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Sustentabilidade

Secretário da Seagri-DF afirma que prevenção é a principal arma dos sojicultores contra a ferrugem asiática

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Produtores rurais do Distrito Federal devem se preparar para o início do vazio sanitário da soja, que estará em vigor entre 1º de julho e 30 de setembro. Durante o período, fica proibida a presença de qualquer planta viva de soja nas propriedades rurais, incluindo aquelas que nascem espontaneamente após a colheita. A medida é coordenada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e tem como principal objetivo prevenir a ferrugem asiática.

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Considerada uma das doenças mais severas da cultura, a ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e pode provocar perdas expressivas de produtividade, além de prejuízos econômicos aos produtores. O vazio sanitário é uma das estratégias mais importantes para interromper o ciclo de sobrevivência do fungo entre uma safra e outra.

Ao eliminar as plantas hospedeiras durante o período determinado, reduz-se a quantidade de esporos presentes no ambiente no início do próximo ciclo produtivo. Com isso, a doença tende a surgir mais tarde nas lavouras, diminuindo a necessidade de aplicações de fungicidas e contribuindo para a redução dos impactos econômicos e ambientais.

“O Distrito Federal se destaca pelas suas características sanitárias, com lavouras de alta qualidade e baixa disseminação de pragas e doenças”, destacou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Segundo ele, o vazio sanitário reforça o compromisso do DF com a sanidade vegetal e a produção agrícola de excelência.

Bueno também ressaltou a importância estratégica da cultura para a região. “Cerca de 40% das mais de 390 mil toneladas de soja produzidas no Distrito Federal são destinadas à produção de sementes, que abastecem outros estados e dão origem a novas lavouras em diversas regiões do país”, afirmou. Para o secretário, a manutenção dos elevados padrões sanitários é fundamental para a abertura de novos mercados e para a competitividade do setor.

A Seagri-DF reforça que o cumprimento do vazio sanitário é obrigatório e será fiscalizado ao longo do período. “O vazio sanitário só alcança seus objetivos quando há o comprometimento dos produtores rurais, que são os primeiros interessados em proteger suas lavouras”, afirmou a subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Araújo. O descumprimento da medida pode resultar em sanções previstas na legislação distrital, além de outras responsabilizações administrativas, civis e penais.

As informações são da Agência Brasília.

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Sustentabilidade

Balança comercial de MS mantém superávit de US$ 802 milhões em maio, impulsionada por soja e carne bovina – MAIS SOJA

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De acordo com boletim elaborado pela equipe econômica da Aprosoja/MS, a balança comercial da agropecuária de Mato Grosso do Sul manteve resultado positivo em maio de 2026, registrando superávit de US$ 802,2 milhões. No período, as exportações alcançaram US$ 993,3 milhões, enquanto as importações somaram US$ 191 milhões, mantendo o volume exportado em patamar cinco vezes superior ao das compras internacionais realizadas pelo Estado.

Entre os produtos exportados, a soja e seus resíduos permaneceram na liderança, respondendo por 44,5% das vendas externas. Na sequência aparecem a carne bovina, com 20,9%, e a celulose, com 18,2% da pauta exportadora.

No campo das importações, o gás natural manteve a primeira posição, representando 33,3% do total. O destaque do mês ficou para as células fotovoltaicas, que alcançaram o segundo lugar no ranking de importação, refletindo o avanço dos investimentos em geração de energia renovável no Estado.

De acordo com a análise econômica do boletim, o desempenho das exportações já reflete a sazonalidade da soja, com redução gradual dos embarques após o pico da colheita. Ainda assim, a estabilidade das exportações de carne bovina ajudou a sustentar o resultado positivo da balança comercial.

“Mesmo com a desaceleração natural das exportações de soja neste período do ano, Mato Grosso do Sul mantém uma balança comercial bastante robusta. O destaque para a importação de células fotovoltaicas demonstra que o Estado acompanha uma tendência global de transição energética, enquanto o forte desempenho das exportações agropecuárias continua garantindo um saldo comercial expressivo e contribuindo para a dinâmica econômica regional”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Além da manutenção do superávit, os indicadores de inflação apresentaram desaceleração em maio. O IPCA registrou alta de 0,58% e o IGP-M avançou 0,84%, sinalizando maior estabilidade nos custos que impactam a cadeia produtiva. Segundo o boletim, a redução do IGP-M foi influenciada principalmente pela acomodação dos preços do petróleo no mercado internacional.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Insumos biológicos ajudam produtores a reduzir perdas e fortalecer a produtividade do milho – MAIS SOJA

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A busca por maior eficiência produtiva tem levado os produtores de milho a ampliarem o uso de tecnologias capazes de proteger o potencial da lavoura desde os primeiros estágios de desenvolvimento. Entre essas ferramentas, os insumos biológicos vêm ganhando protagonismo por contribuírem para a redução de perdas causadas por fatores como estiagem, pragas resistentes e doenças.

No Brasil, o milho ocupa posição estratégica na produção agrícola, especialmente na segunda safra, responsável por grande parte do volume produzido no país. No entanto, desafios recorrentes, como a irregularidade das chuvas em fases críticas da cultura e o aumento da pressão de pragas de difícil controle, exigem uma abordagem cada vez mais integrada de manejo.

Nesse cenário, os insumos biológicos podem atuar em diferentes etapas do cultivo. O uso de inoculantes à base de microrganismos promotores de crescimento, por exemplo, contribui para o desenvolvimento inicial da cultura, favorecendo o estabelecimento das plantas e a formação de um sistema radicular mais robusto.

O fortalecimento do sistema radicular é um dos principais benefícios associados ao uso de biológicos nas fases iniciais do cultivo. Com raízes mais desenvolvidas e protegidas, a planta consegue explorar melhor o solo em busca de água e nutrientes, tornando-se mais preparada para enfrentar períodos de estresse hídrico e térmico. Além disso, alguns microrganismos também auxiliam na proteção contra fitonematoides e doenças de solo, contribuindo para um estabelecimento mais eficiente da lavoura.

“Os insumos biológicos atuam em diferentes frentes dentro da cultura do milho. Eles contribuem para o desenvolvimento de um sistema radicular mais eficiente, ajudam a proteger a lavoura contra pragas e doenças e ainda fortalecem a capacidade da planta de enfrentar situações de estresse hídrico e térmico. Quando inseridos em um programa de manejo integrado, tornam-se ferramentas importantes para preservar o potencial produtivo da lavoura e reduzir perdas ao longo do ciclo”, afirma Lana Gaias, Mestre em Agronomia e Gerente de Marketing da Nitro.

Além do trabalho realizado no solo, os biológicos também desempenham papel importante no manejo integrado de pragas. O aumento da ocorrência de lagartas com resistência a determinadas tecnologias tem levado produtores a buscarem alternativas que complementem o controle químico. Nesse contexto, ferramentas como os baculovírus surgem como importantes aliadas no manejo dessas populações, contribuindo para a rotação de modos de ação e para a sustentabilidade do sistema produtivo.

Outro desafio frequente nas áreas de milho é o controle da cigarrinha, inseto responsável pela transmissão de doenças que comprometem o desenvolvimento da planta e podem provocar perdas expressivas de produtividade. Entre as soluções biológicas disponíveis, microrganismos como a Beauveria bassiana têm sido utilizados como parte das estratégias de manejo integrado para auxiliar no controle da praga.

Os benefícios dos biológicos também se estendem ao manejo de doenças foliares. Como muitos patógenos têm origem nos resíduos culturais presentes na superfície do solo, a proteção preventiva da área foliar torna-se fundamental para preservar a capacidade fotossintética da planta ao longo do ciclo.

Biofungicidas à base de bactérias do gênero Bacillus, por exemplo, podem ser empregados para auxiliar na proteção das folhas, reduzindo a pressão de doenças e contribuindo para a manutenção da área verde responsável pelo enchimento dos grãos. Com isso, a planta mantém sua eficiência produtiva por mais tempo, favorecendo melhores resultados ao final da safra.

Mais do que substituir outras ferramentas de manejo, os insumos biológicos vêm se consolidando como componentes estratégicos de um sistema integrado de produção. Quando utilizados de forma planejada e associados a boas práticas agronômicas, podem contribuir para uma lavoura mais equilibrada, resiliente e preparada para enfrentar os desafios que impactam a produtividade do milho.

Sobre a Nitro

A Nitro é uma multinacional brasileira com 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).

Fonte: Assessoria de imprensa Nitro



 

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Sustentabilidade

Safra 2026/27 pressiona margens e impõe novo padrão de exigência ao agro – MAIS SOJA

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Por Vitor Ozaki, CEO da Picsel e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP)

A safra 2026/27 tende a expor uma lógica econômica diferente no agronegócio. Mais do que medir desempenho pela produtividade isolada, o novo ciclo exigirá avaliar a capacidade de cada operação de sustentar margem, liquidez e disciplina financeira em um ambiente de custos ainda elevados, crédito mais seletivo, juros mais altos e passivos acumulados de safras anteriores. Em outras palavras, nesta safra, produzir bem continuará sendo necessário, mas não será, por si só, suficiente para garantir solidez econômica.

Essa mudança altera de forma relevante a leitura de risco e retorno no setor. Em ciclos mais favoráveis, parte das ineficiências operacionais e mesmo perdas localizadas de produtividade por intempéries climáticas podiam ser absorvidas por preços melhores, maior liquidez e expansão do crédito. Esse ambiente mudou. Na safra 2026/27, mesmo operações com bom desempenho produtivo podem enfrentar pressão de caixa se ingressarem no ciclo com estrutura de capital desequilibrada, alavancagem excessiva ou baixa capacidade de gerir riscos.

A diferença entre operações mais resilientes e mais vulneráveis tende a aparecer com mais nitidez. No Centro-Oeste, especialmente em regiões com maior escala e melhor diluição de custos, permanecem vantagens estruturais relevantes, mas elas já não asseguram conforto financeiro por si só. No MATOPIBA, o desafio tende a ser mais sensível em razão da pressão logística, da dependência de infraestrutura e da menor margem de tolerância a desvios. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, o clima e o peso de sucessivas frustrações produtivas e renegociações anteriores torna o novo ciclo ainda mais exigente.

Nesse contexto, o desafio já não está apenas em aumentar a produtividade. Está em preservar a capacidade econômica da operação diante de uma combinação mais dura de margens estreitas, caixa pressionado, maior seletividade do crédito e exposição climática permanente. Quando o espaço entre receita esperada e obrigação financeira se estreita, qualquer frustração relevante de safra pode migrar rapidamente do campo agronômico para o financeiro.

É exatamente por isso que o seguro agrícola ganha centralidade. Em um cenário de margem comprimida, ele deixa de ser apenas um instrumento de compensação patrimonial e passa a atuar como mecanismo de preservação de liquidez, continuidade operacional e capacidade de pagamento. Proteger a safra, nesse ambiente, é também proteger a estrutura financeira da operação rural.

Esse movimento faz parte de uma transformação mais ampla do agro. Decisões de crédito, seguro e gestão de risco precisarão ser cada vez mais apoiadas por dados e inteligência, seja pela leitura do risco em nível de talhão, pelo monitoramento contínuo ou pela maior integração do seguro às operações financeiras.

O que está em jogo, portanto, não é apenas o desempenho de uma safra, mas a capacidade de manter a operação economicamente íntegra em um ambiente mais complexo e adverso. Isso exige uma agenda mais profissional de proteção, governança e gestão de risco.

Sobre o autor: Vitor Ozaki é Pós-doutor em Economia e referência no setor agro, Vitor foi diretor do Ministério da Agricultura e pioneiro no Brasil ao abordar a gestão de riscos agrícolas. Com uma carreira consolidada, seu trabalho influencia políticas públicas e estratégias para o desenvolvimento do setor.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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