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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo investigado por extorsão digital em MT

Operação cumpre três prisões preventivas e três buscas em Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres; grupo ameaçava divulgar conteúdo íntimo das vítimas
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre ordens judiciais, na manhã desta quarta-feira (16.9), na Operação Arcanum, deflagrada pela Polícia do Distrito Federal com foco na desarticulação de um grupo criminoso especializado na prática reiterada de extorsão digital, mediante ameaça de divulgação de conteúdo íntimo de vítimas.
Segundo as investigações, o grupo utilizava uma plataforma de relacionamento voltada a casais liberais para chegar às vítimas.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão no Estado de Mato Grosso, além de um mandado de busca e apreensão no Estado de Santa Catarina, deferidos pela Justiça.
Os investigados poderão responder pelos crimes de extorsão, associação criminosa e divulgação ou transmissão de cena de nudez ou conteúdo íntimo sem consentimento, cujas penas máximas, somadas, podem alcançar 18 anos de reclusão, sem prejuízo de outros crimes que venham a ser identificados no curso da investigação.
As ordens judiciais tiveram como base investigações conduzidas pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DRCC/Decor), da Polícia Civil do Distrito Federal.
Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), nas cidades de Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres, com apio das equipes policiais das delegaciasdos respectivos municípios. A operação também conta com a participação da Polícia Civil de Santa Catarina.
Investigações
A investigação teve início a partir de ocorrências registradas no Distrito Federal, nas quais as vítimas relataram que passaram a ser constrangidas por criminosos que afirmavam possuir conteúdo íntimo e exigiam o pagamento de valores em dinheiro para impedir que o material fosse encaminhado a familiares, colegas de trabalho e pessoas próximas.
A partir de diligências de inteligência policial e da análise sistemática de vestígios digitais e financeiros, a DRCC/PCDF reuniu elementos que indicaram a existência de vínculos entre os investigados, atuação coordenada e estrutura organizada para a prática reiterada dos crimes apurados.
As apurações demonstraram que os episódios inicialmente identificados não eram isolados. O aprofundamento da investigação revelou a existência de outras vítimas, inclusive em diferentes unidades da Federação, submetidas ao mesmo padrão criminoso de intimidação, cobrança de valores e ameaça de exposição pública de conteúdo íntimo.
Também foi constatada a utilização de contas bancárias digitais e intermediários financeiros para recebimento e pulverização dos valores obtidos ilicitamente, em dinâmica destinada a dificultar o rastreamento do produto dos crimes e a identificação de todos os beneficiários da atividade criminosa.
A análise dos elementos digitais e financeiros indicou, ainda, que a atuação do grupo permanecia em curso, evidenciando a contemporaneidade das condutas e a necessidade de intervenção policial para interromper a reiteração dos crimes e evitar que novas vítimas fossem atingidas.
Os mandados de busca têm como objetivo a apreensão de dispositivos eletrônicos e demais elementos de prova, que serão submetidos à análise técnico-policial para o aprofundamento da investigação.
Nome da operação
A denominação Arcanum faz referência ao caráter oculto e sigiloso explorado pelos criminosos, que se valiam do temor das vítimas quanto à exposição de sua intimidade para constrangê-las ao pagamento de valores indevidos.
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Gefron e PRF apreendem 130 kg de cocaína em Glória D’Oeste

Operação resultou em uma prisão e gerou um prejuízo estimado em R$ 3,2 milhões às facções criminosas
Uma operação conjunta entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada no município de Glória D’Oeste (a 130 km de Cuiabá), nesse domingo (1°.11), resultou na prisão de um suspeito e na apreensão de 130 kg de cloridrato de cocaína (a forma mais pura desse entorpecente).
A droga estava dividida em 120 tabletes, escondidos em diferentes compartimentos de um Jeep Cherokee. A apreensão dos entorpecentes e do veículo gerou um prejuízo de R$ 3,2 milhões às fações criminosas.
Aos policiais, o motorista preso relatou que receberia R$ 5 mil para levar a droga até São Paulo, mas não informou a origem da droga. O suspeito, o carro e os entorpecentes foram entregues da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron), da Polícia Civil.
Fiscalização na fronteira
Sob gestão da Secretaria de Segurança Pública, o Gefron atua há 24 anos na prevenção e combate ao tráfico de drogas, roubos, sequestros e outras modalidades de crimes nos municípios fronteiriços e do entorno da fronteira do Brasil do a Bolívia.
Entre janeiro e setembro deste ano, a equipe especializada apreendeu 26,3 toneladas de drogas no Estado, volume 22% maior do que toda a apreensão registrada nos 12 meses de 2025. Somente em 2026, o Gefron também levou à prisão 324 suspeitos, em 199 ocorrências. Ao todo, o prejuízo estimado às facções foi calculado em R$ 371 milhões.
Para contribuir com as ações do Gefron, a população pode denunciar de forma anônima pelos telefones: 0800 646 1402 e (65) 99668-7655, este último por ligação e mensagem de Whatsapp. Também está disponível o telefone 181 (Disque Extorsão), focado em ações de facções criminosas, com garantia de sigilo do denunciante.
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Polícia Civil de MT realiza mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano

Os dados demonstram resultados expressivos no combate às facções criminosas em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.
O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.
As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.
Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.
A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.
“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.
Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.
Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.
A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.
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Homem é morto a tiros pelo próprio irmão em bar de MT; briga política pode ter motivado crime

Testemunha contou à polícia que os dois estavam afastados por divergências políticas; suspeito fugiu após os disparos e é procurado
Uma desavença entre irmãos terminou em morte na manhã de domingo (1º), em Paranaíta, a 838 quilômetros de Cuiabá. Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio irmão, Laercio Antônio da Silva, de 60 anos, dentro de um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro.
Segundo o boletim de ocorrência, Laercio começou a insultar Gilmar, que não reagiu às provocações. A vítima chegou a se levantar para deixar o estabelecimento, mas foi surpreendida pelo irmão, que sacou um revólver da cintura e abriu fogo.
Gilmar foi atingido três vezes, sendo uma na mão esquerda e duas no tórax. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
O que chama a atenção é o possível pano de fundo político da tragédia. Uma testemunha contou aos policiais que os irmãos já não mantinham contato por divergências ideológicas. De acordo com o proprietário do bar, Laercio se identificava com a esquerda, enquanto Gilmar era alinhado à direita.
A Polícia Civil investiga se a rivalidade política teve relação direta com o assassinato.
Após o crime, Laercio deixou o estabelecimento com a arma em mãos e fugiu em uma caminhonete Fiat Titano preta. O veículo foi localizado abandonado no bairro Renascer, em Alta Floresta. Informações repassadas à Polícia Militar indicam que o suspeito teria seguido a pé.
Equipes policiais também estiveram na residência de Laercio, mas não encontraram ninguém. Até o momento, ele permanece foragido.
A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os procedimentos necessários no local. O caso segue sob investigação.
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