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28 de julho de 2026

Sustentabilidade

Insumos biológicos ajudam produtores a reduzir perdas e fortalecer a produtividade do milho – MAIS SOJA

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A busca por maior eficiência produtiva tem levado os produtores de milho a ampliarem o uso de tecnologias capazes de proteger o potencial da lavoura desde os primeiros estágios de desenvolvimento. Entre essas ferramentas, os insumos biológicos vêm ganhando protagonismo por contribuírem para a redução de perdas causadas por fatores como estiagem, pragas resistentes e doenças.

No Brasil, o milho ocupa posição estratégica na produção agrícola, especialmente na segunda safra, responsável por grande parte do volume produzido no país. No entanto, desafios recorrentes, como a irregularidade das chuvas em fases críticas da cultura e o aumento da pressão de pragas de difícil controle, exigem uma abordagem cada vez mais integrada de manejo.

Nesse cenário, os insumos biológicos podem atuar em diferentes etapas do cultivo. O uso de inoculantes à base de microrganismos promotores de crescimento, por exemplo, contribui para o desenvolvimento inicial da cultura, favorecendo o estabelecimento das plantas e a formação de um sistema radicular mais robusto.

O fortalecimento do sistema radicular é um dos principais benefícios associados ao uso de biológicos nas fases iniciais do cultivo. Com raízes mais desenvolvidas e protegidas, a planta consegue explorar melhor o solo em busca de água e nutrientes, tornando-se mais preparada para enfrentar períodos de estresse hídrico e térmico. Além disso, alguns microrganismos também auxiliam na proteção contra fitonematoides e doenças de solo, contribuindo para um estabelecimento mais eficiente da lavoura.

“Os insumos biológicos atuam em diferentes frentes dentro da cultura do milho. Eles contribuem para o desenvolvimento de um sistema radicular mais eficiente, ajudam a proteger a lavoura contra pragas e doenças e ainda fortalecem a capacidade da planta de enfrentar situações de estresse hídrico e térmico. Quando inseridos em um programa de manejo integrado, tornam-se ferramentas importantes para preservar o potencial produtivo da lavoura e reduzir perdas ao longo do ciclo”, afirma Lana Gaias, Mestre em Agronomia e Gerente de Marketing da Nitro.

Além do trabalho realizado no solo, os biológicos também desempenham papel importante no manejo integrado de pragas. O aumento da ocorrência de lagartas com resistência a determinadas tecnologias tem levado produtores a buscarem alternativas que complementem o controle químico. Nesse contexto, ferramentas como os baculovírus surgem como importantes aliadas no manejo dessas populações, contribuindo para a rotação de modos de ação e para a sustentabilidade do sistema produtivo.

Outro desafio frequente nas áreas de milho é o controle da cigarrinha, inseto responsável pela transmissão de doenças que comprometem o desenvolvimento da planta e podem provocar perdas expressivas de produtividade. Entre as soluções biológicas disponíveis, microrganismos como a Beauveria bassiana têm sido utilizados como parte das estratégias de manejo integrado para auxiliar no controle da praga.

Os benefícios dos biológicos também se estendem ao manejo de doenças foliares. Como muitos patógenos têm origem nos resíduos culturais presentes na superfície do solo, a proteção preventiva da área foliar torna-se fundamental para preservar a capacidade fotossintética da planta ao longo do ciclo.

Biofungicidas à base de bactérias do gênero Bacillus, por exemplo, podem ser empregados para auxiliar na proteção das folhas, reduzindo a pressão de doenças e contribuindo para a manutenção da área verde responsável pelo enchimento dos grãos. Com isso, a planta mantém sua eficiência produtiva por mais tempo, favorecendo melhores resultados ao final da safra.

Mais do que substituir outras ferramentas de manejo, os insumos biológicos vêm se consolidando como componentes estratégicos de um sistema integrado de produção. Quando utilizados de forma planejada e associados a boas práticas agronômicas, podem contribuir para uma lavoura mais equilibrada, resiliente e preparada para enfrentar os desafios que impactam a produtividade do milho.

Sobre a Nitro

A Nitro é uma multinacional brasileira com 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).

Fonte: Assessoria de imprensa Nitro



 

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Sustentabilidade

Soja sucumbe à realização de lucros e cai cerca de 3% em Chicago – MAIS SOJA

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 Os contratos futuros da soja fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após atingir na semana passada os maiores patamares em mais de dois anos, o mercado sucumbiu a um movimento de realização de lucros e despencou cerca de 3% no início da semana.

A queda acentuada das cotações do petróleo no mercado internacional acelerou o movimento de vendas e acentuou a queda. Com a expectativa de retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos, o barril do petróleo teve um dia de fortes perdas, tanto em Londres como em Nova York.

Os exportadores privados americanos anunciaram a venda de 132 mil toneladas para a China e 126 mil toneladas de soja em grão para destinos não revelados. Hoje, os sinais de boa demanda foram insuficientes para conter as perdas.

O mercado aguarda agora a divulgação dos dados de condições das lavouras americanas, às 17h, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expectativa é de que a taxa de lavouras entre boas e excelentes condições recue, reflexo do recente calor extremo sobre o cinturão produtor americano.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 39,50 centavos de dólar, ou 3,16%, a US$ 12,08 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 12,13 3/4 por bushel, com retração de 39,75 centavos de dólar ou 3,17%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 10,50 ou 3,17% a US$ 320,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 70,85 centavos de dólar, com perda de 2,62 centavos ou 3,56%.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Agência Safras

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Sustentabilidade

Forrageiras: o investimento mais estratégico para agricultura moderna – MAIS SOJA

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Por: Marcelo Ayres Carvalho, Pesquisador da Embrapa Cerrados

A eficiência no uso da terra e o controle dos custos de produção são fatores essenciais para a gestão das propriedades rurais. Em um cenário de variações nos preços das commodities agrícolas, do custo dos insumos e das taxas de juros, a eficiência do sistema produtivo impacta diretamente a estabilidade financeira das atividades rurais. Neste contexto, as plantas forrageiras deixam de ser apenas um componente da pecuária para assumir um papel estratégico na agricultura moderna.

Mais do que culturas de cobertura, elas contribuem para a saúde do solo, reduzem riscos de produção, aumentam a produtividade e fortalecem a rentabilidade das lavouras, especialmente em períodos de instabilidade econômica e climática.

O risco da safrinha e a armadilha do custo fixo

Historicamente, a “safrinha” de grãos (em geral, com milho ou sorgo) foi utilizada para diluir os custos fixos da propriedade. No entanto, em anos de crise financeira e instabilidade climática, essa estratégia pode se transformar em uma perigosa armadilha. Implantar uma segunda safra de grãos exige investimentos elevados em sementes, fertilizantes e defensivos. Quando o clima ou os preços forem desfavoráveis, a safrinha deixa de gerar receita e passa a representar um passivo financeiro.

A busca por eficiência operacional exige que o produtor repense o uso da terra. A exposição ao risco em janelas marginais de plantio tem levado à adoção de alternativas que demandam menor desembolso inicial e oferecem maior proteção ao sistema produtivo.

No entanto, a redução da dependência de safrinhas de alto risco não significa deixar a terra em pousio — o que seria um erro agronômico grave no Sistema Plantio Direto (SPD). A opção é a adoção de culturas que preparem o sistema para a safra principal com um custo significativamente menor.

As forrageiras como ferramentas estratégicas

O cultivo de espécies forrageiras, especialmente gramíneas e leguminosas tropicais, representa uma estratégia eficiente para aumentar a resiliência dos sistemas produtivos. Ao contrário de uma cultura de grãos, a forrageira implantada após a safra de verão, atua como um “seguro biológico”. Ela não exige os mesmos investimentos em operações agrícolas, insumos e gestão, e entrega um retorno para o sistema que poucas tecnologias conseguem superar.

As forrageiras vão além da cobertura do solo. Seus sistemas radiculares promovem descompactação, infiltração de água, oxigenação do perfil, ciclagem de nutrientes, supressão de plantas invasoras, nematoides, pragas e doenças, além de favorecer o sequestro de carbono.
Em um cenário de crise, onde o produtor precisa extrair o máximo de cada quilo de fertilizante aplicado, ter um solo estruturado e saudável é fundamental para evitar perdas de produtividade e aumento de custos de produção.

Evidências técnicas e econômicas: o valor da saúde do solo

Estudos científicos demonstram que substituir a safrinha de grãos por forrageiras melhora o desempenho do sistema produtivo. Pesquisas têm demonstrado que a soja cultivada após o uso de forrageiras apresenta um incremento médio de 15% na produtividade, o que representa cerca de 515 quilos por hectare adicionais (ou mais de 8,5 sacas por hectare). O ganho está associado à melhora dos bioindicadores da saúde do solo, com aumento da atividade enzimática e da ciclagem de nutrientes.

Do ponto de vista financeiro, o retorno sobre o investimento (ROI) é bastante expressivo. Enquanto o custo de implantação de uma cobertura forrageira varia entre US$ 9 e US$ 30 por hectare em sementes, o retorno financeiro apenas em ganho de produtividade da soja subsequente é estimado em US$ 198 por hectare.

Forrageiras, uma poupança para o solo e para o produtor 

Em tempos de insumos caros, as forrageiras funcionam como uma poupança de nutrientes. Cultivares de Brachiaria recuperam potássio e fósforo das camadas profundas do solo e os devolvem à superfície por meio da biomassa. Após a dessecação da forragem, esses nutrientes são liberados de forma gradual, reduzindo a dependência imediata de fertilizantes químicos de alta solubilidade e custo elevado.

Além disso, a palhada persistente sobre o solo reduz a temperatura superficial e mantém a umidade, mitigando os efeitos do estresse hídrico — um problema recorrente que tem dizimado margens de lucro em diversas regiões.

O uso de leguminosas forrageiras contribui também para a melhoria dos atributos físicos e biológicos do solo, promovendo o aporte de nitrogênio no sistema pela fixação biológica. Estudos mostram que leguminosas forrageiras podem fixar entre 50 e mais de 250 quilos de nitrogênio por hectare ao ano.

Elas podem ser utilizadas isoladamente ou em consórcio com gramíneas. As forrageiras também podem ser pastejadas, diversificando a renda. Estudos em fazendas mostram aumento de 18% na produtividade da soja em áreas pastejadas.

Essa estratégia amplia a competitividade do produtor brasileiro. A sustentabilidade aqui não é um conceito abstrato, mas uma ferramenta de resiliência econômica que permite produzir mais com menos interferência externa.

A maturidade do sistema de produção

O crescimento do mercado de sementes forrageiras mostra que investir na saúde do solo reduz riscos e aumenta a eficiência da safra principal. A adoção de sistemas integrados – a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) – ou o uso estratégico de forrageiras como plantas de cobertura para o sistema de plantio direto marca a maturidade do sistema de produção brasileiro.

O produtor que compreende a forrageira como um investimento em infraestrutura biológica estará, ao final dessa crise, em uma posição de liderança, com custos de produção mais baixos, solos mais férteis e uma operação significativamente menos vulnerável às oscilações climáticas e do mercado de commodities e insumos.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda por soja do BR eleva prêmio de exportação e sustenta cotação interna – MAIS SOJA

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O recente aumento das tensões no Oriente Médio impulsionou as cotações internacionais do petróleo, sustentando os preços internacionais da soja. No Brasil, de acordo com o Cepea, a valorização dos prêmios de exportação, somada à influência do cenário geopolítico e ao aquecimento da demanda pela oleaginosa brasileira, reforçou a alta no mercado spot.

Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, a previsão de intensificação do fenômeno climático El Niño ao longo da safra 2026/27 vem aumentando as preocupações quanto aos possíveis impactos sobre a produção global de soja. Nesse contexto, parte dos consumidores antecipam as aquisições como estratégia de mitigação de riscos, enquanto vendedores reduzem a oferta de grandes volumes, à espera de condições mais favoráveis de comercialização.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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