Agro Mato Grosso
DIA DO AGRICULTOR: Acessa Agro lança campanha com até 60%OFF e presente no resgate!

Produtores cadastrados poderão utilizar suas SynCoins, moedas digitais do programa, em resgates com descontos de até 60%
O Acessa Agro, programa de fidelidade da Syngenta, lançou uma campanha especial em comemoração ao Dia do Agricultor, celebrado em 28 de julho. Entre os dias 27 de julho e 2 de agosto, produtores cadastrados poderão utilizar suas SynCoins, moedas digitais do programa, em resgates com descontos de até 60% em produtos selecionados voltados à atividade agrícola.
A campanha integra as iniciativas de relacionamento do programa com os produtores rurais e reforça a proposta de estar sempre ao lado de quem vive a rotina do campo, em um cenário marcado por desafios climáticos, oscilações de mercado e decisões cada vez mais estratégicas para a condução da safra.
Valorização da jornada do produtor:
A campanha deste ano adota o tema “Cada resgate é uma história”, reforçando o compromisso do Acessa Agro em ser parceiro do produtor rural em toda a sua jornada, do plantio à colheita. Mais do que um programa de fidelidade, o Acessa Agro tem orgulho de fazer parte das conquistas de quem vive o agronegócio todos os dias, acompanhando os desafios, as decisões e os resultados construídos safra após safra.
Através da iniciativa, o Acessa Agro reforça a proposta de manter um relacionamento contínuo com os agricultores, oferecendo benefícios conectados à realidade da produção rural e às demandas da operação agrícola ao longo da safra.
Descontos voltados ao agronegócio:
Durante o período da campanha, os participantes terão acesso a condições especiais em itens do catálogo relacionados à operação agrícola. Entre os destaques estão:
– Descontos de até 60% em produtos selecionados para o agronegócio;
– Presente exclusivo para resgates acima de 2 mil SynCoins;
* Consulte condições no site e aplicativo. Campanha válida de 27/08 a 02/08/2026.
A campanha é totalmente focada em produtos voltados ao agro, permitindo que os produtores utilizem suas SynCoins em itens alinhados às necessidades da atividade rural.
Como participar:
As condições da campanha são válidas exclusivamente durante o período de 27 de julho a 2 de agosto. Os produtores interessados podem consultar os produtos elegíveis, as regras de resgate e a disponibilidade dos benefícios diretamente na plataforma do Acessa Agro.
Click abaixo e acesse o link:
Agro Mato Grosso
BASF inicia registro do herbicida Replexor Active

A BASF informou sobre o início do processo de registro da molécula Replexor Active (fendioxypyracil). A empresa apresentou os primeiros dossiês regulatórios no Brasil e na Austrália. Estados Unidos e Argentina devem receber os pedidos em 2027. As primeiras vendas podem ocorrer por volta de 2030, após as aprovações.
O ingrediente ativo inibe a enzima protoporfirinogênio oxidase, conhecida pela sigla PPO. O produto apresenta ação sobre plantas daninhas de folhas largas e gramíneas anuais. O espectro inclui Eleusine indica, espécies do gênero Echinochloa e espécies do gênero Setaria.
A BASF estima uso potencial em programas de manejo presentes em mais de 50 milhões de hectares no mundo, no período de maior adoção. A tecnologia busca ampliar as opções para soja, milho e algodão, culturas afetadas pelo avanço de plantas daninhas resistentes.
Segundo a empresa, a resistência de gramíneas aos herbicidas PPO ainda ocorre com baixa frequência. O Replexor Active complementa o portfólio formado pelos ingredientes ativos Kixor (saflufenacil) e Tirexor (trifludimoxazin).
A BASF também informa ação rápida e eficiência em baixas doses por hectare. A tecnologia permite aplicações em sistemas de plantio direto, prática associada à redução da erosão do solo.
A companhia desenvolve ainda características genéticas de tolerância a herbicidas PPO. A estratégia pretende ampliar a flexibilidade de aplicação do novo ingrediente ativo nos programas de manejo de resistência.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT debate sustentabilidade e inovação no GAFFFF Sorriso 2026

Vice-presidente Luiz Pedro Bier participou de painel sobre os desafios para conciliar produtividade, competitividade e sustentabilidade no agronegócio
O debate reuniu representantes da pesquisa, da iniciativa privada e do setor produtivo para discutir como a inovação, a transferência de tecnologia e a adoção de práticas sustentáveis têm impulsionado a produção agrícola, fortalecendo a competitividade do agro brasileiro diante das demandas dos mercados e da sociedade.
Além de Luiz Pedro Bier, participaram do painel o pesquisador e chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril, Flávio Jesus Wruck; o diretor executivo e Head de Innovación Sostenible, Gustavo Paredes; e o pesquisador da Embrapa Soja, José de Barros França Neto. A mediação foi conduzida pelo diretor-superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer.
Durante sua participação, Luiz Pedro Bier destacou que a pesquisa científica tem sido um dos principais pilares para tornar a agricultura cada vez mais eficiente, permitindo o uso racional de recursos e insumos sem comprometer a produtividade. “A primeira prática é a pesquisa científica, que permite a aplicação racional dos recursos e insumos dentro da lavoura, sem desperdícios, buscando o máximo de eficiência e produtividade”, afirmou.
O vice-presidente da Aprosoja MT também ressaltou que a agricultura brasileira avançou significativamente com a adoção de tecnologias, especialmente o sistema de plantio direto, que alia ganhos produtivos à preservação ambiental. “A grande revolução da agricultura brasileira foi o plantio direto sobre a palhada. Essa prática protege o solo, reduz a evaporação da água, aumenta a atividade biológica e melhora a disponibilidade de nutrientes, permitindo produzir mais com sustentabilidade”, destacou.
Para Bier, a combinação entre ciência, tecnologia e boas práticas agrícolas é o que tem permitido ao Brasil ampliar a produção de alimentos de forma sustentável, consolidando o país como uma das principais potências agropecuárias do mundo. O painel reforçou que a inovação continuará sendo um dos principais caminhos para garantir segurança alimentar, competitividade e desenvolvimento para o setor.
Giovanna Fermam
Agro Mato Grosso
Clima pode ampliar em 91,8% área favorável à lagarta-do-cartucho

Modelo projeta avanço de Spodoptera frugiperda para latitudes maiores sob cenário de altas emissões de gases de efeito estufa
As mudanças climáticas podem ampliar em até 91,8% a área global com condições favoráveis à lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) até o fim do século. A maior expansão aparece no cenário SSP5-8.5, marcado por emissões elevadas de gases de efeito estufa. O avanço ocorre em direção a latitudes maiores, com deslocamentos para o norte e para o oeste (DOI 10.3390/insects17080772).
A projeção resulta de um modelo de distribuição desenvolvido na plataforma biomod2. Pesquisadores chineses integraram seis algoritmos com melhor desempenho: XGBOOST, Maxnet, Maxent, MARS, GBM e GLM. O modelo conjunto alcançou valor de 0,851 no índice TSS e 0,977 na curva ROC. Os indicadores apontam alta capacidade de discriminar áreas adequadas e inadequadas para a praga.
Área potencialmente favorável
No clima atual, a área potencialmente favorável alcança cerca de 20.260.500 quilômetros quadrados. Esse território corresponde a quase 10% da superfície terrestre global. As principais zonas concentram-se no leste da Ásia e na região centro-sul da América do Norte. Também aparecem áreas no sul da América do Sul, no sul da África, no Sudeste Asiático, na Europa e no leste da Austrália.
As regiões com baixa adequação representam 75,99% do total favorável no cenário atual. Elas ocupam aproximadamente 15.396.800 quilômetros quadrados. As áreas de adequação moderada somam cerca de 3.387.300 quilômetros quadrados. As áreas de alta adequação abrangem 1.476.300 quilômetros quadrados.
Cenários com crescimento
O estudo avaliou três trajetórias climáticas: SSP1-2.6, SSP2-4.5 e SSP5-8.5. Cada trajetória incluiu os períodos de 2041 a 2060, de 2061 a 2080 e de 2081 a 2100. Sob o SSP5-8.5, a área favorável alcança 18,12% da superfície terrestre no último período. Todas as classes de adequação apresentam crescimento nesse cenário.
No SSP1-2.6, a proporção global favorável passa para 14,22% entre 2041 e 2060, 14,61% entre 2061 e 2080 e 14,84% entre 2081 e 2100. A área de baixa adequação cresce de forma contínua. As zonas de alta adequação registram pequena redução.
No SSP2-4.5, as áreas favoráveis ocupam 15,03%, 15,14% e 16,17% da superfície terrestre nos três períodos analisados. O modelo indica aumento das zonas de baixa adequação e pequena variação nas classes moderada e alta.
Temperatura média do trimestre
A temperatura média do trimestre mais úmido apresentou a maior influência sobre a distribuição da praga, com participação de 31,66%. A precipitação do trimestre mais úmido respondeu por 21,23%. A temperatura média do trimestre mais seco contribuiu com 13,90%. A isotermalidade, relação entre a variação térmica diária e a anual, respondeu por 13,59%. As quatro variáveis reuniram 80,4% da importância calculada pelo modelo.
A maior adequação associada à temperatura do trimestre mais úmido ocorreu entre 24,38 e 24,86 graus Celsius. Para o trimestre mais seco, o pico apareceu entre 9,20 e 11,08 graus Celsius. Na precipitação do trimestre mais úmido, o intervalo de maior resposta ficou entre 437,12 e 457,92 milímetros.
Ocorrência da espécie
Os pesquisadores utilizaram 1.763 registros válidos de ocorrência da espécie. Os dados vieram do Global Biodiversity Information Facility, de publicações científicas e de levantamentos de campo. O processamento manteve apenas um registro por célula de 2,5 quilômetros, medida adotada para reduzir a concentração espacial das observações.
A análise do centro geográfico das áreas climáticas favoráveis indicou deslocamento para o norte em todos os cenários. No clima atual, esse centro localiza-se no Chade. No SSP5-8.5, o deslocamento termina na Argélia entre 2081 e 2100, após passagens projetadas pelo Níger e pela Líbia.
A expansão potencial decorre, segundo o estudo, da redução das limitações impostas pelo frio em regiões de média e alta latitude. O aquecimento também pode prolongar o período com temperaturas acumuladas favoráveis durante a estação de cultivo.
Os resultados indicam potencial climático, não intensidade real de infestação. O modelo não incorporou de forma completa a distribuição das culturas hospedeiras, as práticas agrícolas, as migrações sazonais, a competição, a predação e o parasitismo. A adaptação local das populações também pode alterar a resposta regional. Por esse motivo, as projeções apoiam o planejamento de monitoramento, mas não substituem levantamentos de campo e sistemas locais de alerta.



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