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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Milho dos EUA tem nova redução de produção e aumenta atenção sobre a colheita – MAIS SOJA

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A safra americana de grãos chega à reta final com mudanças importantes nas projeções para soja e milho. No milho, o USDA reduziu novamente a produtividade e a produção dos Estados Unidos, aproximando os números oficiais do cenário apontado pelo Pro Farmer em agosto. Na soja, a produção foi revisada para cima, mas o aumento das exportações levou a uma redução dos estoques finais.

Os números divulgados pelo USDA em setembro também colocam a colheita americana no centro das atenções. No milho, ainda há uma diferença relevante entre as estimativas do órgão americano e do Pro Farmer, que só deverá ser esclarecida com o avanço dos trabalhos no campo.

Milho tem corte na produtividade e na produção

A produtividade do milho nos Estados Unidos passou de 189 para 186,4 sacas por hectare. Com isso, a produção estimada caiu de 406,8 milhões para 401,3 milhões de toneladas. Os estoques finais também foram reduzidos, de 42 milhões para 39,8 milhões de toneladas.

No levantamento do Pro Farmer, realizado em agosto, a produtividade estimada havia sido ainda menor, de 181,2 sacas por hectare, com produção de 389,5 milhões de toneladas. A diferença entre as duas projeções ainda é de aproximadamente 11,8 milhões de toneladas. Para Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, o ajuste do USDA reforça a necessidade de acompanhar a produtividade efetivamente obtida pelos produtores americanos.

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“O USDA já começou a incorporar uma parte do que o Pro Farmer havia sinalizado em agosto, principalmente no milho. Ainda existe uma diferença importante entre as estimativas, e agora a colheita passa a ser fundamental para mostrar qual cenário está mais próximo da realidade”, afirma.

No mercado global, os estoques finais de milho da safra 2026/27 também foram reduzidos, de 274,7 milhões para 272,1 milhões de toneladas.

Soja americana produz mais, mas estoques caem

Na soja, o movimento foi diferente. O USDA elevou a produção dos Estados Unidos para 123,4 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação à estimativa de agosto. Apesar da maior produção, os estoques finais foram reduzidos de 8,7 milhões para 8,4 milhões de toneladas.

A projeção de exportações americanas subiu de 45,2 milhões para 45,9 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico permaneceu elevado. O resultado é um balanço em que a oferta cresce, mas não se transforma em aumento dos estoques.

“O número da produção, sozinho, não conta toda a história da soja americana. As exportações foram revisadas para cima e isso ajuda a explicar por que os estoques finais caíram mesmo com uma safra maior. Daqui para frente, a execução dessa demanda será um dos pontos mais importantes para o mercado”, diz Yedda.

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No cenário mundial, a produção de soja para 2026/27 está estimada em aproximadamente 442,4 milhões de toneladas, praticamente o mesmo volume projetado para o consumo. Os estoques finais permanecem próximos de 124 milhões de toneladas.

China mantém demanda, mas compras ficam mais seletivas

A China continua no centro das atenções para a soja. O USDA manteve em 115 milhões de toneladas a projeção de importações chinesas para 2026/27, enquanto o consumo foi estimado em 136 milhões de toneladas. Os estoques finais ficaram em 44,3 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, os estoques nos portos chineses aumentaram nas últimas semanas e reduziram a necessidade de compras mais agressivas no curto prazo. Para os próximos meses, a programação de chegada de soja tende a diminuir, enquanto pequenas e médias esmagadoras enfrentam margens mais apertadas e produto brasileiro relativamente caro.

Parte das empresas já trabalha com redução do esmagamento entre dezembro e fevereiro. Nesse cenário, o momento e a origem das compras chinesas ganham importância para os preços internacionais e para os prêmios no Brasil.

Argentina aumenta disputa pelo mercado de milho

No milho, a menor produção projetada nos Estados Unidos encontra um cenário de forte oferta na América do Sul. Na Argentina, a safra recorde aumenta a disponibilidade para exportação e mantém o cereal competitivo em diferentes destinos. A comercialização do produtor também avançou.

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A presença argentina pesa diretamente sobre o milho brasileiro, principalmente nos destinos em que os dois países disputam espaço. A proximidade logística também faz diferença: os portos brasileiros mais próximos da Argentina tendem a sentir mais essa concorrência.

“O corte na produção americana dá algum suporte ao milho no mercado internacional, mas isso não significa necessariamente uma reação igual nos preços brasileiros. A oferta argentina continua forte e coloca uma pressão competitiva importante sobre o produto do Brasil”, avalia Yedda.

Conflitos mantêm mercado sensível

Além dos fundamentos de oferta e demanda, os conflitos internacionais continuam influenciando os preços agrícolas. No Oriente Médio, o petróleo é um dos principais pontos de atenção. Uma alta da energia pode melhorar a competitividade relativa dos biocombustíveis e dar suporte ao óleo de soja, mas também elevar custos com diesel, frete e parte dos insumos para o produtor brasileiro.

Na Rússia e na Ucrânia, o impacto está mais ligado ao fluxo de exportações. O USDA elevou a produção de milho da Ucrânia para 31,8 milhões de toneladas, mas reduziu a projeção de exportação para 22 milhões de toneladas. Os estoques finais passaram para 5,5 milhões de toneladas.

Para Yedda, os próximos dados de campo serão decisivos para definir a leitura da safra americana. “Agora o mercado precisa de confirmação. No milho, principalmente, a diferença entre as estimativas ainda é grande. A produtividade que vier da colheita americana, junto com o ritmo das compras da China e a oferta da América do Sul, vai ajudar a definir os próximos movimentos dos preços”, complementa.

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Sobre a Biond Agro

Empresa especializada em gestão e comercialização de grãos para o produtor brasileiro, originária de um grupo de companhias com 25 anos de experiência (Fyo, CRESUD e Brasil Agro). Compreendendo os números e especificidades do negócio e como interagir com os mercados. A Biond Agro desenha estratégias de comercialização e execução de negócios, profissionalizando a gestão de riscos para tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Preço da soja sobe com aumento da demanda da China

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Foto: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

O aumento da demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos puxa os preços da oleaginosa para cima nesta quarta-feira (16) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado também encontra sustentação nas preocupações com possíveis atrasos na colheita norte-americana devido às chuvas no Meio-Oeste do país.

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Segundo a Safras & Mercado, as atenções estão voltadas especialmente para Iowa, importante estado produtor, onde as precipitações podem prejudicar o andamento dos trabalhos de campo.

Além da demanda chinesa e do clima, dados sobre o processamento da oleaginosa nos Estados Unidos também influenciam as negociações. O esmagamento de soja ficou abaixo das expectativas em agosto.

Soja sobe mais de 0,5% em Chicago

Por volta das 8h41 desta quarta-feira, os contratos da soja com vencimento em novembro eram negociados a US$ 13,25 1/2 por bushel, avanço de 6,75 centavos de dólar, equivalente a 0,51% em relação ao fechamento anterior.

A valorização dá continuidade ao movimento registrado na terça-feira (15), quando a soja encerrou o pregão em alta.

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Na ocasião, o mercado mudou de direção acompanhando a forte valorização do petróleo. A demanda chinesa e as preocupações relacionadas à colheita nos Estados Unidos também contribuíram para sustentar as cotações.

Os contratos com vencimento em novembro fecharam a terça-feira a US$ 13,18 3/4 por bushel, avanço de 14,50 centavos, ou 1,11%.

Já a posição janeiro encerrou cotada a US$ 13,35 1/4 por bushel, alta de 15 centavos de dólar, equivalente a 1,13%.

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Negociação perde ritmo no spot – MAIS SOJA

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O ritmo de comercialização de algodão em pluma se enfraqueceu nos últimos dias, visto que agentes estão concentrados no cumprimento de contratos a termo e de embarques e há baixo interesse em novas negociações no mercado spot.

Segundo o Cepea, a perda de força dos primeiros contratos negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) também desestimulou as transações. O Centro de Pesquisas destaca ainda que divergências entre compradores e vendedores quanto aos preços e/ou à qualidade dos lotes limitam os fechamentos, que ocorrem de forma pontual.

Fonte: Cepea



FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Herbicida não cria resistência: genética das plantas daninhas ajuda a explicar avanço do problema no campo – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

Quando uma planta daninha sobrevive à aplicação de um herbicida, uma interpretação comum é imaginar que ela tenha desenvolvido resistência em resposta ao produto. Na prática, o processo começa muito antes do pulverizador entrar na lavoura. A origem está na própria diversidade genética existente naturalmente nas populações de plantas daninhas.

O tema ganha importância diante do avanço da resistência no Brasil. Levantamento divulgado pelo Comitê de Ação à Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR) aponta 61 casos confirmados no país, envolvendo 29 espécies diferentes. Entre elas estão algumas das plantas daninhas mais conhecidas dos sistemas produtivos brasileiros, como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) capim-amargoso (Digitaria insularis), buva (Conyza spp.), caruru (Amaranthus hybridus), picão-preto (Bidens spp), amendoim-bravo ou leiteiro (Euphorbia heterophylla), azevém (Lolium multiflorum), dentre outras.

Por trás desses números está um processo evolutivo. Dentro de uma mesma população de plantas daninhas podem existir indivíduos geneticamente diferentes entre si. Em baixa frequência, alguns deles já apresentam características capazes de conferir menor suscetibilidade ou resistência a determinado mecanismo de ação antes mesmo da primeira aplicação do herbicida naquela área.

“O ponto fundamental é entender que o herbicida não cria resistência. Ele funciona como um agente de seleção. Quando determinado mecanismo de ação é utilizado repetidamente, as plantas suscetíveis são controladas, enquanto aquelas que naturalmente possuem características de resistência têm maior chance de sobreviver e se reproduzir”, explica Roberto Toledo, Gerente de Produtos Herbicidas da Ourofino Agrociência e Conselho Executivo Consultivo do HRAC-BR.

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Uma seleção que acontece geração após geração

O HRAC-BR define a pressão de seleção como um fator externo capaz de influenciar a frequência de genes dentro de uma população. No manejo de plantas daninhas, quanto mais intensa e contínua é essa pressão, maior a possibilidade de favorecer a sobrevivência dos indivíduos resistentes.

O processo pode ser comparado a um filtro que é aplicado repetidamente. A cada ciclo, grande parte das plantas suscetíveis é eliminada. As resistentes, por outro lado, permanecem na área, produzem sementes e deixam descendentes. Com o passar das gerações, uma característica que inicialmente estava presente em poucos indivíduos pode passar a predominar naquela população.

É por isso que uma falha de controle nem sempre deve ser interpretada simplesmente como um problema na eficiência do produto.

“Quando começam a surgir escapes recorrentes, principalmente da mesma espécie e após aplicações realizadas corretamente, é necessário investigar. Continuar utilizando sucessivamente o mesmo mecanismo de ação pode aumentar ainda mais a pressão de seleção e tornar o problema mais complexo nas safras seguintes”, afirma Toledo.

Segundo o HRAC-BR, três fatores estão diretamente relacionados ao risco de evolução da resistência: a pressão de seleção exercida pelo herbicida, a frequência inicial dos genes que conferem resistência e a densidade da população da planta daninha. Práticas como uso sequencial do mesmo herbicida ou de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação, ausência de rotação de culturas, dependência exclusiva do controle químico e não eliminação das plantas que escaparam do tratamento contribuem para acelerar esse processo.

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Diversificação é estratégia de preservação

Se a repetição favorece a seleção, diversificar é uma das principais estratégias para retardá-la. Por isso, o manejo da resistência não deve ser definido apenas pela troca do nome comercial ou do ingrediente ativo utilizado. É preciso conhecer os mecanismos de ação dos herbicidas disponíveis e construir programas que reduzam a pressão de seleção ao longo do sistema produtivo.

“A recomendação é pensar a área como um sistema. Sempre que tecnicamente possível, devemos trabalhar com diferentes mecanismos de ação, planejar a rotação de ingredientes ativos e integrar ferramentas químicas a práticas culturais e mecânicas. Quanto maior a diversidade de estratégias, menor a dependência de uma única ferramenta de controle”, destaca o Gerente de Produtos Herbicidas da Ourofino Agrociência.

Para Toledo, compreender a origem da resistência muda também a maneira de enfrentar o problema: “Não existe uma solução baseada exclusivamente em aumentar o número de aplicações. O caminho está em reduzir a pressão de seleção e evitar que os indivíduos resistentes tenham condições de dominar a população. É um trabalho de planejamento que começa antes da aplicação e precisa continuar ao longo das safras”, conclui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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