Sustentabilidade
Ceema: Alta em Chicago e forte demanda aquecem mercado e elevam preços da soja no Brasil – MAIS SOJA

A cotação da soja, em seu primeiro mês, voltou a subir, se consolidando acima dos US$ 12,00/bushel. O fechamento desta quinta-feira (23) ficou em US$ 12,37, contra US$ 11,95 uma semana antes. Durante a semana o bushel chegou ao seu mais alto valor desde o final de maio de 2024.
Três motivos estão no centro deste novo quadro de preços: o clima nos EUA e a continuidade da especulação em torno de possíveis perdas nas lavouras de soja daquele país; a continuidade dos novos conflitos, mais agudos, entre Rússia e Ucrânia, que elevam os preços do trigo, puxando a soja, assim como mexem com o preço do gás e do petróleo; e a retomada da guerra entre Irã e EUA após o fracasso do cessarfogo recente, fato que eleva ainda mais o preço do petróleo, provocando fortes altas do óleo de soja em Chicago.
Como o farelo igualmente reagiu, o grão acabou sendo mais valorizado. De fato, o barril do Brent, petróleo que serve de referência para o mercado mundial, que estava em US$ 72,16 no dia 1º de julho, pulou 19,4% em 22 dias, atingindo a US$ 86,15 no dia 23/07. Isso levou a libra-peso do óleo de soja, em Chicago, para 75,48 centavos de dólar ainda no dia 22/07, após ter recuado para 66,74 centavos no dia 30/06. Ou seja, em 23 dias de julho o óleo ganhou 13,1% naquela bolsa. Quanto ao farelo de soja,o mesmo atingiu a US$ 331,60/tonelada curta no dia 22/07, sendo esta a mais alta cotação em quase dois meses.
Afora isso, e confirmando que, apesar de o clima mais seco, a safra estadunidense ainda caminha bem, o USDA informou que, no dia 19/07, apenas 8% das lavouras de soja estavam em condições entre ruins a muito ruins. Outras 26% estavam regulares e 66% se encontravam em condições entre boas a excelentes.
Com isso, o mercado brasileiro aqueceu, com os prêmios se mantendo elevados, ao redor de US$ 1,50/bushel e, em alguns casos, um pouco melhor, enquanto o preço no balcão, ao produtor no interior, subiu. No Rio Grande do Sul, as principais praças passaram a praticar R$ 125,00/saco, enquanto no restante do país os valores giraram entre R$ 116,00 e R$ 127,00/saco.
Dito isso, importante se faz alertar que, em Congresso da SOBER ocorrido nesta semana em Porto Alegre, pesquisadores chineses apontaram que a China espera, até 2030, reduzir em 25% sua dependência pela soja importada, e até 2050 reduzir a mesma em 50%. Já há algum tempo, neste espaço, estamos comentando esta tendência chinesa e suas razões. Se isso se confirmar, teremos uma verdadeira “revolução” na produção de soja mundial em geral e brasileira em particular, fato que poderá atingir, negativamente, muitos produtores.
Dentro de tal contexto, informações procedentes da China (cf. Alfândega local) dão conta de que as importações de soja dos EUA, por parte da China, recuaram 20,6% em junho, em comparação com junho de 2025. Recentes acordos entre os dois países indica que os chineses iriam comprar 25 milhões de toneladas de soja estadunidense, anualmente, até 2028. Porém, isso ainda precisará ser comprovado, diante das novas investidas de tarifaço de Donald Trump.
Por enquanto, tem-se que a China importou 1,27 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em junho, enquanto as importações do Brasil aumentaram 13,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 10,62 milhões de toneladas em junho do ano passado para 12,08 milhões de toneladas em junho de 2026. O total de chegadas de soja atingiu o maior nível já registrado para o mês de junho, alcançando 13,55 milhões de toneladas, impulsionado pelos fortes suprimentos brasileiros e pelo desembaraço de cargas atrasadas nos portos. No período de janeiro a junho, as importações de soja dos Estados Unidos caíram 42,4% em relação ao ano anterior, para 9,31 milhões de toneladas, enquanto os embarques do Brasil aumentaram 9,1%, para 34,75 milhões de toneladas. De forma total, a China diminuiu 21% suas compras de soja em junho, embora tenha aumentado os volumes comprados do Brasil.
O fato é que a soja estadunidense está mais cara do que a brasileira, porém, a China continua comprando, mesmo que menos volumes, dos EUA. Na prática, “as compras são classificadas como “políticas” pelo mercado, apesar dos preços mais elevados. A China já comprou 427 navios até agora, concentrados nos embarques setembro – 15 barcos – e outubro – 27 embarcações. Do Brasil, foram adquiridos 47 navios e cinco entre Argentina, Uruguai e Canadá” (cf. Marex). Segundo ainda especialistas, no curto prazo a soja brasileira continuará mais barata que a estadunidense, ajudando nossas exportações. Espera-se que o Brasil exporte, em 2026, 113 milhões de toneladas de soja, sendo que 86 milhões deste total irá para a China, o que demonstra a nossa enorme dependência para com este mercado e o tamanho do impacto que poderemos ter nos próximos anos caso os chineses efetivamente reduzam suas importações.
Com isso, no Brasil os preços estão nos melhores níveis depois de muito tempo, o que remete a alertar os produtores para que aproveitem a oportunidade, fazendo novas médias de comercialização, caso consigam e desejem. Lembrando que a colheita nos EUA começa em outubro e, se não houver quebra de safra naquele país, haverá natural pressão baixista sobre os preços. Hoje, os preços no porto de Rio Grande já superaram os R$ 150,00/saco, tendo chegado a R$ 160,00 no dia 22/07 com entrega em novembro/26 e pagamento em maio/27 (cf. Brandalizze Consulting).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Análise climática e prognósticos para setembro, outubro e novembro/26 – MAIS SOJA

Análise climática de agosto
Em agosto de 2026, as chuvas foram acima de 90 mm na Região Sul, sul de São Paulo e na faixa litorânea da Região Nordeste, mantendo a umidade no solo com índices satisfatórios. Em grande parte do Centro-Oeste, do centro-norte de Minas Gerais, do interior do Nordeste, do leste do Amazonas, de Roraima, do Tocantins e grande parte do Pará, foram registrados acumulados mensais inferiores a 40 mm, resultando em menores teores de armazenamento de água no solo.
Na Região Nordeste, as chuvas se concentraram no litoral leste, com totais acima de 90 mm, desde o Rio Grande do Norte até Alagoas. Em parte destas áreas, o armazenamento de água no solo se manteve favorável, beneficiando o milho terceira safra. Já no semiárido e demais áreas do Sealba e Matopiba, os valores não ultrapassaram os 40 mm, ocorrendo a redução dos índices de umidade do solo. Nas áreas de final de ciclo, o tempo seco favoreceu a maturação e a colheita das lavouras. Maiores volumes de chuva, na Região Centro-Oeste, foram registrados somente no sul de Mato Grosso do Sul, com acumulados acima de 40 mm. Nas demais áreas, foram registrados baixos volumes e em algumas localidades não houve registro de precipitação.
O predomínio de tempo seco reduziu a umidade do solo e favoreceu o avanço da colheita de algodão, milho segunda safra, feijão terceira safra e trigo. Na Região Sudeste, as chuvas foram mais significativas no sul e leste da região, com volumes acima de 40 mm. Já no norte de São Paulo e em grande parte de Minas Gerais, registraram menos de 30 mm. As condições de tempo mais seco vêm favorecendo o andamento da colheita de culturas como
milho, algodão, trigo e feijão.
Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm no leste dos três estados, mas, principalmente, na parte sul do Rio Grande do Sul, onde os acumulados do mês ultrapassaram os 250 mm. Este cenário manteve os índices de umidade do solo elevados, porém o excesso hídrico prejudicou pontualmente a cultura de trigo, favorecendo a ocorrência de doenças fúngicas. No restante da região, os acumulados de chuva variaram entre 70 mm e 100 mm, exceto no noroeste do Paraná, onde as chuvas foram inferiores a 40 mm.
Em agosto, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores ficaram acima de 36 °C em áreas do Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Piauí e Maranhão. As menores máximas ocorreram, principalmente, na Região Sul e em áreas do leste das Regiões Sudeste e Nordeste.
Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram os 18 °C nas Regiões Norte e Nordeste, bem como em parte da Região Centro-Oeste. Nas Regiões Sul e Sudeste, as mínimas ficaram abaixo de 16 °C, refletindo em condições mais amenas. Os menores valores, entre 6 °C e 12 °C, ocorreram, principalmente, nas áreas serranas das Regiões Sudeste e Sul, associados à atuação de massas de ar frio. Houve registro de episódios de geadas, principalmente, no Rio Grande do Sul.
1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA
Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 31 de agosto de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores acima de 2°C ao longo da faixa longitudinal compreendida desde a costa oeste da América do Sul até os 180°, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se entre 80°W e 120°W, onde as anomalias foram acima de 3 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos e acima 2°C durante agosto, sinalizando a persistência das condições de El Niño.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a persistência das condições de El Niño, fase quente, durante o trimestre setembro, outubro e novembro de 2026.

3. PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO SETEMBRO, OUTUBRO E NOVEMBRO DE 2026
As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica predomínio de chuvas abaixo da média em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. As chuvas acima da média são previstas para a Região Sul, além de áreas do oeste e sul da Região Centro-Oeste e parte sul da Região Sudeste.
Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte, o que poderá contribuir para a redução dos índices de umidade no solo. Por outro lado, são previstas chuvas acima da média no oeste da Amazônia, favorecendo a manutenção de índices mais elevados de umidade do solo nessa área.
Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que deverá contribuir para a redução dos índices de umidade do solo. Ressalta-se, contudo, que a estação chuvosa na faixa leste da região se aproxima do fim, sendo esperada uma redução natural dos volumes de chuva nos próximos meses, característica do período de transição para a estação seca.
Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica irregularidade das chuvas, com predomínio de chuvas próximas e acima da média, exceto em áreas do norte e nordeste de Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal, onde os volumes de chuva podem ficar abaixo da média, principalmente, em outubro e novembro.
Na Região Sudeste, a tendência é de chuvas abaixo da média no centronorte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, bem como em grande parte de São Paulo, são previstos volumes de chuva próximos e acima da média.
Na Região Sul, a previsão indica chuvas acima da média ao longo do trimestre. De modo geral, os níveis de umidade no solo deverão permanecer adequados para o desenvolvimento das culturas. No entanto, a persistência de eventos de chuva poderá favorecer a ocorrência de excesso hídrico em áreas das porções central e oeste do Rio Grande do Sul, bem como no oeste de Santa Catarina, principalmente, em outubro.
As temperaturas médias do ar devem permanecer acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 27 °C são previstos em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. Na Região Centro-Oeste, os valores devem variar entre 25 °C e 27 °C, assim como no oeste de São Paulo e norte de Minas Gerais. Em áreas do sul de Minas Gerais, leste de São Paulo e grande parte da Região Sul, são previstas temperaturas mais amenas e inferiores a 22 °C. Destacam-se, ainda, que as áreas de maior altitude da Região Sul podem ter temperaturas abaixo de 15 °C, especialmente, em setembro.
Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.
Fonte: Conab

Sustentabilidade
Preço da soja sobe com aumento da demanda da China

O aumento da demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos puxa os preços da oleaginosa para cima nesta quarta-feira (16) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado também encontra sustentação nas preocupações com possíveis atrasos na colheita norte-americana devido às chuvas no Meio-Oeste do país.
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Segundo a Safras & Mercado, as atenções estão voltadas especialmente para Iowa, importante estado produtor, onde as precipitações podem prejudicar o andamento dos trabalhos de campo.
Além da demanda chinesa e do clima, dados sobre o processamento da oleaginosa nos Estados Unidos também influenciam as negociações. O esmagamento de soja ficou abaixo das expectativas em agosto.
Soja sobe mais de 0,5% em Chicago
Por volta das 8h41 desta quarta-feira, os contratos da soja com vencimento em novembro eram negociados a US$ 13,25 1/2 por bushel, avanço de 6,75 centavos de dólar, equivalente a 0,51% em relação ao fechamento anterior.
A valorização dá continuidade ao movimento registrado na terça-feira (15), quando a soja encerrou o pregão em alta.
Na ocasião, o mercado mudou de direção acompanhando a forte valorização do petróleo. A demanda chinesa e as preocupações relacionadas à colheita nos Estados Unidos também contribuíram para sustentar as cotações.
Os contratos com vencimento em novembro fecharam a terça-feira a US$ 13,18 3/4 por bushel, avanço de 14,50 centavos, ou 1,11%.
Já a posição janeiro encerrou cotada a US$ 13,35 1/4 por bushel, alta de 15 centavos de dólar, equivalente a 1,13%.
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Sustentabilidade
Milho dos EUA tem nova redução de produção e aumenta atenção sobre a colheita – MAIS SOJA

A safra americana de grãos chega à reta final com mudanças importantes nas projeções para soja e milho. No milho, o USDA reduziu novamente a produtividade e a produção dos Estados Unidos, aproximando os números oficiais do cenário apontado pelo Pro Farmer em agosto. Na soja, a produção foi revisada para cima, mas o aumento das exportações levou a uma redução dos estoques finais.
Os números divulgados pelo USDA em setembro também colocam a colheita americana no centro das atenções. No milho, ainda há uma diferença relevante entre as estimativas do órgão americano e do Pro Farmer, que só deverá ser esclarecida com o avanço dos trabalhos no campo.
Milho tem corte na produtividade e na produção
A produtividade do milho nos Estados Unidos passou de 189 para 186,4 sacas por hectare. Com isso, a produção estimada caiu de 406,8 milhões para 401,3 milhões de toneladas. Os estoques finais também foram reduzidos, de 42 milhões para 39,8 milhões de toneladas.
No levantamento do Pro Farmer, realizado em agosto, a produtividade estimada havia sido ainda menor, de 181,2 sacas por hectare, com produção de 389,5 milhões de toneladas. A diferença entre as duas projeções ainda é de aproximadamente 11,8 milhões de toneladas. Para Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, o ajuste do USDA reforça a necessidade de acompanhar a produtividade efetivamente obtida pelos produtores americanos.
“O USDA já começou a incorporar uma parte do que o Pro Farmer havia sinalizado em agosto, principalmente no milho. Ainda existe uma diferença importante entre as estimativas, e agora a colheita passa a ser fundamental para mostrar qual cenário está mais próximo da realidade”, afirma.
No mercado global, os estoques finais de milho da safra 2026/27 também foram reduzidos, de 274,7 milhões para 272,1 milhões de toneladas.
Soja americana produz mais, mas estoques caem
Na soja, o movimento foi diferente. O USDA elevou a produção dos Estados Unidos para 123,4 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação à estimativa de agosto. Apesar da maior produção, os estoques finais foram reduzidos de 8,7 milhões para 8,4 milhões de toneladas.
A projeção de exportações americanas subiu de 45,2 milhões para 45,9 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico permaneceu elevado. O resultado é um balanço em que a oferta cresce, mas não se transforma em aumento dos estoques.
“O número da produção, sozinho, não conta toda a história da soja americana. As exportações foram revisadas para cima e isso ajuda a explicar por que os estoques finais caíram mesmo com uma safra maior. Daqui para frente, a execução dessa demanda será um dos pontos mais importantes para o mercado”, diz Yedda.
No cenário mundial, a produção de soja para 2026/27 está estimada em aproximadamente 442,4 milhões de toneladas, praticamente o mesmo volume projetado para o consumo. Os estoques finais permanecem próximos de 124 milhões de toneladas.
China mantém demanda, mas compras ficam mais seletivas
A China continua no centro das atenções para a soja. O USDA manteve em 115 milhões de toneladas a projeção de importações chinesas para 2026/27, enquanto o consumo foi estimado em 136 milhões de toneladas. Os estoques finais ficaram em 44,3 milhões de toneladas.
Ao mesmo tempo, os estoques nos portos chineses aumentaram nas últimas semanas e reduziram a necessidade de compras mais agressivas no curto prazo. Para os próximos meses, a programação de chegada de soja tende a diminuir, enquanto pequenas e médias esmagadoras enfrentam margens mais apertadas e produto brasileiro relativamente caro.
Parte das empresas já trabalha com redução do esmagamento entre dezembro e fevereiro. Nesse cenário, o momento e a origem das compras chinesas ganham importância para os preços internacionais e para os prêmios no Brasil.
Argentina aumenta disputa pelo mercado de milho
No milho, a menor produção projetada nos Estados Unidos encontra um cenário de forte oferta na América do Sul. Na Argentina, a safra recorde aumenta a disponibilidade para exportação e mantém o cereal competitivo em diferentes destinos. A comercialização do produtor também avançou.
A presença argentina pesa diretamente sobre o milho brasileiro, principalmente nos destinos em que os dois países disputam espaço. A proximidade logística também faz diferença: os portos brasileiros mais próximos da Argentina tendem a sentir mais essa concorrência.
“O corte na produção americana dá algum suporte ao milho no mercado internacional, mas isso não significa necessariamente uma reação igual nos preços brasileiros. A oferta argentina continua forte e coloca uma pressão competitiva importante sobre o produto do Brasil”, avalia Yedda.
Conflitos mantêm mercado sensível
Além dos fundamentos de oferta e demanda, os conflitos internacionais continuam influenciando os preços agrícolas. No Oriente Médio, o petróleo é um dos principais pontos de atenção. Uma alta da energia pode melhorar a competitividade relativa dos biocombustíveis e dar suporte ao óleo de soja, mas também elevar custos com diesel, frete e parte dos insumos para o produtor brasileiro.
Na Rússia e na Ucrânia, o impacto está mais ligado ao fluxo de exportações. O USDA elevou a produção de milho da Ucrânia para 31,8 milhões de toneladas, mas reduziu a projeção de exportação para 22 milhões de toneladas. Os estoques finais passaram para 5,5 milhões de toneladas.
Para Yedda, os próximos dados de campo serão decisivos para definir a leitura da safra americana. “Agora o mercado precisa de confirmação. No milho, principalmente, a diferença entre as estimativas ainda é grande. A produtividade que vier da colheita americana, junto com o ritmo das compras da China e a oferta da América do Sul, vai ajudar a definir os próximos movimentos dos preços”, complementa.
Sobre a Biond Agro
Empresa especializada em gestão e comercialização de grãos para o produtor brasileiro, originária de um grupo de companhias com 25 anos de experiência (Fyo, CRESUD e Brasil Agro). Compreendendo os números e especificidades do negócio e como interagir com os mercados. A Biond Agro desenha estratégias de comercialização e execução de negócios, profissionalizando a gestão de riscos para tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. Saiba mais clicando aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
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