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11 de junho de 2026

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Colheita de café no Brasil alcança 30% da safra 2026/27, mas segue atrasada

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Foto: Pixabay.

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 avançou para 30% da área estimada até o dia 10 de junho, conforme levantamento semanal da Safras & Mercado. O índice representa um crescimento de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025 e da média de 33% observada nos últimos cinco anos.

O café canéfora (conilon/robusta) continua liderando os trabalhos de campo, com 43% da produção já colhida. Apesar do avanço, o percentual também está abaixo do desempenho do ano passado e da média quinquenal, ambos em 49%.

No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon do país, a colheita alcançou 39% da safra. Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, o atraso está relacionado principalmente à maturação mais tardia das lavouras nesta temporada.

Já a colheita do café arábica atingiu 23% da produção. O desempenho fica abaixo dos 26% registrados em igual período de 2025 e da média de 25% dos últimos cinco anos. De acordo com Barabach, as chuvas têm dificultado o avanço dos trabalhos, especialmente na região Sul de Minas Gerais.

Apesar dos atrasos observados até o momento, as perspectivas para a safra seguem positivas. Segundo o analista, os primeiros resultados apontam boa qualidade dos grãos, com destaque para a peneira, indicador importante para a valorização comercial do café brasileiro.

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IDR-Paraná recebe 11 veículos para reforçar extensão rural no estado

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O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) recebeu, na tarde desta quinta-feira (11), 11 veículos novos para reforçar a frota usada no trabalho de extensão rural no estado. A entrega simbólica foi realizada na Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em Curitiba. Segundo o material divulgado, o investimento total foi de cerca de R$ 1 milhão, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e contrapartida do IDR-Paraná.

De acordo com as informações divulgadas, foram entregues 11 veículos modelo Polo, da Volkswagen, novos e equipados. Os recursos para a compra foram formalizados em contrato firmado em 2023. Do valor global, cerca de R$ 974 mil vieram do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), enquanto aproximadamente R$ 65 mil foram aportados pelo IDR-Paraná.

A cerimônia contou com a participação de representantes do governo estadual e do ministério. Em declaração divulgada no material, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, afirmou que os veículos foram adquiridos para fortalecer a extensão rural e apoiar as atividades realizadas pelos extensionistas em diferentes comunidades do meio rural paranaense.

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A superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) no Paraná, Leila Klenk, também destacou, segundo o texto, a importância da melhoria de infraestrutura para o atendimento à agricultura familiar. Ainda conforme o material, os veículos serão usados para dar suporte ao serviço de assistência técnica e extensão rural.

Após a entrega, os automóveis passarão a integrar a frota já existente do instituto. O texto informa que eles serão destinados a pontos estratégicos para a atuação dos extensionistas no campo.

O material fornecido não detalha quais regiões do Paraná receberão os veículos, nem informa critérios de distribuição, cronograma operacional ou número de produtores que deverão ser atendidos com o reforço da frota.

Com a incorporação dos 11 veículos, o IDR-Paraná amplia a estrutura disponível para as ações de extensão rural. O material divulgado, no entanto, não informa metas de atendimento, prazos operacionais ou impactos mensuráveis para os produtores.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Unha-do-diabo: espécie invasora que ameaça cadeia da carnaúba entra no foco de plano nacional

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Foto: Governo do Ceará/ divulgação Agência Câmara de Notícias

A espécie de planta exótica invasora unha-do-diabo, que tem avançado e causado danos socioambientais e econômicos na região Nordeste, foi objeto de um encontro técnico promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Associação Caatinga, em maio.

A reunião, que ocorreu em Fortaleza (CE), contou com representantes de instituições federais, estaduais e municipais, de pesquisa, do setor produtivo e de comunidades afetadas pela espécie. 

No encontro, foi discutida a proposta do Plano Nacional de Prevenção, Monitoramento e Manejo da espécie, cujo nome científico é Cryptostegia madagascariensis. A planta é uma trepadeira que afeta principalmente a cadeia produtiva da carnaúba.

Embora sua ocorrência esteja frequentemente associada a essa palmeira, a espécie invasora apresenta ampla capacidade de dispersão, sendo encontrada em margens de corpos hídricos, como rios e açudes, formando densos maciços vegetais que dificultam o acesso de pessoas e animais aos corpos d’água.

Equipes estiveram diversos dias em campo para analisar áreas de ocorrência da espécie invasora. A unha-do-diabo possui elevada capacidade de regeneração e rebrota mesmo após ser cortada, além de produzir um látex tóxico, o que torna o manejo ainda mais complexo e arriscado.

Alternativas de manejo

Entre as alternativas de manejo discutidas, ganhou destaque o uso de controle biológico com o fungo da ferrugem Maravalia cryptostegiae, agente anteriormente utilizado na Austrália no controle de espécie do mesmo gênero, apresentando resultados positivos relevantes. 

Nesse contexto, foi apontada a necessidade de se avançar na análise e viabilização dos processos regulatórios para pesquisa, importação e eventual uso do agente biológico no Brasil. Também foi destacada a importância de se avaliar a possibilidade de declaração de emergência fitossanitária ou ambiental, instrumento que pode conferir maior celeridade aos processos legais e administrativos para o enfrentamento da invasão. 

Atividades

Além da discussão técnica, foram realizadas diversas atividades de campo no estado do Ceará durante os dias seguintes, incluindo visitas a fazendas-modelo,  áreas e comunidades afetadas pela espécie invasora.

Nessas ações, foram coletados relatos e observações diretas da invasão biológica, além de serem discutidos diferentes métodos de manejo e tecidas articulações entre atores ambientais locais. 

O evento no Ceará teve apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e do Sindicato das Indústrias Refinadoras de Cera de Carnaúba no Estado do Ceará (Sindcarnaúba).

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Emater/RS-Ascar revisa números da safra de verão no Rio Grande do Sul

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A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar) divulgou, nesta quinta-feira (11/06), uma reavaliação da Safra 2025/2026 de grãos de verão no estado. Com a colheita praticamente concluída, o levantamento atualiza os números de soja, milho, milho silagem, feijão e arroz. O material foi publicado no Informativo Conjuntural e também traz informações sobre a implantação das culturas de inverno.

Na soja, restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem representatividade estatística, segundo a Emater/RS-Ascar. A produtividade média estadual foi revisada para 2.707 quilos por hectare, 14,8% abaixo dos 3.180 quilos por hectare projetados antes do plantio. A área efetivamente plantada somou 6.697.172 hectares, recuo de 1,5% frente aos 6.796.172 hectares da safra 2024/2025, conforme comparação com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção foi estimada em 18.132.401 toneladas, 32,9% acima das 13.643.986 toneladas do ciclo anterior.

No milho, a colheita atingiu 98% da área de 812.540 hectares, 13,1% superior à semeada na safra passada. A produtividade estadual foi reestimada em 7.362 quilos por hectare, com variação mínima em relação à projeção inicial de 7.376 quilos por hectare. A produção foi calculada em 5.981.614 toneladas, alta de 13,1% sobre as 5.290.051 toneladas colhidas anteriormente.

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Para o milho silagem, a colheita supera 99% da área. A Emater/RS-Ascar informou que parte das lavouras destinadas a grãos foi redirecionada para ensilagem após danos provocados por geadas. A produtividade média foi revisada para 36.878 quilos por hectare, 3,8% abaixo da estimativa inicial. A área plantada ficou em 349.085 hectares, e a produção alcançou 12,87 milhões de toneladas, 0,7% abaixo da safra anterior.

No feijão, a primeira safra foi concluída com produtividade de 1.726 quilos por hectare e produção de 41.320 toneladas. Na segunda safra, a colheita avançou para 85%, com produtividade revista para 1.414 quilos por hectare e produção estimada em 13.880 toneladas. No arroz, em entressafra, a área efetivamente plantada foi de 891.908 hectares, com produtividade de 8.703 quilos por hectare e produção de 7.762.464 toneladas, 11,4% inferior ao ciclo anterior.

Para o inverno, a Emater/RS-Ascar informou avanço da semeadura de trigo, aveia-branca, canola e cevada. No caso do trigo, da aveia-branca, da canola e da cevada, a área de 2026 ainda está em levantamento.

O levantamento mostra a consolidação dos números da safra de verão no estado e indica o andamento inicial das culturas de inverno. O material divulgado não informa, porém, estimativas finais de área para trigo, aveia-branca, canola e cevada em 2026.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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