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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Herbicida não cria resistência: genética das plantas daninhas ajuda a explicar avanço do problema no campo – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

Quando uma planta daninha sobrevive à aplicação de um herbicida, uma interpretação comum é imaginar que ela tenha desenvolvido resistência em resposta ao produto. Na prática, o processo começa muito antes do pulverizador entrar na lavoura. A origem está na própria diversidade genética existente naturalmente nas populações de plantas daninhas.

O tema ganha importância diante do avanço da resistência no Brasil. Levantamento divulgado pelo Comitê de Ação à Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR) aponta 61 casos confirmados no país, envolvendo 29 espécies diferentes. Entre elas estão algumas das plantas daninhas mais conhecidas dos sistemas produtivos brasileiros, como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) capim-amargoso (Digitaria insularis), buva (Conyza spp.), caruru (Amaranthus hybridus), picão-preto (Bidens spp), amendoim-bravo ou leiteiro (Euphorbia heterophylla), azevém (Lolium multiflorum), dentre outras.

Por trás desses números está um processo evolutivo. Dentro de uma mesma população de plantas daninhas podem existir indivíduos geneticamente diferentes entre si. Em baixa frequência, alguns deles já apresentam características capazes de conferir menor suscetibilidade ou resistência a determinado mecanismo de ação antes mesmo da primeira aplicação do herbicida naquela área.

“O ponto fundamental é entender que o herbicida não cria resistência. Ele funciona como um agente de seleção. Quando determinado mecanismo de ação é utilizado repetidamente, as plantas suscetíveis são controladas, enquanto aquelas que naturalmente possuem características de resistência têm maior chance de sobreviver e se reproduzir”, explica Roberto Toledo, Gerente de Produtos Herbicidas da Ourofino Agrociência e Conselho Executivo Consultivo do HRAC-BR.

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Uma seleção que acontece geração após geração

O HRAC-BR define a pressão de seleção como um fator externo capaz de influenciar a frequência de genes dentro de uma população. No manejo de plantas daninhas, quanto mais intensa e contínua é essa pressão, maior a possibilidade de favorecer a sobrevivência dos indivíduos resistentes.

O processo pode ser comparado a um filtro que é aplicado repetidamente. A cada ciclo, grande parte das plantas suscetíveis é eliminada. As resistentes, por outro lado, permanecem na área, produzem sementes e deixam descendentes. Com o passar das gerações, uma característica que inicialmente estava presente em poucos indivíduos pode passar a predominar naquela população.

É por isso que uma falha de controle nem sempre deve ser interpretada simplesmente como um problema na eficiência do produto.

“Quando começam a surgir escapes recorrentes, principalmente da mesma espécie e após aplicações realizadas corretamente, é necessário investigar. Continuar utilizando sucessivamente o mesmo mecanismo de ação pode aumentar ainda mais a pressão de seleção e tornar o problema mais complexo nas safras seguintes”, afirma Toledo.

Segundo o HRAC-BR, três fatores estão diretamente relacionados ao risco de evolução da resistência: a pressão de seleção exercida pelo herbicida, a frequência inicial dos genes que conferem resistência e a densidade da população da planta daninha. Práticas como uso sequencial do mesmo herbicida ou de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação, ausência de rotação de culturas, dependência exclusiva do controle químico e não eliminação das plantas que escaparam do tratamento contribuem para acelerar esse processo.

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Diversificação é estratégia de preservação

Se a repetição favorece a seleção, diversificar é uma das principais estratégias para retardá-la. Por isso, o manejo da resistência não deve ser definido apenas pela troca do nome comercial ou do ingrediente ativo utilizado. É preciso conhecer os mecanismos de ação dos herbicidas disponíveis e construir programas que reduzam a pressão de seleção ao longo do sistema produtivo.

“A recomendação é pensar a área como um sistema. Sempre que tecnicamente possível, devemos trabalhar com diferentes mecanismos de ação, planejar a rotação de ingredientes ativos e integrar ferramentas químicas a práticas culturais e mecânicas. Quanto maior a diversidade de estratégias, menor a dependência de uma única ferramenta de controle”, destaca o Gerente de Produtos Herbicidas da Ourofino Agrociência.

Para Toledo, compreender a origem da resistência muda também a maneira de enfrentar o problema: “Não existe uma solução baseada exclusivamente em aumentar o número de aplicações. O caminho está em reduzir a pressão de seleção e evitar que os indivíduos resistentes tenham condições de dominar a população. É um trabalho de planejamento que começa antes da aplicação e precisa continuar ao longo das safras”, conclui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Cotações de soja avançam no dia, mas negócios seguem travados; veja os preços de hoje

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios no físico nesta terça-feira (15), principalmente nos portos, mas sem grande movimentação. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o mercado interno segue travado, com a indústria comprando da mão para a boca diante dos atuais níveis de preços.

Na outra ponta, os produtores continuam segurando as ofertas, com apenas pequenos lotes negociados. Segundo Silveira, no mercado interno, a indústria segue comprando da mão para a boca.

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A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade ao longo da sessão, mas encerrou em alta. Os prêmios permaneceram praticamente estabilizados, enquanto o dólar registrou leves ganhos. Com isso, os preços avançaram de maneira geral no físico.

No mercado físico, as cotações tiveram alta em todas as praças acompanhadas.

Passo Fundo (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00

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Santa Rosa (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 156,00

Cascavel (PR): subiu de R$ 150,00 para R$ 152,00

Rondonópolis (MT): subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00

Dourados (MS): subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00

Rio Verde (GO): subiu de R$ 146,00 para R$ 148,00

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Paranaguá (PR): subiu de R$ 161,00 para R$ 163,00

Rio Grande (RS): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira. O mercado mudou de direção, acompanhando a disparada dos preços do petróleo. A demanda chinesa e as preocupações com a colheita nos Estados Unidos completam o cenário de alta.

A intensificação dos conflitos no Oriente Médio provocou alta acentuada nas cotações do petróleo. No fechamento de Chicago, o barril tinha valorização de 4% em Nova York e de 3% em Londres.

Em relação ao clima, a previsão é de chuvas para o Meio Oeste americano nos próximos dias, condição que atrasaria a colheita nos Estados Unidos. Para completar, pelo lado da demanda, a procura chinesa pela soja americana segue em ritmo acelerado.

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Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 14,50 centavos de dólar ou 1,11%, a US$ 13,18 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,35 1/4 por bushel, com elevação de 15,00 centavos de dólar ou 1,13%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 9,20 ou 2,58% a US$ 365,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 70,35 centavos de dólar, com ganho de 0,16 centavo ou 0,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,1537 para venda e a R$ 5,1517 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1266 e a máxima de R$ 5,1616.

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Sustentabilidade

‘Precisamos transformar a capacidade de produzir em capacidade de gerar riqueza’, diz Jerônimo Goergen

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Imagem gerada por IA

Você sabia que a soja brasileira vai muito além da produção e da exportação do grão? A chamada verticalização busca ampliar as etapas realizadas depois da colheita, com mais armazenamento, processamento e transformação da matéria-prima em produtos de maior valor agregado.

O tema será discutido na palestra “Verticalização: Transformando Safra em Energia e Valor”, durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/2027, que acontece nesta quinta-feira (17), em Ipiranga do Norte (MT), a partir das 9h, pelo horário de Brasília. O presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Jerônimo Goergen, estará presente para discutir as oportunidades que podem surgir com o avanço desse processo.

“Verticalizar é ampliar a participação nas etapas que vêm depois da colheita, como armazenar, processar e transformar a soja em produtos de maior valor. Para o produtor, isso pode acontecer por meio de cooperativas, parcerias ou participação em empreendimentos industriais”, explica Goergen.

Segundo ele, aproximar a produção das indústrias pode ajudar a fazer com que uma parcela maior das oportunidades de trabalho e renda permaneça nas regiões produtoras. ”Esse movimento ganha importância porque precisamos transformar a nossa capacidade de produzir em capacidade de gerar mais riqueza. A indústria próxima da lavoura pode ampliar as alternativas de comercialização e fortalecer a economia regional”, comenta.

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O processamento da soja também amplia os caminhos para utilização da produção. O farelo é destinado principalmente à alimentação animal e participa da cadeia de carnes, leite e ovos. Já o óleo pode ser utilizado na alimentação e na fabricação de biodiesel.

“Na minha avaliação, o biodiesel mostra com muita clareza essa oportunidade. Podemos transformar uma matéria-prima produzida aqui em combustível, movimentando a indústria nacional e ajudando a reduzir a necessidade de diesel importado”, afirma.

Goergen destaca ainda que o processamento pode ampliar a oferta de farelo de soja, criando novas oportunidades para a cadeia de produção de alimentos.

“Exportar grão continuará sendo importante. O que defendo é ampliar nossas opções, abastecendo o mercado interno e conquistando mercados também com produtos industrializados. Isso diversifica as fontes de receita, embora não elimine as oscilações de preços”, explica.

Para que esse potencial chegue ao produtor, porém, alguns pontos precisam avançar. Entre eles estão crédito, infraestrutura, energia e previsibilidade para os investimentos.

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“Precisamos de financiamento com prazos compatíveis com os investimentos industriais, além de armazenagem, transporte eficiente e energia competitiva. Na tecnologia, o avanço deve envolver eficiência no processamento, qualidade dos produtos, aproveitamento dos coprodutos e formação de profissionais”, diz Goergen.

Outro ponto considerado fundamental é garantir segurança para quem investe na cadeia.

“Precisamos de segurança jurídica, regras tributárias que favoreçam a competitividade de toda a cadeia e continuidade nas políticas de biocombustíveis. Quem investe em uma indústria precisa ter confiança nas condições de funcionamento e no mercado que encontrará”, afirma.

O presidente da Aprobio também ressalta que a instalação de uma indústria em uma região produtora, por si só, não garante que o agricultor terá uma participação maior no valor gerado.

“Cooperativas, parcerias e contratos transparentes podem ajudar a construir essa participação. Os cerealistas têm papel relevante nessa conexão, pela proximidade com o produtor e pela capacidade de organizar, armazenar e comercializar a produção”, comenta.

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Para Goergen, discutir a verticalização no início de uma nova safra significa olhar para além da colheita e pensar no destino da produção brasileira. “Precisamos pensar no destino dessa produção e nas oportunidades que ela pode criar dentro do Brasil, além de garantirmos a segurança energética e alimentar do país”, destaca.

A expectativa é que o avanço do processamento da soja fortaleça a conexão entre campo, indústria, alimentos e energia, ampliando os efeitos econômicos da produção nas regiões agrícolas.

“O futuro da soja precisa ser medido também pela renda que fica com o produtor e pelas oportunidades que chegam às comunidades onde ela é cultivada”, conclui.

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Sustentabilidade

Inoculação via sulco demanda cuidados para garantir eficiência na soja – MAIS SOJA

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A inoculação da soja com bactérias fixadoras de nitrogênio é uma prática indispensável para o estabelecimento de uma eficiente fixação biológica de nitrogênio (FBN), contribuindo para a obtenção de elevadas produtividades de forma sustentável e economicamente viável. Bactérias do gênero Bradyrhizobium são capazes de estabelecer simbiose com a soja e fornecer o nitrogênio (N) requerido pela cultura, dispensando a necessidade de adubação nitrogenada.

Embora essas bactérias possam ser encontradas naturalmente no solo, a população presente nem sempre é suficiente para estabelecer uma simbiose capaz de suprir adequadamente a demanda de N da soja. Nesse contexto, a inoculação contribui para aumentar a população de bactérias eficientes na região de desenvolvimento das raízes, favorecendo a nodulação e a FBN e, consequentemente, a manutenção do potencial produtivo da cultura.

Tradicionalmente, a inoculação via sementes é o método mais difundido para a cultura da soja, apresentando resultados satisfatórios de nodulação e produtividade. Entretanto, quando realizada em nível de fazenda, essa modalidade pode apresentar limitações relacionadas ao rendimento operacional, à necessidade de mão de obra e à uniformidade da aplicação, fatores que podem interferir na eficiência da operação e no ritmo da semeadura.

Diante da importância de aproveitar adequadamente as janelas de semeadura da soja, alternativas como a utilização de sementes previamente inoculadas e a inoculação via sulco de semeadura têm ganhado espaço. Além de reduzir a necessidade de mão de obra específica para a inoculação das sementes, essas estratégias podem aumentar o rendimento operacional da semeadura. Conforme observado por Correia (2015), a inoculação via sulco de semeadura pode proporcionar maior rendimento operacional e menor custo operacional em comparação à inoculação via sementes.

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Entretanto, para que a inoculação via sulco de semeadura apresente resultados satisfatórios, alguns cuidados são fundamentais. Entre eles, destacam-se o adequado funcionamento do sistema de aplicação do inoculante, a qualidade e a concentração do produto utilizado, além da correta definição da dose, de modo a assegurar a quantidade adequada de células bacterianas por semente.

De acordo com Hungria & Nogueira (2020), a dose de inoculante aplicada deve fornecer, no mínimo, 2,5 milhões de células por semente. Em áreas que não recebem inoculação há vários anos, especialmente em solos arenosos, ou em áreas de primeiro cultivo, recomenda-se utilizar, no mínimo, o dobro da dose indicada.

Quanto ao volume de calda, em geral, a inoculação via sulco deve utilizar pelo menos 50 L ha⁻¹, favorecendo a adequada distribuição das bactérias no solo. Esse volume pode ser reduzido quando o equipamento empregado garantir distribuição homogênea do inoculante, conforme destacado por Hungria & Nogueira (2020).

Figura 1. Semeadora com sistema de inoculação via sulco.

Além da calibração e dos cuidados relacionados ao adequado funcionamento do sistema de aplicação, as condições ambientais também devem ser consideradas para garantir a eficiência da inoculação via sulco de semeadura. Entre os principais fatores, destaca-se a umidade do solo. Segundo Hungria & Nogueira (2020), a eficiência da inoculação por pulverização no sulco pode ser reduzida em condições de baixa umidade do solo e do ar, bem como sob elevada radiação solar.

Além das condições ambientais e operacionais, a qualidade do inoculante utilizado é um dos fatores determinantes para o estabelecimento de uma simbiose eficiente entre a planta e as bactérias. Nesse sentido, a aquisição de produtos de qualidade, aliada ao transporte e à armazenagem em condições adequadas, é fundamental para preservar a viabilidade e a eficiência das bactérias até o momento da aplicação, contribuindo para uma adequada nodulação e para o estabelecimento da fixação biológica de nitrogênio na soja.

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Referências:

CORREIA, T. P. S. EFICIÊNCIA OPERACIONAL, ECONÔMICA E AGRONÔMICA DA INOCULAÇÃO DE SOJA VIA SULCO DE SEMEADURA. Tese de Doutorado, Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP – Campus de Botucatu, 2015. Disponível em: < https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/134287/correia_tps_dr_bot.pdf?sequence=3&isAllowed=y >, acesso em: 15/09/2026.

HUNGRIA, M.; NOGUEIRA, M. A. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO. Tecnologias de Produção de Soja, Embrapa, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 8, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 15/09/2026.

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