente Médio impulsionou as cotações internacionais do petróleo, sustentando os preços internacionais da soja. No Brasil, de acordo com o Cepea, a valorização dos prêmios de exportação, somada à influência do cenário geopolítico e ao aquecimento da demanda pela oleaginosa brasileira, reforçou a alta no mercado spot.

Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, a previsão de intensificação do fenômeno climático El Niño ao longo da safra 2026/27 vem aumentando as preocupações quanto aos possíveis impactos sobre a produção global de soja. Nesse contexto, parte dos consumidores antecipam as aquisições como estratégia de mitigação de riscos, enquanto vendedores reduzem a oferta de grandes volumes, à espera de condições mais favoráveis de comercialização.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Com vendedores retraídos, preços sobem no Brasil – MAIS SOJA

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Embora a colheita avance em todas as regiões produtoras de milho de segunda safra, o volume disponível para negócios segue limitado no mercado interno.

De acordo com o Cepea, além de a média nacional da área já colhida estar inferior à das temporadas anteriores, produtores se mantêm afastados das negociações nos últimos dias, atentos às altas nos preços internacionais, o que pode elevar a paridade de exportação. Assim, os preços do cereal subiram em boa parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

Na ponta compradora, pesquisadores do Cepea destacam que agentes têm priorizado o consumo dos estoques em detrimento das novas efetivações. Esses consumidores acreditam que os preços possam voltar a cair assim que o volume colhido aumentar e houver necessidade de novas vendas, devido a limitações da capacidade dos armazéns ou à necessidade de caixa.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Ceema: Alta em Chicago e forte demanda aquecem mercado e elevam preços da soja no Brasil – MAIS SOJA

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A cotação da soja, em seu primeiro mês, voltou a subir, se consolidando acima dos US$ 12,00/bushel. O fechamento desta quinta-feira (23) ficou em US$ 12,37, contra US$ 11,95 uma semana antes. Durante a semana o bushel chegou ao seu mais alto valor desde o final de maio de 2024.

Três motivos estão no centro deste novo quadro de preços: o clima nos EUA e a continuidade da especulação em torno de possíveis perdas nas lavouras de soja daquele país; a continuidade dos novos conflitos, mais agudos, entre Rússia e Ucrânia, que elevam os preços do trigo, puxando a soja, assim como mexem com o preço do gás e do petróleo; e a retomada da guerra entre Irã e EUA após o fracasso do cessarfogo recente, fato que eleva ainda mais o preço do petróleo, provocando fortes altas do óleo de soja em Chicago.

Como o farelo igualmente reagiu, o grão acabou sendo mais valorizado. De fato, o barril do Brent, petróleo que serve de referência para o mercado mundial, que estava em US$ 72,16 no dia 1º de julho, pulou 19,4% em 22 dias, atingindo a US$ 86,15 no dia 23/07. Isso levou a libra-peso do óleo de soja, em Chicago, para 75,48 centavos de dólar ainda no dia 22/07, após ter recuado para 66,74 centavos no dia 30/06. Ou seja, em 23 dias de julho o óleo ganhou 13,1% naquela bolsa. Quanto ao farelo de soja,o mesmo atingiu a US$ 331,60/tonelada curta no dia 22/07, sendo esta a mais alta cotação em quase dois meses.

Afora isso, e confirmando que, apesar de o clima mais seco, a safra estadunidense ainda caminha bem, o USDA informou que, no dia 19/07, apenas 8% das lavouras de soja estavam em condições entre ruins a muito ruins. Outras 26% estavam regulares e 66% se encontravam em condições entre boas a excelentes.

Com isso, o mercado brasileiro aqueceu, com os prêmios se mantendo elevados, ao redor de US$ 1,50/bushel e, em alguns casos, um pouco melhor, enquanto o preço no balcão, ao produtor no interior, subiu. No Rio Grande do Sul, as principais praças passaram a praticar R$ 125,00/saco, enquanto no restante do país os valores giraram entre R$ 116,00 e R$ 127,00/saco.

Dito isso, importante se faz alertar que, em Congresso da SOBER ocorrido nesta semana em Porto Alegre, pesquisadores chineses apontaram que a China espera, até 2030, reduzir em 25% sua dependência pela soja importada, e até 2050 reduzir a mesma em 50%. Já há algum tempo, neste espaço, estamos comentando esta tendência chinesa e suas razões. Se isso se confirmar, teremos uma verdadeira “revolução” na produção de soja mundial em geral e brasileira em particular, fato que poderá atingir, negativamente, muitos produtores.

Dentro de tal contexto, informações procedentes da China (cf. Alfândega local) dão conta de que as importações de soja dos EUA, por parte da China, recuaram 20,6% em junho, em comparação com junho de 2025. Recentes acordos entre os dois países indica que os chineses iriam comprar 25 milhões de toneladas de soja estadunidense, anualmente, até 2028. Porém, isso ainda precisará ser comprovado, diante das novas investidas de tarifaço de Donald Trump.

Por enquanto, tem-se que a China importou 1,27 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em junho, enquanto as importações do Brasil aumentaram 13,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 10,62 milhões de toneladas em junho do ano passado para 12,08 milhões de toneladas em junho de 2026. O total de chegadas de soja atingiu o maior nível já registrado para o mês de junho, alcançando 13,55 milhões de toneladas, impulsionado pelos fortes suprimentos brasileiros e pelo desembaraço de cargas atrasadas nos portos. No período de janeiro a junho, as importações de soja dos Estados Unidos caíram 42,4% em relação ao ano anterior, para 9,31 milhões de toneladas, enquanto os embarques do Brasil aumentaram 9,1%, para 34,75 milhões de toneladas. De forma total, a China diminuiu 21% suas compras de soja em junho, embora tenha aumentado os volumes comprados do Brasil.

O fato é que a soja estadunidense está mais cara do que a brasileira, porém, a China continua comprando, mesmo que menos volumes, dos EUA. Na prática, “as compras são classificadas como “políticas” pelo mercado, apesar dos preços mais elevados. A China já comprou 427 navios até agora, concentrados nos embarques setembro – 15 barcos – e outubro – 27 embarcações. Do Brasil, foram adquiridos 47 navios e cinco entre Argentina, Uruguai e Canadá” (cf. Marex). Segundo ainda especialistas, no curto prazo a soja brasileira continuará mais barata que a estadunidense, ajudando nossas exportações. Espera-se que o Brasil exporte, em 2026, 113 milhões de toneladas de soja, sendo que 86 milhões deste total irá para a China, o que demonstra a nossa enorme dependência para com este mercado e o tamanho do impacto que poderemos ter nos próximos anos caso os chineses efetivamente reduzam suas importações.

Com isso, no Brasil os preços estão nos melhores níveis depois de muito tempo, o que remete a alertar os produtores para que aproveitem a oportunidade, fazendo novas médias de comercialização, caso consigam e desejem. Lembrando que a colheita nos EUA começa em outubro e, se não houver quebra de safra naquele país, haverá natural pressão baixista sobre os preços. Hoje, os preços no porto de Rio Grande já superaram os R$ 150,00/saco, tendo chegado a R$ 160,00 no dia 22/07 com entrega em novembro/26 e pagamento em maio/27 (cf. Brandalizze Consulting).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Ceema: Trigo dispara em Chicago ao maior valor em 3 anos, mas safra brasileira encolhe quase 28% – MAIS SOJA

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O trigo viu seu preço disparar, mais uma vez, em Chicago nesta semana, com o bushel chegando a atingir a US$ 7,05, algo que não se via desde o dia 27/07/2023, ou seja, há praticamente três anos. Já na quinta-feira o mercado cedeu um pouco, fechando o dia em US$ 6,96/bushel, contra US$ 6,74 uma semana antes.

Os principais motivos são a baixa produção de trigo nos EUA, neste ano, e particularmente o retorno de conflitos bélicos mais agudos no Mar Negro, envolvendo Rússia e Ucrânia, dois importantes produtores e exportadores do cereal.

Dito isso, o trigo de inverno nos EUA, até o dia 19/07, estava com 74% da área colhida, contra 71% na média histórica. Enquanto isso, o trigo de primavera apresentava, na mesma data, 12% de suas lavouras em condições ruins a muito ruins, outras 35% estavam regulares e apenas 53% entre boas a excelentes condições.

Destaque, ainda, para o fato de que os preços de exportação do trigo russo recuaram em função dos problemas no Mar Negro e no Estreito de Ormuz devido as guerras ali existentes. Há previsões contínuas de queda nos embarques de trigo da Rússia no restante de julho, mesmo com o recuo em suas cotações. Já o preço do trigo de exportação da nova safra russa, com 12,5% de teor de proteína, para entrega FOB em agosto, subiu US$ 7,00/tonelada, atingindo a US$ 235,00/tonelada no final da semana passada, em comparação com a semana anterior. Neste caso, o agravamento das tensões bélicas na região do Mar Negro vem elevando os preços do cereal russo.

Neste sentido, a consultoria Sovecon “estimou os preços da semana passada, para o trigo da nova safra da Rússia, com 12,5% de proteína, entre US$ 238,00 e US$241,00/tonelada, em comparação com US$ 227,00 a US$ 229,00 na semana anterior. A referida agência revisou para baixo sua estimativa para as exportações de trigo em julho, com a mesma recuando 500.000 toneladas, ficando em 1,5 milhão de toneladas.”

Além disso, a colheita russa de trigo está atrasada, sendo que até o dia 17/07 a mesma atingia 15,9 milhões de toneladas, de um total esperado entre 88 e 89 milhões de toneladas.

E no Brasil os preços do trigo permaneceram entre R$ 70,00 e R$ 71,00/saco nas principais praças gaúchas e paranaenses. Neste momento existe grande preocupação com o aumento da umidade junto ao trigo do Paraná, assim como com as fortes e constantes chuvas no Rio Grande do Sul, sendo que o plantio neste estado está praticamente encerrado. Em Santa Catarina o plantio atingia a 77% da área esperada, enquanto em Goiás a colheita do cereal chegava a 40% da área cultivada e em Minas Gerais 5%. Mas no total, até o momento apenas 1,3% da área total brasileira está colhida, contra 2,5% na média para esta data.

Enfim, estimativas do analista privado Safras & Mercado são ainda piores do que as vindas da Conab. Segundo o mesmo, a área semeada com trigo, em 2026, será de apenas 1,9 milhão de hectares, recuando 20% sobre o ano passado. Com isso, a produção deverá ficar em 5,86 milhões de toneladas, caindo 27,9% sobre o colhido no ano anterior. O rendimento médio das lavouras seria de 3.073 quilos por hectare, recuando aproximadamente 10%. Um dos motivos é o agravamento da relação entre custos de produção e preços recebidos. Mas há outros fatores elencados, tais como: aumento expressivo dos fertilizantes, principalmente nitrogenados; impactos das tensões geopolíticas no Oriente Médio sobre os insumos agrícolas; preços internos pressionados pela ampla oferta internacional; concorrência crescente do trigo importado; e sucessivas safras com margens reduzidas ou negativas.

Além disso, há o alto endividamento dos produtores, muitos já inadimplentes, e a limitada cobertura do seguro agrícola, sem falar do elevado risco climático que venha acompanhando a cultura. Assim, as importações brasileiras de trigo, no próximo ano comercial, podem superar as 8 milhões de toneladas. Obviamente, isso aumenta nossa dependência para com o trigo da Argentina. Ainda segundo Safras & Mercado, no Rio Grande do Sul, hoje o principal produtor nacional de trigo, a área plantada deve ter caído 28,6%, totalizando 750.000 hectares.

A produção poderá recuar 33,3%, para 2,4 milhões de toneladas. Já no Paraná, segundo maior produtor brasileiro, a área deverá diminuir 13,5%, alcançando 740.000 hectares e sua produção está estimada em 2,2 milhões de toneladas, com recuo de 21,4%. Em Santa Catarina, o recuo será de 21,1% na produção; em São Paulo, 19%; em Minas Gerais, 40%; em Goiás e Distrito Federal, 22%; no Mato Grosso do Sul, 28,6%; e na Bahia, 16,7%. Tudo isso, sem considerar ainda as possíveis perdas climáticas que poderão se abater sobre as lavouras tritícolas.

Enfim, o Brasil importou menos trigo no primeiro semestre de 2026, atingindo a 2,77 milhões de toneladas, contra 3,57 milhões no mesmo período de 2025. Mas esse quadro deverá mudar a partir deste segundo semestre, continuando em 2027 diante do forte recuo na produção nacional do cereal na atual safra.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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