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17 de setembro de 2026

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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo investigado por extorsão digital em MT

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Operação cumpre três prisões preventivas e três buscas em Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres; grupo ameaçava divulgar conteúdo íntimo das vítimas

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre ordens judiciais, na manhã desta quarta-feira (16.9), na Operação Arcanum, deflagrada pela Polícia do Distrito Federal com foco na desarticulação de um grupo criminoso especializado na prática reiterada de extorsão digital, mediante ameaça de divulgação de conteúdo íntimo de vítimas.

 

Segundo as investigações, o grupo utilizava uma plataforma de relacionamento voltada a casais liberais para chegar às vítimas.

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Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão no Estado de Mato Grosso, além de um mandado de busca e apreensão no Estado de Santa Catarina, deferidos pela Justiça.

 

Os investigados poderão responder pelos crimes de extorsão, associação criminosa e divulgação ou transmissão de cena de nudez ou conteúdo íntimo sem consentimento, cujas penas máximas, somadas, podem alcançar 18 anos de reclusão, sem prejuízo de outros crimes que venham a ser identificados no curso da investigação.

 

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As ordens judiciais tiveram como base investigações conduzidas pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DRCC/Decor), da Polícia Civil do Distrito Federal.

 

Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), nas cidades de Tangará da Serra, Barra do Bugres e Cáceres, com apio das equipes policiais das delegaciasdos respectivos municípios. A operação também conta com a participação da Polícia Civil de Santa Catarina.

 

Investigações

 

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A investigação teve início a partir de ocorrências registradas no Distrito Federal, nas quais as vítimas relataram que passaram a ser constrangidas por criminosos que afirmavam possuir conteúdo íntimo e exigiam o pagamento de valores em dinheiro para impedir que o material fosse encaminhado a familiares, colegas de trabalho e pessoas próximas.

 

A partir de diligências de inteligência policial e da análise sistemática de vestígios digitais e financeiros, a DRCC/PCDF reuniu elementos que indicaram a existência de vínculos entre os investigados, atuação coordenada e estrutura organizada para a prática reiterada dos crimes apurados.

 

As apurações demonstraram que os episódios inicialmente identificados não eram isolados. O aprofundamento da investigação revelou a existência de outras vítimas, inclusive em diferentes unidades da Federação, submetidas ao mesmo padrão criminoso de intimidação, cobrança de valores e ameaça de exposição pública de conteúdo íntimo.

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Também foi constatada a utilização de contas bancárias digitais e intermediários financeiros para recebimento e pulverização dos valores obtidos ilicitamente, em dinâmica destinada a dificultar o rastreamento do produto dos crimes e a identificação de todos os beneficiários da atividade criminosa.

 

A análise dos elementos digitais e financeiros indicou, ainda, que a atuação do grupo permanecia em curso, evidenciando a contemporaneidade das condutas e a necessidade de intervenção policial para interromper a reiteração dos crimes e evitar que novas vítimas fossem atingidas.

 

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Os mandados de busca têm como objetivo a apreensão de dispositivos eletrônicos e demais elementos de prova, que serão submetidos à análise técnico-policial para o aprofundamento da investigação.

Nome da operação

 

A denominação Arcanum faz referência ao caráter oculto e sigiloso explorado pelos criminosos, que se valiam do temor das vítimas quanto à exposição de sua intimidade para constrangê-las ao pagamento de valores indevidos.

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Forças de segurança criam protocolo de ação rápida contra agressores que violarem tornozeleira

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Gabinete da Mulher e órgãos de Justiça preparam força-tarefa em MT para definir cerco imediato a suspeitos e evitar novos casos de feminicídio

O Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher reuniu, nesta quarta-feira (16.9), representantes do sistema de Justiça e das forças de segurança para aprimorar o atendimento em casos envolvendo agressores monitorados por tornozeleira eletrônica.

Participaram da reunião a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário representantes do Gabinete da Mulher, Poder Judiciário, Ministério Público, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Polícia Civil e Polícia Militar.

A reunião buscou estabelecer um protocolo de atuação de como cada instituição deverá agir quando o monitorado retirar ou danificar o equipamento, entrar em uma área proibida, aproximar-se da vítima ou descumprir uma determinação judicial. O fluxo também deverá contemplar situações nas quais a mulher se sinta ameaçada ou identifique algum risco.

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O protocolo indicará quem receberá o alerta, qual equipe deverá ser acionada e quais providências serão adotadas. Também definirá onde a vítima poderá buscar ajuda, quais informações deverão constar na decisão judicial e como os dados serão compartilhados entre os profissionais responsáveis pelo acompanhamento do caso.

Para a secretária do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, a definição de um fluxo integrado permitirá que os órgãos atuem com mais rapidez diante de situações de risco.

“Estamos unindo esforços para aperfeiçoar os fluxos de atendimento e fortalecer a atuação das instituições. Esse trabalho amplia a capacidade de resposta da rede e reforça a proteção das mulheres em situação de violência”, afirmou.

Como próximo passo, o Gabinete criará um grupo de trabalho na Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (RedeVim), formado por representantes das instituições envolvidas.

Após a elaboração do protocolo, policiais, delegados, operadores do sistema de monitoramento e profissionais dos demais órgãos participarão de uma capacitação conjunta. A medida busca reduzir o tempo de resposta e evitar que uma situação de risco avance para uma agressão ou um possível feminicídio.

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Com investimento de R$ 27 milhões, Governo entrega nova escola e amplia unidades na região do CPA

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Bairros CPA 2 e 4 receberam novas salas climatizadas, quadras e laboratórios. Seduc também esclareceu mudança de endereço de escola citada em programa eleitoral

A construção de uma nova escola e as obras de reforma e ampliação de outras duas unidades reforçaram a estrutura da Rede Estadual de Ensino na região do CPA, em Cuiabá. As intervenções abrangem escolas localizadas nos bairros CPAs 2 e 4 e incluem novas salas de aula, blocos educacionais, quadras poliesportivas, refeitórios, biblioteca e laboratório.

A obra mais recente foi entregue em fevereiro deste ano, com a inauguração da Escola Estadual Professora Maria Hermínia Alves, no CPA 4. Foram investidos R$ 11,6 milhões na construção da unidade, que possui 3.181,69 metros quadrados de área construída e 16 salas de aula. A escola, que foi construída para ampliar a oferta da Rede Estadual na região, tem capacidade para receber até 480 estudantes por turno e atende 902 alunos, distribuídos em 30 turmas.

As intervenções no Grande CPA também chegaram a escolas que já atendiam estudantes da região. No CPA 2, a Escola Estadual Professora Ana Maria do Couto passou por reforma e ampliação, entregue em outubro de 2025, após um investimento de R$ 7,95 milhões.

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Além da recuperação da estrutura existente, a escola recebeu um novo bloco educacional, quadra poliesportiva, vestiários, refeitório, playground e outras adequações. Com a ampliação, a unidade passou a contar com 18 salas de aula climatizadas e capacidade para atender até 1.080 estudantes, sendo 540 por turno, em uma unidade de mais de 3 mil metros quadrados.

No CPA 4, a Escola Estadual Leovegildo de Melo também passou por reforma geral e ampliação. A intervenção foi entregue em fevereiro de 2025 e teve investimento de R$ 8,1 milhões. A obra incluiu a construção de um novo bloco, além de refeitório, cozinha e quadra poliesportiva. A unidade passou a dispor ainda de 16 salas de aula, biblioteca, laboratório e sala de música.

Ainda na região, a Escola Estadual Almira de Amorim Silva, antes localizada no CPA 3, que foi citada no programa eleitoral desta quarta-feira (16.9), do candidato ao Governo Wellington Fagundes, foi transferida para o prédio da antiga Escola Estadual Militar Tiradentes, no bairro CPA 1. O antigo prédio da unidade está em processo de cessão para o município de Cuiabá.

Novas unidades em Cuiabá

As obras realizadas na região do CPA fazem parte de um conjunto de intervenções na infraestrutura da Rede Estadual na Capital.

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Desde 2019, nove novas escolas foram entregues pelo Governo de Mato Grosso em Cuiabá, com investimento de R$ 132,4 milhões da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), entre elas quatro Colégios Estaduais Integrados. As unidades são consideradas referência em infraestrutura, com salas climatizadas e tecnológicas, além de possuírem laboratórios, quadra poliesportiva e piscina semiolímpica.

A construção de novas escolas ocorre paralelamente às reformas e ampliações de prédios que já fazem parte da rede. As intervenções incluem recuperação de salas de aula, redes elétricas e hidráulicas, climatização, acessibilidade, quadras esportivas, refeitórios, laboratórios, bibliotecas e áreas administrativas.

A estratégia permite atender situações diferentes da rede: em algumas regiões, a demanda exige a abertura de novas escolas; em outras, a intervenção ocorre em unidades já existentes, com ampliação da capacidade ou substituição e recuperação de estruturas.

Atualmente, a Rede Estadual de Mato Grosso possui 631 escolas, com mais de 318 mil estudantes matriculados.

Obras avançam no interior

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O programa de infraestrutura escolar também mantém obras em diferentes municípios do Estado. Desde 2019, 52 novas escolas foram entregues pela Rede Estadual. Outras 64 unidades permanecem em construção.

A recuperação dos prédios existentes representa outra frente das intervenções. No mesmo período, 106 escolas tiveram obras de reforma concluídas e outras 95 estavam com serviços em andamento.

Entre as 52 novas escolas entregues, sete seguem o modelo de Colégio Estadual Integrado (CEI). Outras 11 unidades desse modelo estão entre as construções em andamento. O planejamento apresentado pela Educação prevê ainda 32 CEIs para 2026 e 2027.

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Agro Mato Grosso

Fendt avança na automação de máquinas para o algodão

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Portfólio em destaque no Congresso Brasileiro do Algodão reunirá tratores, plantadeira, pulverizador e soluções digitais

A cotonicultura brasileira opera hoje com um dos mais altos níveis de tecnificação do mundo — e é nesse ambiente que a Fendt apresenta seu portfólio durante a 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no país, realizado entre 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

Durante o evento, os visitantes do estande da Fendt, fabricante alemã de maquinário de alta potência e inovação, terão a oportunidade de conhecer as máquinas e tecnologias desenvolvidas para os desafios específicos do algodão, com destaque para os lançamentos mais recentes da marca e para soluções que contribuem para elevar a produtividade, a eficiência operacional e a sustentabilidade no campo.

“O Congresso Brasileiro do Algodão reúne produtores altamente tecnificados e entre os mais exigentes do mundo. Para a Fendt, estar presente nesse ambiente é fundamental para fortalecer o relacionamento com o setor, entender as necessidades do campo e demonstrar como nossas tecnologias podem contribuir para uma produção cada vez mais eficiente e sustentável”, afirma Rafael Antonio Costa, diretor Comercial da Fendt.

Entre os destaques estão os novos tratores Fendt 1000 Vario Gen4 e Fendt 800 Vario Gen5, desenvolvidos para atender operações de médias e grandes propriedades. Os modelos incorporam recursos voltados à redução do consumo de combustível, maior conforto ao operador e aumento da eficiência nas atividades agrícolas. A Fendt também apresenta a nova geração da plantadeira Fendt Momentum, equipada com tecnologias de distribuição de peso e controle individual das linhas de plantio, que favorecem a uniformidade da semeadura e a otimização do uso de insumos.

Ainda no campo das operações de alta demanda, a marca destaca o pulverizador autopropelido Rogator 934H, projetado para o elevado número de aplicações exigido pelo algodão. Com alta capacidade operacional e tecnologias que permitem aplicações mais precisas, o equipamento contribui para otimizar o manejo fitossanitário e reduzir custos operacionais.

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A conectividade e a gestão de dados também ganham espaço com as plataformas digitais FarmENGAGE e Panorama, desenvolvidas para integrar informações de máquinas, monitorar operações em tempo real e apoiar a tomada de decisão no campo.

Inovações na lavoura

Outro tema que a Fendt leva ao CBA é o TIM (Tractor Implement Management, na sigla em inglês), conceito de gestão integrada em que o implemento deixa de ser um equipamento passivo e passa a comandar as funções do trator que realizam o trabalho — tomada de força, válvulas auxiliares e levante hidráulico -, além da velocidade de deslocamento e direção, de acordo com o que a operação exige em cada momento. Na prática, a máquina se ajusta sozinha ao trabalho que está sendo executado, sem depender da leitura e da reação do operador.

A aplicação mais recente desse conceito pela Fendt é o projeto de automação do subsolador, em desenvolvimento de acordo com os protocolos ISOBUS atuais. Nele, o implemento atua sobre um mapa de compactação, carregado no monitor do trator, realizando o trabalho conforme profundidade indicada no mapa, uma vez que o subsolador faz os ajustes necessários de profundidade em tempo real. Ao mesmo tempo, o sistema informa a profundidade real executada.

“O resultado esperado é uma descompactação mais precisa, com menor consumo de combustível, menor patinagem e menor desgaste do conjunto — ganhos especialmente relevantes em áreas de cana de açúcar e algodão, onde o tráfego intenso de máquinas pesadas torna o manejo da compactação uma decisão agronômica importante”, destaca Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Fendt e responsável pela apresentação do painel sobre o tema.

A participação da Fendt no Congresso Brasileiro do Algodão também reforça o compromisso da marca com o desenvolvimento da cadeia produtiva. Há quatro anos, a marca apoia o movimento Sou de Algodão, iniciativa que promove a valorização da fibra nacional e incentiva práticas sustentáveis em toda a cadeia, do campo à indústria têxtil.

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Agro MT