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28 de julho de 2026

Sustentabilidade

Secretário da Seagri-DF afirma que prevenção é a principal arma dos sojicultores contra a ferrugem asiática

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Produtores rurais do Distrito Federal devem se preparar para o início do vazio sanitário da soja, que estará em vigor entre 1º de julho e 30 de setembro. Durante o período, fica proibida a presença de qualquer planta viva de soja nas propriedades rurais, incluindo aquelas que nascem espontaneamente após a colheita. A medida é coordenada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e tem como principal objetivo prevenir a ferrugem asiática.

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Considerada uma das doenças mais severas da cultura, a ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e pode provocar perdas expressivas de produtividade, além de prejuízos econômicos aos produtores. O vazio sanitário é uma das estratégias mais importantes para interromper o ciclo de sobrevivência do fungo entre uma safra e outra.

Ao eliminar as plantas hospedeiras durante o período determinado, reduz-se a quantidade de esporos presentes no ambiente no início do próximo ciclo produtivo. Com isso, a doença tende a surgir mais tarde nas lavouras, diminuindo a necessidade de aplicações de fungicidas e contribuindo para a redução dos impactos econômicos e ambientais.

“O Distrito Federal se destaca pelas suas características sanitárias, com lavouras de alta qualidade e baixa disseminação de pragas e doenças”, destacou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Segundo ele, o vazio sanitário reforça o compromisso do DF com a sanidade vegetal e a produção agrícola de excelência.

Bueno também ressaltou a importância estratégica da cultura para a região. “Cerca de 40% das mais de 390 mil toneladas de soja produzidas no Distrito Federal são destinadas à produção de sementes, que abastecem outros estados e dão origem a novas lavouras em diversas regiões do país”, afirmou. Para o secretário, a manutenção dos elevados padrões sanitários é fundamental para a abertura de novos mercados e para a competitividade do setor.

A Seagri-DF reforça que o cumprimento do vazio sanitário é obrigatório e será fiscalizado ao longo do período. “O vazio sanitário só alcança seus objetivos quando há o comprometimento dos produtores rurais, que são os primeiros interessados em proteger suas lavouras”, afirmou a subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Araújo. O descumprimento da medida pode resultar em sanções previstas na legislação distrital, além de outras responsabilizações administrativas, civis e penais.

As informações são da Agência Brasília.

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Sustentabilidade

Soja sucumbe à realização de lucros e cai cerca de 3% em Chicago – MAIS SOJA

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 Os contratos futuros da soja fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após atingir na semana passada os maiores patamares em mais de dois anos, o mercado sucumbiu a um movimento de realização de lucros e despencou cerca de 3% no início da semana.

A queda acentuada das cotações do petróleo no mercado internacional acelerou o movimento de vendas e acentuou a queda. Com a expectativa de retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos, o barril do petróleo teve um dia de fortes perdas, tanto em Londres como em Nova York.

Os exportadores privados americanos anunciaram a venda de 132 mil toneladas para a China e 126 mil toneladas de soja em grão para destinos não revelados. Hoje, os sinais de boa demanda foram insuficientes para conter as perdas.

O mercado aguarda agora a divulgação dos dados de condições das lavouras americanas, às 17h, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expectativa é de que a taxa de lavouras entre boas e excelentes condições recue, reflexo do recente calor extremo sobre o cinturão produtor americano.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 39,50 centavos de dólar, ou 3,16%, a US$ 12,08 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 12,13 3/4 por bushel, com retração de 39,75 centavos de dólar ou 3,17%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 10,50 ou 3,17% a US$ 320,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 70,85 centavos de dólar, com perda de 2,62 centavos ou 3,56%.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Agência Safras

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Sustentabilidade

Forrageiras: o investimento mais estratégico para agricultura moderna – MAIS SOJA

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Por: Marcelo Ayres Carvalho, Pesquisador da Embrapa Cerrados

A eficiência no uso da terra e o controle dos custos de produção são fatores essenciais para a gestão das propriedades rurais. Em um cenário de variações nos preços das commodities agrícolas, do custo dos insumos e das taxas de juros, a eficiência do sistema produtivo impacta diretamente a estabilidade financeira das atividades rurais. Neste contexto, as plantas forrageiras deixam de ser apenas um componente da pecuária para assumir um papel estratégico na agricultura moderna.

Mais do que culturas de cobertura, elas contribuem para a saúde do solo, reduzem riscos de produção, aumentam a produtividade e fortalecem a rentabilidade das lavouras, especialmente em períodos de instabilidade econômica e climática.

O risco da safrinha e a armadilha do custo fixo

Historicamente, a “safrinha” de grãos (em geral, com milho ou sorgo) foi utilizada para diluir os custos fixos da propriedade. No entanto, em anos de crise financeira e instabilidade climática, essa estratégia pode se transformar em uma perigosa armadilha. Implantar uma segunda safra de grãos exige investimentos elevados em sementes, fertilizantes e defensivos. Quando o clima ou os preços forem desfavoráveis, a safrinha deixa de gerar receita e passa a representar um passivo financeiro.

A busca por eficiência operacional exige que o produtor repense o uso da terra. A exposição ao risco em janelas marginais de plantio tem levado à adoção de alternativas que demandam menor desembolso inicial e oferecem maior proteção ao sistema produtivo.

No entanto, a redução da dependência de safrinhas de alto risco não significa deixar a terra em pousio — o que seria um erro agronômico grave no Sistema Plantio Direto (SPD). A opção é a adoção de culturas que preparem o sistema para a safra principal com um custo significativamente menor.

As forrageiras como ferramentas estratégicas

O cultivo de espécies forrageiras, especialmente gramíneas e leguminosas tropicais, representa uma estratégia eficiente para aumentar a resiliência dos sistemas produtivos. Ao contrário de uma cultura de grãos, a forrageira implantada após a safra de verão, atua como um “seguro biológico”. Ela não exige os mesmos investimentos em operações agrícolas, insumos e gestão, e entrega um retorno para o sistema que poucas tecnologias conseguem superar.

As forrageiras vão além da cobertura do solo. Seus sistemas radiculares promovem descompactação, infiltração de água, oxigenação do perfil, ciclagem de nutrientes, supressão de plantas invasoras, nematoides, pragas e doenças, além de favorecer o sequestro de carbono.
Em um cenário de crise, onde o produtor precisa extrair o máximo de cada quilo de fertilizante aplicado, ter um solo estruturado e saudável é fundamental para evitar perdas de produtividade e aumento de custos de produção.

Evidências técnicas e econômicas: o valor da saúde do solo

Estudos científicos demonstram que substituir a safrinha de grãos por forrageiras melhora o desempenho do sistema produtivo. Pesquisas têm demonstrado que a soja cultivada após o uso de forrageiras apresenta um incremento médio de 15% na produtividade, o que representa cerca de 515 quilos por hectare adicionais (ou mais de 8,5 sacas por hectare). O ganho está associado à melhora dos bioindicadores da saúde do solo, com aumento da atividade enzimática e da ciclagem de nutrientes.

Do ponto de vista financeiro, o retorno sobre o investimento (ROI) é bastante expressivo. Enquanto o custo de implantação de uma cobertura forrageira varia entre US$ 9 e US$ 30 por hectare em sementes, o retorno financeiro apenas em ganho de produtividade da soja subsequente é estimado em US$ 198 por hectare.

Forrageiras, uma poupança para o solo e para o produtor 

Em tempos de insumos caros, as forrageiras funcionam como uma poupança de nutrientes. Cultivares de Brachiaria recuperam potássio e fósforo das camadas profundas do solo e os devolvem à superfície por meio da biomassa. Após a dessecação da forragem, esses nutrientes são liberados de forma gradual, reduzindo a dependência imediata de fertilizantes químicos de alta solubilidade e custo elevado.

Além disso, a palhada persistente sobre o solo reduz a temperatura superficial e mantém a umidade, mitigando os efeitos do estresse hídrico — um problema recorrente que tem dizimado margens de lucro em diversas regiões.

O uso de leguminosas forrageiras contribui também para a melhoria dos atributos físicos e biológicos do solo, promovendo o aporte de nitrogênio no sistema pela fixação biológica. Estudos mostram que leguminosas forrageiras podem fixar entre 50 e mais de 250 quilos de nitrogênio por hectare ao ano.

Elas podem ser utilizadas isoladamente ou em consórcio com gramíneas. As forrageiras também podem ser pastejadas, diversificando a renda. Estudos em fazendas mostram aumento de 18% na produtividade da soja em áreas pastejadas.

Essa estratégia amplia a competitividade do produtor brasileiro. A sustentabilidade aqui não é um conceito abstrato, mas uma ferramenta de resiliência econômica que permite produzir mais com menos interferência externa.

A maturidade do sistema de produção

O crescimento do mercado de sementes forrageiras mostra que investir na saúde do solo reduz riscos e aumenta a eficiência da safra principal. A adoção de sistemas integrados – a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) – ou o uso estratégico de forrageiras como plantas de cobertura para o sistema de plantio direto marca a maturidade do sistema de produção brasileiro.

O produtor que compreende a forrageira como um investimento em infraestrutura biológica estará, ao final dessa crise, em uma posição de liderança, com custos de produção mais baixos, solos mais férteis e uma operação significativamente menos vulnerável às oscilações climáticas e do mercado de commodities e insumos.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda por soja do BR eleva prêmio de exportação e sustenta cotação interna – MAIS SOJA

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O recente aumento das tensões no Oriente Médio impulsionou as cotações internacionais do petróleo, sustentando os preços internacionais da soja. No Brasil, de acordo com o Cepea, a valorização dos prêmios de exportação, somada à influência do cenário geopolítico e ao aquecimento da demanda pela oleaginosa brasileira, reforçou a alta no mercado spot.

Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, a previsão de intensificação do fenômeno climático El Niño ao longo da safra 2026/27 vem aumentando as preocupações quanto aos possíveis impactos sobre a produção global de soja. Nesse contexto, parte dos consumidores antecipam as aquisições como estratégia de mitigação de riscos, enquanto vendedores reduzem a oferta de grandes volumes, à espera de condições mais favoráveis de comercialização.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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