Sustentabilidade
Com 93% da área semeada, safra de trigo no RS avança para as fases finais de plantio – MAIS SOJA

A semeadura de trigo evoluiu para 93% da área prevista no Estado. Está praticamente finalizada a Noroeste, e mais atrasada a Sudeste e nas áreas de maior altitude, onde o zoneamento permite realizar a operação até o final de julho. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento, favorecidas pelo frio.
A maior incidência de radiação solar foi importante para o desenvolvimento dos cultivos, melhorando o aspecto das plantas. A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, onde se encontram 28% da área de trigo no Estado, a semeadura atingiu 98% do projetado, e se aproxima do final. Entre os dias 08 (quarta-feira) e 10/07 (sexta-feira) à tarde, foi possível dar continuidade à semeadura, cuja intensidade vem se reduzindo à medida que os produtores finalizam a operação nas suas propriedades.
O desenvolvimento das plantas está adequado. Já a maior presença de sol deixou a coloração verde das plantas mais intensa. A fase de perfilhamento está iniciando mais cedo, aumentando a possibilidade de formação de boas espigas nos afilhos. Nas lavouras em afilhamento, os produtores estão realizando a aplicação de herbicidas para o controle de ervas daninhas.
As plantas apresentam excelente sanidade. Na de Santa Rosa, onde estão 22% da área de trigo do Estado, o plantio evoluiu para 96%, e as lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, em condições e estabelecimento inicial satisfatórios. A maior parte das áreas se encontra na fase de perfilhamento. Devido ao avanço do ciclo e à maior luminosidade, tem sido realizada a adubação nitrogenada em cobertura. As áreas semeadas recentemente apresentam emergência uniforme e estande de plantas adequado. As geadas contribuíram para a sanidade das lavouras.
Em relação ao manejo fitossanitário, os produtores aguardam a melhora das condições climáticas para iniciar as aplicações preventivas para doenças foliares. A maior incidência de radiação solar, observada nos últimos dias, possibilitou o avanço no controle de plantas espontâneas, sendo aplicados herbicidas em diversas lavouras para eliminar nabo, aveia, azevém, flor-roxa e outras invasoras, que podem comprometer o desenvolvimento da cultura e o potencial produtivo das áreas.
Na de Frederico Westphalen, onde são cultivados 13% das áreas de trigo no Estado, a cultura está em fase de desenvolvimento vegetativo com bom estabelecimento. Entretanto,
durante o período, o desenvolvimento foi parcialmente limitado pela reduzida disponibilidade de radiação solar, decorrente da elevada nebulosidade. Os produtores se concentram na aplicação de herbicidas para controle de plantas daninhas e de fungicidas, além da adubação nitrogenada em cobertura.
Na de Passo Fundo, os cultivos estão na fase inicial de crescimento e desenvolvimento vegetativo. Os produtores estão realizando adubação em cobertura com nitrogênio, embora
o ritmo de crescimento da cultura nesta fase inicial esteja reduzido devido ao baixo nível de
insolação nas últimas semanas, as demais condições de clima estão favoráveis.
Na de Bagé, na Fronteira Oeste, em Santa Margarida do Sul e São Gabriel, as lavouras foram afetadas pelas geadas intensas e sucessivas, associadas a dias predominantemente nublados, que causaram estresse e limitação no desenvolvimento. Em São Borja, onde o clima é normalmente mais ameno, a situação da cultura está bastante satisfatória, destacando-se a boa sanidade das lavouras, que, até o momento, tem dispensado maiores custos para a aplicação de fungicidas.
O plantio foi concluído nesse município, que continua com a maior área cultivada do cereal na região, apesar da redução drástica de aproximadamente 35% (de 28.000 para 18.000 hectares) na comparação com a safra passada. Em Manoel Viana, 90% dos 4.500 hectares previstos foram semeados. As lavouras estabelecidas apresentam bom potencial. Na Campanha, a semeadura avançou no período, especialmente a partir de 08 (quarta-feira) a 10/07 (sexta-feira), quando o sol predominou e as temperaturas foram mais elevadas. Alguns produtores aguardam para dar continuidade aos trabalhos após a passagem das fortes chuvas, previstas para o início da segunda quinzena de julho, de modo a evitar problemas com o excesso de umidade e a eventual ocorrência de processos erosivos, considerando o período do Zoneamento Agrícola, que segue até 31/07.
Na de Caxias do Sul, o tempo seco, durante parte do período, favoreceu o andamento da semeadura, que chegou a 25% do total esperado para a safra. As condições climáticas estão favoráveis para o bom estabelecimento inicial das lavouras.
Na de Erechim, segue o plantio, chegando a 85% da área. Os cultivos estão nas fases de germinação e de desenvolvimento vegetativo. Na de Santa Maria, o plantio avançou para 92% da área. A realização dos manejos nas lavouras, especialmente as aplicações de herbicidas destinadas ao controle de plantas daninhas, foram dificultadas pelo tempo úmido. Além disso, o desenvolvimento vegetativo inicial segue prejudicado pelos elevados índices de umidade, associados à predominância de dias nublados e à baixa incidência de radiação solar.
Na de Soledade, a semeadura avançou pouco devido ao alto teor de umidade do solo, chegando a 95%. A operação está concluída no Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra, e restam os municípios do Baixo Vale do Rio Pardo. Conforme o ZARC, na região, o período de semeadura finaliza em 20/07 para a maioria dos municípios, e em final de julho para os de maior altitude, como Soledade e Encruzilhada do Sul.
A ocorrência de geadas favoreceu as lavouras nesta fase inicial de desenvolvimento, pois deixa as plantas mais robustas e com maior perfilhamento. No entanto, o excesso de umidade do ambiente beneficia a incidência de doenças fúngicas, como manchas foliares. Os produtores realizam o controle de plantas invasoras em pós-emergência e adubação nitrogenada em cobertura nas primeiras áreas semeadas. Estão 10% das lavouras em germinação, e 90% em desenvolvimento vegetativo.
Na de Pelotas, a semeadura está em 77%, e os cultivos em desenvolvimento vegetativo, considerado normal para o período. A área plantada diminuiu nesta safra, e muitos produtores de trigo optaram pelo plantio de canola e carinata.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,59%, passando de R$ 69,59 para R$ 70,00 com pH padrão 78. Bolsa de Cereais de Cruz Alta teve preço de R$ 78,00 para produto disponível.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.
Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.
Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).
Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.
Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).
Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.
Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.

Referências:
DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.
ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.
SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.
De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.
Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.
O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.
Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.
O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.
Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).
Cuiabá
Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.
O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.
Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).
Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).
“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.
CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.
Fonte: Assessoria de imprensa
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