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“Cara Limpa”: 1,5 mil atletas ocupam as ruas de Cuiabá em retorno triunfal de corrida da PJC

Após três anos de pausa, evento celebrou os 184 anos da Polícia Civil com provas de 5 e 10 km no Centro Político
A Polícia Civil realizou a 11ª Corrida de Cara Limpa contra as Drogas, neste domingo (26.4), em Cuiabá. O evento reuniu 1,5 mil atletas profissionais e amadores pelas ruas do Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá.
A investigadora Caroline Rezende, da Delegacia de Roubos e Furtos de Rondonópolis, que conquistou o primeiro lugar dos 5km, da categoria policial civil. “Foi uma sensação muito boa, conquistar essa premiação. Estava treinando para baixar meu recorde pessoal e consegui alcançar esse objetivo e ainda levar o pódio”, disse a policial civil.
“Apesar de todo trabalho, é uma satisfação enorme ver o resultado da corrida. Este ano conseguimos uma oferecer uma estrutura bastante inovadora com atrações musicais, hidratação, frutas e demais cortesias a todos os participantes. Quero parabenizar a todos os atletas que prestigiaram nosso evento e aos demais colaboradores e patrocinadores”, destacou o delegado Mario Dermeval, responsável pela organização da corrida.
Confira o resultado da prova por meio do link https://morro-mt.com.br/resultados/11a-corrida-de-cara-limpa-contra-as-drogas-618.
A Corrida de Cara Limpa contra as Drogas surgiu da iniciativa de despertar a consciência da população sobre os danos à saúde física e mental que as drogas provocam ao ser humano, buscando como objetivo maior promover a qualidade de vida da população, por meio da prática desportiva.
A ação é desenvolvida pela Coordenadoria de Polícia Comunitária, desde 2009. O evento chegou a ficar paralisada por três anos, sendo retomado, este ano, em sua 11ª edição, reunindo 1,5 mil participantes.
Com Assessoria
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Estudo identifica efetores da ferrugem capazes de suprimir imunidade

Proteínas de Hemileia vastatrix atuam em diferentes fases da infecção e alvos celulares do cafeeiro
Pesquisadores identificaram 15 proteínas efetoras de Hemileia vastatrix com capacidade de suprimir a imunidade desencadeada por padrões, conhecida como PTI. O estudo avaliou 44 candidatos e também encontrou cinco efetores capazes de reduzir a imunidade desencadeada por efetores, chamada ETI. Três proteínas atuaram nos dois mecanismos de defesa vegetal.
A equipe reuniu ensaios funcionais, análise da expressão dos genes durante a infecção e avaliação da localização das proteínas dentro das células. Os experimentos utilizaram Nicotiana benthamiana e o sistema de entrega de efetores baseado em Pseudomonas fluorescens.
Componentes compartilhados
Os candidatos HvEC_006, HvEC_053 e HvEC_081 suprimiram PTI e ETI. Segundo os pesquisadores, esse comportamento sugere atuação sobre componentes regulatórios compartilhados pelas duas vias de imunidade. Os alvos moleculares dessas proteínas ainda permanecem desconhecidos.
Os 15 efetores capazes de reduzir PTI também favoreceram a multiplicação de Pseudomonas syringae nas folhas usadas nos ensaios. A população bacteriana superou o controle em mais de três ordens de magnitude após 48 horas.
A expressão dos genes mostrou uso sequencial dos efetores durante a infecção. Alguns apresentaram maior atividade em urediniósporos dormentes ou em germinação. Outros atingiram maior expressão durante a penetração no hospedeiro ou nas fases posteriores da colonização biotrófica.
Localização celular
A análise de localização celular apontou concentração de seis efetores no núcleo. Outros três se acumularam nos cloroplastos. Esses compartimentos participam de processos ligados à regulação da resposta imune vegetal.
Os resultados oferecem critérios para priorizar efetores em estudos sobre genes de avirulência reconhecidos pelos genes de resistência SH do cafeeiro. O trabalho também amplia a compreensão dos mecanismos usados por Hemileia vastatrix para manter a colonização de tecidos vivos (doi 10.1111/mpp.70341).
O estudo foi realizado por Thiago Maia, Gustavo Marin-Ramirez, Maicon N. Araujo, Larissa G. Zanardo e Sérgio H. Brommonschenkel.
Agro Mato Grosso
Valtra reúne gerações de tratores em expedição na Bahia

Caravana percorre 206 km pelo Oeste Baiano com modelos históricos e máquinas equipadas com alta tecnologia
A história da mecanização agrícola brasileira estará em movimento durante a quinta edição do Viajando com V de Valtra – Caminhos do Oeste Baiano. Entre os dias 18 e 20 de setembro, uma caravana com 14 tratores percorrerá 206 quilômetros ligando os municípios de Correntina e Bom Jesus da Lapa (BA). Realizada em parceria com a concessionária Nossa, a expedição promoverá um encontro inédito entre tratores clássicos da era Valmet e os mais modernos equipamentos da Valtra, demonstrando a evolução tecnológica do setor em uma das regiões agrícolas mais produtivas do país.
Pioneira no setor ao se instalar no país em 1960 em Mogi das Cruzes (SP), a trajetória da Valtra reflete os grandes marcos da agricultura nacional. A jornada técnica teve início na Era da Força Bruta e Mecânica Simples (décadas de 1970 e 1980), focada em robustez, motores de injeção mecânica (como a linha MWM), tração 4×2 e postos de operação acavalados com alavancas centrais. A marca promoveu a revolução ergonômica e o pioneirismo do câmbio lateral (finais das décadas de 1980 e 1990) ao introduzir a primeira plataforma plana com câmbio lateral sincronizado do Brasil, além do sistema Multitorque (16×8) e motores de 6 cilindros.
Na sequência, a Consolidação das Séries A, BM e o Conforto Plataformado (anos 2000 a 2010) marcou a transição para a marca Valtra e a padronização dos motores AGCO Power Turbo Intercooler, maior capacidade hidráulica e tração 4×4 (TDA) de série. Atualmente, A Era da Cabine de Alta Tecnologia, Automação e Transmissão CVT (a partir de 2017) representa o salto para a agricultura moderna, trazendo transmissões continuamente variáveis sem escalonamento de marchas, gestão eletrônica Power Control DTM, reversor eletro-hidráulico Power Shuttle, telemetria e piloto automático centimétrico.
“O Oeste da Bahia foi escolhido por ser uma referência nacional em agricultura de precisão, produtividade e inovação. É o cenário ideal para demonstrar como a Valtra se traduz em mais eficiência, tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade para o produtor”, destaca Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.
Uma viagem pela evolução dos tratores
A diversidade de máquinas será um dos elementos que mais chamará a atenção durante a expedição. A caravana reunirá tratores atuais e modelos históricos, permitindo observar, lado a lado, como a tecnologia agrícola evoluiu ao longo das décadas sem deixar para trás características que sempre fizeram parte da identidade da marca, como robustez, confiabilidade, versatilidade e eficiência.
Entre os modelos mais atuais estão o A990 Cabinado e o A800 Cabinado, da Série A2R; o BM115 nas versões cabinada e plataformada; o T250, da Série T CVT; o A750 Plataformado, da Série A; e o A134 HiTech, da Série A4 HiTech. A relação também inclui modelos históricos da época da Valmet, como o 85 ID, 1280 Plataformado, 885 Plataformado, 985 Cabinado e 1680.
O resultado é uma composição que representa diferentes perfis de produtor, operações e necessidades do campo. De tratores compactos e versáteis, voltados a atividades como fruticultura e pecuária, a máquinas de maior potência destinadas a operações pesadas e de grande escala, a expedição apresenta um panorama da evolução dos equipamentos agrícolas e da própria trajetória da marca no Brasil.
Um dos exemplos dessa evolução está nos tratores A800 e A990 da Série A2R. A linha combina simplicidade, versatilidade e economia de combustível, com motores trabalhando em alto torque e baixa rotação. Segundo a Valtra, a Série A2R pode proporcionar até 10% de redução no consumo de combustível, além de capacidade de levante até 6% superior às opções de mercado. Os modelos contam ainda com diferentes opções de transmissão e versões com cabine de fábrica, ampliando o conforto para jornadas mais longas.
Já o BM115 cabinado e plataformado representam uma das linhas mais tradicionais da Valtra entre os produtores brasileiros. A família BM é reconhecida pela combinação de robustez, confiabilidade, simplicidade e baixo custo operacional. O BM115 possui 117 cv, motor AGCO Power de quatro cilindros e transmissão de 16 marchas à frente e oito à ré. A tecnologia Multitorque permite rapidez na troca de velocidade de operação e contribui para uma economia de combustível de até 15%, de acordo com a Valtra. A linha está disponível nas versões plataformada e cabinada.
A presença dos BM também reforça o caráter histórico da expedição. A linha tem mais de duas décadas de mercado e ganhou uma edição especial para celebrar os 65 anos da Valtra no Brasil, preservando os atributos que fizeram do modelo uma referência entre os produtores.
Quando se pensa em alta tecnologia, o T250 CVT simboliza o topo de linha da Valtra em desempenho, potência e inteligência embarcada. Com 250 cv e motor AGCO Power de seis cilindros, o modelo é destinado a operações de maior demanda, como preparo de solo, transporte e plantio em larga escala. Seu principal diferencial é a transmissão continuamente variável (CVT), que ajusta a rotação do motor a partir da velocidade, de acordo com a operação, permitindo trabalhar na faixa mais eficiente do conjunto. A Valtra destaca que a tecnologia pode proporcionar redução de consumo de combustível e maior eficiência operacional.
O T250 também representa a aproximação entre potência e agricultura de precisão. A Série T CVT pode sair de fábrica com piloto automático e recursos voltados ao controle das operações agrícolas, além de oferecer cabine projetada para jornadas prolongadas e integração com tecnologias de gestão e produtividade.
Outro representante da atual geração é o A134 HiTech, de 135 cv. O modelo integra a Série A4 HiTech e combina motor eletrônico AGCO Power de quatro cilindros com transmissão PowerShift, permitindo mudanças de marcha sem a necessidade de acionar o pedal da embreagem. A configuração foi desenvolvida para proporcionar maior eficiência e reduzir o esforço do operador, além de estar preparada para receber recursos de agricultura de precisão.
A diversidade também aparece no A750 Plataformado, de 75 cv, pensado para operações que exigem agilidade e manobrabilidade, como atividades de agricultura familiar, fruticultura e pecuária. O modelo combina dimensões compactas, facilidade de operação e baixo consumo de combustível, características que ampliam sua versatilidade em diferentes propriedades.
Do 85 ID ao 1680: máquinas que ajudam a contar a história do campo
Se os modelos mais modernos mostram o presente e o futuro da mecanização, os tratores históricos levam para a estrada a memória de diferentes fases da agricultura brasileira.
Entre eles está o 85 ID, associado à tradição dos tratores Valmet e reconhecido pela simplicidade mecânica, facilidade de manutenção e versatilidade operacional. O modelo foi desenvolvido para atender atividades de transporte, preparo do solo e acionamento de implementos, ajudando a consolidar a reputação de robustez e confiabilidade que acompanha a marca.
O 1280 Plataformado, por sua vez, integra a histórica linha de tratores pesados e foi desenvolvido para operações de maior exigência de tração. Com motor turboalimentado e elevada capacidade de torque, o modelo representa uma geração de máquinas concebidas para trabalhar com implementos de grande porte e enfrentar operações pesadas no campo.
Também estará presente o 885 Plataformado, modelo reconhecido pelo equilíbrio entre peso, potência e aderência. A máquina participou de diferentes etapas do ciclo produtivo, do plantio ao transporte, e ficou marcada pela longevidade de seu motor, facilidade de manutenção e capacidade de trabalho.
Outro clássico da caravana será o 985 Cabinado, trator de aproximadamente 100 cv que marcou época pela robustez mecânica e pela facilidade de manutenção. A versão cabinada representa também um momento importante da evolução dos equipamentos agrícolas, quando o conforto e a proteção do operador passaram a ganhar cada vez mais espaço no desenvolvimento das máquinas.
Fechando esse passeio pela história está o 1680, um dos modelos mais emblemáticos entre os tratores pesados da época Valmet. Desenvolvido para operações de preparo profundo de solo e tracionamento de grandes implementos, o modelo contava com motor turbo de seis cilindros e estrutura robusta, características que fizeram dele uma referência em força, aderência e resistência.
Uma expedição que atravessa gerações
Desde 2022, o Viajando com V de Valtra percorre diferentes regiões do Brasil. A primeira edição passou pelo Caminho da Fé, em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. Em 2023, a caravana esteve nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, percorreu a Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.
A quinta edição mantém a mesma essência: utilizar os tratores como instrumentos para aproximar pessoas, mostrar diferentes realidades agrícolas e valorizar o Brasil que produz.
No Oeste da Bahia, essa história será contada por meio de uma caravana que reúne passado, presente e futuro. De modelos que ajudaram a construir a mecanização brasileira a máquinas equipadas com transmissão CVT, motores com gerenciamento eletrônico e recursos de agricultura de precisão, os tratores mostrarão que a evolução tecnológica não apaga a tradição, mas sim faz parte dela.
Ao longo dos 206 quilômetros, a expedição pretende colocar em evidência não apenas a evolução das máquinas, mas também a evolução do próprio campo brasileiro: um setor que preserva sua história, incorpora novas tecnologias e busca continuamente mais produtividade, eficiência e sustentabilidade.
A edição Caminhos do Oeste Baiano reforça, assim, o propósito do Viajando com V de Valtra de percorrer as principais regiões produtoras do Brasil e dar visibilidade às diferentes histórias que formam o agronegócio nacional. Ao atravessar estradas, fazendas, rios e comunidades, os tratores levam consigo uma mensagem que vai além da tecnologia: a de que cada região tem uma história para contar e que o campo brasileiro é formado por muitas realidades, culturas e gerações que, juntas, ajudam a movimentar o País.
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Polícia Civil desarticula esquema de furto de módulos eletrônicos de caminhões em Rondonópolis

Peças de alto valor eram furtadas para abastecer mercado clandestino. Alvo principal da operação tem ligação com facção e já estava em presídio
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (15.9), a Operação Reconexão, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao furto de módulos eletrônicos de caminhões na região de Rondonópolis.
As investigações, realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, tiveram início a partir de furtos de módulos eletrônicos registrados em Rondonópolis em dezembro de 2025.
No decorrer dos trabalhos, os policiais civis realizaram levantamentos e diligências que permitiram identificar o principal suspeito e reunir elementos sobre a dinâmica dos crimes e sua possível atuação em outros municípios.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram três mandados de busca e apreensão domiciliar, um mandado de busca e apreensão veicular e um mandado de prisão preventiva, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias.
As ordens judiciais foram cumpridas em endereços localizados nos bairros Alfredo de Castro e Parque São Jorge. O mandado de prisão preventiva pelo crime de furto qualificado foi cumprido contra um homem de 34 anos, apontado como principal investigado pelos furtos. Ele já se encontrava recolhido na Cadeia Pública de Água Boa, em decorrência de prisão anterior relacionada a furtos praticados em Querência.
O veículo que foi objeto do mandado de busca e apreensão veicular citado anteriormente, um Fiat Palio prata, foi localizado e apreendido pelas equipes da Derf. O automóvel é apontado nas investigações como utilizado pelo suspeito para seus deslocamentos e será submetido aos procedimentos periciais e investigativos pertinentes.
Também foram apreendidas anotações que indicam possível ligação do investigado com uma facção criminosa, circunstância que será aprofundada no decorrer das investigações.
Os módulos eletrônicos de caminhões são componentes de elevado valor no mercado paralelo, e o furto dessas peças provoca prejuízos significativos a transportadores e empresas que utilizam as rodovias da região, importante entroncamento logístico do Estado.
As investigações continuam com o objetivo de identificar possíveis receptadores, localizar outros módulos furtados e identificar outros envolvidos nos crimes.
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