Agro Mato Grosso
FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros
A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.
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“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp., Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.
Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais
Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.
Agro Mato Grosso
Custo total da produção de algodão em Mato Grosso sobe I agro.mt

O mais relatório de custos do algodão da safra 26/27, referente ao mês passado, o custeio apresentou retração de 1,44%, sendo estimado em R$ 10.619/hectare em comparação com junho de 2025. Como resultado, o custo operacional efetivo recuou 0,68% em relação à safra anterior, totalizando R$ 15.218,19/hectare. Em contrapartida, o custo total aumentou 1,04%, alcançando R$ 18.658,81/hectare.
Utilizando como referência a produtividade estimada para a safra 25/26, de 127,52 @/hectare de pluma, o ponto de equilíbrio para cobertura do custo efetivo foi estimado em R$ 119,34/@. Já o preço médio ponderado da pluma para a safra 2026/27 ficou em R$ 127,31/@, indicando que as cotações atuais permanecem acima do ponto de equilíbrio, analisam o Senar-IMEA que fazem o levantamento.
“Contudo, a diferença entre o preço comercializado e o ponto de equilíbrio foi de R$ 7,97/@, inferior à observada nas últimas safras, indicando uma redução da margem de segurança sobre os custos operacionais e reforçando a necessidade de uma gestão eficiente dos custos de produção para preservar a rentabilidade da atividade”, conclui.
Agro Mato Grosso
Conexão movimenta a 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo

Quando se fala em agronegócio, é comum que a atenção esteja voltada para a produção dentro da porteira. No entanto, os impactos da atividade rural ultrapassam os limites das propriedades e chegam diretamente às cidades. Em Mato Grosso, a força do agro movimenta a economia, gera empregos, aumenta a qualidade de vida e contribui para o desenvolvimento social de centenas de municípios. É essa conexão entre campo e cidade que inspira o tema da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo: “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”.
Ao propor essa reflexão, a premiação convida jornalistas e comunicadores a retratarem histórias que mostram como a produção agrícola sustentável influencia a vida das pessoas, fortalece comunidades e contribui para a construção de um futuro mais próspero para toda a sociedade. O diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, comentou que debater esse tema nos grandes centros contribui não apenas para informar, mas também para mostrar que o agro está presente em diversos debates, mesmo quando não é citado diretamente.
“A gente sabe que muitas informações que hoje circulam nos grandes centros, nas cidades e também nos grandes veículos de comunicação são inverídicas e não contemplam a realidade que acontece no campo, principalmente aqui no Brasil, onde temos leis ambientais extremamente rígidas, entre as mais rigorosas do mundo. Também contamos com algumas das melhores práticas agrícolas e sustentáveis do planeta. Muitas pessoas acreditam que o campo e a sociedade estão de alguma forma desconectados, o que não é verdade. Existe uma ligação muito forte, e toda ação que acontece no campo reflete diretamente na cidade”, afirmou.
Há tempos, a agricultura ultrapassou o conceito de apenas produzir alimentos. Hoje, a produção agropecuária está presente em diversos setores da economia, inclusive nos combustíveis. Nathan Belusso explicou que a conexão entre a cidade e o agro pode ser percebida em diferentes áreas, mas uma das mais debatidas atualmente é o uso do etanol como alternativa à gasolina.
“Estamos acompanhando os impactos das guerras que acontecem no mundo. Um dos setores mais afetados, especialmente nos conflitos do Oriente Médio, é o dos combustíveis fósseis. O que muitas pessoas não sabem é que grande parte dos combustíveis utilizados no Brasil tem origem em fontes renováveis, e essas fontes vêm do agro. O milho, por exemplo, é transformado em etanol, enquanto a soja é utilizada na produção de biodiesel. Isso afeta diretamente a vida nas cidades, contribuindo para reduzir custos para a população”, disse.
A produção de etanol de milho ganhou força no Brasil a partir da última década, acompanhando a expansão da cultura no país. Além de utilizar uma fonte renovável, o combustível também contribui para a melhoria da qualidade do ar, emitindo menor quantidade de poluentes durante a combustão e colaborando para um ambiente mais limpo nas cidades.
Essa conexão entre o campo e a cidade demonstra como o agro e a indústria evoluíram ao longo dos anos para contribuir com uma melhor qualidade de vida para a população. Com o Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo, a entidade busca incentivar esse debate, ampliar a divulgação de informações sobre o setor e mostrar a realidade de quem produz alimentos, energia e desenvolvimento para o Brasil.
O Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo está com as inscrições abertas até o próximo dia 7 de agosto. Com mais de R$ 210 mil em premiação, o concurso busca reconhecer o trabalho dos profissionais da comunicação que fortalecem o diálogo entre o agro e a sociedade. Ao todo, 17 participantes serão premiados durante a cerimônia de entrega dos prêmios, marcada para novembro. Além da premiação em dinheiro, os dez finalistas de cada categoria e os cinco finalistas da categoria Destaques Mato-grossenses concorrerão ao Prêmio Master, que consiste em uma viagem aos Estados Unidos com a Aprosoja MT, prevista para 2027.
Agro Mato Grosso
‘Fórmula-1 Caipira’; o agro transformou a terra batida em alta velocidade no país

Não é à toa que o autocross ganhou o apelido de “Fórmula-1 Caipira” nos anos 1990!. Dos 37 pilotos inscritos no grid da temporada de 2026, aberta em maio na cidade de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, 90% tem como principal fonte de renda a agricultura. São produtores de soja, milho, algodão, e pecuaristas que dividem espaço com filhos de produtores e empresários ligados ao campo, em finais de semana eletrizantes, de muita velocidade e adrenalina.
Para os pilotos/agricultores, as corridas não são apenas uma competição, mas uma maneira de se desligar do negócio que exige também muito suor e inteligência; afinal, eles produzem e exportam alimentos para o mundo.
Segundo Gian Pasqualli, CEO do Autocross Brasil, “praticamente todo o grid está ligado ao agronegócio”. Eles são principalmente de Mato Grosso, Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul, regiões que concentram algumas das maiores áreas agrícolas do planeta.
Juntos, os pilotos representam mais de 2 milhões de hectares cultivados. Ou seja, cada corrida é também um encontro de grandes produtores rurais, reforçando a identidade do autocross como esporte do agro.
No kartcross, que terá a etapa única do Campeonato Brasileiro no mesmo fim de semana (15 a 17 de agosto), em Rio Verde-GO, 75% dos pilotos também trabalham no agronegócio, e, as 80 inscrições para a competição se encerraram em apenas 37 minutos.
Marlon Fedrizzi está entre esses pilotos/agricultores do autocross. As propriedades ficam em Campo Novo do Parecis e Brasnorte. Lá o piloto planta soja, algodão, cana-de-açúcar, milho, trigo, feijão e também investe na pecuária. Como os “concorrentes”, Marlon vê no esporte uma válvula de escape, em que a velocidade e a adrenalina ajudam a equilibrar o cotidiano, muitas vezes longe da vida agitada das grandes cidades.

“Meus pais saíram do Paraná e foram para Maracaju-MS, e se apaixonaram. Em 1975 vieram buscar o sonho no Chapadão do Parecis. Vim pra cá muito jovem, saí pra estudar e voltei para trabalhar na fazenda. Os desafios de estrutura foram sendo superados e ao longo desses 35 anos foram muitos altos e baixos. Todo agricultor participa da formação e do desenvolvimento da sociedade, é muito gratificante”, disse Fedrizzi.
Valdir Roque Jacobowski (55) compete há 21 anos e admite: “Quando a gente entra na gaiola, se desliga do mundo, é bom demais. Faz 21 anos que comecei e não consigo largar mais”, declarou o piloto, que também possui propriedade em Campo Novo do Parecis, onde cultiva soja, milho, algodão, bem como cria bovinos para corte.
“Pra ficar melhor, só faltava dar dinheiro (risos)”, disse, brincando, o piloto, já que, apesar dos grandes investimentos das equipes, após cada corrida, os que têm sorte voltam pra casa com um troféu.
Também agricultor na região de Primavera do Leste, Lucas Locatelli admite que tem motivos a mais para comemorar quando está nas pistas.
Ele e o pai (Renato) aceleram juntos, inclusive no asfalto, com a Porsche Cup que é disputada em vários autódromos do Brasil e em outros países também.
“Aqui plantamos soja e milho. Acho que a agricultura e o automobilismo têm em comum a imprevisibilidade, são muito desafiadores. Sem dúvida, para nós as corridas funcionam como uma válvula de escape, um hobby, que serve para desestressar, se desligar do trabalho; além disso, tem o fato de eu estar junto na pista com meu pai e esse momento é muito legal”, comentou Locatelli.
O Campeonato
O campeonato nacional é dividido em etapas ao longo do ano, realizadas em cidades estratégicas para o agronegócio. Entre os polos mais importantes e sedes das corridas estão Luís Eduardo Magalhães (BA) polo da soja e algodão, Rio Verde (GO) forte em milho e pecuária, Mato Grosso, maior produtor agrícola do país, com Tapurah, em setembro, e Cuiabá, sediando a grande final em novembro.
Cada etapa movimenta centenas de pessoas: pilotos, mecânicos, famílias, organizadores e público local. As provas são transmitidas em canais digitais, como o YouTube, ampliando a visibilidade da modalidade.
Além da competição, o autocross desperta curiosidade pelos bastidores, que começa pelo investimento para se competir. O custo de um carro, chamado de Gaiola, pelo fato de o piloto ocupar um cockpit de chassi tubular, com grade de proteção, pesando cerca de 700-735 kg, pode variar entre R$ 80 mil e R$ 150 mil, dependendo da tecnologia e preparação. Esses bólidos, mesmo em pistas de terra, podem ultrapassar facilmente os 160 km/h em retas curtas. O motor é Volkswagen AP 1.6 (aspirado), movido a etanol, com potência entre 150 a 160 cavalos.
O que o público não vê é a logística necessária para uma competição de âmbito nacional, afinal é preciso transportar todos ops carros, preparar as pistas do zero em poucos dias e montar toda a estrutura que envolve camarotes, arquibancadas, praças de alimentação, lounge com telão, sistema de som, climatizadores e banheiros químicos.
Receber uma etapa do campeonato significa muito para a economia local. Hotéis, restaurantes, oficinas, serviços de segurança e logística são movimentados. Além disso, produtores locais aproveitam o evento para mostrar suas marcas, produtos e até fechar negócios no paddock.
Não raro, feiras improvisadas surgem ao lado das corridas, com exposição de máquinas agrícolas, insumos e soluções financeiras. Isso transforma o autocross em uma plataforma de networking do agronegócio, além de entretenimento.
Por ser considerado o esporte do agro, o autocross atrai patrocinadores ligados ao campo: empresas de sementes, defensivos, fertilizantes, concessionárias de máquinas e até bancos especializados em crédito agrícola. Gian Pasquali pensa até em internacionalizar a modalidade, levando equipes brasileiras para fora do país.
Foi o crescimento desse esporte, por exemplo, que fez surgir em Cuiabá o Autódromo Internacional de Mato Grosso, inaugurado no ano passado, dentro das normas da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), outra evolução da terra para o asfalto!.
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