Agro Mato Grosso
Valtra apresenta o “Talking Tractor”, máquina que interage com o produtor na Agrishow 2026
Baseado em Inteligência Artificial, o conceito inédito permite que o produtor interaja com o maquinário, transformando dados complexos em diálogos simples e visuais.
O uso de Inteligência Artificial para aumentar a eficiência no agronegócio ganha um novo patamar. Durante a Agrishow 2026, a Valtra apresenta pela primeira vez no Brasil o Talking Tractor. A inovação, que teve sua estreia global na Agritechnica 2025, na Alemanha, transforma as máquinas agrícolas em assistentes interativos.
Por meio de comandos de voz e texto, entre várias interações possíveis, o produtor rural pode perguntar à máquina sobre métricas de desempenho, economia de combustível ou emissões de carbono, recebendo insights imediatos para melhorar a gestão financeira e operacional da fazenda. Essa revolução digital encontra um terreno fértil no país. Segundo a McKinsey & Company, 54% dos produtores brasileiros acreditam que inovações tecnológicas aumentam seus ganhos.
Além disso, dados da Universidade de Brasília (UnB) mostram que mais de 95% dos produtores rurais já utilizam tecnologia digital, sendo que 70% utilizam softwares para gestão de propriedades.
Integrado ao aplicativo Valtra Coach, o conceito funciona a partir de um dispositivo móvel e responde a comandos nos idiomas: inglês, alemão, francês, finlandês e também espanhol e português. Para o seu desenvolvimento, o assistente virtual foi treinado utilizando todo o acervo de manuais de operação da Valtra, guias de agricultura inteligente, dados de telemetria e registros de sessões de trabalho.
A inovação já conquistou reconhecimento internacional, sendo finalista do prestigiado prêmio DLG-Agrifuture Concept Winner 2025, na Alemanha, que celebra visões e tecnologias pioneiras para o futuro do campo. “O trator é mais do que uma voz, ele conta com inteligência para a análise de dados em respostas visuais e práticas. É a tecnologia aplica no campo, trazendo o futuro para hoje”, ressalta Fabio Dotto, Diretor de Marketing de Produto Valtra.
Ele explica que o grande diferencial do Talking Tractor é a capacidade de traduzir informações técnicas, otimizadas para tablets e celulares compatíveis. O sistema pode fornecer ilustrações de manuais, checklists e até infográficos baseados na telemetria real da máquina.

O assistente foi desenvolvido para se integrar de forma contínua à solução de telemetria Valtra Connect, podendo ser utilizado em qualquer modelo Valtra equipado com o sistema, seja novo ou adaptado. Pensando na segurança e na praticidade operacional, o Talking Tractor permite que o operador interaja enquanto dirige, utilizando o áudio via Bluetooth do próprio trator ou fones de ouvido, mantendo a atenção focada na lavoura.
Apresentado como o destaque tecnológico da marca na Agrishow 2026, o Talking Tractor é uma prova de conceito que demonstra a visão de futuro da Valtra para a agricultura digital. A tecnologia ainda não tem previsão de lançamento para o mercado brasileiro. “Mais do que uma nova ferramenta, o Talking Tractor é um exemplo de como a inteligência artificial pode humanizar a alta tecnologia e tornar ela acessível e prática para quem realmente importa, que é o agricultor. Estamos trazendo para a Agrishow, junto ao trator Q5, não apenas uma máquina que fala, mas um conceito que redefine a produtividade através de uma colaboração entre homem e inteligência de dados”, conclui Fabio Dotto.
Agro Mato Grosso
Em registro raro onça-preta é flagrada por câmeras em pousada no interior de MT

Registro faz parte do monitoramento realizado pelo projeto Jaguar ID Project e foi feito em uma pequena área de mata em São José do Rio Claro.
Uma onça-preta foi flagrada por câmeras de monitoramento acionadas por movimento em uma pousada em São José do Rio Claro, a 297 km de Cuiabá, na noite deste sábado (25). O registro coniderado raro por especialistas integra um projeto voltado ao monitoramento e identificação de animais silvestres na região.
As imagens mostram o animal de grande porte se aproximando com tranquilidade de uma das câmeras enquanto atravessa uma área de mata (veja abaixo).
Segundo Abigail Martin, presidente do Jaguar ID Project, responsável pela identificação dos felinos, em um ano de monitoramento foram flagrados ao menos quatro machos e duas fêmeas. Para ela, os registros reforçam a importância da área, que apesar do avanço do desmatamento no entorno demontra uma presença relevante da espécie na área.
“Quase não tem floresta lá, e em um ano conseguimos registrar várias onças. É um lugar muito importante para chamar atenção, porque ainda existem esses animais incríveis lá ”, afirmou.
Ainda de acordo com Abigail, a pelagem do animal se trata de uma variação genética incomum da onça-pintada, com registros raros na natureza, especialmente em áreas fragmentadas como a da região, que é cercada por plantações de soja e cana-de-açúcar.
“Capturar esse indivíduo em câmera é algo muito especial e de grande valor científico. Esse trabalho busca gerar base científica para reforçar a importância da proteção das áreas remanescentes”, destacou.
🐆 Onça-pintada preta
Conhecidas popularmente como onça-preta ou “pantera negra”, as onças-pintadas com pelagem escura apresentam essa característica devido a uma mutação genética chamada melanismo.
Fernando Tortato, da ONG Panthera, explicou que o melanismo é causado por um gene dominante e faz com que a coloração amarela típica da espécie fique preta, escondendo as manchas características.
“Dependendo da intensidade do melanismo, as manchas podem ficar levemente visíveis sob a luz. A variação é relativamente comum em biomas como Cerrado e Amazônia. No Pantanal, porém, não há registros confirmados de onças-pintadas com essa característica”, afirmou o especialista.
Registro integra um projeto voltado ao monitoramento e identificação das onças — Foto: Reprodução
Agro Mato Grosso
Resistência a espinetoram em lagarta-do-cartucho avança I agro.mt

Trabalho reúne evidências de campo, mecanismos moleculares e novas ferramentas de diagnóstico
A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) amplia pressão sobre o manejo químico. Há relatos de eficiência reduzida de espinetoram em áreas do Brasil. Estudos indicam início de resistência na China e no Paquistão.
Pesquisadores compilaram registros de campo, mecanismos moleculares e métodos de detecção. Dados de bioensaios confirmam redução de suscetibilidade em populações brasileiras. Relatos asiáticos apontam tendência de aumento.
Análises moleculares associam enzimas detoxificadoras ao fenótipo resistente. Citocromos P450, glutationa S-transferases e carboxilesterases surgem com expressão elevada. Transportadores ABC e proteínas cuticulares também aparecem ligados ao processo. A contribuição direta de cada grupo ainda exige validação funcional.
Em contraste, mutações na subunidade alfa seis do receptor nicotínico de acetilcolina apresentam papel causal. Ensaios funcionais sustentam a relação com menor resposta ao espinetoram.
Ferramentas de diagnóstico avançam. Estudos usam transcriptômica, validação por qRT-PCR e plataformas com RNA interferente. Métodos permitem detecção precoce de populações resistentes.
Os cientistas defendem integração entre monitoramento de campo e dados mecanísticos. A estratégia inclui rotação de inseticidas conforme diretrizes do IRAC. Programas com Bacillus thuringiensis reforçam o manejo integrado. Abordagens com RNA interferente despontam como alternativa de controle.
Outras informações em doi.org/10.1002/ps.70847
Agro Mato Grosso
Pecuária de MT regenera área equivalente a 5,8 mil campos de futebol

Uma área equivalente a 5.868 campos de futebol está em processo de regeneração ambiental em Mato Grosso, impulsionada pelo Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Mais do que apenas uma adequação legal, regenerar áreas desmatadas ilegalmente também significa voltar ao mercado. Apenas nas fazendas monitoradas pelo Prem a projeção é de que R$ 921,2 milhões voltem à cadeia produtiva formal, dinheiro que estava comprometido pois as propriedades estavam proibidas de comercializar seu rebanho, por causa dos passivos ambientais.
“Para o setor, o passivo ambiental significa um bloqueio direto à comercialização. Propriedades com desmatamento irregular registrado no sistema Prodes ou com embargos ficam impedidas de vender para frigoríficos que atendem grandes redes varejistas e exportadores, por exemplo. Ao regularizar essas áreas, o Prem reconecta o produtor ao mercado formal”, explica o presidente do Imac, Caio Penido.
Criado em 2022, o programa apresentou crescimento acelerado. Em quatro anos, saiu de quatro para 167 pecuaristas desbloqueados, avanço que reflete a demanda crescente por regularização e acesso a mercados. Atualmente, o Prem monitora 381.173 hectares, área equivalente a cerca de 2,5 vezes o município de São Paulo, e acompanha a regeneração ativa de 4.190 hectares de vegetação nativa.
Inserido na estratégia mais ampla de sustentabilidade da pecuária mato-grossense, o Prem é a principal ferramenta do Passaporte Verde, política que busca fomentar conformidade socioambiental em toda a cadeia produtiva do Estado. A iniciativa oferece acompanhamento técnico e orientação contínua aos produtores, facilitando o cumprimento da legislação ambiental e a reinserção no mercado formal.
Na prática, o avanço da regeneração também reforça o posicionamento de Mato Grosso no comércio internacional de carne bovina, onde cresce a exigência por produtos mais sustentáveis.
“Na prática, a regeneração dessas áreas não só reduz passivos ambientais como também fortalece a imagem de Mato Grosso no cenário internacional. Ao transformar áreas antes irregulares em ativos produtivos, o estado avança em um modelo comprovado, que combina produção e conservação, certamente temos mais biodiversidade que nossos concorrentes”, enfatiza Penido.
O perfil dos produtores que aderiram ao programa também evidencia seu caráter inclusivo. As propriedades de grande porte representam 38,32% dos participantes, seguidas pelas pequenas (34,74%) e médias (26,94%). O dado indica que a regularização ambiental deixou de ser uma pauta restrita a grandes propriedades e passou a alcançar toda a base produtiva, ampliando o alcance econômico e sustentável da pecuária em Mato Grosso.
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