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26 de julho de 2026

Business

Exportações de soja do Brasil podem atingir 110 milhões de t na safra 26/27, projeta consultoria

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Foto: Pixabay

A safra brasileira de soja 2026/27 deverá manter o ritmo de crescimento da demanda, tanto no mercado externo quanto no interno. A avaliação é da consultoria Safras & Mercado, que projeta exportações de 110 milhões de toneladas, impulsionadas pela competitividade do Brasil no comércio internacional e pelo fortalecimento do processamento doméstico da oleaginosa.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a produção está estimada em 180,089 milhões de toneladas, sustentada por um aumento de aproximadamente 1,2% na área cultivada. Com estoques iniciais de 9,7 milhões de toneladas e importações próximas de 900 mil toneladas, a oferta total deverá alcançar cerca de 190,7 milhões de toneladas.

“Esperamos a continuidade do crescimento da demanda, tanto no mercado externo, com exportações ainda robustas, quanto no mercado interno, impulsionado pelo avanço do processamento da oleaginosa e pela maior utilização de óleo de soja na produção de biodiesel”, afirma.

O processamento doméstico deve atingir 63,5 milhões de toneladas, podendo ser beneficiado por um eventual avanço da mistura obrigatória do biodiesel para B16. Com isso, a demanda total é estimada em aproximadamente 177,1 milhões de toneladas.

De acordo com a consultoria, os estoques finais da safra 2026/27 poderão alcançar 13,6 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica.

“Trata-se de um nível bastante confortável, que tende a manter pressão sobre os prêmios de exportação ao longo da temporada, especialmente no primeiro semestre de 2027, caso o cenário de produção se confirme”, destaca Silveira.

Farelo e óleo

No mercado de farelo de soja, a produção é estimada em 50,1 milhões de toneladas. A oferta deverá atender ao crescimento da demanda interna e das exportações, permitindo estoques finais próximos de 10,9 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de soja é projetada em 12,38 milhões de toneladas. O consumo interno seguirá em expansão, impulsionado pela indústria de biodiesel, cuja demanda poderá alcançar cerca de 7 milhões de toneladas. As exportações devem somar 1,4 milhão de toneladas, enquanto os estoques finais são estimados em aproximadamente 407 mil toneladas.

Ajustes na safra 2025/26

A Safras & Mercado também revisou as projeções para a safra 2025/26. A produção passou a ser estimada em 178,34 milhões de toneladas, após pequenos ajustes, principalmente nos estados do Centro-Oeste.

Os estoques de passagem foram reduzidos de 12,6 milhões para 9,7 milhões de toneladas, refletindo o aumento das estimativas para exportações e processamento da indústria.

“As exportações seguem em ritmo bastante robusto, com expectativa de embarques ao redor de 108 milhões de toneladas”, afirma Silveira.

O processamento doméstico também foi revisado para cima, alcançando 62,5 milhões de toneladas. Segundo o analista, as margens favoráveis de esmagamento registradas no primeiro semestre estimularam a atividade da indústria e devem resultar em um elevado volume processado ao fim da temporada.

No segmento de farelo, a produção é estimada em 49,3 milhões de toneladas, com exportações de 25,8 milhões de toneladas e consumo interno de 20,7 milhões de toneladas. Já a produção de óleo de soja deve alcançar 12,18 milhões de toneladas, mantendo a demanda aquecida pela indústria de biodiesel e estoques finais próximos de 324 mil toneladas.

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Agro Mato Grosso

Após sucesso da estreia, GAFFFF Sorriso 2027 já tem data marcada e promete novidades

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O presidente da DATAGRO, Plínio Nastari, anunciou que o GAFFFF Sorriso já tem data confirmada para a segunda edição. Após o encerramento do primeiro Global Agribusiness Festival realizado em Mato Grosso, o executivo confirmou que o evento retornará ao Parque Tecnológico Luiz Giroletti entre os dias 4 e 7 de agosto de 2027, consolidando Sorriso como sede do maior festival de cultura agro do mundo.

Segundo Nastari, a primeira edição serviu como aprendizado para a organização, que já trabalha na implementação de melhorias para tornar a experiência dos participantes ainda mais completa.

“Tem data, sim. De 4 a 7 de agosto de 2027, aqui no Parque Tecnológico de Sorriso. E, com certeza, com inovações. Nós aprendemos muito nessa primeira edição”, afirmou.

Para o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, a confirmação antecipada da próxima edição demonstra que o município correspondeu às expectativas e reforça o protagonismo conquistado no cenário nacional do agronegócio.

“Recebemos a notícia da edição de 2027 com muito entusiasmo. Isso mostra que Sorriso respondeu à altura de um evento desta dimensão. O GAFFFF fortalece nossa vocação como Capital Nacional do Agronegócio, movimenta a economia, gera oportunidades e projeta o nome da nossa cidade para o Brasil e o mundo. Agora, nosso compromisso é trabalhar junto com os organizadores para que a próxima edição seja ainda maior e melhor.”, destacou o prefeito.

O presidente da DATAGRO também confirmou que o GAFFFF continuará sendo realizado em São Paulo. A edição paulista de 2026 acontecerá nos dias 1º e 2 de outubro, enquanto Sorriso seguirá como sede da etapa mato-grossense do festival.

Entre as mudanças já previstas para 2027, Nastari informou que a feira de negócios passará a funcionar no período da tarde, após o encerramento das atividades do Fórum Internacional. A alteração busca oferecer mais conforto aos visitantes diante das altas temperaturas registradas durante o dia.

Outra melhoria anunciada será a ampliação do acesso ao Fórum Internacional. Segundo o presidente da DATAGRO, todos os participantes credenciados poderão acompanhar livremente as atividades, além da adoção de medidas para evitar interferências entre a programação técnica e os testes de som das atrações culturais.

“Nós observamos que, por questões de temperatura, vamos deixar a feira ocorrer a partir das quatro horas da tarde, depois que terminar os trabalhos do fórum. Também vamos abrir a acessibilidade total do fórum para todos os participantes e evitar conflito de som com os testes da programação cultural”, explicou.

Apesar dos ajustes planejados, Nastari avaliou que a estreia do GAFFFF em Sorriso superou as expectativas. Segundo ele, o bom funcionamento da estrutura do evento, especialmente da praça de alimentação e da gastronomia, ressaltando que os pontos levantados fazem parte do processo natural de evolução de uma primeira edição.

“Nós ficamos muito satisfeitos. Toda a alimentação funcionou, a gastronomia também. Estamos identificando pequenos pontos de melhoria, mas foi um evento extraordinário.”

Por fim, ao resumir o resultado do festival, o presidente da DATAGRO definiu o GAFFFF Sorriso em uma frase. “Foi um sucesso espetacular.”

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Exportação de noz-pecã brasileira perde ritmo com entraves externos

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Foto: Public Domain Pictures

A exportação da noz-pecã brasileira passa por um momento de menor ritmo diante de uma combinação de fatores externos, como problemas logísticos, mudanças nas exigências sanitárias e incertezas comerciais. O cenário tem afetado os embarques para alguns mercados internacionais, segundo avaliação do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan).

Apesar dos desafios, o setor mantém expectativa positiva para a próxima safra. A projeção é de produção entre 6,5 mil e 7 mil toneladas em 2026, impulsionada pela entrada de novos pomares em fase produtiva e pela possibilidade de recuperação da produtividade.

De acordo com o presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, os conflitos no Oriente Médio estão entre os fatores que mais impactaram a logística internacional. A instabilidade na região reduziu a disponibilidade de contêineres e elevou os custos dos fretes marítimos, dificultando as negociações com alguns compradores.

“O custo logístico aumentou bastante e isso acabou reduzindo um pouco o ritmo das exportações”, explica o dirigente.

Tarifas dos EUA podem abrir oportunidades

Além dos problemas relacionados ao transporte, o setor acompanha as incertezas envolvendo a política comercial dos Estados Unidos. Ainda não há definição sobre os impactos das medidas tarifárias anunciadas pelo governo norte-americano para produtos sul-americanos.

Para Wallauer, embora exista preocupação com possíveis barreiras, o cenário também pode criar oportunidades para a pecã brasileira. Isso porque Estados Unidos e México registraram uma safra menor no último ciclo, o que pode manter os preços internacionais em patamares mais elevados.

“Há possibilidade de esse tarifaço americano impactar bastante os produtos de origem sul-americana e brasileira. Nós ainda não sabemos bem quanto vai ficar o custo, mas pode ser interessante porque Estados Unidos e México tiveram uma safra menor no ano passado e os preços podem estar um pouco mais acima”, afirma.

Europa amplia exigências para importação

Outro ponto de atenção para os exportadores brasileiros são as novas regras sanitárias e fitossanitárias adotadas pela Europa para a entrada de nozes. Segundo o presidente do IBPecan, as mudanças têm dificultado os embarques para o continente.

“Isso está impactando bastante no mundo inteiro para conseguir exportar nozes para a Europa”, destaca.

A expectativa do setor é que essas exigências sejam revistas para permitir uma retomada das vendas ao mercado europeu.

Enquanto isso, a Ásia segue com negociações mais lentas, e o setor busca ampliar a presença da noz-pecã brasileira em novos mercados.

A avaliação do IBPecan é de que o cenário deve começar a melhorar entre julho e agosto, com uma possível retomada das negociações internacionais.

“Acreditamos que em julho e agosto o mercado vai se estabilizar novamente e vão abrir novas portas para as nozes brasileiras”, conclui Wallauer.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Com mais de 90% de acerto, tecnologia identifica milho tolerante à seca

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Foto: Sandra Brito/Embrapa

Uma equipe do Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC, na sigla em inglês) desenvolveu um método que combina drones, sensores e inteligência artificial para identificar, em campo, plantas de milho mais tolerantes à seca.

A ferramenta permite acelerar e ampliar a seleção de materiais promissores para programas de melhoramento genético, reduzindo a dependência de avaliações manuais. A expectativa é contribuir para o desenvolvimento de cultivares mais resilientes aos efeitos das mudanças climáticas.

“Em vez de medir manualmente inúmeras características das plantas com réguas, balanças e outros equipamentos, como porômetro e clorofilômetro, a proposta é usar imagens para identificar rapidamente quais materiais são mais tolerantes ou mais suscetíveis à seca”, explica Helcio Pereira, que desenvolveu o estudo durante seu estágio de pós-doutorado no GCCRC.

Os pesquisadores avaliaram 28 híbridos de milho (plantas resultantes do cruzamento entre duas linhagens parentais distintas) geneticamente modificados pelo GCCRC. As plantas foram cultivadas em Campinas (SP) sob duas condições experimentais: uma com irrigação e outra com restrição hídrica.

Ao longo de dois anos, a equipe realizou medições agronômicas convencionais para avaliar o desempenho de cada material sob condições de seca. Foram analisadas características como produtividade, altura das plantas, peso dos grãos e tempo de florescimento, permitindo classificar previamente quais variedades eram mais tolerantes e quais eram mais suscetíveis ao estresse hídrico.

Ao mesmo tempo, um drone equipado com câmeras RGB e multiespectral realizou dezenas de voos sobre as áreas experimentais ao longo do desenvolvimento das plantas, capturando tanto imagens convencionais quanto dados na faixa do infravermelho. Com base nas imagens obtidas, os pesquisadores treinaram algoritmos de inteligência artificial para reproduzir a classificação obtida pelos métodos tradicionais.

Em alguns cenários, os modelos alcançaram taxas de acerto superiores a 90%, demonstrando o potencial da tecnologia para identificar rapidamente, e em larga escala, materiais promissores para programas de melhoramento genético.

“Se a planta mantém produtividade maior em condição de estresse, isso indica maior tolerância. O modelo aprende esses padrões e depois consegue classificar novas amostras apenas usando imagens”, afirma Pereira.

Voos e câmeras

“Realizamos dezenas de voos ao longo de dois anos para testes. Ao final desse experimento, identificamos que seis voos representativos já fornecem as informações necessárias para identificar as diferenças entre os materiais”, complementa Juliana Yassitepe, pesquisadora do GCCRC e da Embrapa Agricultura Digital.

Segundo os autores, as imagens mais informativas foram obtidas em diferentes fases do desenvolvimento da cultura, incluindo períodos vegetativos, florescimento e enchimento de grãos. O estudo mostrou que a resposta das plantas à seca muda ao longo do ciclo e que avaliações distribuídas no tempo permitem capturar alterações fisiológicas importantes relacionadas ao estresse hídrico.

“A resposta da planta muda durante o desenvolvimento. Então, quando usamos imagens coletadas em diferentes fases da cultura, conseguimos uma classificação mais acurada”, explica Pereira.

O estudo também mostrou que os sensores multiespectrais (dispositivos capazes de capturar imagens em diferentes faixas específicas da luz, incluindo aquelas que são invisíveis ao olho humano) são mais eficientes para detectar sinais de estresse hídrico nas plantas do que as câmeras convencionais (tipo RGB).

A vantagem está na capacidade de registrar a banda do infravermelho próximo (NIR, na sigla em inglês), invisível ao olho humano, mas capaz de revelar alterações fisiológicas relacionadas à disponibilidade de água. Essa informação adicional permitiu uma classificação mais precisa das plantas quanto à tolerância à seca.

Novas metodologias

“O GCCRC atua fortemente no desenvolvimento de metodologias de avaliação. Esses modelos ajudam a ampliar a escala das análises no campo e permitem avaliar mais plantas e mais materiais usando imagens com boa confiabilidade”, afirma Yassitepe.

Segundo ela, a metodologia pode ser adaptada para outras culturas e aplicações, como a identificação de plantas resistentes a doenças. “A metodologia pode ser calibrada para diferentes objetivos.

No milho, por exemplo, uma característica importante é o sincronismo entre as flores masculinas e femininas, que influencia a capacidade da planta de produzir grãos sob condições de seca. Em outras culturas, outros parâmetros podem ser mais importantes”, explica a pesquisadora.

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